Notas iniciais
Gostaram da capa? Achei linda, maravilinda! Espero que gostem!! Boa Leitura......

“Okay...” Disse a mim mesma, caminhando para o meu primeiro paciente. “Tudo vai ficar bem, ele apenas gosta do meu trabalho. Só isso...”

Me aproximo de um leito, onde um homem reclama de dor de cabeça. Abro um sorriso forçado e digo:

–Olá, sou a Dr.White e vou ajudar-te hoje.

–Oi, só preciso de um atestado, só isso – Ele diz, e de perto podemos concluir que o homem está bêbado.

–O senhor está bêbado? – Perguntei com calma.

–Sim, por isso preciso de um atestado, lindinha. – O homem responde colocando sua mão na cabeça, demonstrando dor.

–Desculpe, mas não posso te dar um atestado médico...

–Você pode, e vai me dar! – O homem grita, se levantando da maca e se aproximando de mim.

Antes de qualquer coisa acontecer, alguém se coloca entre mim e o paciente nervoso, com cabelos grandes e pretos, pele clara, olhos negros....Michael, só podia ser ele.

–Vou pedir para você se retirar, senhor...- Ele diz e pega o prontuário dele da minha mão, olhando por um segundo nos meus olhos. – Senhor Hamilton

–Vocês vão expulsar um doente do hospital? – Hamilton diz, rindo das nossas caras – Poderia delatar vocês para a polícia.

–Você teria todo o direito de fazer isso, se estivesse doente. – Michael fala com confiança e autoridade – Mas, você está bêbado, e de acordo com a cor dos seus olhos, até drogado.

–Você não tem como provar isso!

–Você deve estar muito bêbado mesmo – Michael diz, rindo. – Um simples exame toxicológico pode provar tudo isso, e ainda mais. Então, lhe peço para se retirar.

Hamilton sai da emergência irritado, pisando fortemente no chão e resmungando palavrões. Michael ri ao se virar para me ver, o que me faz rir também. Hamilton esbarra numa moça, que derrama suco de maça nele, o que nos faz rir ainda mais:

–É bom te ver, Lexie... –Michael diz, ainda rindo. – Bem que eu queria conversar, mas temos um trauma chegando. Acidente de carro.

–Isso é bem melhor que conversar, Michael... – Respondo, me recompondo e tentando parar de rir.

Quase nem falamos durante o procedimento, depois Michael vai para a cirurgia e me deixa sozinha no fim do meu turno. Queria mata-lo por não ter me convidado para participar da cirurgia, mas, no fundo, sabia que era melhor assim. Coloco minha roupa e sigo caminho para casa, Charlie vai ficar até mais tarde numa cirurgia e não sei onde Sophie se meteu.

Um tempo para pensar, acho que deveria gostar um pouco disso, mas não gosto de ficar sozinha, não depois do que aconteceu. Cada esquina é o local perfeito para alguém se esconder. Sinto aquela sensação de alguém me seguir e de tanto medo minha mão começa a tremer.

Começo a correr, melhor, andar rapidamente, não queria que achassem que eu fosse uma louca, não seria algo bom para mim. Corro até que um carro para no meu lado. Me deu um ataque de nervos, seguro um grito na minha garganta.

– Quer uma carona, Lexie? – O homem do carro diz descendo o vidro da janela. Minha visão estava desfocada, demorou um tempo para identificar quem era.

–Michael…. – Suspiro de felicidade, quase falo um “Glória Deus”. – Claro, obrigada!

Entro no carro e ele volta a dirigir, ele aumenta o som e reconheço a música, Come as You are, Nirvanna. Começo a sorrir ao ver que ele parecia ser o cara perfeito. Gosta de rock e é um ótimo cirurgião.

– Onde você mora? – Michael pergunta sem se distrair.

–Me deixe no Park Shopping, deve estar um trânsito, é horário de pico.

–Claro...

Continuamos em silêncio até que algo nos chama a atenção, uma fumaça vindo da estrada de terra, turística. Ele aproxima com o carro, mas antes de entrar pergunta:

–Posso ir?

–Com certeza, estou curiosa.

Michael ri e entra na estrada turística, depois de uns segundos vimos o que aconteceu, um carro capotado, crianças chorando, perguntando pelo pai, mas não ouço nenhum adulto chorando.

3 crianças.

Nenhum adulto.

Notas finais
SURPRISE BICH, I'M BACK, AND TO STAY!! Gostaram? COMENTEM
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.