Little Things
17 Término.
Notas iniciais
Eu até queria assistir filme ficar numa boa em casa sozinha porem a curiosidade de saber aonde os outros estão me matava eu tinha que ligar para alguém, e esse alguém seria o Davi.
–Alo?.- Ele atendeu com uma voz animada.
–Amor, aonde você está?- Perguntei doce.
–To aqui na minha casa, eu e a Lohana com o Lucca.- Meu sangue subiu.
–Aonde está os outros?- Seca.
–Não sei.-Seco.
–Podia ter ao menos deixado uma bilhete alguém de vocês né, não era porque eu estava lendo que eu não existo.-Comecei a falar um pouco mais alto.
–Pensei que isso iria te incomodar também.
–A por favor né Davi não se faz de coitado, eu axisto como qualquer um.
–Tais berrando comigo sem motivos, você mesma me disse para mim não te incomodar.
–Eu te disse isso muito calma e doce, o que é difícil eu só estava querendo ler, mas podia ter deixa um bilhete no balcão da cozinha, um sms também seria ótimo.
–Afe por favor né Diágorah.-Ele disse naquele tom que eu odiava.
–Quer saber vai tomar no cu também.
–Diá...-Desliguei o telefone.
Eu não sou uma pessoa nada paciente isso todo mundo sabe, meu namoro estava ótimo até esses últimos dias, eu não falo nada porem vejo tudo.
Vou ligar para a minha mãe, espero que ela também não me decepcione.
–Oi filha.- Ela disse docemente.
–Oi mãe, aonde vocês estão?-Perguntei.
–Bom eu e seu pai estamos no Starbucks agora, o resto não sei aonde estão, porque?
–Porque vocês somem do nada, não me dão explicações, nem um bilhetinho me deixa-se né mãe.-Falei em tom chorosa.
–Por favor né Diágorah, já tais com 18 anos na cara não sabe mais se virar não.- Eita santo bom humor.
–E dai? Continuo sendo sua filha, o dna não nega minha querida então não custava me mandar um sms, deixar um bilhete, a sua mão ou a do papai iria cair?
–Diágorah olha o respeito.- Eu tenho e muito.- Eu esqueci está bem?
–Não, não está bem, agora todo mundo resolveu esquecer de mim, falo mãe só não esquece pelo menos de me trazer um milk shake dai, tchau.- Desliguei sem ao menos ouvir a resposta.
Não iria ligar para mais ninguém, quero que o mundo se foda também. Peguei subi para o meu quarto, coloquei uma roupa que eu achava que ficaria bem com ela, peguei meu celular e sai de casa sem rumo.
Não queria ir para o shopping isso já estava ficando tão clichê, então só fiquei andando pelas ruas bem longe de casa. Estava no centro de Londres, olhando as vitrines como o de costume, porem não pretendia comprar nada estava só com uns trocados dentro do bolso.
Sai sem minha bolsa, e minha carteira estava lá, só peguei um pouco de dinheiro dentro dela, não estava no bom humor de fazer compras então não precisaria.
Do nada esbarro num trouxa de um pia, essas pessoas idiotas que não sabem olhar por onde andam.
–Não saber olhar por onde anda não ou idiota?- Falei.
–falo a menina que não tira o olho do celular nem para falar comigo.
–Vê se te enxerga o panaca.
–Interessante é que nem consegue mais reconhecer a minha voz né Diágorah.- No momento que ele me disse isso levantei a cabeça olhando-o.
–Não pode ser você né.- revirei os olhos.
–Anjo eu moro em Londres também.-Panaca.
–Pois não deveria.
–Não iria me mudar só por causa de você Meninota.-Poupe-me.
–Cade a tua moral pra continuar me chamando assim mesmo?
–Continuo com ela desde aqueles tempos.-Posso matar?
–Éer não.-Só não mato porque tem muita gente olhando.
–Para com isso, que tal esquecer tudo e recomeçar.- Mais o que?
–Recomeçar? E você pensa que é fácil só dizer e esquecer assim do nada né.
–Continua com o seu ótimo sarcasmo né.
–Nunca perdi.- E 2 beijos.
–Eu sei te conheço a longos anos.-Conhece, mas e dai?
–Baby está me atrasando.-Sai andando pregando os olhos no meu celular de novo quando sinto alguém me puxar.
–Ir para aonde? Você está sem rumo como estava a 2 anos atrás quando me conheceu, admita você nem sabe para aonde quer ir.- Ele era mais alto que eu, nossos corpos estavam colados eu o fitava de cima enquanto ele me prendi pela cintura, e meu coração palpitava.
–Éer...-Meu Deus o que eu falo.
–Cade toda a marra agora, eihn?-Não brinca comigo.-Eu estou sentindo.
–Sentindo o-oque?
–Teu coração acelerado, e sua respiração ofegante.- Cade as minhas forças porra.
–A cala boca.-Empurrei-o.- Podia até estar assim, porem não pense coisas que não existe e vê se me esquece.
–Não mesmo, venha ao Starbucks comigo se não gostar eu deixo-a ir embora caso contrário não.- Como negar a ele?
–Ta bom, promete que se eu não quiser como não quero agora me deixa ir embora?-Não sei porque teimo em acreditar nele.
–Prometo.
Ele pegou na minha mão, não nego eu gosto disso então deixei. Não estou com a conciência pesada afinal Não estou traindo o Davi mesmo. Fomos ao Starbucks mais próximo que tinha, escolhemos uma mesa e fizemos os pedidos.
–Cappuccino.-Pedi.
–Um café simples.-Ele.
–Você não tomava “café simples”.-Fiz aspas com os dedos.
–Pois é, mudei em algumas coisas.
–Algumas coisas? Você mudou o corte de cabelo, sua voz está diferente, o sabor do café, tuas atitudes quer dizer agora você tem atitudes não é mesmo? Não são só algumas coisas.- Sarcasmo.
–Sim mudei, depois de tudo que passei e você sabe do que estou falando vi que precisava mudar não é mesmo.
–Eu era nova mas sabia o que queria, porem você já tinha 18 anos e não sabia nem por onde a galinha mijava.
–Tá não precisa ofender também.
–Não estou ofendendo, mas eu sempre fui mais madura que você.
–Já estou com 20 anos, já sei bem o que eu quero.-Ele me fitou, sai dessa vida menino.
–Sai dessa vida jovem.- Rimos.- E eu com 18 anos e ainda não comecei minha faculdade.
–Música?
–Nem sei, quem sabe.
–Não mente pra mim.
–Não estou mentindo.-Ríspida.
–Está sim, você nunca amo outra coisa a não ser cantar, você toca guitarra, violão, bateria, teclado, baixo, violino, arpa, sério o que mais você toca mesmo?
–Flauta, flauta doce entre outros.-Falei e nem me toquei.
–Diágorah acorda, é isso o teu futuro Meninota não tenta mudar o seu destino, até agora não entendi porque você e a Lohana estão trabalhando numa loja.
–Acorda pra vida, nós 5 moramos sozinha no antigo apê da minha avó, somos em 5 precisamos trabalho, pagar contas e comprar comida sem contar nas outras coisas né, não gosto de depender dos meus pais, nem dos meus tios e tias, nem minha primas.
–É você foi assim desde sempre.-Né.
–Pois é, porem não estou indo trabalhar já faz uma semana pra mais.
–Porque?
–Era ser só um final de semana com a minha mãe e minhas tias, porem para nós 5 seria isso, elas prenderam nós até agora, nem contar que eu passei por um transplante de rim.
–Sério?-Arregalou os olhos.
–Aham, mas já está tudo bem já estou boa.-Sorri e nossos pedidos chegaram.
–Melhor assim.
–Amanha já é segunda e já volto a trabalhar normal e para a minha rotina normal.
–Porque não pede demissão? Pega e arruma algo melhor.
–Acho que não é a hora para isso.
–Bom você que sabe porem eu acho que você deveria largar isso que não te faz bem.- E se fosse só o trabalho que não me faz bem.
–E você?
–Eu o que?
–Não se faz, resolveu fazer faculdade.
–Sim, estava na hora faculdade de administração segundo ano já, assumir os negócios da família descobrir que era isso que eu queria mesmo.
–Melhor assim.- Sorri.
Ficamos um tempão conversando, eu estava tão bem e tinha me esquecido de tudo realmente não queria ir embora dali, mas já estava na hora ficamos muito tempo conversando e relembrando o passado.
–Quer que eu leve você até em casa?- Ele perguntou docemente pagando a conta.
–Não precisa.- Sorri.
–Claro que precisa e não tente negar.- Nem tentei.
O carro dele estava um pouco longe então tivemos que andar um pouco, já era de noite o sol não aparecia a lua que brilhava agora.
–Lua cheia.- Falei.
–Sua preferida.
–Sempre.
A lua brilhava sobre nós, entrei no carro dele e seguimos até em casa ele colocou uma música que me fazia lembrar mais ainda o passado.
Mirrors-Justin Timberlake.
Fomos ouvindo e repetindo essa música, e cada vez ele me pedia para cantar e o sentimento que eu colocava ouvindo ela era uma coisa que eu não conseguiria explicar.
–Está entregue.- Sorriu.
–Obrigada por me trazer até em casa, não precisava.
–Não deixaria você andando sozinha por ai de jeito nenhum.- Senti meu rosto arder.
–Vou entrar, tchau e obrigada pelo resto da tarde ótima.
–Falei que não se arrependeria, tchau Meninota.- Ele me beijo no rosto, e correi violentamente.
Sai do carro, e abri a porta de casa entrei normalmente coloquei meu celular em cima da mesinha da sala e logo dei de cara com o Davi.
–Aonde você estava?-Grosso.
–Te devo explicações?- Retribui a grosseria.
–Deve sou seu namorado.
–Não penso nisso quando saiu hoje também né?
–Poupe-me.
–Claro né Davi você pensou que eu iria ficar aqui em casa trancada só comendo besteiras e vendo filme e te esperando, depois pedir desculpas por ter sido estúpida com você no telefone e você ser seco como sempre? Dessa vez não meu bem.
–Do que você está falando guria.
–Se toca eu tenho nome o pau no cu, o que eu estou falando? A me poupe digo eu, estou falando de como você está agindo não faz nem um mês que estamos juntos uma semana quem sabe e se em uma semana aconteceu isso já imagine daqui pra frente, você não parece estar namorando nas redes sociais eu tenho que ficar pedindo desculpas o tempo todo, porque o tempo todo eu te magoo, porque você não olha para si mesmo e vê se enxerga como me magoa também.
–Fala sério, você não mede seu ciúmes e nem mede o que fala.
–Você não mede suas provocações.
–Eu não provoco.
–Não? Não minta para mim Davi, o que é você só conversando com a Ammy? A vai pra merda também.- Virei as costas nisso ele me puxou pelo braço e começou a apertar.
–E você? Você não mede o que diz muito menos mostra o que sente.
–Você não me da um pingo de valor, eu to ficando calada o tempo todo.-Puxei meu braço.- Tais pensando que é quem pra pegar no meu braço com essa brutalidade?
–Repito teu namorado.
– E eu te digo, meu ex namorado.- Tirei a aliança do dedo e joguei nele, admito tudo menos traição e brutalidade.
Fui até a porta e abri.
–Sai da minha casa AGORA.
–Desnecessário isso.
–DESNECESSÁRIO???? VOCÊ SAI ME DAR EXPLICAÇÕES, E EU TENHO QUE FICAR DENTRO DE CASA COMO SE FOSSE UM CACHORRO? CARA ACORDA PRA TUA VIDA EU NÃO TENHO MAIS 7 ANOS, EU POSSO TE AMAR ISSO PODE ESTAR ME DOENDO AGORA, POREM NÃO QUERO MAIS TE VER NEM OUVIR SUA VOZ, ADMITO ME FAZER CIÚMES, ME PROVOCAR ADMITO TUDO MENOS TRAIÇÃO E BRUTALIDADE NEM MEU PAI PEGA ASSIM NO MEU BRAÇO NÃO VAI SER VOCÊ QUE VAI FAZER ISSO.-Pausa.- AGORA SOME DAQUI.- Foi a última coisa que ele iria ouvir de mim, uma hora a gente cansa.
Lohana estava no seu quarto e de repente ela desceu as escadas correndo e veio até mim, eu estava deitada no sofá fitando o teto.
–Eu ouvi os berros, só não me diga que...
–Sim terminamos.
–Desculpa mana porem foi o certo a fazer, não dava mais né.
–Eu sei, eu encontrei o...- Ouvi a portar abrir.
–Hei sua pulseira caiu no chão do meu carro não sei como?- Ele disse vindo até mim.
–Você e ele, ele e você? To entendo nada.-Lohana disse confusa.
–Ela esbarrou em mim na rua.
–Eu? Você que esbarrou em mim, depois fomos ao Starbucks e estavamos lá até agora pouco.-Falei voltando a olhar o teto, ele veio levantou minha cabeça sentou e eu coloquei minha cabeça sob sua perna.
–O que aconteceu Diágorah que o Davi saiu furioso daqui?- Ele perguntou e olhei-o.
–Terminamos.- Uma lágrima escorreu.
–Não fica assim, tudo vai passar.- Lohana disse limpando a única lágrima que consegui derramar.
–Não sei, por enquanto eu não quero mais ver ele.- Disse seca.
–Tudo passa uma hora pequena.- Ele me disse tão doce, me levantei e sentei no meio dos dois.
–Vocês vão voltar ainda.- Lohana disse.
–Não tenho certeza se quero isso.
–Não pense de cabeça quente.- Lohana.
–Não vou pensar nele, não agora estou com fome vamos ir comer em algum lugar ou fazer algo para comer?- Perguntei um pouco melhor.
–Não seria melhor esperar sua mãe voltar?- Ele me perguntou.
–Nem se esquenta, mamãe me mandou um sms antes dizendo que todos estavam no Nand’s jantando e que não era pra se preocupar.-Lohana falou me olhando.
–Será que tem alguma balada aberta hoje?- Perguntei.
–É domingo Diágorah.- Lohana.
–O que tem? Quero ir pra uma balada não posso?-Poupe-me né.
–Falo nada velho.- Lohana.
–Lohana chama o Lucca, que hoje nós 4 vamos para uma balada.
–Que balada?- Ele.
–Em Oxford.-Falei.
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