Living Happiness

5 Capítulo Cinco


Notas iniciais
Espero que gostem deste capítulo, o próximo já está quase pronto! Hahaha!

Ed Sheeran — Don't

🌻🌻🌻


Segunda-feira, dia de ir trabalhar cedo, eu estava um caco, mas fui.
A minha sorte era que eu tinha um chefe legal, que me deixava ler e tomar o café, que originalmente seria dos clientes, mas por algum motivo, passou a ser apenas dos funcionários.
Eu estava lá, quieta, fazendo o meu nada de cada dia, quando a porta da livraria se abriu.
– Clientes de manhã?
Julie, que também trabalhava lá, perguntou do andar de cima.
Olhei para porta.
– Audrey?
Revirei os olhos.
– Michael.
Julie desceu correndo as escadas.
– Olha, eu fui na sua casa ontem, eu precisava falar com você...
– Escuta aqui, seu gordo idiota, como você tem a audácia de vir até aqui e falar com a Audrey depois de tudo o que você fez?!
Julie gritou em seu ouvido.
– Ow, ow! Pera aí... — Ele disse afastando-se um pouco de Julie — Eu vim comprar um livro, calma aí garota! Isso é uma livraria, eu nem sequer sabia que Audrey trabalhava aqui, não seja fútil...
– Eu não sou fútil, seu babaca!
– Você...Sabe o significado de fútil?
Ela se calou, ficou olhando para os lados e deu um passo para trás.
Ele bufou, olhou para mim com decepção e saiu da livraria.
Olhei para Julie.
– Por que você fez isso?
– Eu estava te ajudando!
– Eu não te pedi ajuda.
Ela ficou quieta.
Saí da livraria correndo.
– Michael, espera! — Ele já estava longe, mas parou — Por favor, volta aqui?
Ele veio até mim, sem pressa.
– O que foi?
– Desculpa, não pedi para que ela falasse aquilo, não fica bravo.
Ele respirou fundo.
– Depois a gente conversa, ok?
Ele se virou e continuou a andar.
Agarrei seu braço, fazendo-o se virar.
– Fica pra um café?
– Tá.
Voltamos para a livraria, tirei meu uniforme e peguei minha bolsa.
– Volto em vinte minutos!
Fui com ele até um café próximo.
Ele pediu um café com caramelo extra e eu um mocha.
– Olha, sobre a festa, eu me envolvi demais, eu sinto muito, eu não sei como me redimir, mas se servir de alguma coisa, nós terminamos.
– É...Eu vi.
Ele tomou um pouco de seu café.
– Então talvez se...Nós pudéssemos nos redimir de alguma forma — Soltei uma risada — Falei alguma besteira?
– Você está...Com um bigodinho de chantilly.
Ele soltou uma risada e pegou um guardanapo para se limpar.
– Bom, voltando ao assunto..
– Michael, eu não sei se consigo te desculpar, eu achei que você...Estava gostando de mim.
– Mas eu estava!
– Michael, olha, não vai dar, ok? Como isso daria certo? Você na Inglaterra e eu em Nova Yorque, seria impossível!
Ele ficou calado por um tempo.
– Por que não troca esse seu "não vai dar" para "vamos tentar"?
– Porque eu te conheço há menos de três semanas.


🌻🌻🌻


Ela se levantou e foi embora.
Todos no café ficaram me olhando por um bom tempo.
– O que foi? Vocês nunca levaram um fora?
Terminei meu café enquanto rabiscava algo num guardanapo com resto de grafite que achei no bolso de minha calça.
Fiquei refletindo sobre a conversa — Eu sou mesmo um tolo — Pensei — Por que ela tentaria algo comigo?
Fui para o carro, que estava sem gasolina, fui para o posto abastecer.
Eu não estava mais acostumado com os postos de gasolina dos Estados Unidos, onde você mesmo colocava o combustível em seu carro, era algo totalmente estranho para mim.
Voltei para casa e me joguei no sofá.
"- Michael...Michael!
– Audrey?
Ela vestia um longo vestido vermelho, que ressaltava seu rosto, ela estava arrumada, linda.
– Acorda Michael."
Claro que eu tinha dormido, claro que era um sonho.
Acordei com um pulo.
– Você está bem?
Minha mãe perguntou. Ela estava sentada no sofá em frente ao meu.
– Acho que estou. Que horas são?
– Três e quarenta...Acho. Quer comer algo?
– Não estou com fome.
– Por causa daquela garota?
– Não por causa dela...
– Hã?
– Esquece.
– Esqueço.
– É.
Ficamos calados, intercalando nossos olhares hora para um ao outro e hora para as paredes, causando um silêncio que chegava a ser constrangedor.
– Você já disse aos seus amigos que estava na cidade?
– Que amigos?
– Um era o...Pipoca e o outro...
– H! Sim! Vou me encontrar com eles!
Saí de casa.
– Volte antes das oito!
Ela gritou lá de dentro.
Liguei para os meninos e eles ficaram contentes com a minha volta, nos encontramos numa praça e ficamos lá a tarde inteira.

Notas finais
Não se esqueçam de dizer o que acharam! Obrigada pela leitura.