Notas iniciais
É isso gente, o primeiro capítulo da segunda temporada, espero que gostem... Obs: Essa temporada vai haver poucos capítulos reais da serie, estamos querendo fazer algo bem original.Um xero enorme para vocês!

https://www.youtube.com/watch?v=nvP84FOSLsQ

O demônio desceu do caminhão devagar, queria sentir o triunfo de ter pego os Winchester e as filhas de Azazel. Sentia o cheiro do sangue dos caçadores no ar e se regozijava com aquilo. Sobre os homens no carro, ele não se importava que estivessem mortos, mas ele tinha que conferir se Anita e Isabela estavam bem. Sim, os demônios não conhecem as garotas pelos apelidos recebidos e sim pelos nomes que lhes foram dados ao nascer.

Ele deu a volta no carro pensando que os cinco ainda estavam desacordados. Segurou nas duas extremidades da porta do impala e arrancou sem fazer muita força. Seria fácil levar as garotas dali e matar quem ainda tivesse vivo. Era o que ele pensava, mas o demônio só não contava que o mais novo dos rapazes havia acordado e lhe apontava a colt, a arma que mata qualquer coisa.

– Para trás ou eu mato você, eu juro por Deus. – falou Sam com a arma em punho. Ele tinha um machucado feio na testa que sangrava.

– Mata nada. – respondeu o homem possuído. – Está guardando essa bala para outro. – Sam engatilhou e apontou para ele, na altura do coração.

– Você quer apostar? – A raiva era presente na voz do caçula e se realmente o demônio não tivesse com medo e não tivesse recuado, ele teria atirado sem nem ao menos pensar. Sua família estava sempre em primeiro lugar. O jovem respirou fundo quando a fumaça negra deixou o corpo do homem e desapareceu na noite.

– Oh meu Deus. – o homem agora liberto olhava a cena. – Fui eu que fiz isso? – ele começou a se desesperar e Sam olhou ao seu redor.

– Pai, Abela. – Ele começou a se preocupar ao ver a quantidade de sangue e ver também que nenhum deles estava consciente. – Annie, DEAN!

– Eu tenho que fazer alguma coisa. – falou o homem ainda em estado de choque.

– O senhor tem um telefone? – falou Sam.

– Tenho, está no caminhão.

– Então, vá o mais depressa possível e ligue para a emergência. Diga que sofreu um acidente e que tem quatro pessoas inconscientes no carro. Diga que um deles foi ferido por um tiro na perna e que dois estão com hemorragia grave. – Sam olhou pra o homem. – mas, por favor, faça isso depressa. Eu não sei por quanto tempo eles vão agüentar.

...



A policia, os bombeiros, as ambulâncias e as emissoras de TV, chegaram ao local do acidente assim que o dia amanheceu. Exatamente duas horas depois do ocorrido. Tempo muito rápido para eles, já que os acidentados não estavam em uma cidade certa, mas entre duas, na estrada.

Com bastante cuidado, os paramédicos retiraram Dean e Abela, que eram os que estavam em choque por causa da perda de sangue contínua. Depois retiraram John. Annie e Sam estavam fora do carro, já que os dois estavam acordados, embora Annie sentisse muita dor na altura do peito.

Cada um deles, incluído os jovens que estavam conscientes, foram colocados em macas e imobilizados. Eles estavam bastante preocupados com os outros, já que nem ao menos deram sinal de que estavam vivos.

–Estamos sobrevoando o local do acidente. – falou o piloto do helicóptero que estava bem em cima do impala, buscava um lugar para pousar e levar os feridos para o hospital. – Como está a situação?

– Três feridos em estado grave. – falou um dos enfermeiros, que carregava Dean. – Sem reação. A pressão está baixando. Batimentos em 140.

– Pressão caindo, batimentos em 95. – falou um dos que seguravam John.

– Preparem o desfibrilador, temos uma parada cardíaca aqui. – falou a mulher que ajudava com Abela. – Os homens colocaram a mulher no chão e então abriram a sua blusa. Colocaram os eletrodos no peito da caçadora e então trouxeram a maquina. – Carregue 360.

– Pronto. – falou o outro enfermeiro.

– Afastem. – falou a médica. A descarga passou pelo corpo da mulher e como por impulso, subiu e desceu rapidamente.

– Sem reação. – ela preparou Abela para outra carga. – De novo. Afastem. – Novamente o corpo subiu e desceu com a descarga.

– Não tem reação.

– Eu não vou perdê-la. – falou a médica e começou a fazer massagem cardíaca. – Vamos lá garota, seja forte. – A medica pressionava o peito da mulher. – Ventilem. – O enfermeiro colocou uma mascara acoplada a uma bolsa azul, que quando pressionada, liberava ar para o paciente. De repente a maquina de monitoramente apitou e começou novamente a mostrar os batimentos da caçadora.

– Temos pulso doutora. – falou o enfermeiro.

– Ela é prioridade. – falou a médica. – Já teve duas paradas. Não vai resistir a terceira.

– Sim senhora. – falou o homem do helicóptero e então levantou vôo com Abela, John e Dean.

– Diga-me se eles estão bem. – falou Sam quando viu o helicóptero levantar vôo com emergência.

– O senhor tem que permanecer deitado. – falou uma mulher loira que o acompanhava.

– Eles ao menos estão vivos? – falou por fim Sam.

– Eu não sei senhor, mas fique despreocupado. Eles estão sendo bem cuidados.

...



Annie sentou, com muita dificuldade, na cama do hospital. Os médicos haviam dado um remédio bem forte para ela e para Sam, eles precisavam dormir, afinal, por mais que eles tivessem ficado acordados e de pé, eles precisavam ver se nada havia com eles por dentro. Até porque a dor que Annie sentia não poderia ser algo normal, e não era.

– Ei, você acordou. – falou Sam se aproximando. Na realidade é que os dois haviam sido medicados ao mesmo tempo, porém, Sam acordou primeiro e já havia recebido alta médica.

– É. – falou ela e sentiu dor.

– Vai com calma, você quebrou duas costelas. Precisa descansar bastante para se recuperar.

– Perfeito. – falou Annie e se deitou de novo. – Como está Abela, Dean e John?

– Ainda não me deixaram ver nenhum dos três. – Sam se sentou na poltrona ao lado da cama. – Mas nos mandaram ter paciência.

– Paciência? Soa tão diferente quando é com a gente. – falou ela referindo-se ao fato de ser médica e de que já havia dito isso para as famílias dos doentes, inúmeras vezes.

– Verdade. – Sam sorriu.

– Senhor, já pode ver seu irmão. – falou uma das enfermeiras.

– Ele está bem? – falou Sam.

– O médico vai falar com o senhor, pode me seguir. – a mulher saiu na frente e o caçula olhou para Annie.

– Vai e depois venha me dizer. Descobre também como está Abela.

– Está bem. – Sam sorriu e saiu da sala atrás da enfermeira. Annie voltou a relaxar e tentar dormir e nem sequer percebeu que sua irmã estava, em espírito, ao seu lado.

Notas finais
Beijinhos!! Abela Allen Winchester (A.A.W.) e Eva Winchester (E.W.)!