Living Happiness

3 Capítulo Três 🌻


Notas iniciais
Galeeeeeeeeera, nem ta muito grande, espero que gostem muito muito muito mesmo ! Boa leitura!

Runaway — Ed Sheeran

🌻 No dia da festa 🌻


Eram meio dia quando eu acordei naquele dia.
Fui para a cozinha, onde todos estavam almoçando.
Ainda estava meio bêbado de sono, tonto e com a cara amaçada.
– Mãe? Por que você não me acordou?
Eu disse passando a mão nos olhos.
– Desculpa querido, achei que estivesse cansado, quis deixar você dormir isso o suficiente.
Olhei para o meu pai, que se sentiu acusado e fez uma careta.
– Isso que ela disse!
Olhei para o chão.
– Ok...Né.
Fui para a geladeira e peguei o leite, sentei no balcão da cozinha e comecei a o tomar.
– Michael! Use um copo!
Minha mãe gritou.
Revirei os olhos, desci do balcão, peguei um copo e tomei o leite "corretamente".
– Vou tomar banho.
Deixei o copo na pia e subi para o banho.
Após o banho, ainda de toalhas, meu celular começou a tocar.
– Oi Kate...
Eu devia ter percebido naquela hora, devia ter percebido que não foi dado o aviso de ligação internacional, mas eu não estava muito bem acordado.
– Oi amor! Tudo bem?
– Tudo...E você? Nossa...Você não liga há horas, o que aconteceu?
Ela riu do outro lado da linha.
– Nada, você disse que eu estava ligando demais, vou respeitar seu espaço.
– É isso que eu gosto em você...É compreensiva e tudo mais.
– Hum...Eu tenho que ir...Obrigada. Te amo! Até mais...
E desligou sem esperar minha resposta.
Qual era o problema daquela garota? Uma hora queria minha atenção, na outra precisava desligar rápido.
Me vesti e fui para o computador, comecei a olhar o perfil de Audrey no computador...Eu não parava de pensar nela, nas risadas, nas mãos macias, na voz gostosa de escutar.
Acho que passei a tarde toda fantasiando qual era o gosto do beijo dela, ensaiando os diálogos que teríamos mais tarde, até darem nove horas, eu nem sequer tinha visto o tempo passar.
– Michael! Você não ia pra uma festa hoje?!
– Sim!
Comecei a me vesti depressa.
A noite estava quente e abafada, coloquei uma bermuda e uma blusa verde lisa.
– Michael, você vai se atrasar!
Peguei o meu celular que estava tomando bateria e saí correndo.
Saí da casa desesperado.
– As chaves...
– Michael as chaves!
– Tá mãe!
Peguei as chaves e fui para o carro, acelerado até a casa de Audrey.
Ela estava sentada nas escadas da frente da casa, quando me viu sair do carro abriu um sorriso que deu para ser visto do outro lado da rua.
– Vai ter festa ou não?
Fui até ela sorrindo e lhe dei um abraço.
– Oi Mich!
O abraço dela era tão bom...Ela cheirava tão bem...
– Tudo bem?
– Estamos atrasados!
– Eu sei...Descul...
Ela me puxou e saiu correndo pela rua, corri atrás dela, em meio a risadas, sorrisos e gritos aleatórios.
Até que chegamos.
Ela me levou para conhecer os amigos dela, que estavam em volta de uma fogueira enorme, sentados em um pano sob a areia.
Nos convidaram para sentar.
– Hey, disseram que você se mudou para Oxford...Não sentiu saudades disso aqui?
Um dos amigos dela me perguntou rindo.
– Ah claro...Quase...Morri de saudades dos garotos urinando na fogueira e...Dos babacas virando os nerds nos banheiros químicos.
Eles riram.
Eu estava falando num tom de ironia, não era para eles rirem.
– Mich, vamos andar?
Audrey me perguntou.
Caminhamos pela praia conversando por um bom tempo, a conversa nunca acabava, o assunto nunca ficava cansativo, até que voltamos para perto da fogueira, onde tinham uns troncos velhos, nos sentamos lá.
Ficamos conversando próximos, tinha começado a esfriar.
Me aproximei dela, nossos rostos tão próximos que eu podia sentir sua pele queimando.
Fui chegando cada vez mais perto, com a boca quase encostando na dela, hálitos se misturando.
Meu celular começou a tocar, ignoramos na primeira vez, mas ele tocou novamente.
– Não vai atender?
Ela perguntou já se afastando.
– Ah — Peguei o celular, aquela porcaria de celular — Sim, claro.
Era Kate.
– É importante?
– Merda... É da Inglaterra, escuta...Vou atender, fica aqui, ok?
Fui para longe dela, onde a luz da fogueira nem chegava mais.
Como eu poderia ter esquecido de Kate? Como eu poderia ter me aproximado tanto de outra garota assim? Eu me senti um merda.
– Kate?
– Oi amor, onde você está?
– Em c-casa, por quê?
– Mentira, estou na sua casa Michael, onde você está?
– Como assim na minha casa Kate?
– Eu vim te fazer uma surpresa, dá para ser um pouco compreensivo? Eu voei mais 3604 milhas para estar aqui.
– Estou numa festa...Com os meus amigos.
– Ok, onde é? Eu vou até aí.
– Não! Kate! Fique onde está! Eu já estou voltando para casa!
– Ok...
Voltei para onde Audrey estava.
– Então...Eu tenho que sair...Pra ver a minha namorada.
– Hã? Namorada?
– É...Escuta, a gente se fala depois.
A gente não ia se falar depois, talvez nunca mais, eu fui um babaca com ela.


🌻🌻🌻


Quase meia hora depois do combinado, eu estava sentada na varanda da minha casa, esperando por Michael, quase desistindo de que ele ainda viesse,
Até que escutei um pneu de carro cantando, quando penso que não, um carro atravessa a rua da minha casa e de dentro dele sai o dito garoto.
– Vai ter festa ou não?
Ele perguntou atravessando a rua, não escondi minha felicidade, levantei, fui até ele e o abracei.
Ele estava cheirando bem, cabelo bagunçado e roupa amassada, mas estava lá.
– Oi Mich!
– Tudo bem?
Ele perguntou para mim, ainda me envolvendo num abraço, olhando para baixo.
Ele era um tanto mais ato que eu.
– Estamos atrasados!
Gritei, o soltei e saí correndo pela rua.
Ele quase conseguiu se desculpar, mas eu estava longe.
Ele correndo atrás de mim, rindo, sem tirar o sorriso do rosto, "venha me pegar!" eu gritava para que ele viesse atrás de mim.
Até que chegamos na praia e ele me pegou, me envolvendo em outro abraço, abraço de urso como eu apelidei mais tarde.
O levei para perto da fogueira, onde meus amigos estavam. Eles tentaram conversar com ele, mas Michael era tímido, o convidei para andar pela praia comigo.
Ele aceitou e lá fomos nós, por duas horas conversando, na beira da praia, sentindo a brisa do mar, com um papo que nunca acabava.
Voltamos para perto da fogueira, mas longe das pessoas, sentamos em troncos de árvores antigos.
Ele se aproximou de mim, queria me beijar, eu sabia, mas eu o sentia tão nervoso quanto eu.
Até que seu celular começou a tocar. Ele ignorou da primeira vez, mas quando começou a tocar pela segunda vez me afastei dele e perguntei se era importante.
Michael me pareceu mais nervoso e mais desesperado do que antes, disse que tinha que atender.
Foi para longe, pude escutar o nome Kate algumas vezes e alto.
Depois de dois minutos ele voltou.
Eu estava pronta para receber o meu beijo.
– Então...Eu tenho que sair...Pra ver a minha namorada.
Como assim namorada?! Ele estava quase me beijando e agora tinha vindo com essa história de namorada?! Nessa cara de pau?!
– Hã? Namorada?
– É...Escuta, a gente se fala depois.
Acho que ele sabia que nunca mais ia falar comigo, então não disse nada e o deixei ir.
Fui para perto dos meus amigos quase chorando e contei o ocorrido inteiro para Julie.
Ela contou tudo um pouco piorado para o restante das pessoas.
– É o velho ferrugem gordo de sempre.
Alguém disse.
– Esse gordo sempre foi um idiota mesmo.
– Não liga pra esse idiota Audrey, o balofo vai ter o que merece...
E os insultos seguiram por horas e horas.
Cheguei a sentir pena de Michael, era isso que ele tinha escutado o ensino médio inteiro.
Eu queria esclarecer a história com ele quando cheguei em casa, mas eu não tinha como, falar com ele depois daquilo iria ser humilhante demais.
Fiquei deitada na cama, abraçada a um travesseiro, contendo minhas lágrimas para que elas não descessem, mas no fim das contas, passei a noite chorando.
Eu não sabia bem porque ficar triste, mas fiquei, muito.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!! Obrigada pela leitura meus lindos bolinhos!