Living Dust
1 Crowns
5 de Dezembro de 2027. Após inalar uma grande porção de cocaína, Allie, uma junkie desanimada de viver, resolve sair de São Francisco para seu suposto destino final: A morte. Após horas caminhando, ela finalmente chega em um grande casarão para cometer suicídio.
Ela atravessa a sombria floresta de árvores coníferas até chegar no deck de entrada da mansão. A madeira estava apodrecida e fazia esquisitos sons à medida que ela caminhava. Após entrar no hall, Allie caminha cuidadosamente para um cômodo no fim do corredor ligado à entrada da casa. Lá ela encontra uma sala de estar toda deteriorada, com vestígios de passagem de outros junkies. Allie então percebe que na janela quebrada (e selada por tábuas de madeira) há corvos observando-a. Após usar uma dose considerável de heroína e haxixe, a jovem começa a ter os primeiros sintomas de uma overdose, começando a suar frio e sentir seu corpo estranho, até apagar completamente.
Em Oakland, George está colocando ordem em seu escritório, classificando seus livros de acordo com o seu gosto. Ele planeja ir no dia seguinte buscar um presente para a sua amada Hayes: Um bouquet de flores e uma caixa de bombons suíços no centro de São Francisco. São oito e meia da noite, George recebe uma chamada de seu chefe para buscar algumas encomendas em um porto na baía de San Paulo. Ele hesita mas finalmente aceita o pedido do chefe, pegando seu Toyota Prius e se dirigindo ao local.
Cecil Paige finalmente termina sua última sessão com seu cliente Logan Marks mas logo é alertada sobre algo que supostamente iria acontecer:
— Cecil, você precisa me ouvir, meu cunhado Hector trabalha para a NASA e me informou que há uma espécie de poeira cósmica vindo do espaço. Ele pediu para eu não revelar isso à ninguém, já que é confidencial, mas estou te alertando pelo fato de eu consultar com você há pelo menos uns 10 anos. Por favor, pegue a Janna, estoque alimentos e procure abrigo subterrâneo.
— Logan, não sei bem o que te dizer mas por favor, eu entendo que você passou por muita coisa desde o falecimento da Norah... Seria impossível isso acontecer. Nós falamos em breve, tenha uma ótima noite e se cuide, por favor. — retruca ela
— Você não entende, isso é real, eu não estou ficando louco, algo horrível vai acontecer! — desesperado, Logan responde
Após levar Logan até a porta, a psicóloga finalmente fecha a porta de seu consultório, tranca a mesma e segue até o final do corredor para a sua cozinha, já que seu local de trabalho é acoplado à sua casa.
George acaba de atravessar a Golden Gate Bridge. O tempo está escuro e momentaneamente ocorre uma oscilação de energia nas luzes da cidade e de seu carro. Após voltar ao normal, ele segue viagem. Ao parar no pedágio próximo a Compton, um estranho e furioso vento empurra os carros uns contra os outros, assustando os motoristas e fazendo com que os mesmos saem do carro para averiguar a situação. As luzes do pedágio e dos carros se apagam. De longe, os motoristas avistam uma poeira brilhante e com som de estalos se aproximando. Uma enorme rajada de ventania vira alguns carros e assusta a todos, obrigando George a pegar seu carro e, mesmo sem luz, a sair logo do local. A poeira penetra e corrompe todos os carros e motoristas em curto prazo, alimentando-se de tudo que está em seu caminho. O britânico corre contra o tempo para não ser alcançado pela poeira, cortando caminho para Crest Valley, um vilarejo litorâneo. Ao chegar lá, a poeira cessa por tempo indeterminado. Desesperado, o rapaz entra em um supermercado, enche o carrinho de compras e corre para a saída, até ser alertado por um guarda que ele seria preso por tentar furtar alimentos no estabelecimento. Enquanto o segurança confronta George, as luzes do supermercado piscam e a TV desliga (estava passando um plantão no noticiário falando a respeito do que tinha acontecido no pedágio em que o inglês se encontrava). Até que a multidão que estava olhando a ocorrência se depara com uma enorme poeira prateada se aproximando. Ao tocar os vidros do supermercado, a poeira trinca os mesmos, apavorando ainda mais as pessoas. Enquanto o segurança se distraía com a poeira, George consegue fugir pelas portas do fundo com seus itens, colocando-os no porta-malas do seu carro e dando a partida rapidamente. A poeira invade o supermercado e consome tudo, derretendo e desintegrando tudo e todos que estavam em seu caminho. Ele segue por uma estrada de terra até avistar um enorme bosque de coníferas à sua frente. George avista uma mansão abandonada, estimulando então sua curiosidade. Ao chegar lá e entrar pela porta principal, ele já avista um lance de escadas que leva ao que parece ser um porão. O britânico na hora imagina que seria um ótimo esconderijo, já que a poeira não conseguiria penetrar o solo tão fácil. Antes de descer, ele ouve alguns grunhidos vindo da sala de estar e ao chegar lá, se depara com uma mulher suando e gemendo, com sua pele mais branca que um dia coberto de nuvens no céu. George tenta então acudir a moça, chacoalhando a mesma e tentando fazer massagem cardíaca. A jovem acorda e diz que está com sede. Ele procura então um poço na área externa da casa e não vê nada, até ver um pequeno dispositivo abandonado que destila a água salgada do mar, já que a casa se encontrava em um cais. Ao se aproximar, ele descobre que o aparelho está sem bateria e se lembra da bateria de seu carro, indo pegá-la e colocando-a no dispositivo. O dispositivo funciona, destila a água e ele consegue coletar um pouco de água pura para a garota.
Ao beber a água, uma conversa se inicia:
— Quem é você? O que faz aqui? — pergunta a moça, ainda atordoada
— Me chamo George, sou de Leeds, Inglaterra. Estou à trabalho aqui e pelo jeito salvei a sua vida. — responde ele
— Pois não deveria ter me "salvado"! O que você faz aqui nesse momento? — indaga ela
— Antes de tudo me fale seu nome, não vou dar mais informações da minha vida para uma estranha drogada.
— Me chamo Alexandra Barnes, tenho vinte e cinco anos de idade e morava em Chicago antes de me mudar para São Francisco. Mas o que houve aqui? — retruca e pergunta ela, ao notar as manchas de sangue e fuligem no paletó de George
— Uma espécie de poeira cósmica surgiu e me parece que ela consome tudo que encontra pelo caminho. Por sorte consegui fugir e estou procurando um abrigo. O porão daqui parece bastante útil. — responde George
— Existe um gerador de energia à combustível no porão. Minha avó morava aqui até morrer e eu me mudar para Chicago. Procure no sótão um galão de combustível enquanto eu conserto o gerador. — finaliza ela
22h: Dado suas funções, ambos foram resolver suas partes. A enorme poeira atravessa a cidade de Compton e devasta tudo, indo então em direção a São Francisco.
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