Notas iniciais
Desculpe a demora, de verdade e boa leitura amores

Horas antes...

PDV Jade McCall

Após chegar em casa e notar que não tinha nada para fazer um bom jantar eu decidi que iria às compras. Então fiz minha lista de compras, depois de avisar Isaac que sairia estava a caminho do supermercado. Ele adorava quando eu fazia as compras já que tenho uma grande compulsividade e coloco tudo que vejo e tenho vontade no carrinho.

Disparei o motor silencioso e dei ré cuidadosamente pois a moto de meu irmão estava na entrada.

O supermercado não ficava tão longe de casa, algumas quadra de distância. Era até bom estar ali, parecia uma tarefa normal. Sempre fiz as compras da casa, só as vezes James fazia isso, não muito feliz devo admitir. A loja era bem grande por dentro, eu transitava sem esbarrar em ninguém. Tentei ser rápida, ao julgar pelo horário James já teria saído e Isaac estaria sozinho em casa.

Para meu azar uma grande fila de carros me aguardava na saída do estacionamento.

Suspirei irritada e acabei rosnado. Fechei a boca imediatamente e olhei no espelho, as íris azuis brilhantes, respirei fundo e eus olhos assumiram a cor azul opaco novamente. Liguei o som colocando em um volume médio. Foram eternos 25 minutos ali, considerando que havia tido um acidente em uma rua próxima o que bloqueou a passagem, ninguém tinha culpa.

Desci do carro nervosa, efeito da lua cheia. Tratei de me acalmar e pegar as compras.

— Isaac? — Chamei empurrando a porta atrás com pé. Coloquei as compras na mesa no centro da cozinha e comecei a arrumar os mantimentos onde houvesse espaço, mas notei que meu irmãozinho não havia respondido meu chamado. Franzi o cenho e subi as escadas até seu quarto. Ao abrir a porta fiquei surpresa em encontrar a prateleira de livros revirados. Concentrei-me em minha audição e nenhum outro coração batendo na casa. Ele tinha saído. Não é possível!

Peguei o celular no bolso e comecei uma sessão de ligações, ele não atendeu nenhuma até que ao invés de ouvir

" Oi, aqui é o Isaac, me desculpe não atender mas não posso falar agora."

Se a mensagem de espera dele não fosse simpática não seria ele. Sua voz doce deu lugar a irritante voz da telefonista :

"Este celular está deligado ou fora da área de cobertura"

Rosnei impaciente. Desci as escadas, seu cheiro estava em toda parte e sua moto não estava na garagem, então pelo menos ele não tinha sido capturado esta apenas bancando o rebelde, o que deve ser efeito da lua, ele não costuma desrespeitar minhas decisões. Eu tinha que encontrá-lo, ele não tem controle algum, acabaria matando alguém e isso seria de mais pra ele, Isaac era bom de mais pra suportar o peso da morte de alguém. Fora o perigo de caçadores sádicos a solta hoje.

Corri seguindo seu cheiro, claro eu não queria ser taxada de maluca, então fui pela floresta que ladeava as margens da rua por onde ele havia passado,mas o forte vento dissipava o cheiro me deixando confusa da direção certa que ele tinha tomado, quando me dei conta eu estava longe de qualquer estrada, me encontrava no meio de muitas árvores iguais.

Tirei o celular do bolso da jaqueta e quando olhei o visor já eram quase 21:00.

O céu estava escuro e lua chegava à seu ápice. Fui incapaz de controlar a transformação. Eu torcia muito para que ninguém passasse por ali.

Caí de joelhos respirando ofegante, me conorcendo, tentando retrair as garras e as presas. Com muito esforço consegui voltar ao normal. Com calma e meio trêmula me coloquei de pé. Liguei para James e ele atendeu na segunda chamada.

— Diga.

— James, o Isaac sumiu, ele simplesmente saiu e eu não consigo encontrá-lo.

— Mas o que aquele maluco tem na cabeça! Aliás toma cuidado, Peter não está em casa, deve ser a noite preferida dele pra caçar.

— Ai droga! O que eu faço então?

— Eu não sei, vou tentar falar com ele. Volte pra casa não é seguro seja lá onde você esteja.

— Tome cuidado você também, está na casa de um caçador em plena lua cheia.

— Sim senhora.- Desligou.

Varri o local com os olhos e a minha direita tive uma bela surpresa. Ao longe pudia ver duas luzes brilhantes e vermelhas. Elas se aproximavam, miravam fixamente em mim. Droga. Era ele, o alfa estava bem ali.

Girei meu corpo na direção contrária a ele corri o mais rápido que pude. Ouvi um rosnado gutural atrás de mim e acelerei mais ainda. Eu podia ouvir até baque de suas patas batendo no chão.

Ele estava diante de mim no segundo seguinte. Só tive tempor de ver que ele usou as mãos e as garras, foi rápido demais, um golpe atingiu meu peito e me senti voando para trás. Depois ouvi o som de algo sendo triturado quando minha cabeça e costas bateram no tronco da árvore, a mesma se rachou e partes dela se dividiu em vários pedaços que se espalharam no chão em volta de mim.

Fiquei atordoada de mais pra sentir a dor, eu nem conseguia respirar ainda, estava tudo girando.

Ele andou em minha direção lentamente. Assim que recuperei os sentidos me levantei rapidamente deixando as garras e as presas voltarem à tona. O ataquei pela cintura, tentando derrubá-lo, mas ele apenas cambaleou levemente e me lançou para o outro lado.

— Adimiro sua audácia.- Disse ele, me examinando de cima, sua voz alterada. Eu o ignorei, andando de quatro, engatinhando para a longe dele. Logo ele estava em cima de mim, o pé pisando com força em minha perna. Ele usou tanta força que eu a ouvi quebrar antes mesmo de sentir. Mas aí eu senti e não consegui reprimir um grito de agonia que se transfromou em um uivo. Girei meu corpo segurando a perna que já começava a se curar. Ele estava de pé diante de mim , sorrindo mas eu não conseguia identificar quem era, a luz da lua atrapalhava minha visão.

Por cima da dor em minha perna pude sentir o rasgo no couro cabeludo e depois a umidade quente que começou a se espalhar por meu cabelo em uma velocidade alarmante, já ensopava minha blusa por baixo da jaqueta.

— Você daria uma ótima beta sabe, é corajosa...– Rosnei em resposta mas fui atingida por outro golpe no rosto. Então tudo ficou escuro e eu perdi a consciência.

Acordei com o balanço debaixo de mim. Abri os olhos lentamente e notei que estava deitada no banco de trás de um carro espaçoso. Tentei me levantar mas minha cabeça latejava e minhas mãos estavam fortemente amarradas. Forcei os braços na intenção de arrebentar a corda porém elas tiras estavam banhadas em acônito.

— Acordou a bela adormecida...- Ouvi uma voz dizer com ironia. Virei um pouco o rosto e vi no espelho as íris vermelhas com um tom brincalhão.

— Não acredito.- Sussurrei enquanto ouvia sua risada.

— Parece que o enganado da história não fui eu... sei de seus irmãos e olha, meus parabéns pelo esforço, não é fácil enganar um Alfa e vocês quase conseguira.- reacostei a cabeça no banco movamente.