Live, laugh, love
1 Some people r meant 2 fall in love 1 each other
Notas iniciais
O sinal bate. Oprofessor de matemáticase levanta da sua cadeira e grita:
–Tudo bemalunos, dispensados. Menos você, Leonardo. Você vem aqui...
Otaldo Leonardo levanta de sua mesa e vai até o professor. Leonardo Castro é um dessesgarotos populares, bonitos, que não ligam para as notas. Ele tinhacabelo loiro escuroe olhos verdes.
– O que foi? – Ele fala baixo.
– Bom, eu acho que as suas notas não estão muito boas e...
– Hmpft... Dissotodo mundo sabe... – Ele mesmo completa.
– Com licença? – Professor diz. Leonardo volta com a sua cara séria. – Muito bem. A menos que você esteja a fim de rodar, só tem uma pessoa que poderia te ajudar.
– Quem?
– Mariana, você poderia vir aqui um instante? – O professor grita para uma menina morena deolhos azuisno fundo da sala, conversando com algumas outras meninas.
– Claro professor. – Ela anda até a frente da sala. – O que foi?
– Bom, o seucolegaLeonardo não está muito bem e eu queria saber se você poderia ajudar ele com a matéria.
– Posso sim.
– Opa, pera aí, não! Qualquer pessoa, menos ela! Essanerdmetida não! – Leo se intromete.
– Ou é a “nerd metida” ou é você nessasala de aulaano que vem novamente, qual você escolhe? – O professor diz e vai embora.
Leonardo suspira.
– Olha, eu também não estou gostando da situação, mas fazer o que né... Eu tenho uma reputação a manter.
Leonardo ri.
– Você tem uma “reputação?” – Ele faz as aspascom osdedos.
– Escuta aqui, hoje, depois da aula, láem casa, aqui está o endereço. – Ela entrega umpedaço de papelpra ele. – E é melhor você aparecer.
– Ah, que merda. – Leonardo fala baixinho.
. . .
A campainha toca. Mariana coloca suas pantufas e vai quase correndo atender. Ela abre e é Leonardo. Ele olha ela de cima a baixo e diz:
– Tudo bem, não vou te julgar pelas pantufas de panda.
– Ainda bem. – Mariana fecha aporta. – Ah, você pode ir pra cozinha, é aprimeira portaà esquerda.
– Certo. – Ele responde.
Eles estudam, revisam,mas nadapassa disso. Nenhuma conversasobre cinema, ou música, ou qualquer outra coisa.
– Ok, até que pro primeiro dia você foi... – Ela dá uma pausa. – Bem mal. Amanhã nos encontramos na biblioteca. Quatro da tarde.
– Ahhhh, quando isso vai acabar? – Leo pergunta, com uma voz de preguiça.
– Quando você for inteligente. Até amanhã.
– Tchau.
Ela fecha a porta e vai pro seu quarto. Se joga na cama e fica pensando um pouco na vida. Depois, vai até sua escrivaninha e termina o dever de história. Nisso, já são oito horas da noite. Ela come alguma coisa e passa o resto da noite assistindo TV. Cai no sono enquanto dá um programa de humor muito ruim.
. . .
Mariana está lendo um livro na sua classe quando sua melhor amiga, Denise, loira de olhosverdes, chega toda escandalosa.
– AAAHHH! Me conta como foi ontem! Ele é tão bonito de perto quanto dizem? Quero TODOS os detalhes!
– Olha Denise, não foi nada demais, ele é burro, isso eu posso afirmar. Mas nós só conversamos sobre a matéria mesmo.
– Burra é você menina! Podia ter arrumado um namorado. Nunca teve um na sua vida inteira, e você tem QUINZE ANOS. Tipo, sério?
– Sim, eu nunca tive um namorado, e não tenho vontade de ter, ainda. Me desculpe se eu não sou a amiga que você sonhava.
– Aaaaah Máááá! – Mariana simplesmente odiava quando a chamavam de “Má” – Claro que você é. E além do mais, se você não está afim dele, isso significa que tem um lugar pra mim aí! – Ela vai embora toda saltitante.
Mariana ri. Ela não acha difícil. Denise é uma das meninas mais bonitas da escola, não tem como o Leonardo não estar/nunca ter estado a fim dela.
. . .
Quatro e quinze da tarde. Leonardo entra todo estabanado na biblioteca, correndo. A bibliotecária olha pra ele e diz “Shhh!”, mas ele só ri.
– Atrasado. – Mariana fala pra ele, sentada em uma das mesas, sem nem tirar os olhos do livro do qual estava lendo.
– É, senhorita sabichona. Eu sei. – Diz ele, apoiando as mãos na mesa. – Podemos começar logo?
– Hm... Então você está ansioso para começar?
– Não. Eu estou é ansioso para terminar.
Mariana ri.
Eles vão para uma das estantes, a sessão matemática. Ela começa a pegar livros pra mostrar pra ele.
– Sério que você acha isso interessante?
– Não é que seja interessante, é que é necessário. – Ela não tira os olhos dos livros.
– Cara, você já percebeu que nunca olha as pessoas nos olhos? Sempre lendo. Tipo, sempre.
Ela fecha o livro e olha pra ele.
– Feliz? – Ela dá um sorrisinho.
– Melhor assim. Seus olhos são lindos. – Ele diz, e no segundo seguinte se arrepende.
– Ah... Hm... Valeu... – Mariana cora.
– Mas então, o que é esse livro que você tá segurando? – Ele tenta desviar o assunto.
– Ah, então...
A tarde deles é toda assim. Matemática, chatice. Sorrisos tímidos de Mariana. Toda essa história. Às sete horas da noite, eles voltam, cada um pra suacasa. Mariana entra correndo, se atira na escrivaninha e liga o notebook. Abre o skype, e como sempre, acha sua melhor amiga, sempre online, sempre a disposição. Liga a webcam com ela. Foi assim:
M: DENISE! SOCORRO!
D: O QUE FOI MENINA? CALMA!
M: É UMA EMERGÊNCIA!
D: O QUE ÉÉÉ?
M: SÓ VOCÊ PODE ME AJUDAR COM ISSO!
D: ME DIZ ENTÃO!
M: Ele... Ele disse que meus olhos são lindos.
Denise dá uma pausa.
D: Bom, podemos constatar duas coisas: Primeiro, é verdade, eles são. Segundo: AMIGAAAAAA! ELE TÁ SUPER A FIM DE VOCÊ!
M: É, talvez você não entenda tão bem do assunto. Vou pesquisar na internet.
D: NÃO! PERA! O que você respondeu?
M: Eu agradeci.
D: BURRA! VOCÊ DEVERIA TER RETRIBUÍDO O ELOGIO!
M: MAS EU NÃO TÔ A FIM DELE!
D: E ISSO IMPORTA? PELO MENOS CONSEGUIA UM FICANTE!
M: MAS EU NÃO QUERO UM FICANTE!
D: Bom, então obrigada por não ter retribuído o elogio, o caminho ainda está livre pra mim.
M: Boa sorte. Eu tenho que ir agora. Tchau!
D: Tchau!
Fim da conversa. Duração da ligação: 1:28
Bom, pelo menos ela falou isso pra alguém. Não conseguiria ficar com essa coisa latejando na cabeça por muito tempo.
Ela se deita na cama, de barriga pra baixo, com o rosto grudado no travesseiro. De repente, o seu celular começa a tocar. Ela pega, olha, e quase dá um grito.
– Leo?
CONTINUA...
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