Living a Hetalia dream ( Country X Readers)
9 Sadik Adnan
Notas iniciais
Uma venda cobria seus olhos. Você não enxergava nada. Do seu lado te conduzindo estava seu namorado, Sadiq. Era seu aniversário e ele queria te fazer uma surpresa. Ele estava animado e mal podia se conter você estava ansiosa e muito curiosa, Sadiq tinha amarrado a venda bem forte e fazia questão de que nem um raio de sol atravessasse ela.
– Sadiq, faz um tempão que eu estou com essa venda. Aonde nós vamos?
– Calma. Nós estamos chegando eu só preciso que você confie em mim.
De repente você sente que o chão parece estar um pouco bambo, vacilando por debaixo de seus pés. Sadiq soltou um suspiro e desamarrou a venda com cuidado para que você não percebesse nada, a venda cai e a claridade te cega por alguns segundos. Você procura por apoio, sua mão esquerda entra em contato com o peito de seu namorado, a sua mão direita se agarra na borda de algo. Seus olhos se ajustam e você olha a sua volta. Um balão! Vocês estavam viajando em um balão! Você sente seu corpo vacilar, mas Sadiq agarra sua cintura antes que você caia. Sua cabeça gira um pouco.
– Você está bem, (S/n)? Você gostou do seu presente de aniversário?
– Nós estamos em um balão? EM UM BALÃO? BALÃO DE VERDADE, DAQUELES QUE VOAM COM PESSOAS DENTRO DAQUELAS CESTAS?
Ele fica um pouco assustado com sua reação, talvez fosse tarde demais para descer do balão e comprar um pônei de presente. Você começa a rir o que parecia ser uma risada insana, se debruça na cesta e deixa o vento bater no seu rosto.
– Isso é incrível! Olhe só a vista! É lindo Sadiq! – Você começou a rir no tom mais normal. – Isso é incrível, Sadiq!
Ele sorriu para você, aliviado por ver seus olhos brilhando com lágrimas que ameaçavam cair por suas bochechas macias. Você mergulhou a cabeça no peito do homem turco e molhou a camiseta dele de lágrimas, soluçando muito e agradecendo. Era tudo tão lindo, a vista era uma maravilha. O turco acariciou seus cabelos enquanto seu peito chacoalhava enquanto ria.
–Tatlım ağlama.
– Me desculpe, é que... É o melhor presente de todos!
– Você diz isso todo presente que eu te dou, sevgili. – Ele disse estufando o peito de orgulho a si mesmo.
– Mas é verdade, Sadiq! Todo presente que você dá é maravilhoso. – Você disse se voltando para encarar a paisagem, com lágrimas nos olhos. – Mas, esse ano... Foi maravilhoso! Eu não sei nem o que eu vou te dar de aniversário este ano que seja ao nível desse presente.
– Eu acho que eu sei o que você poderia me dar...
Você olhou para ele e inocentemente sorriu e perguntou o que seria. Sadiq se inclinou e deu uma mordida no lóbulo da sua orelha e cochichou: “ Sen, elbette.” Te fazendo ficar vermelha e desconsertada, ele olhou para seu rosto e soltou uma gargalhada engraçada.
–Ah, eu quase me esqueço. Eu trouxe doces. O que acha, sevgili?
Ele te apresenta a uma cesta e de lá ele tira um punhado de doces turcos e um pouco de suco de maçã. Vocês competiram para ver quem iria comer mais doces em menos tempo e sem encher nem enjoar e para beber mais suco de maçã em menos tempo. Sadiq era Sadiq até o final, não deixou você ganhar. No final ele pegou a garrafa de suco e entornou ela inteira na garganta como se fosse leite materno. Era um pouco doentio essa paixão por doces e competições, mas talvez tenha sido isso que o tornava o seu turco preferido.
– Eu ganhei! Eu acho que eu deveria ganhar um troféu e um beijo.
Ele te tomou pela mão e te puxou para um beijo que foi doce em todos os sentidos. Vocês se separaram relutantes e ainda com os olhos fechados, encostando a testa um no outro.
–Seni seviyorum, benim tatlı.
– Eu te amo mais.
– Eu te amo muito mais.
– Eu te amo mais do que você me ama.
– Me desculpe, doce. Eu acho que eu te amo muito mais que você me ama. Eu te amo mais do que qualquer coisa.
– Eu te amo mais do que eu amo seu presente.
– Eu te amo mais do que eu amo doces.
– Eu te amo mais do que você ama competir com as pessoas.
– Eu te amo mais do que Deus ama qualquer coisa que ele criou.
– Não vale.
– Mas é claro que vale!
– Não vale, não.
– Vale sim, senhora! Quem disse que não vale? Porque é que não vale? É lógico que vale. Você não tem argumentos contra isso.
– Tudo bem, Sadiq. – Você diz desistindo da competição.– Você venceu.
– Não, meu doce. Isso está errado! Como não vale...?
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