Notas iniciais
nome: O fantasma da ópera Autor: Storm Knight (eu mesmo =3) gênero: vai saber... baseado: original classificação: livre plagio: PROIBIDO!!!

ja tinham se passado muito tempo desde aquele canto da biblioteca não era usado, fazia muito tempo desde que aquela cadeira de balanço não era usada, ainda tinha uma teia de aranha em um dos cantos, aquele canto cheio de estantes com livros velhos e novos não estava tão animada fazia tempo...

na frente da velha cadeira de balanço, um semi-circulo de crianças conversava animado, alguns mais velhos ainda lembravam do moço que contava historias, outros nunca tinham ouvido falar, mas depois do anuncio da biblioteca que ele ia contar historias denovo, todos ficaram animados pelas suas historias.

tudo se silenciou com um pequeno "tuc" no corredor ao longe, seguido de outro, e de outro, ritmados, as crianças mais velhas pediram silencio e olhavam, animados, enquanto o barulho aumentava na parte escura do corredor, cada vez mais alto, mais alto, mais alto, até ele finalmente aparecer...

ele não tinha mais armadura, estava mais alto, mas mais magro também, e seu olhar...parecia mais velho...

com um sorriso sereno no rosto, ele se dirige até a velha cadeira e a olha, um pouco sonhador, depois se senta com pesar, fazendo a cadeira balançar e colocando aquele enorme livro vermelho no seu colo, o mesmo livro, só parecia mais desgastado na ponta

—oi serumaninhos, pra quem não me conhece, prazer, eu sou o Knight, mas os mais íntimos me chamam de titio Knight- ele disse, sua voz parecia mais madura, algumas crianças mais velhas o olhavam como se vissem um fantasma, outras apenas o olhavam com pura animação.

como se não fizesse isso a muito tempo, abre o pesado livro, abrindo em uma pagina qualquer, lendo um pouco as letras mofadas -sim! esse e bom! adoro essa! bom... vamos começar?-

ele olha, com um olhar esperançoso pras crianças, que ficam em silencio por instantes que pareciam uma eternidade, mas se alivia muito quando todas gritam "SIIIIM!" em resposta, logo ele sorri de orelha a orelha, pigarreia e começa a ler a historia.

O fantásma da ópera

"

Já passava na frente desse velho teatro teatro a muito tempo, sempre me dava arrepios, dizem que era lindo, mas depois que foi abandonado, não durou muito.

Mas aqueles moleques, vivem inventando histórias, dizem ter ouvido vozes lá dentro, juraram de pés juntos que ouviram, e que viram uma figura andando pelo antigo palco, e que ela sumiu de repente, igual aquela alma penosa no banheiro masculino, são uns medrosos mesmo..

Estava frio, chuviscando, já estava de noite, tive que ficar denovo mais tempo na escola por causa daquele maldito trabalho, e lógico tive que passar pelo velho teatro pra ir pra casa, ele ficava mais assustador a noite. A fachada destruída, pichada, o letreiro com a tinta já opaca, todo sujo pelo próprio tempo, mas as vezes é legal imaginar esse lugar nos tempos de ouro...a luz, o o brilho, as cores cintilantes, as portas movimentadas com pessoas prontas para ver o próximo show, era um teatro frances de fazer inveja no resto.

Mas, tive que sair da minha viajada quando eu ouvi alguma voz, aquela rua era pouco movimentada, e aquela hora não tinha ninguém mesmo, nem o vento fazia barulho, será que...e dentro do teatro?

Cheguei perto de uma das portas, parecia estar fechado com correntes, mas o cadeado estava arrombado, abri a porta, que fez um longo chiado, e desci no corredor escuro, tive que pegar meu celular pra não não cair, mas logo eu vi a tão falada parte de dentro do teatro: parecia muito maior por dentro, cadeiras e mais cadeiras, com o veludo vermelho que cobria elas todo detonado, todas viradas pro palco gigantesco em semicírculo, na parede oposta, mais acima os camarotes, tão detonados quanto o resto, as longas cortinas do palco que um dia foram vermelhas agora eram quase trapos de tanto tempo sem cuidado, a lua aparecendo pelos buracos no teto alto, estacas brancas nas paredes, esse lugar devia ser lindo, mesmo sujo ainda era, mas o estranho era só uma luz de holofote iluminando o palco, fraca e falha, eu estava indo até o palco, o rangido do chão constante, quando eu eu tomei um susto!

Uma figura apareceu ali, do nada, surgiu, parecia usar um manto, me esforcei pra não travar e me joguei atrás de uma cadeira, espiando por cima do encosto. A figura se virou, e imagina um bicho feio, com uma cabeça redonda laranja, com pequenos olhos e uma rachadura irregular indo de ponta a ponta onde devia ser o rosto, fazendo um sorriso até maquiavélico, ele se virou como se estivesse contemplando as cadeiras vazias, olhando de ponta a ponta, ele não tinha pernas nem pés, parecia estar usando uma capa preta cobrindo tudo, o que só deixava mais assustador, era alto, com certeza mais que alguém normal, ele girou e se virou para o outro lado do palco, como se estivesse olhando alguém ali, logo a voz dele apareceu:

—minha dama bela dama, mais bela que você ninguém será, sobre seus lábios e e seus olhos até a lua se curva, e como eu, um mero homem, poderei resistir?-

A rachadura abria e fechava, parecia ser a boca dele, ele falava e se mexia, parecia estar recitando um poema, dançando sozinho no palco, as vezes parava de falar, mas sem parar de se mexer, tenho que admitir que era lindo...quer dizer, até eu me segurar no encosto da cadeira e ela ranger, ele parou imediatamente e olhou diretamente pra onde eu estava, sem expressão, eu gelei, ele ficou lá, me encarando, pelo que pareceu a vida toda, e depois da mesma forma que apareceu, sumiu.

Eu levantei devagar, me bílisquei pra ver se não era um sonho... Não era, eu sai correndo do teatro, não sabia direito o o que tinha acontecido, mas sabia o que fazer na noite seguinte.

A outra noite estava mais clara, ainda tinha lua, mas ainda tava frio, fui denovo no velho teatro, entrei e vi o mesmo salão, idêntico, me escondi atrás de uma cadeira e fiquei ali, minutos e minutos, até que eu já me convenci que era só um sonho, mas eu eu tinha que tentar uma coisa antes. Fui Fui até o velho palco, com as ripas ripas de madeira soltando, subi olhei envolta, nada de monstro, fiquei ali um pouco e nada, até que me veio uma ideia, coloquei a minha bolsa no chão, pigarreei e disse:

—O duque belo duque, para você há alguém mais bela do que eu, tenho a certeza...-

Fiquei ali em pé alguns minutos, esperando alguma reação, quando eu ia desistir ele apareceu, no mesmo lugar no palco, me olhando com olhar confuso, mas que logo mudou pra confiança

—minha dama bela dama, mais bela que você ninguém será, sobre seus lábios e e seus olhos até a lua se curva, e como eu, um mero homem, poderei resistir?-

Ele começou a se mover, da mesma forma, que nem uma valsa sem me tocar, eu acompanhei e continuamos a apresentação. "

titio knight olha para as crianças, que o aplaudem felizes com sua historia, de forma fofa como só crianças fazem.

—eu sei, eu sei, mandei bem né não?- ele diz em tom brincalhão, logo ele olha para o livro virando várias paginas procurando uma história. Quase que do nada, uma mancha verde aparece voando e pousa no topo da sua cabeça, e as crianças vêem...Widy! seu pequeno e gordinho dragão verde e amarelo, com seus grandes olhos pretos levemente saltados olhando as crianças como se fosse um cachorro prestes a brincar, com sua boca grande no focinho redondo esboçando um sorriso com a língua de fora, de uma forma boba.

—vamos ver o que mais esse livro mofado tem pra contar pra gente- diz knight, lendo sorridente.

Notas finais
as vezes as pessoas esquecem das promessas, ou as vezes não conseguem cumprir...mas eu to aqui não to? ENTÃO SOLTA O SOM DJ! POR QUE O REI ESTÁ DE VOLTA AO REINO!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.