Living Happiness

7 Capítulo Sete 🌻


Notas iniciais
Gente, não sei se repararam, mas mudei algumas coisas nos capítulos anteriores, nada de mais, a partir de agora, cada capítulo vai conter uma música e uma imagem. Mudei a foto de capa também, fiz uma edição mais bonitinha, além de mudar meu nome, que era Miss Miles e agora é Alasca, simplesmente porque eu dei a louca e quis mudar tudo na minha vida "Nyahzática", kkk...Bom, que seja, espero que gostem e me desculpem pela demora, acontece que o meu computador quebrou e o celular não quer enviar os capítulos! Maaaas....Boa leitura 🌻

Ed Sheeran — One

🌻🌻🌻


– Audrey? Vai querer de quê?
Julie me perguntou. Os nossos amigos chegariam mais tarde para se encontrar conosco.
– Não quero tomar sorvete.
– Por que?
– Porque não quero, tenho que ter razões para não tomar sorvete agora?
– Escuta, eu sei que ainda está brava, mas não precisa ser grossa assim comigo.
– Que seja — Olhei para o horizonte, vi Michael tocando violão com os dois garotos que estavam no quarto ontem — Vou esperar numa mesa.
Fui para a mesa mais próxima o possível de Michael, para que ele me visse.
Fiquei o observando. Toda aquela calma, a alegria que passava, confesso que eu sentia pena dele anteriormente, por todas aquelas coisas que diziam deles, por todas as coisas que o fizeram quando nós éramos mais novos, mas mesmo com todas aquelas coisas, ele continuava ele mesmo, calmo e em paz, eu chegava a invejar isto nele.
Ele olhou para mim rapidamente, mas não percebeu quem eu era, depois virou de novo, abriu um sorriso largo e gritou por mim.
O chamei com as mãos. Ele veio.
Ele me deu um selinho.
– Oi.
Disse ainda sorrindo.
– Viu só? Por acaso.
Soltou uma risada.
– Numa cidade pequena como essa, existirão muitos acasos.
Sorri.
– Assim espero.
– O que está fazendo aqui?
Julie apareceu logo atrás dele.
– Nada. Apenas dando uma volta.
– Ah sim...
– E você?
– Estava...Tocando.
Ele levantou o violão.
– Ah, claro...
Ficamos calados por uns instantes.
Julie continuava atrás dele.
– Quer ouvir?
Ele perguntou, mexendo as sobrancelhas e dando um sorriso curioso.
Suspirei.
– Claro.
Ele cantou One para mim.

One

Tell me that you turned down the man

Who asked for your hand

'Cause you're waiting for me

And I know you're gonna be away a while

But I've got no plans at all to leave

And would you take away my hopes and dreams

And just stay with me

All my senses come to life

While I'm stumbling home as drunk as I

Have ever been, and I'll never leave again

'Cause you are the only one

And all my friends have come to find

Another place to let their hearts collide

Just promise me you'll always be a friend

'Cause you are the only one

Take my hand and my heart and soul

I will only have these eyes for you

And you know, everything changes

But we'll be strangers

If we see this through

You can stay within these walls with him

But just stay with me

All my senses come to life

While I'm stumbling home as drunk as I

Have ever been, and I'll never leave again

'Cause you are the only one

And all my friends have come to find

Another place to let their hearts collide

Just promise me you'll always be a friend

'Cause you are the only one

I'm stumbling off drunk

Getting myself lost

I am so gone

So tell me the way home

I'm listening sad songs

Singing about love

Where it goes wrong

All my senses come to life

While I'm stumbling home as drunk as I

Have ever been, and I'll never leave again

'Cause you are the only one

And all my friends have come to find

Another place to let their hearts collide

Just promise me you'll always be a friend

'Cause you are the only one

Confesso que me deixei levar pela música e pelos sorrisos que ele trocava comigo, ao alternar os olhares do violão para mim, e também pelo próprio jeito que ele tocava violão.

Quando olhei de novo, Julie havia sumido.
– Já pensou em seguir a carreira de cantor?
Ele gargalhou.
– Já.
– E por que não segue?
– Não é bem a minha paixão — Riu — É um hobbie.
Concordei com a cabeça.
– Hum, canta mais uma?
Eu podia contar todo o repertório de músicas que ele cantou para mim naquele dia, mas não me lembraria de todas.
Mais tarde, ainda naquela praça, mas sentados à sombra de uma árvore.
Ele estava deitado no meu colo, novamente e eu estava mexendo em seu cabelo, novamente.
Não conseguimos evitar, aquilo era agradável demais.
– Que horas são?
– Cinco e meia.
– Merda.
Ele se levantou apressado e pegou seu violão.
– O que foi?
– Tenho que buscar o Mike na escola, vem comigo.
Hazel! Eu havia prometido ir busca-la.
– Ok.
Corremos para o carro.
Chegamos na escola, nos deparamos com Mike e Hazel sentados no gramado, da mesma forma que eu e Michael estávamos.
Trocamos olhares, rimos e pedimos para que entrassem no carro.
É claro que eles estranharam, o jeito que eu e Mich estávamos próximos, o jeito que eleme olhava quando paravamos num sinal, ou quando ele colocava sua mão sobre a minha por alguns segundos enquanto dirigia e também os carinhos que ele me fazia de vez em quando.
Ele estava apaixonado. Ele não poderia negar, não me olhando daquele jeito.
Mas eu também estava, me deixei envolver tanto, mas ele era o cara dos meus sonhos! Literalmente o cara dos meus sonhos.
Quando mais nova, eu costumava escrever histórias, onde eu era uma das personagens e sempre vivia um romance,com o que seria a descrição perfeita do que é Michael Jones. Eu só não imaginei que ele ia ser tão oblíquo e eu tão...Reta?
– Vamos tomar sorvete?
Ele perguntou para as crianças.
– Não vamos.
Respondi por elas.
Os três fizeram um coro de mimimis inacabáveis.
– Por que não?
– Porque não.
– Hum, argumento convincente esse seu.
– Mich! Eles tem aula amanhã, está tarde, eles precisam estudar, tomar banho, jantar e ir dormir.
Ele me olhou rapidamente.
– Sabe que são... — Olhou para o relógio do painel do carro — Cinco e cinquenta, né?
– E daí?
– Cara... — Revirou os olhos — Que tipo de irmã mais velha que não deixa a irmã dar uma escapada da rotina e comer besteira é você?
– Hum...Acho que eu sou "tipo" todas as irmãs mais velhas...Pelo menos das que tem consciência.
– Ah, claro...Meninos, vamos lá! Sor-ve-te! Sor-ve-te!
As crianças gritaram junto a ele até o meu consentimento.
– Tá! Vamos!
Ele riu e tomou caminho para a praça.


🌻🌻🌻


Chegamos na praça, pedimos os sorvetes para os meninos e eles foram comer longe da gente.
Disseram que não queriam comer com os "adolescentes", porque nós estávamos grudados demais. De fato estávamos sim.
– Olha nos meus olhos e diz que está me odiando por fazer as crianças virem.
Disse a ela.
– Estou te odiando por ter feito as crianças virem.
Ela respondeu olhando para o chão.
– Eu disse para olhar nos meus olhos.
Rimos.
– Eu não consigo.
– Por que?
– Porque eu não consigo te odiar.
Soltei uma risada.
– Ah é? E sente o que por mim?
Ela riu e pegou nas minhas mãos, ficou as olhando por alguns segundos.
– Eu gosto de você.
Respondeu.
– Muito ou pouco?
Gargalhou.
– Você gosta?
Retrucou.
– Sim.
– Quanto?
– Você acha que se eu não gostasse muito de você...Eu ia estar aqui?
Ela mordeu os lábios.
– Então eu gosto muito de você.
Respondeu.
– Por que só conseguiu formular sua resposta depois da minha?
– Porque eu estou com medo de ser feita de boba.
– Eu não te faria de boba?
– Você quase me beijou naquele dia e... Alguns minutos depois você tinha uma namorada.
Aquilo soou mais como um tapa na minha cara. Doeu como um também.
– Eu sinto muito.
Eu disse.
– Eu sei que sente e eu já te perdoei também, mas continuo tendo medo de quebrar a cara.
– Ok...
Olhei para o chão. Ela segurou meu rosto e olhou nos meus olhos, se sentou na minha coxa.
– Só promete que não vai ser um babaca.
– Prometo.
– Promete que vai aguentar minhas tpm's.
– Prometo.
– Promete que vai dizer que estou certa mesmo quando eu estiver errada.
– Prometo.
Respondi rindo.
– Promete que vai me abraçar quando eu estiver triste.
– E quando estiver brava.
Ela riu.
– Obrigada.
– Eu só exijo uma coisa em troca.
Disse. Logo ela fez uma careta.
– O que?
– Você vai tomar chá comigo todos os dias quando chegarmos do trabalho.
Rimos.
– Sim, eu vou.
Nos beijamos.
– Eca!
Meu irmão gritou.
Paramos de nos beijar rindo e olhamos para ele.
– O que foi?
Perguntei.
– Vocês são nojentos, sabia que vocês estão trocando todos os germes um do outro?
Audrey riu.
– Ai meu Deus! Isso é muito nojento mesmo! Não vou mais beijar a Audrey, tá?
– Tá.
Ele respondeu, sorriu e foi brincar com Hazel.
– Não vai mais me beijar?
Ela perguntou me perguntou com uma voz provocativa, boca quase colada a minha, olhos direcionados aos meus.
– Não na frente dele.
Voltei a beija-la.
Meu celular tocou, demorei um tempinho para atender. Toda vez que eu estava num momento legal com Audrey, aquele maldito I-Phone tocava.
– Mãe?
– Você buscou o Mike na escola?
– Sim.
– Onde vocês estão?!
– Tomando sorvete com a Audrey e a Hazel.
– Ah...Volta logo, tá?
– Tá.
Ela desligou.
– Ninguém dá mais "tchau" por aqui?
Audrey riu com a minha pergunta.
– É mais legal deixar um mistério suspenso.
Respondeu.
– Hum...Isso quer dizer que não vai me dar o seu número hoje?
– Não.
– Não o que?
– Não vou te dar meu número.
– Por que?
Fiz uma cara triste.
– Porque você já o tem.
– Tenho?
Perguntei.
– Tem.
– Desde quando?
– Desde que peguei o seu celular e salvei o meu número. Você devia colocar uma senha.
– Ah...Quando você fez isso?
– Acho que...Umas duas horas da tarde, você estava tocando.
– Hum, entendo.
– O que sua mãe disse?
– Para eu voltar logo com o Mike.
– Ok, me leva pra casa.
– Já?
– Está tarde!
Exclamou.
– Droga...
– Você pode me buscar depois do trabalho.
Sorri.
– Posso?
– Aí a gente assiste um filme.
Não entendi se seria "assistir um filme" ou só assistir um filme, mas concordei.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Queria agradecer a recomendação da Mamaeh, obrigada linda!!