Livro 1: A ULTIMA CARTA
3 Onde os fracos não tem Vez

O edifício colossal, de aparência intimidadora, situado nos meados de Noxus se destacava das demais construções. Diante da entrada principal, duas esfinges de 20 toneladas montavam guarda ao lado da porta de bronze, na base das estatuas uma placa estava os dizeres: "Edifício Militar de Noxus". O interior era um complexo de salões de treinamentos, salões de pesquisas, bibliotecas e salões de reunião. Um enorme corredor cortava cada andar, conectando os cômodos. Os seus visitantes sabiam que cada cômodo daquela construção guardava algum segredo e que as paredes e portas pressionavam as pessoas com olhos invisíveis para dissecar qualquer segredo que elas trouxessem.No mais alto andar, no final do corredor, uma sala se destacava. Na porta uma placa de ouro maciço dizia. "Jericho Swain”. O seu interior estava escuro e era apenas iluminado pelo feixe de luz que irradiava da porta entreaberta, uma enorme janela trazia um facho do luar que recaia sobre um homem no interior do cômodo.
Ele aparentava ter 40 anos, estava sentado diante de uma mesa. Envolto em seus pensamentos, ao seu lado um pássaro negro descansava em seu poleiro. Dois homens com armaduras, escudo e espada cortaram o silêncio sepulcral com passos firmes.Suas armaduras retiniam a cada passo.
– Diaconio Sigfrield, Capitão do 72ª esquadrão de Noxus se apresentando, senhor. Pedindo permissão para entrar.
– Reno Henir, vice-capitão se apresentando, senhor. Pedindo permissão para entrar.
Swain assentiu. A voz de Swain soou surpreendentemente robusta para uma figura tão aparentemente frágil. Seu uniforme uma túnica militar devidamente ajustada e puxada.
– Permissão concedida
Os dois adentram no recinto, Diaconio abriu o restante da porta iluminando quase que todo o interior. Ao ver o seu austero superior, ele sentiu os seus pulmões se contraírem e seu coração a bater descompassado.
– Capitão porque não conseguiu vencer o batalhão de Demacia? Eu te dei uma simples ordem, aniquile o posto avançado de Demacia e você perde metade dos meus homens e foge da batalha. – Estava sentado em suacadeira. Ele estendeu o braço e alisava uma pequena esfera negra com a mão direita, distraindo-se com ela, o que causou um enorme desconforto no capitão.
Sigfrield engoliu seco e sua voz vacilou por um tempo.
– Senhor, nós não conseguimos vencer. – Explicou — Xin zhao estava com eles. nós fomos massacrados.
Swain o encarou com sangue nos olhos, mas logo depois se dissipou em um rosto sereno. Ele se levantou o capitão e seu subordinado engasgaram nervosos. Swain sorriu.
– Sabe o que é comandar uma nação poderosa, capitão?
Swain bateu com força a bengala no cão e Sigfrield contorceu-se para recobrar a compostura.
– Claro que não sabe. Eu quero uma Noxus unida e forte. Farei de tudo em meu alcance para erguer um império poderoso. Um império que se estenderá por toda Runeterra glorioso e belo. Eu conquistarei tudo. Mas me diga,capitão, como farei isso com falhas?
Bradrog começou a falar, mas logo se calou, sabendo que nada do que ele dissesse seria melhoraria a sutuação.
–Diga-me capitão, o senhor alguma vez já perdeu a sua cabeça?
– Eu não entendo?
– Eu serei mais claro. Deixe que Darius. Irá explicar.
Uma grande sombra se projeta atrás do capitão, e com ela um machado corre pela lateral do seu pescoço. Com a mesma facilidade que corta o ar, ela separou a cabeça do homem do resto do corpo. Ela rodopia até atingir o chão, logo depois o corpo decapitado caiu em um baque seco para frente. O sangue respingou no rosto do vice capitão perplexo com a visão, "Eu serei o próximo!" — pensouele.
Swain se levantou.
–Eu fui claro agora, capitão? — Se virou para seu pássaro. — Comida Beatriz.
O pássaro negro deu um gruindo macabro de aprovação e se jogou para o corpo sem vida do homem decapitado. Swain sorriu para o outro homem.
–Parabéns, o senhor foi promovido a capitão. Espero que o senhor não me desaponte. Posso contar com isso?
A testa de Reno começou a suar. Ele confirmou com a cabeça, subitamente rezando para que pudesse sair o quanto antes.
– Sim senhor, senhor!
– Está dispensado — ordenou Swain
O homem saiu da sala fechando a porta logo atrás dele. Tão aliviado, que nem se incomodou em olhar para trás. Uma mulher ruiva, com olhos sensuais e perigosos, caminhava pelo corredor. Ela era uma visão exuberante, seu corpo parecia ser esculpido pelas mãos de algum artista, mas era fruto de anos de treinamento, sua beleza era incomparável, um misto de pureza e perigo. Katarina se dirigiu até a porta da sala.Contudo, se deteve rente a ela quando escoltou as vozes que vinham de dentro. Prontamente ela apoiou o ouvido na madeira e controlou a respiração e com o máximo de atenção que podia empregar.
–O senhor sabia que o batalhão de Demacia estava chefiado por Xin Zhao, então porque não me enviou? – Retrucou Darius
– Ele não era mais útil. Parece que os anos de sangue e batalhas ininterruptas amoleceram o coração dele, eu ele iria pedir desistência do serviço militar. Eu só precisava de um pretexto para matá-lo, por isso eu o enviei para morrer, mas infelizmente ele sobreviveu e veio me reportar o ocorrido.
Swain se sentou novamente. Ele repousou as mãos sobre sua bengala que apoiara no chão diante de si.
– Como estão os preparativos?– Perguntou, erguendo a bengala
Darius afirmou com a cabeça. curvou-se novamente, mantendo os olhos fixos no comandante.
–Os magos já decifraram metade da nova parede de runas. Com essa parede, temos duas já decodificadas. Precisaremos de muitos sacrifícios para invocar o poder do vazio.
Do outro lado da porta Katarina ouvia cada detalhe da conversa.
–A guerra servirá. Quando os exércitos de Demacia de Noxus se encontrarem no campo de batalha –A voz de Swain era suave, mas cada palavra pendurada enquanto falava–Sacrifícios não faltarão. Com o poder do vazio,Noxus conquistará tudo, então, não haverá mais empecilhos.
Katarina pressionou mais o seu ouvido contra a madeira
–Vivemos em uma paz armada, — continuou Swain — Qualquer atitude pode estourar em guerra. Não será difícil iniciar uma.
Darius bateu sobre o peito em reverência a sua pátria e em respeito ao líder que tanto admirava
–Pela gloria de Noxus e pela gloria do meu senhor
– Sua lealdade não será esquecida
– meu senhor — Darius se curvou respeitosamente
Um som metálico ecoou por detrais da porta, enquanto se apoiava para ouvir a conversa, uma kunai caiu do bolso de Katarina, a arma bateu contra o chão causando um som metálico. Darius empurrou com força a porta. Nada. A pessoa tinha sumido. Determinado ele seguiu até o final do corredor a procura do responsável. Ninguém deveria saber dessa conversa o sigilo era essencial para o plano, Swain sabia disso e não permitiria que ninguém pudesse atrapalhar suas maquinações, ele eliminaria qualquer um que se colocasse em seu caminho.
Foi quando viu algo no chão. Tomando para si a Kunai, Swain analisou a arma, seus olhos austeros, treinados pelos anos de guerra, percorreram cada detalhe do item. Foi então que ele percebeu, a kunai tinha uma pequena peculiaridade.O cabo era ligeiramente inclinado e cerrado para dá mais apoio.
– Katarina – Disse enfim. Ela usava esse detalhe para dá mais segurança em suas investidas.–Encontre katarina, traga-a até mim. Se ela resistir, mate-a!
Darius assentiu
–Entendido
Com toda a velocidade que podia empregar, katarina fugia pelas ruas mórbidas de Noxus. Ela percorreu os estreitos becos da cidade, saltou pelos tetos das casas. A velocidade era essencial, ela precisa fugir para sobreviver, sabia do que Jerico Swain era capaz.Continuar viva seria a única esperança. Ela se mantinha nas sombras, sua corrida era perfeita, uma assassina treinada durante anos, sabia como manter os olhares distantes, seus passos eram quase inaudíveis e sua presença se mesclava com as sombras da cidade. À noite, a lua brilhava no céu e esta era – fora as tochas e algumas lamparinas nas ruas abaixo –era a única luz que ela dispunha para se deslocar pelos telhados. Mesmo que suas técnicas de ocultações fossem impecáveis, Katarina não podia subestimá-lo, Darius, ele poderia encontrar qualquer um, mesmo ela.
Sua fuga seguiu normalmente, ela saltou do alto de uma casa e aterrissou no chão com suavidade. Seu cabelo acompanhando tardiamente o seu movimento. Ninguém. A rua estava deserta. Apenas algumas mariposas sobrevoavam entorno das tochas atraídas pela luz. Katarina com cautela caminhou, quando alcançou à esquina algo vem contra a sua direção. Um grandioso machado é levado de cima para baixo contra o seu pescoço, com reflexo ela se desviou, mas não foi rápida o bastante. Parte da lâmina atingiu a sua perna. A noxiana olhou para cima e observou o seu agressor, um homem corpulento, trajado com uma grande armadura.
– Darius –Disse ela entre os dentes
Darius estava ali com um propósito
– Você precisa retornar. Eu tenho minhas ordens
Katarina cerrou os lábios e recusou-se a falar
–Isso é pelo bem de noxus.– Disse Darius – Pela eterna gloria de nossa nação. Com o poder absoluto podemos conquistar tudo!
–Vocês estão loucos. –Rosnou Katarina — Esse poder irá nos destruir. Somos fortes e devemos provar isso com a nossa própria força!
– você pretende trair noxus?
– Não sou eu que estou traindo noxus!
–Swain irá nós levar a vitoria, ele nós guiará para o futuro!
–Ele irá nos destruir! Como vocês pretendem invocar o vazio, precisa-se de muita energia vital para abrigar esse poder em nosso mundo.
Ele confirmou com a cabeça
– Para invocar o void é necessário um grande numero de vidas. Com a guerra, isso será possível. Haverá vidas suficientes para esse propósito
Katarina piscou surpreendida com a resposta
–Você irá destruir o exército inteiro de noxus?
– Tanto de Noxus como o de Demacia. Sem um exercito eles ficaram indefesos. Nós conquistaremos Demacia com o vazio. O void será nosso exército, invencível. Depois disso, Freljord, Ionia, Bilgerwalter, Piltover e Zaun irão cair com a força do void do nosso lado. Para começar tudo isso, precisamos apenas de uma faísca. Temos a oportunidade perfeita, a irmã de Garen esta fora de Demacia iremos encontrá-la e iniciar a guerra. Alguém da nobreza ou do alto escalão de Demacia iria servir como vitima, mas Demacia está tendo um cuidado redobrado com seus membros. Uma oportunidade como essa não deve ser desperdiçada. — Darius ergueu a arma em direção a Katarina – Você está conosco ou contra nós?
Ela mostrou os dentes
– Eu estou do lado que é melhor para Noxus!
OST: http://www.youtube.com/watch?v=7bCHWftjJRg
A figura corpulenta e pesada fixou o olhar em Katarina. O pescoço dele era quase tão grosso quanto a sua coxa e os músculos volumosos dos braços destacavam-se. Os reflexos do seu peito continuava prendendo o olhar dela. Katarina estava em desvantagem, uma dor dilacerante percorreu as sua perna, se Darius não a matar, a ferida irá fazer isso por ele. O sangue escorreu por seu membro inferior, com dificuldade ela se manteve de pé. Darius havia deixado sua marca. Como um predador ele sabia que sua presa estava ferida e incapacitada.
Katarina precisava fazer alguma coisa, a ferida precisava ser tratada, como se não fosse o suficiente a perda de sangue cobrava seu preço, ela se sentia tonta e sua vista falhava. Darius avançou usando a sua arma em direção dela, ela desvioupro lado, mas o ferimento latejou. A arma atingiu o chão projetando fragmentos de pedras em todas as direções. O sangue jorrou sobre sua coxa até fazer uma pequena poça. Ela retirou4 kunais de seu bolso. Em um rápido movimento,lançou-os contra seu atacante. As lâminas voaram em direção de Darius, em um movimento com a mão esquerda, ele as bloqueia fazendo com que ricocheteassem em sua manopla.
Katarina estava tonta e o cansaço sobrou o seu corpo, ficou sem ar nos pulmões. Tentou se erguer, mas voltou a cair muito tonta e dolorida para se levantar. O céu e a terra giraram em torno dela e via pontas de luzes se espalharem pelo seu campo de visão. Com esforço tentou respirar, suas articulações latejavam. Depois que conseguiu recobrar os sentidos e o fôlego.
Com um esforço aparente, conseguiu apoiar as pernas no chão e erguer-se lentamente, tremendo e ainda ofegante. Estremeceu e gemeu de dor, ela virou o olhar e viu seu braço esquerdo dobrado sobre um ângulo estranho. Ela havia torcido o seu membro. Segurou bem a seu braço esquerdo com o direito e assim como se torce um pano molhado, ela o torceu. O membro rangeu e com um som seco, o osso voltou ao local. Ela gritou em silêncio. Mas o alivio não foi imediato, ainda sentia as dores, mas pelo menos poderia usar o braço novamente. Não se daria ao luxo de perder mais um membro, sua perna estava incapacitada, perder o seu braço, seria o fim.
Katarina olhou fixamente para Darius, suas mãos se apertaram em torno do cabo de sua lâmina. Seus músculos estavam tensos. Ela olhou em volta e analisou a situação, tinha a perna direita ferida e estava incapaz de correr ou contra-atacar com eficiência. A dor que sentia, atrapalhava os seus pensamentos, não conseguia elaborar nem uma estratégia. Mesmo que a razão lhe dissesse que estava prestes a morrer, ela recusava-se a admitir a derrota. Estava disposto a mostrar que quando ferido e encurralado um coelho pode se tornar um leão.
Darius atacou, Katarina previu o ataque, uma rajada de vento atravessou em seu rosto, quando a lâmina passou rente ao seu pescoço, a poucos centímetros de sua pele. Mas ela não conseguiu desviar da mão dele. A mão de Darius envolveu o pescoço dela, ele a empurrou até o chão. Ela rosnou e tentou se desvencilhar de suas mãos, mas elas eram duras como pedras. Com a outra mão, Darius cerrou os punhos e socou com força a ferida na perna dela. Uma dor incontrolável a dominou, em um grito surdo ela tenta recuperar o ar, mas o golpe foi denso demais e a pressão em seu pescoço a impedia de buscar ar.
Ela bate contra mãos de Darius em uma fútil e desesperada tentativa se retirar-la de cima de sua chaga. A dor era insana. "acalme-se, acame-se katarina" — falou para si mesma. Os olhos de Darius brilhavam se deleitando com a agonia de sua vítima. A visão começava a embasar e seu cérebro não parece funcionar bem devido à perda de sangue.
Darius fixou um olhar rígido
– De que lado você está? – Perguntou apertando com mais força o pescoço dela
Katarina tremeu os lábios e falou com esforço
–Eu...Gostaria de dizer....Algo — levantou o dedo médio e aponta em direção a Darius — porque não coloca essa sua arma no...
Uma voz feminina misteriosa ressoa pelo local
–Uma dama não deveria está falando assim.
A voz ecoa pelo lugar e com ela três tiros ecoaram na rua, as balas bateram no machado de Darius ricocheteando para os lados. Darius recuou assumindo uma posição mais defensiva, ele olha para o local de onde o som se originou. Seus olhos correram o teto da casa, mas o atirador já havia se retirado. Três outros tiros são disparados, desta vez as balas atingem as costas dele. As balas golpearam a armadura. Furioso com a intromissão, antes que pudesse revidar, uma nuvem de fumaça roxa se faz presente. A nuvem ficou mais densa ao ponto de cobrir toda a visibilidade.
– Sou eu katarina – Disse uma voz no meio da nuvem.
Uma mão familiar a puxoucom força para longe dali. No meio fumaça uma silhueta é vista, um corpo feminino com duas pistolas e um chapéu podia ser identificado, Darius praguejou contra ela
– Cuidado com a boca, garoto, ou eu te mando de volta para casa –Disse uma voz sensual.
Não demorou muito e a densa fumaça se desfez. Nada. Katarina havia sumido junto com o entranho atirador.
Dentro dos esgotos de Noxus. Duas pessoas se deslocam com toda a velocidade. Uma figura serpenteia pela tubulação e logo atrais dela, Katarina. Ela se deslocava com esforço mancando de sua perna ferida.
– Aqui está bom – Disse enfim
OST: http://www.youtube.com/watch?v=biDMYGdMMeQ
Katarina pegou um pouco de ar, se encostou na parede e deslizou até o chão. Estava pálida e ofegante, colocando a mão sobre a perna, analisou a ferida. O tecido corpóreo foi rasgado, ela continua estudando o estrago em seu membro inferior, seus olhos percorrem por toda a ferida, o corte era retilíneo e seu músculo estava visível e dilacerado. Ela arranca um pedaço de pano e enfaixa. katarina encosta a cabeça na parede e olha para o seu salvador:
– Te devo uma Cass. — diz katarina
– Apenas acrescente a conta. Você me deve muitas. – Respondeu Cassiopeia em um tom cômico
–Eu sempre tive medo de acabar na sarjeta, mas isso é ridículo. — Katarina ensaiou um sorriso no canto da boca — Quem era a outra pessoa?
– Miss fortune, ela já deve estar nas docas. Kat, o que ouve? Porque Darius estava te atacando?
Katarina pegou fôlego e se concentrou para esquecer a incomoda dor. Depois retomou a conversação:
– você já sabe que, há algum tempo eu suspeitava de Swain. Ele agia estranho, eu o estava investigando fazia já algum tempo. Nesta noite, quando eu estava me dirigindo à sala dele, eu escutei falar de um plano. Swain quer matar o rei. Ele pretende usar o poder do void para tomar Runaterra
– O QUE?
–Preciso fazer algo, mas primeiro tenho que sair de noxus.
– Eu irei com você!
–Irmã, você precisa ficar. Eu preciso de você aqui. Preciso que alguém me mantenha informado sobre os movimentos dele.
–O que você pretende fazer?
–Swain irá dar um golpe de estado. eu preciso impedir isso!
–Golpe de estado? Como ele irá fazer isso? Ele precisa de um exercito ou aliados poderosos para derrubar o rei.
–Ele não está sozinho,tem aliados. O alto comando está ao lado dele. — Katarina respira fundo para pegar um pouco de ar — porém, o que me preocupa é que ele pretende usar a força do vazio para isso.
–Ninguém pode controlar o vazio. É impossível! — protesta Cassiopeia
–Ele tem um truque. Eu uma vez vi ele dizer algo sobre as paredes rúnicas.
–Eu já ouvi falar delas, elas contem informações importantes sobre algum tipo de poder. Talvez ele tenha achado alguma maneira de controlar o vazio com elas?
–Eu não sei, mas ele está determinado. Após dar o golpe de estado, ele irá começar a guerra contra Demacia e controlar tudo!
–Bem, não é isso que queremos, conquistar Demacia?
Katarina pegou um pouco de fôlego
–Escute, enquanto estivermos conquistando, o vazio ficará satisfeito em destruir nossos inimigos, mas depois que conquistarmos tudo? O vazio irá se virá contra nós. O desejo do vazio é insaciável, ele consumirá tudo! Swain só se importa com o poder, ele acredita que pode controlá-lo, mas não irá!
Cassiopeia entregou alguns analgésicos a Katarina
–Então, ele precisa começar a guerra. Mas ele não é idiota em atacar Demacia deliberadamente.
– Ele tem um plano.
Katarina pegou os remédios
– Darius disse que a irmã casula do Garen está fora de Demacia.
– Mais é claro — Compreendeuela — Ele irá seqüestrá-la e usará como instrumento de chantagem na guerra. Tendo ela como arma ele pode manipular Garen.
–Eu não pretendo vencer Garen manipulando-o, eu quero vencer em uma luta justa. Eu preciso impedir ou será o fim para Valoran e para Noxus.
– para onde você vai?
– eu ainda tenho alguém para recorrer. Irei embarcar no navio de Miss Fortune.
Katarina levantou-se para seguir o caminho por entre as tubulações. As duas irmãs brincavam quando crianças nesses túneis explorando e explorando. Não havia ninguém em Noxus que conhecessem melhor esse local que elas.
–Um aliado? — perguntou Cassiopeia
–Não diria que seja bem um aliado. Eu irei atrás de Lux e vou impedir o assassino que Swain enviou.
–Ele enviou um assassino? Quem?
– Sion — respondeu Katarina
Após isso ela se virou seguiu seu caminho até sumir na escuridão dos túneis
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