Notas iniciais
- Capitulo Novo
- Hiatus off
- Espero que gostem!

Tomei um gole do chá de morango e dei uma mordida na rosquinha que estava no pratinho. Emma não conseguia comer ou tomar nada, mas não parava de roer suas unhas. Ela sempre faz isso quando está nervosa. Quando vovó ia começando a falar, a campainha toca.

- Quem será que é? — perguntei.

- Deve ser a Rosalina ou o Nicolas — falou meu avó indo em direção da porta.

Eu fiquei surpresa em escutar ”Nicolas” até mais do que ter escutado ”Rosalina” será que é o mesmo ”Nicolas” que eu e a Emma conhecemos?

- Olá! tudo bom com vocês? — falou meu avó.

- Meninas é a Rosalina e o Nicolas! Chegaram na hora certa! — falou meu avó entusiasmado.

- Nicolas essas são…

Antes que meu avó pudesse completar Nicolas sussurrou nosso nome. O que foi desconfortante, porque todos ficaram em silêncio. E eu acho que também se perguntaram de onde é que nós nos conhecemos.

- Oi garotas… — falou ele.

- Oi — eu e Emma demos um ”oi duplo” sem querer.

- Bem, sentem-se por favor! Vou buscar mais duas xícaras para os dois tomarem chá. — falou minha avó sorrindo.

Todos estavam confortáveis sentados no sofá, rindo e conversando, mas eu não conseguia ficar calma ou sorrir. Tudo aquilo já estava me tirando o ar.

- E então… O que é que todos estão fazendo aqui? — perguntei meio nervosa.

- Calma Nieta… Você já, já irá saber — falou minha avó colocando chá dentro das xícaras vazias.

- Estou calma… Só estou um pouco impaciente.

As horas e os minutos iam passando e eu ficava cada vez mais sufocada naquela sala, parece que as paredes estavam encolhendo e eu estava prestes a ser esmagada. Meu coração não parava de palpitar freneticamente, minha mão não parava de soar e eu não conseguia ficar quieta. Até que a mãe da Emma decidiu falar.

- Acho que já podemos começar, não é? — disse ela afastando a xícara da boca.

- Sim, acho que já! — falou minha avó. — Bom, recentemente vimos que está acontecendo coisas estranhas aqui em casa. Barulhos, coisas quebrando e vocês acharam a caixa de Fênix!

-Vocês estão prontas meninas! — falou Rosalina sorrindo.

- Prontas pra que? — perguntou Emma.

- Vocês foram escolhidas para uma missão importantíssima! A mais importante que já existiu para todos os que moram no Reino Azul!

- Calma, calma! Fênix e Reino Azul?! Alguém pode me explicar por favor? — falei.

- Fênix é o nosso mundo! O mundo que só os línguas-mágicas e os outros seres mágicos conhecem… — Falou Nicolas enchendo sua xícara de chá novamente.

- E Reino Azul é o nome do vilarejo onde os línguas-mágicas que já morreram moram agora. — explicou Rosalina.

- E vocês também são línguas-mágicas, senão, nunca iriam conseguir ler esta carta, que está escrita em uma língua que os seres humanos jamais viram e nem ouviram falar. Por isso são as escolhidas. — falou a mãe da Emma — Fênix está em apuros e só vocês poderão ajudar.

- O que tem essa Fênix ai? — falou a Emma.

- Os Baudelaire invadiram Fênix e roubaram alguns línguas-mágicas do reino Azul, e não foi só isso, eles levaram os unicórnios do vilarejo Skyscraper, levaram também alguns anões, agora só restão cinco anões… A branca de neve está em estado de depressão, não sai do castelo a dias e o príncipe já fez de tudo para ajudar… Mas até agora não consegui nada.. — falou a mãe da Emma meio triste.

- Sou até que a mãe da chapeuzinho vermelho fez alguns doces para ela, mas parece que nem isso ela quis — falou meu avô.

- VOCÊS ESTÃO LOUCOS?? — gritei.

- CALMA ANTONIETA! — falou meu avô.

- Que palhaçada de branca de neve, chapeuzinho vermelho, cinco anões, unicórnios e o escambau a quatro é essa em? Vocês querem me deixar louca é isso? Só pode! E olha, vocês estão conseguindo, porque eu já tô maluca! — continuei com o protesto.

- Nieta, você tem que entender, você não pertence a este mundo, você é diferente das outras pessoas… Você nunca percebeu isso? — falou minha avó tentando me amaciar.

Um silêncio se fez na sala.

- Você sempre foi diferente, e seus pais sempre nos disseram que você fazia coisas extraordinárias quando era pequena. Aprendeu a andar antes de um ano de idade e sempre amou livros, desde pequena sempre foi apaixonada por isso. — falou minha avó.

- Engraçado vocês falarem dos meus pais — meus olhos encherem de água. — Eles deveriam estar aqui, explicando toda essa palhaçada pra mim — respirei fundo — Mas não, eles sumiram e deixaram a filha anoréxica e bulímica aqui — naquele momento eu desabei, não conseguia impedir que as lágrias parassem de rolar no meu rosto. — Eu não quero saber de nada disso, DE NADA! ME DEIXEM EM PAZ! — gritei quase sem voz. Subi as escadas do meu quarto e me tranquei lá. Nenhum deles veio atras de mim, nem mesmo a Emma… Mas acho que todos entenderam que eu não queria papo e só queria ficar sozinha.

Tudo veio em minha direção como uma bomba. Nada daquilo parecia estar certo, nada daquilo parecia ser real. Chorei tanto que acabei dormindo,apenas senti uma mão deslisando sobe a minha cabeça, mas eu estava exausta e não fiz questão de saber quem era que estava alisando meus cabelos.