Living a Dream

4 Stop Pretending to Others and Begin to Pretend to Myself


Notas iniciais
Nome grande, né? Um pouco... Talvez muito... Enfim... OLÁ PESSOOOOOOAAR DA MENHA VIDA! Demorei a postar por vários motivos: > Falta de criatividade; > Preguiça; > Fome (wtf); > Preguiça de novo; > E o fato de ficar que nem uma condenada esperando mais UMA pessoa comentar. LEIAM ESSAS NOTAS E LEIAM AS NOTAS FINAIS *3* Boa Leitura!

Eu podia sentir aquela sensação de liberdade perfeitamente passando por mim. Tudo era tão novo. Eu nunca havia voado de avião na vida, e sim, eu estava com medo, mas sempre pensava: Ah, foda-se.

— Está tudo bem? — Percy perguntou e eu sorri.

— Sim — virei meu rosto em direção a ele. — Isso dá um pouco de medo, é claro. Mas eu agüento.

Ele riu e segurou minha mão. Estávamos lado a lado nos assentos da primeira classe de um avião. Percy insistiu em pagar todas as viagens, e pior (ou melhor) ainda, todas na primeira classe. Eu me sentia culpada por fazê-lo gastar tanto dinheiro, mas ele tinha condição e seus pais meio que “super” concordaram em deixá-lo fazer isso quando descobriram minha situação.

— Annabeth Chase com medo de avião — ele disse levantando a cabeça e sorrindo. — Quem diria.

— Cale a boca — mostrei-lhe a língua.

O avião decolou tranquilamente e meu medo foi se acabando aos poucos. A viagem era longa, de Nova Iorque à Londres, que era nossa primeira parada. Percy me deu a lista de países que ele e meu pai organizaram durante os dois últimos dias e apenas alguns lugares que não conseguimos vagas. Enquanto o moreno tirava um cochilo, decidi ler um livro que havia trago.

...

— Acorda, ô preguiçosa — senti algo empurrando minha perna.

Abri os olhos e vi Percy mexendo em sua carteira, com sua perna empurrando a minha. Meu livro estava em cima de meu colo, fechado. Provavelmente meu amigo já estava acordado a um tempinho.

— Vou pedir algo para comer — disse finalmente me olhando. — Vai querer algo?

— Vou — falei me virando para olhar pela janela, que agora tinha uma vista confusa, já que era noite. — Algo que engorde, por favor.

— O que?

— O que o que?

— Você quer engordar? — perguntou espantado. — Quem é você o que fez com a Annie?

Eu ri.

— Você não vai querer pintar o cabelo de preto, colocar piercings e virar lésbica, né? — brincou.

— O quem tem contra morenas de farmácia, garotas com piercings e lésbicas? — me virei e também brinquei.

— Nada uai, é só que...

— Peça logo o lanche, Percy — o cortei, algo que ele odiava. — Vou ao banheiro, já volto.

Ele sorriu irônico e eu me levantei, passando por ele e saindo dos assentos. Caminhei até o final dos bancos lotados e logo cheguei ao banheiro, que por sorte não tinha ninguém.

Entrei e, assim que tirei o casaco, senti uma pequena dor no pescoço. Vi-me em frente ao espelho e vi uma mancha vermelha. Será que eu bati em algum lugar? Ou era só... Bem, algo normal para pessoas na mesma situação como eu? Não sabia que seria tão rápido...

Vesti o casaco novamente e puxei as mangas. Depois liguei a torneira e lavei o rosto, me encarando no espelho.

— Vai ficar tudo bem garota — falei comigo mesma. Porém, eu não conseguia acreditar em minhas próprias palavras. Quem eu estava tentando enganar? Não sou boba desse jeito. Nada ia ficar bem.

Soltei um longo suspiro e enxuguei meu rosto. Eu tentava parecer normal, mas eu não estava conseguindo. Então, eu estava apenas fingindo esse tempo todo? O que eu queria com isso? Eu vou morrer, não as pessoas em minha volta. Tinha que parar de fingir para os outros e começar a fingir para mim mesma.

Percebi que eu já estava há muito tempo no banheiro, precisava sair. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo mal feito e abri a porta, já começando a andar de volta em direção ao assento meu e de Percy.

— Você está bem? — perguntou, dando espaço para eu passar e me sentar.

— Estou sim — tentei sorrir. — O lanche vai demorar?

— Eu acabei de pedir, acho que não.

E então eu voltei com meu livro até um bolinho e um suco de caixinha chegar para mim. O resto da viagem foi bem tranqüilo. Percy sabia que eu ainda não estava muito acostumada com o avião, estava sempre com a mão esquerda junta a minha direita, e quando eu cismei que queria passar as páginas do livro de uma forma “normal”, ele desceu a mão para minha coxa, o que me fez segurar cada fez mais o sorriso, pois sabia que ele fazia de propósito.

— Onde você arranjou esse livro mesmo? — perguntou de repente.

— Nem lembro. Deve ser desconhecido, mas é bem interessante — menti. Eu não estava prestando atenção numa palavra sequer que eu lia.

O vôo não demorou, e finalmente chegamos a Londres. Passamos por todos os procedimentos relacionados ao pouso do avião e do meu pânico no momento.

— É melhor colocar um casaco — murmurou Percy. — Ou dois.

Acabei por obedecê-lo e resolvi colocar um casaco que eu havia trago na bolsa. Realmente, se aqui dentro já estava frio, lá fora deve estar pior.

— Vamos? ­­— ergueu a mão em minha direção.

— Vamos.

Saímos do avião e Percy logo resolveu de organizar tudo em relação as malas no aeroporto. Enquanto isso, achei melhor ligar para minha mãe e lhe falar que estava tudo bem, já que ela estava praticamente desesperada na minha despedida.

— Mãe?

— Annie? Meu Deus! Está tudo bem? Como foi a viagem? Oh, Céus, a conta do celular virá caríssima! — exclamou, sem fazer uma pausa sequer.

— Calma mãe — eu ri. — Se for o caso eu pagarei a conta. Só quis ligar para avisar chegamos bem.

— Graças à Deus!

— Acho melhor eu desligar — falei. — Daqui a alguns dias eu ligo de novo.

— Okay, eu amo você — ela disse.

— Eu também te amo, mãe — desliguei.

Guardei o celular e olhei em volta, vendo Percy se aproximar com nossas malas. Assim que nos encontramos, saímos do aeroporto e pedimos um táxi. O tempo estava realmente frio, mas a emoção de estar em Londres não iria se abalar por isso.

Após alguns minutos, chegamos ao hotel. Percy pagou o taxista e saímos do carro. Porém, ao sairmos, não demos um passo para adentrar o hotel. Eu estava tão feliz por estar em Londres, que eu não conseguia parar de encarar o moreno.

— O que foi? — riu.

— Estamos em Londres — sussurrei, porém eu sabia que ele ouviu.

— Sim, estamos — falou, sem entender aonde eu queria chegar.

— Você me trouxe em Londres.

— Annie — ele disse se aproximando. — Eu já disse que não precisa pensar desse jeito, você merece.

Não aguentei e o abracei. A um mês atrás, eu nunca pensaria que estaria em Londres, também nunca pensaria que estaria morrendo, mas bem, Londres era um dos meus sonhos; e mesmo morrendo, eu estava feliz.

— Hey, eu acho melhor entrarmos — Percy se afastou e encarou o hotel, que, por acaso, era o mais chamativo daquela avenida. — Temos que descansar; amanhã vamos conhecer o máximo possível de Londres.

Notas finais
Bom dreamers, queria avisar pra vocês que esse tempo que eu fiquei sem postar LAD me ajudou muito a pensar em continuar ou não a fic. Eu tinha achado vários erros e coisas que levariam tempo para consertar, por isso desanimei. PORÉM, estou aqui novamente e já digo que o próximo cap. sai em torno de duas semanas. Até lá, eu quero pelo menos 8 comentários, já que tem 22 pessoas acompanhando. NÃO SE ESQUEÇAM DE FAVORITAR! Amo vcs