_ Ela esta assim faz dias. — Dizia uma voz feminina. — Já não sabemos oque fazer.

Juntei todas minhas poucas forças para lutar contra as luzes incandescentes daquele lugar. Quando finalmente abri os olhos, consegui enchergar vagarosamente um homem de cabelos loiros vestido de branco ao meu lado.

_ Se acalme, você ficou muito tempo desacordada, esta fraca. — Dizia ele enquanto eu tentava me levantar e sair dali.

_ Quem eu terei que matar pra sair daqui? — Foi a única coisa que consegui dizer enquanto tentava tirar todos os fios ligados à mim.

Ele piscou os olhos repetidamente. E olhou para mulher ao seu lado que saiu correndo da sala assustada.

_ Onde esta ele? Ele esta bem? — Minha cabeça explodia, mas só conseguia pensar em Nate.

_ Quem? — Perguntou o homem

_ Nate, ele estava comigo, ele esta bem?

_ Desculpe, mas você foi encontrada em um quarto sozinha, pelos responsáveis pela limpeza do hotel..

Eu me senti tonta e então as lágrimas começaram à cair.

_ Você não esta entendendo! Ele estava comigo! Eu não estava sozinha! — Eu gritava enquanto tentava sair daqueles fios.

Ele injetou alguma coisa em um tubo ligado à minha veia.

_ Não! Não faz isso comigo! Eu tenho que sair, tenho que procurar ele! Ele precisa de mim! — Os gritos saíam cortando minha garganta, e minhas lágrimas eram como navalhas ao cruzar meu rosto, eu precisava de Nate.

Chegaram mais dois homens para me imobilizar, e todos me olhavam como louca.

_ É um estresse pós-traumatico, você vai ficar bem. — Disse o homem de branco.

_ Não! Por favor... — O remédio fizera efeito e meu corpo pesava, e minhas pálpebras se fecharam com a imagem daquele homem que acabara de matar, mais um pouco.

∞

"Apenas outro sonho, só mais um, o mais terrível deles, o que Nate está esperando para me acordar?" — Pensei.

_ Fenix, Fenix... Tudo bem agora, o efeito passou, acorde... — Dizia a voz ao fundo, minhas pálpebras se mexiam em direção à voz, e então se abriram.

Lá estava ele denovo. O homem loiro abrindo um sorriso para mim. Nada de Nate.

_ Desculpe pelo outro dia, espero que esteja mais calma... — Ele piscou e estendeu a mão para mim. — Sou o doutor Jonh Horan, estou aqui para cuidar de você.

Não mexi um músculo para apertar sua mão, estava juntando forças para matá-lo mais tarde.

_ Então, me conte sobre você, Fenix. — Ele me olhava com seus olhos azuis paciêntes pela resposta que sem sombra de dúvida eu nunca daria. — Tudo bem, você não é muito de conversa, mas eu preciso que me fale quem você é, e do que lembra daquele dia em que te trouxeram para cá, para eu poder encontrar sua família, e você se livrar de mim o quanto antes.

Tentador.

_ Pffff...

_ O que? — perguntou ele.

_ Eu não preciso de você, nem de nenhuma família. Eu me cuido sozinha à mais tempo do que você usa cuecas.

Ele me encarou.

_ Pode me chamar quando resolver conversar, você não recebe alta até me dizer tudo que eu preciso saber.

Ele foi se levantando e se dirigindo à porta.

_ Ei, espera... — Falei, então ele se virou sorrindo e mudando seu rumo para cadeira do lado da cama onde eu estava.

_ Meu nome é Fenix Baldwin, tenho idade suficiente para ir no banheiro sozinha, não tenho mãe desde que me entendo por gente, e tenho o pior pai que você pode imaginar, ambos me deixaram na casa de uma vizinha, que morreu à 3 anos, e tenho um irmão que fugiu à algum tempo. — Respirei fundo. — Desde então eu só contava com uma pessoa que...

_ Que...? — Perguntou John.

_ Me abandonou como todos os outros. — E essas lágrimas voltaram à cair, cada vez mais cortantes, trazendo as memórias de volta.