Notas iniciais
Olá meus amores... Eu não postei ontem nem hoje pois minha tia está internada e acabei passando a noite com ela. Desculpem mesmo. Mas, para compensar, postarei um capítulo hoje e três amanhã.

No meio do caminho, a única coisa que eu via era a estrada deserta. Continuei dirigindo e, por esse motivo, acelerei o carro. Senti um impacto e a única coisa que vi foi um homem saindo de um carro prateado que estava na minha frente.

Acordei com a cabeça dolorida e super tonta. Assim que abri completamente meus olhos, percebi que eu estava em um quarto. As paredes em bege muito bem pintadas e o chão era completamente coberto por um carpete branco. Eu estava deitada em uma cama de casal e havia uma agulha no meu braço direito e outra na minha mão esquerda. Tentei me mexer mais não deu certo. Antes que eu pudesse gritar, um homem entrou no quarto. Ele usava um par de muletas e pude perceber que sua perna esquerda estavam amputada do joelho pra baixo. Ele aparentava ter uns cinquenta e dois anos, cabelos brancos e olhos pretos.

–Olá.

–Oi.

–É bom você não tentar se mover muito, a batida foi forte.

–Como? Batida?

–Sim, batida. Você não deve se lembrar mais bateu no carro de um dos nossos.

–E quem é você?

–Dave.

–Jhulie.

–Jhulie, você será muito bem vinda no nosso grupo se quiser.

–Eu não posso.

–Porque?

–Porque...

–Eu sei que você deve estar achando que nosso grupo não vai lhe aceitar, fique tranquila.

–Bom, ok. Então eu aceito.

–Amanhã você poderá sair do repouso.

–Ah, só amanhã?

Fiz uma carinha de cachorro abandonado.

–Sim querida, e pelo impacto que teve, ficará alguns dias com a perna esquerda enfaixada, pois deslocou-a.

–Ah... Ok.

–Vou pedir pra minha filha lhe trazer algo pra comer.

–Ah, pode ser algo leve.

–Ok.

Ele saiu do quarto e alguns minutos depois uma garota de olhos pretos e cabelos castanhos que caiam perfeitamente sobre o lado esquerdo do seu corpo até em cima dos seios entrou no quarto.

–Oi, me chamo Rebecca. Você deve ser a Jhulie, certo?

–Sou sim. Você é filha do... do...

–Dave.

Ela riu.

–Sou sim. Meu pai me pediu para lhe trazer algo pra comer. Aqui está.

Ela colocou na cama uma bandeja na cama com um pote de vidro lilás com olhinhos contendo uma sopa, um copo de suco de laranja e um potinho menor de vidro com maçã picada.

–Obrigada Rebecca.

–Pode me chamar de Becca, se quiser claro.

–Ah, ok. Obrigada Becca.

–Quer companhia?

–Claro, mas você também não vai comer?

–Já comi.

Ela sorriu e sentou na cama junto comigo. A única coisa que me atrapalhava era a agulha na mão esquerda, de resto estava perfeita. A comida fora muito bem feita. Eu e Becca ficamos conversando sobre nossas vidas antes desse inferno de mundo e eu acabei deixando algumas lágrimas escaparem por conta disso. Assim que acabei, ela levou a bandeja pra baixo e avisou que pediria para outra pessoa vir falar comigo. Fiquei olhando pro teto e alguns minutos depois, um garoto de olhos castanhos e cabelos castanhos entrou no quarto. Ele aparentava ser mais velho do que Rebecca.

–Oi.

–Oi, me chamo Daniel, mais pode me chamar de Dani se quiser.

–Jhulie, pode me chamar de Jhu.

–Ok Jhu.

–Senta.

Ele sentou na cama e começamos a conversar. Pelo que parece, ele tem uma quedinha pela Becca. Hmmm, já sei qual será minha primeira missão.

–Bom Jhu, já está tarde. Quer que eu chame Rebecca aqui?

–Se ela não estiver dormindo e se não for encomodo, quero sim

–Ok. Boa noite pequena.

Esse era o apelido que ele tinha me dado.

–Boa noite Dani.

Ele saiu do quarto. Fiquei encarando o teto e pensando como minha vida iria continuar se não existisse esse fim de mundo. Acho que agora, não tenho mais volta.

–Jhulie?

–Oi Becca.

–Me chamou?

–Chamei sim, queria te dar boa noite.

–Ah sim.

Ela se aproximou da cama e me deu um beijo na testa.

–Boa noite Jhu.

–Boa noite Becca.

Ela saiu do quarto e apagou a luz. Me virei de costas pra parede, já que a cama era encostada na mesma, e fechei os olhos, viajando longe. Logo, a escuridão tomou conta de mim.

Acordei super cansada com um despertador tocando. Tentei me mexer e lembrei do que Dave havia me falado na noite anterior. Me sentei na cama e bocejei, deslizando a mão direita pelo rosto. Me deitei um pouco na cama e alcancei o despertador, desligando-o. Fiquei observando o quarto. No canto, ao lado da cama, havia uma pequena mesinha marrom com uma luminária preta e um despertador preto. Na frente da cama, uma TV gigante grudada na parede. Ao lado da TV ficava a porta e ao lado da porta, uma janela enorme, que tinha como vista, uma floresta super linda.

–Bom dia pequena.

–Dani ! Bom dia.

Sorri e ele veio até mim, dando-me um beijo na bochecha.

–Está com fome?

–Pouca.

–Olá queridos, bom dia.

–Bom dia Dave.

Eu e Dani falamos juntos. Ele veio até mim com um sorriso no rosto, repetiu o gesto de Dani e retirou lentamente a agulha da minha mão esquerda.

–Ai.

Reclamei um pouco e ambos riram. Ele fez apenas um corativo no buraquinho que havia ficado por conta da agulha e fez o mesmo com a agulha de meu braço direito. Vi Rebecca trazendo uma mala enorme com um símbolo de médico na frente.

–Bom dia Becca.

–Bom dia Jhu.

Ela me deu um beijo na testa e sentou na cama. Dave botou as agulhas na mesinha marrom e abriu a mala com a ajuda de Rebecca, pegando ataduras e esparadrapo. Com a ajuda de Rebecca, Dave elevou minha perna esquerda e Dani sentou ao meu lado. Segurei sua mão e Dave começou a enfaixar fortemente meu pé. Me segurei pra não gritar e, alguns minutos depois, ele já havia terminado.

–Querida, já pode descer para ficar conosco se quiser.

–Ok Dave.

Ele me deu um beijo na testa e desceu. Botei meu braço em volta do pescoço de Dani e ele me ajudou a descer as escadas. Assim que cheguei no andar de baixo, percebi o quão linda a casa era. As paredes em bege eram muito bem pintadas e o chão de madeira dava um cabimento espetacular. Ao lado do enorme sofá marrom, havia uma mesa de vidro com dez cadeiras. Percebi que haviam quatro pessoas sentadas, sendo dois garotos e duas garotas, além de Dave.

–Oi Jhulie, bem vinda. Eu sou Caroline, mais pode me chamar de Carol.

–Obrigada Carol.

Dani me ajudou a sentar na mesa e todos se apresentaram.

Felipe, 17 anos, apelido: Lipe.

Victor, 18 anos, apelido: Vitu.

Victoria, 18 anos, apelido: Vick.

Além dos que eu já conhecia.

Rebecca, 16 anos, apelido: Becca.

Caroline, 17 anos, apelido: Carol.

Daniel, 18 anos, apelido: Dani.

Notas finais
Deixem suas opiniões, é muito importante saber o que o leitor acha da fic. Me dou bem com críticas e amo comentários *-* Beijos De Sorvete '
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.