Little Things

1 Um pouco sobre a minha vida


Notas iniciais
Primeiro capítulo.
Espero que gostem, e quem puder fazer uma capa, sinopse ou triler da fic, eu agradeceria infinitamente :D
Boa leitura, peoples!

POV Allyson

Acordei com o despertador tocando. Eu odeio essa coisa repugnante que me tira do meu querido sono.

Ô vida!

Eram 5:05. Me levantei, quase morrendo e fui tomar banho. A água estava tão gostosa que devo ter ficado um tempão lá, porque minha tia gritava que nem maluca, pois eu já estava atrasada. Sai do banho correndo,coloquei uma roupa, prendi meu cabelo em um coque mal feito, peguei minhas 2 malas e minha mochila, fechei a porta do meu quarto e corri escada abaixo.

– Bom dia Ally, dormiu bem? -Perguntou minha tia, colocando torradas no meu prato e minha vitamina de maça na mesa.

– Bom dia, dormi sim, e a senhora?

– Também, e aí muito ansiosa?

– Sim. E muito curiosa.

Ela me olhou com um olhar divertido e confusa enquanto terminava de comer sua salada de fruta. Blé, minha tia é tão saudável.


– Fico imaginando como é, lá, em Londres... -Eu disse já em minha terceira torrada. Que foi? Eu como rápido mesmo, ainda mais quando estou quase falecendo de fome.


– Você vai amar lá querida, agora vamos, se não você perde o voô- Ela disse pegando sua bolça e uma das minha malas.

Enquanto minha tia colocava as malas no carro, eu aproveitei para dar uma última olhada naquela casa.

Vou sentir saudades daqui.

Vi a foto dos meus pais na estante da sala e logo senti lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas.

Me chamo Allyson, Allyson Sccar. Tenho 18 anos, nasci em Holmes Chapel e moro no Brasil. Minha história é...Digamos, dolorida. Pelo menos para mim.

Minha mãe era brasileira e meu pai inglês, se conheceram na Europa e foram morar em Holmes C. — cidade natal do meu pai -. Quando eles se casaram minha mãe já estava gravida do meu irmão Jon. Depois de 2 anos, eu nasci. Eu e meu irmão sempre fomos muito grudados um ao outro. Morávamos em um prédio de quatro andares. Tinha uma família que morava no terceiro andar. Eles tinham um filho, que eu não lembro o nome, e era meu melhor amigo. Nossas famílias eram muito unidas, e sempre passávamos datas especiais juntos. Eu e minha família éramos o tipo de família perfeita. Porém, aos meus 12 anos, um acidente mudou isso.

*Flashback on*

– Vamos filhos — Minha mãe gritava do carro enquanto meu pai buzinava que nem louco.

Eu e o Jon saímos do saguão do prédio correndo com vários brinquedos em mãos. Entramos no carro e fomos rumo a uma cidade onde minha avó havia alugado um chalé para o aniversário do meu primo.

O balanço do carro me deixou muito enjoada, como sempre, e o Jon ficou com vontade de fazer xixi. A estrada estava vazia e meu pai parou em um acostamento. Eu e o Jon descemos as pressas. Meu pai ficou no carro e minha mãe ficou encostada na porta, perto da onde eu estava botando tudo para fora. Recuperei-me, minha mãe limpou minha boca e entramos no carro. Jon logo voltou e entrou também.

De repente tudo ficou branco, e eu ouvi um barulho muito alto, não conseguia mais respirar e depois senti água em mim. Espera...? Da onde? Abri meus olhos e vi minha mãe desesperada tentando tirar meu cinto. Olhei pela janela do carro e vi o Jon na superfície da água, fazendo sinal para alguma coisa. Olhei pro banco do meu pai e ele estava lá, desacordado, debruçado no volante e com a cabeça sangrando. Aliás, aquela água estava só sangue. Senti uma dor terrível, e vi a minha perna, torta e sangrando muito. Não conseguia me mexer. Era como se tudo estivesse em câmera lenta. Eu estava muito confusa para assimilar qualquer coisa. Minha mãe conseguiu me soltar e me empurrou para fora do carro. Eu comecei a subir na água, sem fazer qualquer esforço. Percebi que ela ainda estava com o cinto. Quando me toquei disso, comecei a bater os braços para nadar até ela, mas eu já não sentia ar nenhum dentro de mim, e minha perna lateja ainda mais. Ela mandou eu parar, e gesticulou algo com a boca, que eu entendi como “Eu te amo” e depois minha cabeça começou a girar, e vi fogo, muito fogo. Eu já não conseguia enxergar nada, então, eu apaguei.

Acordei um ano depois. Eu já estava no Brasil. Meus pais haviam morrido.

*Flashback off*

Bem, depois que os meus pais morreram e eu entrei em coma, minha tia ficou com a guarda minha e do Jon. Depois de 6 meses de coma, eu tive que ser transferida para o Brasil, porque minha tia era daqui e só tinha visto para 9 meses na Inglaterra.

Meu irmão sempre me conta sobre algumas coisas da minha infância, e por mais que eu me esforce, eu não lembro de boa parte dela, pois bati a cabeça no acidente e tive uma parte da minha memória apagada. Lembro de muita pouca coisa, as vezes tenho lapsos de memórias em sonhos, e muitas das vezes tem haver com o acidente. Também tive uma fratura na perna, na qual tenho uma cicatriz, lateral, que vai do meio da minha coxa até a panturrilha. Ela é clarinha e às vezes minha perna doí.

Uso uma pulseira e eu realmente não sei da onde ela veio e nem por quê, só sei que nunca tirei ela. Eu me sinto bem com ela, é como se fosse um amuleto, que me dá sorte, proteção... Eu gostaria de lembrar, mas sempre que tento, me dá fortes dores de cabeça e normalmente eu apago por alguns segundos. O meu médico disse que isso é normal, e que talvez, por algum estimulo, como alguma música, pessoa, lugar e etc. eu acabe por lembrar de algumas coisas.

Enfim, tudo isso que falei, eu não falo pra ninguém. Sou do tipo 'prefere sofrer sozinha'.

Quando cheguei aqui, conheci a Kiki e a Rafaela, que viraram minhas melhores amigas. Elas me ajudaram muito.

A Kiki foi visitar seus parentes -que são coreanos- e a Rafaela está fazendo intercâmbio no México.

Meu irmão está fazendo intercâmbio em Nova York, e eu estou indo para Londres, onde irem fazer minha faculdade de fotografia. Quando meu irmão voltar, ele vai morar comigo, aliás.

E aqui estou eu, fazendo o check-in e ouvindo minha tia dizer um monte de coisas do tipo “Lá é frio, nunca saia sem casaco” “Tome remédios se sentir alguma coisa” “Não esqueça de me ligar ao menos 1 vez por semana” “Não saia muito a noite” e blábláblá.

– Tia, pode ficar tranquila, eu sei me virar, já tenho 18 anos, qualquer cosia eu te ligo, prometo- Eu disse tentando fazer a minha tia para de falar que nem uma matraca.

– Ok querida, mas não se esq..

– Última chamada para o vôo 567, com destino a Londres/Inglaterra -Uma voz interrompeu a minha tia. Ô senhor, alguém ouviu minhas preces.

–Vou sentir sua falta, minha menina, eu te amo, viu?- Minha tia falou já chorando e me abraçando.

–Eu também tia, te amo, e quando eu chegar lá, eu mando uma mensagem.- Tentei tranquiliza-la. Eu já estava quase chorando. Peguei minhas malas e beijei a sua bochecha.

Nos abraçamos uma última vez e fui em direção ao portão de embarque.

Entrei no avião, sentei em meu acento, coloquei meus fones de ouvido e assim que o a avião decolou, eu dormi.


Notas finais
Bem, é isso. Se os links da roupa e da pulseira não forem, me avisem, por favor que postarei nas notas do próximo cap. :) E como, provavelmente o link da pulseira não foi, então esta aqui: 2.bp.blogspot.com/-UfIYLIZKHuY/TazP5LckF6I/AAAAAAAADDQ/uDR2eoANWT8/s1600/b054_pop.jpg
Posto o 2º capítulo amanhã ou hoje a noite mesmo.
Horankisses e muito chocolate pra vocês xx