Living a Hetalia dream ( Country X Readers)
6 Arthur Kirkland
Notas iniciais
A noite estava linda. As estrelas brilhavam no céu azul escuro, as nuvens davam uma aparência mais obscura, e a lua... A lua estava perfeita, você até teve a impressão de que ela estava mais perto da terra do que ela sempre esteve mesmo sabendo que a tendência das duas era se afastar de pouco a pouco. Sentado do seu lado no parapeito da janela estava o rapaz britânico: Arthur Kirkland.
– Arthur. Eu posso te fazer uma pergunta?
O rapaz te olha com aqueles olhos verdes, os mesmos que tinham te conquistado. Ele sorri e cochicha para você:
– Pergunte, love.
Você cora um pouco. Não fazia muito tempo que Arthur tinha te pedido em namoro e você ainda não estava acostumada com ele. Era tudo bom demais para ser verdade.
– Bem... Não é uma pergunta fácil de fazer. Envolve... Intimidade e essas coisas. – Ele começa a ficar vermelho, mas você tenta acalmá-lo. – Você não precisa responder se você não quiser.
– D-desse jeito você está me deixando nervoso. – Ele diz ficando sério agora. Você tem que se segurar para não rir ou soltar um comentário malvado sobre como o rosto dele estava vermelho. – Pode perguntar... Eu te respondo. Eu tento.
Você respira fundo e fecha os olhos com força se concentrando em perguntar do modo mais delicado possível, alias, vocês ainda estavam se conhecendo.
– Arthur... Alfie me disse por acaso que... que... – Você respira fundo e fala tudo de uma vez– Vocêtemummontedetatuangenséverdade?
Ele fica um tempo tentando entender o que você tinha falado, depois ele explodiu ( como você temia que ele iria fazer) xingando Alfred de todos os nomes possíveis.
– E quando que aquele americano idiota te disse isso? Meu Deus, juro que eu vou matar aquele bloody git.
– Logo depois que você contou pra ele que estávamos juntos, quando você estava discutindo com o Francis ele cochichou para mim que você fez umas tatuagens.
Ele suspirou, tentando não demonstrar o quanto ele estava com raiva e o quanto ele estava com vergonha. Alfred iria pagar muito caro por ter exposto ele desse modo.
– Então...?
–É verdade. Eu... Tenho algumas tatuagens. Mas não conte isso para mais ninguém. Eu ainda tenho esperança de que aquele idiota não tenha contado para todo mundo.
Não era o bastante para sua curiosidade. Você queria ver com seus próprios olhos. Isso estava quase te matando por dentro. Fazia com que Arthur se parecesse com um “Bad Boy”,fora da lei, rebelde sem causa e essas coisas. Era normal que te deixasse curiosa. Você só conhecia um tipo de Arthur: o cara legal, cavalheiro, romântico. Era quase que uma reviravolta saber que ele teve coragem de fazer algo tão... Radical.
Você murmura algo que não passou de um mero barulho esquisito para o britânico. Você agora estava vermelha, sua cabeça quase explodindo de tanto sangue subindo com a força de trinta mil homens.
–O que disse, love?
– Eu perguntei...Seeupoderiaver?
Ele ficou tão vermelho quanto você. O silencio preenche o espaço entre os dois. Ele coça a cabeça e murmura algo que você não entende.
– O que foi que disse?
– Vocêpodever.
Ele entra na casa e te empurra para dentro também. Vocês estavam no quarto dele, daí ele tira a camiseta do nada. A visão era linda. As tatuagens era uma guitarra perto do umbigo, a outra era uma bandeira pirata entre as omoplatas, tinha uma que dizia “long live the queen” que você só conseguia ver metade porque o resto estava tampado pela (inconveniente) calça do rapaz.
– Eu tenho várias outras ,mas... Elas... estão lá embaixo e...
Não. Era o bastante para um dia. Ver aquele abdômen magro, forte e tatuado... E você queria tocar naquela pele macia e...
– Doí? – Você pergunta tentando afastar esse tipo de pensamento.
– No começo doí. Mas o tempo passa e você nem sente depois. Eu estava pensando em fazer a bandeira britânica aqui. – ele diz apontando para o peito esquerdo. – O que você acha?
”Eu acho seu abdômen muito lindo. Sério.”
– Ia ficar bem legal. Eu... Gostei das suas tatuagens. Eu acho que eu também vou fazer uma.
– Você não precisa fazer uma se você não quiser. Eu não quero que pense que só porque eu fiz que você também tem que tentar.
– Não. – Você diz corando. – Eu realmente quero tentar.
Ele não podia se segurar. Você estava tão fofa e tão vulnerável naquele momento que ele quis te massacrar entre os lábios dele. Ele te abraça e te beija suavemente. Você pousa as mãos no peitoral de Arthur enquanto ele te senta suavemente no colo dele.
– I love you so much, darling.
– Eu também te amo, Iggy.
Ele murmura um “ Don’t call me that, love. I don’t like it” entre seus lábios e te deita na cama, ficando em cima de você.
– Eu acho que eu vou levar você ao estúdio de tatuagem amanhã.
– Boa ideia.
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