Live and Survive
1 O pesadelo vira realidade
Notas iniciais
Como de costume Brian acorda as 05h30min e vai ao banheiro, após se dirige a cozinha para fazer uma das atividades preferidas; tomar o seu “café dos deuses” como ele gosta de chamar. Lá encontra a mulher encostada na pia, tirando o café do bule e a filha na mesa comendo cereal com leite.
– Bom dia papai — diz Saley
Brian se abaixa um pouco e dá um beijo no rosto da garotinha
– Bom dia querida.
Em seguida vai até sua mulher, que se vira e lhe da um carinhoso beijo de bom dia. Então se senta a mesa e toma seu café.
Poucas palavras são ditas entre a família que geralmente fala pouco pela manhã. Após, Brian se despede da filha e da esposa e vai para a garagem pegar o seu carro pra ir pro trabalho.
Brian tem uma enorme paixão por carros antigos, o dele é um Ímpala 67, preto de 2 portas. Apesar do modelo antigo, o veículo apresenta uma ótima aparência e está com seu motor V6 em excelente estado, indo de 0 a 100 em menos de 10 segundos.
Brian entra no carro e gira a chave na ignição, o som do motor ecoa na garagem que está quase vazia. Abre a porta da garagem e dá a ré para a rua, ainda dá uma buzinada e acena para família antes de acelerar e seguir pro centro, onde trabalha.
Quando está quase chegando no prédio no qual trabalha ele resolve passar antes numa loja de conveniência perto dali para comprar um maço de cigarros pois o que tinha no porta luvas estava quase no fim. Estaciona o carro na beira da rua , nem se dá o trabalho de trancar pois ia ser apenas uma parada rápida.
Entrando na loja vai até o balcão, o atendente que está organizando umas caixas corre pra atendê-lo:
– Bom dia senhor, o que seria?
– Um maço de "Marlboro Red", por favor!
O atende se vira para a prateleira atrás dele e pega um dos maços que ali estão.
Brian já está com o dinheiro contado pois sempre compra esse tipo de cigarro; Marlboro era seu preferido
– São R$ 7,00!
– Aqui está — diz Brian que pega os cigarros, os coloca no bolso da camisa e volta até seu carro. Antes de abrir a porta da uma olhada em seu relógio e só então percebe que perdeu totalmente a noção do tempo. Já são quase 7 horas, horário que começa seu expediente. Por sorte o prédio onde trabalha está apenas um quarteirão a frente e ele consegue chegar a tempo.
Brian entra no prédio e corre direto em direção ao elevador que já está de saída. Ele trabalha no 5º andar em uma agencia de publicidade.
Ao descer vê um de seus amigos, Jimmy, que ao notar sua presença vem cumprimentá-lo:
– E aí Brian, o que aconteceu? Perdeu o horário hoje?
– Pois é Jimmy, parei pra comprar uns cigarros e perdi a noção do tempo
– Hum. Tava te esperando cara, temos que terminar aquele cartaz da semana passada.
– Ah sim, vamos ter bastante trabalho hoje...
Os dois passam a manhã toda trabalhando no cartaz e por volta das 2 da tarde terminam o serviço.
– Podemos ir embora, o que era pra hoje já está feito — diz Jimmy.
– Ah que bom poder sair mais cedo — fala Brian com uma expressão de felicidade impossível de explicar.
Eles descem e vão até na rua onde deixaram seus carros, se despedem e cada um vai pra sua casa.
No caminho de volta pra casa Brian acaba parando em um sinal vermelho e resolve acender um cigarro enquanto está parado. Debruça um dos braços sobre a janela e fica olhando o prédio do laboratório de uma farmácia que fica um quarteirão a frente, de repente algo estranho acontece, um grupo de 4 pessoas saí da loja andando de uma forma muito esquisita. Brian continua olhando a estranha situação e nem percebe que o sinal abre. Os 4 indivíduos seguem pela calçada em direção a 2 adolescentes que estão sentados no banco esperando pelo ônibus, distraídos os 2 nem percebem a aproximação do grupo. De dentro do carro Brian continua a olhar o que acontece. O grupo se aproxima dos adolescentes e os derrubam do banco enquanto juntos mordem e arrancam pedaços dos 2. Brian que sempre carrega consigo uma arma de choque saí do carro e corre até eles achando que possa ser um ataque de uma gangue ou algo do tipo. Quando chega perto percebe que não é nada disso. Os indivíduos tem uma aparência que não parece nem um pouco humana. A única coisa que Brian consegue pensar é em correr de volta para o carro pra fugir. Ele entra, bate a porta e saí acelerando enquanto 3 dos estranhos seres vão atrás dele e um deles continua mordendo o jovens que estão ensanguentados e praticamente mortos no chão.
Brian segue seu caminho pra casa e fica pensando no acontecido.
– Devo estar louco, aquilo não pode ter acontecido, pareciam zumbis, como nos filmes, mas não pode ser, eles não existem!
Com muitos pensamentos e hipóteses em sua cabeça ele segue para o lar onde quer encontrar sua família e lhes contar sobre o que aconteceu.
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