Notas iniciais
Primeira fanfic guys, espero que gostem, mesmo!

25/06/2124

Eu estava pronta.

Me olhei novamente no espelho e o vi refletir a mesma imagem de como eu estava a alguns anos atrás, só que estava sem minha mãe ao meu lado e não me arrumava para ir em algum lugar especial. Estava devidamente vestida com meu simples vestido azul que ia até o joelho, um rabo de cavalo em meus longos cabelos loiros e minhas desgastadas sapatilhas brancas — todos nós das aldeias teríamos hoje a recepção de informações sobre nossa nova vida no Departamento do Governo. Meu pai me observava parado em minha porta com seus olhos tão verdes me observando, sua conhecida blusa cinza amarrotada bem gasta e seus cabelos castanhos completamente desarrumados. Ele sorria para mim, e seu sorriso claramente demostrava orgulho, porém ao mesmo tempo tristeza, pois não podia e não o veria novamente.Passei a mão pelo meu vestido para tirar um pouco do seu mínimo amassado e fui em direção ao meu pai, como sentiria sua falta — somente ao pensar em minha vida sem ele uma lágrima solitária escorreu pelo meu rosto, a que eu rapidamente limpei.

– Vou sentir tanto a sua falta, pai. — disse o abraçando.

– Também irei sentir sua falta, Anne. — Ele me abraçou mais forte e nos guiou a nossa pequena cozinha.

Somos eu e meu pai a muito tempo, minha mãe morreu quando Trento tentou atacar Resplendor, porém eu e meu pai conseguimos fugir, com uma dificuldade tremenda, pois meu pai me carregara no colo já que eu era muito pequena, mas nós felizmente sobrevivemos. E desde então ele é meu herói e era minha única esperança, que agora está friamente sendo levada embora.

Sentamos e comemos em silêncio. A pequena quantidade de comida não preenchia meu estômago nem um pouco, assim fazendo meu estômago roncar por horas e horas, todavía não posso reclamar, era a única comida que tínhamos.

Papai me levou até a porta e me deu um leve beijo no topo de minha cabeça, me fazendo sentir uma pequena lágrima que havia escorrido de seu rosto e caído e meu cabelo. Nesse momento, não consegui me conter e rapidamente diversas lágrimas correram em meu rosto.

Respirei fundo e comecei a andar sem olhar para trás, sabia que se olhasse para ele novamente, voltaria correndo para seus braços e seria uma total covarde.

As ruas estavam muito movimentadas, dezenas de jovens em cada calçada andando na mesma direção — seus rostos estavam iguais e notavelmente abalados e com rastros de lágrimas em suas bochechas, a cena dava muita pena, porém eu não deveria estar diferente.

O caminho até o Departamento do Governo foi calmo e silencioso. Rapidamente ao longo da caminhada, consegui me distrair olhando a paisagem em volta. As árvores deixavam grandes sombras, que quando passávamos entre elas, nos faziam sentir um vento maravilhoso, os pássaros cantavam ao alto, as pessoas andavam nas calçadas em perfeita harmonia. Aquele parecia um dia maravilhoso, mas obviamente não era.

Ao chegar e encarar aquele imenso prédio a minha frente, a única coisa que vinha na minha cabeça era que eu queria, necessitava sair dali, mas também, a única coisa que eu não poderia fazer agora era desistir. Logo adentrei o local, e tudo dentro era como imaginava que seria, milhares de pessoas trabalhando, vários jovens que iriam receber suas informações, uma quantidade imensa de salas e etc.

Observei todos os adolescentes das aldeias entrar em uma grande fila para preencher uma ficha com seus dados, então como não havia recebido nenhuma orientação do que fazer, repeti seus gestos. Depois de finalizar o preenchimento dos dados, somente o que me restava a fazer era esperar, esperar e esperar.

Enquanto estava sentada em uma pequena e desconfortável cadeira azul, comecei a pensar em como seria minha vida dali em diante, minha nova família, minha nova 'eu', minha nova vida. Eu olhava descaradamente para cada pessoa que estava ao meu redor e sem muita dificuldade, conseguia perceber que eles estava pensando e sentindo o mesmo que eu.

Continuei distraída observando a todos e pensando em tudo, até finalmente meu nome ser chamado.

– Anne Dawson, a senhorita Stace te aguarda na sala 4.

Meu corpo inteiro estremeceu, precisei continuar sentada por algum tempo, até conseguir ganhar coragem e mover algum músculo do meu corpo.

Coragem. Algo que eu não tinha a um bom tempo, já está na hora de sentir isso novamente, e o melhor momento para isso é definitivamente agora.

Respirei fundo e adentrei aquela sala, a sala que definiria meu futuro, minha nova vida.

Notas finais
Acho que irão gostar dessa fanfic haha.Beijos, até o posso capítulo pessoal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.