Notas iniciais
primeiramente! ME PERDOEM POR NÃO POSTAR NESSES TRÊS DIAS SEGUIDOS T.T Eu estava sem internet, mas nesse tempo fiquei adiantando a história para não atrasar mais, então bora ler porque altas emoções ta? beijinhos e bora ler :3

Minha força e neve interior estava se esgotando. Eu acho que eu, não consegui salvar alguém que retribuiria isso...

–Inverno, você...? –Ela estava com um olhar deprimido, ela sabia que eu não tinha conseguido, eu estava tão triste, que qualquer palavra que eu dissesse, acabaria comigo.

–Você foi forte, não é culpa sua. –Eu queria conversar mas eu realmente...

–Garotinha! –Eu reconheci aquela voz, me lembro de alguém...

“Eu acertei uma panela em sua cabeça sem querer” –Ah sim, é aquela velhinha, Elie.

–Quem é ela? –Perguntou o Outono

Eu estava prestes a desabar, aquela velhinha era aquela que eu imaginava ter a melhor vida possível, ela passou horas comigo e com o Verão e agora ela me vê, com a roupa toda rasgada, fraca e com Verão caído morto no chão. Eu só consegui correr para seus braços e a abracei e desabei em chorar.

Olhar para ela, era como acreditar que tudo pode acabar bem, ela fazia de sua presença a de minha mãe. Era confortante ficar com ela, ela chegou em ótima hora.

–Vai ficar tudo bem, garotinha... Eu vou ajudar! –Ela sussurrou para mim, sei que é horrível dizer mas

–Por favor! Eu não posso mais perder pessoas. –Sussurrei enquanto continuava a chorar

Ela me tirou de seus braços, me sentou no chão e foi em direção à Verão. Ela disse palavras mágicas enquanto apenas segurava uma folha. Após isso, folhas se espalharam em volta dele, uma luz, não forte, era apenas uma luz. Estava em cima das folhas.

Ela se calou, tudo ficou em silêncio. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo e Primavera e Outono também não.

Passaram vinte e dois minutos. E nada ainda, acho que piorei sim, estou me sentindo horrível por isso! Eu já estava prestes a me deitar no chão de tanta exaustão até...

–Ga...ro...tinha! –Disse a velhinha com a voz fraca

–Velhinha! –Ela caiu no chão sorrindo, ela ainda respirava mas também estava no limite. Eu só queria entender o sorriso em seu rosto.

–Meu marido está chegando, ele vai levar todos para casa. Lá ele vai me ajudar e você vai ajudar seu amigo. E seus outros amigos também vem conosco, certo? –Ela não tirava o sorriso do rosto

–Certo! –Eu estava esperançosa, meus amigos também estavam. Nós ainda podíamos chegar sãos e salvos até o Dark Side e poder salvar nossa cidade!

–Ei! Tragam eles aqui, e minha velhinha também! Vamos logo. –Disse o Velhinho, feliz também.

–Estamos indo! –Eu disse com lágrimas em meu rosto

–Primavera, muito obrigado! Eu sempre soube que você seria a melhor parceira que alguém pode ter, mas sabe, eles dois ainda nos passam. Pois eles não sabem, mas não são só parceiros de missão –Eu ouvi isto de longe, pois estava atenta aos dois

–Eu concordo com você, Outono. –Primavera estava corada

Eu estava prestes a entrar na carroça quando o velhinho me parou e disse:

–Enxugue suas lágrimas. Seu amigo já está bem! Só resta você terminar de cura-lo, Inverno. –Ele sempre estava sorrindo

–Obrigada, mas só vou me recuperar quando ele estiver brigando comigo outra vez!

–Alice!!! –Era Tia batendo na porta

–Sim! Estou acordada.

–Ian está de chamando –Como?! Ian me chamando? Ah! Sim, hoje marquei o passeio.

–Certo, estou indo!

Coloquei a primeira roupa que achei naquele guarda-roupa gigante, desci até a cozinha toda branca com pequenos detalhes cor de salmão e peguei uma maça

–Ei! –Estava acenando para ele

–Está atrasada

–Mas eu nem combinei horário!

–Estou meio indisposto hoje. Tenho vontade de ficar dormindo mas por algum motivo, não consigo.

–Pegue sua bicicleta e pare reclamar! –Pegamos nossas bicicletas e saímos para andar pela cidade e conversar.

Era um lugar tão aconchegante. As pessoas pareciam ter bem felizes lá, haviam carrinhos vendendo pipoca na rua, outros com balões, maça do amor e variedades.

–Você costumava vir aqui com seus pais?

–Sim. Até acontecer aquilo. –Eu sempre tive dúvidas sobre isso, achei que era hora de perguntar

–A família toda fala sobre “aquilo” mas eu não sei exatamente o que é, você me contaria?

–Vamos parar no parque principal então.

–Certo –Para nos tornarmos amigos, eu precisava ir mais fundo

O parque era bem grande, não é a toa que tem o nome de “Parque Principal”, pessoas vivem felizes aqui também, tudo verde vivo, pássaros, borboletas e fora os bichinhos surpreendentes e fofos que existem escondidos nas árvores. É um ótimo lugar para relaxar e fica perto da escola.

–Eu tinha uma Irmã, ela chamava Anne. Ela era dois anos mais nova que eu, na época eu tinha quatorze e ela doze. Éramos bem unidos apesar de não aparentar, ela era a única pessoa que sempre conversava comigo e me ajudava e eu o mesmo. Nós resolvemos vir tomar sorvete depois da escola, liguei para os meus pais e eles disseram que também viriam, ficamos todos conversando e eu estava brincando com ela, pois ela ainda tinha doze anos. Ela ficou seguindo um bichinho que nem nós sabemos qual, ela disse que queria saber onde ele morava e foi atrás, eu disse que estava cansado e que iria ficar sentado, meus pais estavam sentados também, pensamos que tudo ia ficar bem. Mas você está vendo aquelas madeiras colocadas no chão? –Estava longe de nós, do outro lado do parque haviam madeiras brancas cobrindo algo.

–Sim

–Dentro tinha um tipo de casa de cobras. Elas nunca saíram pois ninguém nunca viram elas ali. Provavelmente o bichinho caiu lá dentro e ela deve ter tentado ajudar, mas ali não havia só uma cobra, haviam mais e com filhotes. Só conseguimos escutar ela gritar.

–Sinto muito por isso –Eu não sabia o que dizer realmente

–Obrigado.

–Termine, por favor.

–Eu corri o mais rápido que pude e mesmo assim não pude fazer nada, as pessoas pegaram aquelas madeiras e tamparam, com minha irmã lá dentro, minha mãe estava aterrorizada mas nós não podíamos tirar ela de lá e não podíamos deixar o buraco aberto. Chamaram os bombeiros e eles deram um jeito nas cobras, tamparam o buraco e minha irmã foi tirada de lá apenas para ser enterrada.

–Você se importa de ir comigo até lá?

–Não. As madeiras não estão pregadas então não tem problema.

Deve ser difícil pensar em que um dia que podia ser maravilhoso em família, acabe desse jeito. Ele estava tirando as madeiras para podermos ver, as pessoas estavam achando estranho o irmão da garota que foi morta ali, estar tirando as madeiras dali

–As pessoas estão te olhando estranho, não precisa fazer isso! Vamos voltar.

–Pronto, vou pegar algo para beber. –Ele não estava bem como afirmava estar

Era um buraco quase do nosso tamanho, é meio escuro então não vejo nada. Achei melhor pular la dentro.

Tinha sangue seco no chão, parecia ser de ambas, cobras e da Anne. Os ovos estavam quebrados, mas ainda tinha um ovo que parecia recente, provavelmente ainda há uma cobra lá dentro, ela deve estar prendendo as memórias horríveis que ele tem desse lugar. Devo esperar ela sair.

Peguei uma das madeiras que tivesse uma parte pontuda para mim poder furar ela, e bingo! Ela estava enrolada bem escondida no buraco. Eu estava com um pouco de medo sim, mas eu sentia que precisava fazer isso.

–Alice?! O que você esta fazendo? –Era o Ian, com dois copos na mão

–Fique quieto preciso me concentrar e te livrar disso! –Não acredito que disse isso

Fui me aproximando até...

–Alice!!! –Ele gritou

Notas finais
Gostaram???????????????????? Se sim ou se não né, comentem ai porque eu A M O ler comentários E ME DESCULPEM MAIS UMA VEZ ;-; "Você não pode desistir da pessoa que você ama tão facilmente." -Sword Art Online