Livro 2: Água

15 Coisas da vida - Parte 6


Notas iniciais
Outro dia de capitulo duplo... amanhã eu regularizo com um capitulo por dia... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Só para deixar vocês com água na boca... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Amo todos vocês... muito obrigada por tudo!!!!

~ Mayumi e Zuko ~

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A noite estava quase chegando e a festa mal havia atingido o seu auge. A banda da nação do fogo tocava as mais diversas musicas enquanto todos comiam e bebiam. Os recém-casados finalmente havia se sentado e comemoravam com todos. Suki estava sentada bem ao lado do lugar da cerimônia e segurava Kamai no colo até que ele vomitou o leite que bebeu.

– Esse é meu garoto, aposto que está querendo um pouquinho de carne. – falou Sokka e colocou um pedaço na boca do bebe que começou a chupar.

–Você é maluco? – falou Mayumi e jogou o pedaço longe. – Ele não tem idade para isso, Sokka.

– Ué, ele vai ser um guerreiro, tem que aprender a sobreviver desde agora.

– Ele tem um dia de vida seu idiota, não sabe nem a diferença entre você e a Suki. – falou Mayumi. – Me dá ele aqui. – A jovem tomou o bebe da mão do rapaz que deu de ombros e saiu para perto de Aang. Suki havia ido limpar o vomito e coube a Mayumi cuidar do pequeno Kamai. – Seu pai é meio louco, sabia? Mas é uma pessoa legal, você vai aprender a gostar dele. – Ela aninhava a criança e andava de um lado a outro para fazê-lo dormir. Estava tão entretida com aquilo que nem percebeu que Zuko a observava de longe.

Ele ria com Mayumi fazendo careta para Kamai ou então conversando com ele como se o bebezinho já entendesse.

– Ela vai ser uma boa mãe, algum dia. – falou Aang e tocou no ombro do senhor do fogo.

– Quem? – Zuko se fez de desentendido.

– Quem mais seria? A Mayumi é claro. Não é para ela que você está olhando, com essa cara de abobalhado?

– Eu não consigo Aang, eu não consigo. – falou ele e bebeu o que estava em seu copo.

– O que você não consegue?

– Não falar com ela. – Ele abaixou a cabeça. – Quando Azula nos atacou e você tirou a dominação dela.

– Sei...

– Eu fui conversar com a Umi e lá, concordamos em dar um ponto final nisso.

– Nisso o que?

– Nessa sombra que nos persegue. – Zuko encarou o amigo e depois voltou a observar Mayumi. Ele sorriu. – Eu simplesmente não consigo esquecê-la.

– Então, porque escolheu a Mai, ao invés dela? – Aang cruzou os braços e franziu o cenho. Aquela era uma pergunta que ele gostaria de saber a resposta.

– Eu não sei a resposta. A principio me pareceu a coisa certa a se fazer, já que eu já tinha uma história com a Mai, mas depois que eu fiz a escolha, percebi que a minha história com a Mayumi é muita mais forte. Faz sentido?

– Completamente. – respondeu Aang e então Katara o chamou. – Mas agora é tarde Zuko, a sua escolha foi feita e você deve arcar com as conseqüências. O namorado de Mayumi, Jun, é meu amigo assim como você também é. – Katara o chamou outra vez. – Não quero que vocês se machuquem por causa disso. E quando eu digo “se machucar” não é emocionalmente. Jun é muito cabeça quente.

– Deixa ele vir quente, que eu já estou fervendo há muito tempo. – falou Zuko. – Desde aquele dia eu quero quebrar a cara dele.

– É sério Zuko, se não for por você, que faça pela Honora. Ela não merece. – Aang deu uma tapa nas costas do amigo e seguiu na direção da esposa.


...


– Voltei. – falou Suki e pegou Kamai. – Ele não deu trabalho não, né?

– Ele não, mas o Sokka...

– O que tem o Sokka?

– Esquece. – falou Mayumi. – Você só precisa saber: Não o deixe sozinho, com o bebe, por muito tempo. – a jovem dobradora de água tentou ficar séria mais não conseguiu.

– Fiquei até com medo agora. – falou Suki e sorriu. Seu estômago roncou. – Nossa, passei a tarde toda com o Kamai que acabei esquecendo de me alimentar.

– Eu vou buscar algumas frutas para você, quer?

– Por favor, amiga. – a nova mamãe olhou para Mayumi com um olhar de cachorro pidão.

– Volto em alguns instantes. – falou a jovem e se dirigiu até a mesa que estava repleta de comida. Ela pegou uma tigela e começou a colocar algumas frutas e pães.

– Está usando o bracelete. – falou Zuko e se aproximou dela. Mayumi congelou no local. – Nunca pensei que veria você usado ele. – Mayumi estava de costas para o senhor do fogo. – Você está linda. — A jovem se virou e encarou Zuko que sorriu. Ela respirou profundamente e saiu rapidamente de perto dele. — Mayumi... – falou Zuko e começou a seguir a jovem pela multidão.

Mayumi correu o mais rápido que pôde e assim que encontrou Jun, se jogou no meio dos braços dele.

– O que houve? – falou ele e alisou os cabelos da namorada.

– Nada. – falou ela. – Apenas me abrace.

Zuko se aproximou e então seus olhos encontram os de Jun. Ele engoliu seco.

– Ele está te importunando? – Jun afastou Mayumi de seu abraço e olhou bem para ela. – Me fale que eu acabo com ele agora mesmo.

– Não. – falou ela com medo de Jun fazer algum mal a Zuko. – Eu só me apavorei.

– Tem certeza? – ele olhou bem para a namorada.

– Tenho. – respondeu ela.

– Então vem, vamos sair daqui. – falando isso, Jun passou a mão na cintura da jovem e os dois saíram em direção a casa dela.

Zuko respirou fundo e se lembrou do que Aang disse, que fosse por Honora. Ele voltou para o centro da festa, mas antes que pudesse chegar, Mai o agarrou pela mão.

– Porque você me humilha desse jeito, Zuko? E eu nunca te dei motivo para ser humilhada.

– Do que você está falando?

– Você nem sequer disfarçou enquanto corria atrás dela. Sendo sua esposa, como eu me sinto?

– Pelo amor de Deus, isso é besteira.

– Besteira? Você me enoja Zuko. – Mai encarou o homem. – Eu sabia que isso ia acontecer.

– Se sabia, porque aceitou se casar comigo?

– Porque eu te amava, seu idiota. – Zuko passou a mão nos cabelos e respirou fundo. Olhou em volta e então ficou preocupado.

– Onde está Honora, Mai?

– Está sentada ali. – falou Mai e apontou para uma cadeira vazia. – Ai meu Deus.

– HONORAAAA. – chamou Zuko. Ele se virou para Mai. – Você é irresponsável.

– Se ao menos meu marido me ajudasse a criar a nossa filha e não ficasse correndo atrás da primeira vagabunda que aparecesse... – Zuko se aproximou com fúria de Mai e levantou a mão direita, como se fosse dar uma tapa, mas se controlou.

– Nunca mais chame a Mayumi de vagabunda. – falou ele e seguiu procurando a menina.


...

– Deixa eu te fazer uma pergunta: Você esteve na casa da Katara algumas horas antes da cerimônia?

– Não, desde cedo estava ajudando o Aang a se arrumar. – falou Jun e encarou a namorada. – Por quê?

– Por nada. – falou ela e sorriu, até que ouviram um burburinho na festa — Porque toda essa gritaria? – Ela se virou para olhar.

– Parece que a princesa sumiu. – respondeu Jun.

– Quem, Honora?

– É. – falou Jun e se virou, continuando o seu caminho.

– Nós temos que ajudar a procurar.

– Todos já estão procurando por ela, e além do mais, é filha deles.

– Ela pode ser filha de quem for Jun, é um bebê. – Mayumi começou a ficar desesperada. – Temos que encontrá-la. O pólo sul é perigoso para um bebezinho. Tem mar gelado, ursos e avalanches.

– Está bem. – falou Jun e apontou na direção da nova casa de Aang e Katara. – vai por ali que eu vou por aqui. – Mayumi se aproximou dele e então o beijou.

Ela saiu correndo na direção que Jun mandou e assim que chegou, reparou em alguns pequenos rastros, pegadas que seguiam até em cima. Ela subiu correndo e assim que chegou, encontrou a bebezinha bem na ponta de uma geleira.

– Ei amiguinha. – falou Mayumi e a bebezinha olhou. – vem com a titia, vem. – Honora deu um gritinho de bebê, misturado a uma deliciosa gargalhada. – vem, sai da ponta. A titia tem um brinquedinho aqui para você. – Ela puxou o bracelete e sacudiu. Honora começou a engatinhar em sua direção, mas antes que ela pudesse chegar, a ponta da geleira cedeu e a bebezinha caiu, juntamente com um monte de neve. Mayumi correu até a beirada e dobrou a neve, fazendo com que ela viesse subindo outra vez.

– Olhem, ali está ela. – falou um dos soldados do fogo e apontou.

– Oh meu Deus. – falou Mai e saiu correndo, Zuko foi logo atrás.

Assim que a bebezinha estava há uma altura considerável, Mayumi a agarrou e a abraçou. Honora pegou o bracelete da mão da dobradora e sem querer, deixou que ele caísse dentro do mar. – Não. – falou ela e viu o bracelete reluzir antes de afundar. – Ao menos você está bem, não é? – Honora sorriu e então tocou no rosto da jovem. – Ei pedacinho de gente? Você é linda. – Honora bocejou e então se acomodou nos braços de Mayumi.

– Me dá minha filha. – falou Mai e puxou a menina.

– Por nada. – falou ela e então percebeu que Zuko veio logo atrás.

– Você salvou a vida da minha filha, serei eternamente grato. – falou ele e abraçou a bebezinha, juntamente com Mai.

Mayumi nada disse, apenas passou por eles e seguiu ao encontro de Jun.

Notas finais
Respondo os reviews agorinha...
Beijinhos!!!