Little Things.
2 Capítulo 1
Meu nome é Frederico Lerman. Ou Fred. Tenho 19 anos e moro em NY, com meus pais e minha irmã. Meu melhor amigo se chama Hermes Cowell. Ele mora na casa da frente. E nós fazemos MUITA merda juntos. E é legal. Tipo, quando você faz algo sozinho, é um saco. Mas quando se faz com seu amigo, é tipo “tamo ferrado, mas tamo junto”. Espera que logo você vê o que a gente apronta por aí.
Meus pais são empresários e viajam o tempo todo, deixando a mim, e minha irmã, Thalia, sozinhos. Não leve na malícia. Thalia tem um namorado, chamado Jason. E eu não sou do tipo pegador, que fica com uma menina diferente toda noite. Eu simplesmente apronto. Muito.
Eu e Hermes nos conhecemos desde pequenos, quando ele se mudou. Ele também tem 19 anos. E eu já estou acostumado a ficar de castigo. Veja bem, na quinta série, fizemos uma mistura de ovo podre com papel higiênico e colocamos dentro da bolsa de um garoto. E na oitava série, colocamos pulgas dentro da calça de outro garoto. E... Bem, acho que daí já dá pra você ter uma ideia do que fazemos.
E sobre os meus pais, bem, na maioria do tempo, eles são felizes. Trabalham na mesma empresa, e viajam sempre juntos. Sempre que dá, saem à noite, ou vão ao cinema e coisas do tipo. Mas eles não são do tipo de pais liberais. Minha mãe vive me colocando de castigo quando apronto. Ela é a melhor amiga da mãe de Hermes, e quando se juntam... Socorro! É o fim. Uma vez elas já tiraram nossos computadores por um mês.
Era sábado à tarde. Larguei o controle do Playstation assim que ouvi meu celular tocar. Atendi e era o meu melhor amigo, Hermes.
- Ei Fred.
- Fala!
- Cara, viu a nossa nova vizinha?
- Vi não! Opa! Tem vizinha nova?
- Em que mundo tu vive, hein?
- Na terra, eu acho.
Fui até a parede de vidro e vi um caminhão na frente da casa ao lado. É, tem vizinha nova. Bufei. Espero que não seja daquelas patricinhas que adoram rosa e mascam chiclete. Ri com meu pensamento.
- Mais tarde quer ir lá se apresentar? – Hermes me perguntou.
- Cara, to com preguiça. Se quiser vai, mas eu vou ficar aqui mesmo.
- Falou. To indo ai então. Beijos amor!
- Beijos coração!
Ri de novo com nossa viadagem, mas somos assim mesmo. Conhecemos-nos desde pequenos, e fazemos muita coisa juntos. Voltei para o sofá e comecei a jogar de novo. Quando cansei, subi e liguei o computador. Comecei a jogar Mario Flash. Depois de um tempo, ouvi alguém entrando no quarto. Olhei e era Hermes. Ele é assim mesmo. Já é de casa, e por isso nem bate na porta.
- Vamos fazer o que?
- Sei lá. Topa skate? – Perguntei e Hermes assentiu. – Vou tomar banho então. – Fui até o banheiro e tomei um banho. Depois, enrolado na toalha, fui ao quarto. Peguei uma cueca, uma bermuda e uma camiseta. Vesti tudo no banheiro e sai. – Vamos. – peguei meu skate.
Descemos as escadas e fomos até a casa de Hermes. Entramos e ele pegou o skate dele. Dei oi pra mãe dele e fomos até a praça. Lá tinha a rampa pra gente usar. Subimos na mesma e começamos a andar. Eu e Hermes competimos com uns garotos de lá, e depois competimos entre nós mesmos. Quando começou a escurecer, desci da rampa.
- Bora pra casa? – Perguntei.
- Bora. – Hermes respondeu e nós subimos no skate. Fomos andando nele até em casa. Estava atravessando uma rua quando vi uma garota loira passando com sacolas de supermercado. Uma delas caiu e o que tinha dentro também. Passei do lado dela e desci do skate. Juntei tudo e entreguei a menina.
- Obrigada. – Ela disse.
- Disponha. – murmurei e subi no skate de novo.
- Eu sou Lorena. Lorena Smith.
- Sou Frederico Lerman. Ou Fred. E este é Hermes Cowell, meu amigo. – Murmurei e Hermes fez um sinal de legal com o polegar. Sorri pra ela e acenamos. Ela acenou de volta e seguimos pra casa. Entramos e fomos pra cozinha. Fizemos sanduíches e pedimos pizza. Comemos enquanto esperávamos a pizza. Quando ela chegou, pagamos e fomos pra sala assistir filme. Ficamos vendo Atividade Paranormal, e depois vimos Intocáveis. Quando os filmes acabaram, eram oito e quarenta. Suspirei.
- Vamos fazer o que agora, meu amor?
- Não sei coração. Que tal videogame?
Ele assentiu e ligamos o videogame. Começamos a jogar Need For Speed. Ficamos jogando até Thalia chegar. Eram umas nove horas, eu acho.
- Oi cabeçudo. Oi Hermes. Vamos ver filme?
- Depende. – Hermes murmurou. – Que filme?
- Eclipse! – Thalia gritou feliz. Fizemos cara de tédio. – Por favor, meninos!
- Tá! – Cedemos e ela sorriu. Ela colocou o filme do vampirinho globeleza e nos ajeitamos no sofá. É hilário você assistir Eclipse com Hermes e Thalia. Nós tiramos muita onda com os vampiros da família Cullen (acho que é isso). E Thalia fica revoltada. Ela diz que o Edward, o Jasper, o Carlisle, o Emmett e os lobos são muito lindos e tal, e a gente brinca com isso. Mas, na boa, aquele vampiro parece um gay brilhando no sol.
- Finalmente acabou! – Falamos ao mesmo tempo. Toquei no verde da minha bermuda. – Toquei no verde! A sorte é minha!
- Gay! – Hermes reclamou e Thalia nos olhou sem entender. – Sem infância! – Ele gritou e eu ri. – Não sabe que quando duas pessoas falam ao mesmo tempo, tem que tocar no verde? Quem tocar primeiro fica com a sorte. – Nós rimos.
- Idiotas! – Ela resmungou e nós rimos.
- Ah, deixa ela meu amor. – Falei. – Ela tá de TPM. – Nós rimos. Thalia fez cara de brava, mas depois cedeu e riu também.
- Vamos fazer o que agora? – Ela perguntou.
- Sei lá. – Murmurei. – Vamos brincar de karaokê?
- Vamos! – Eles murmuraram e Hermes tocou no verde primeiro. Eu ri. Conectei os microfones no DVD e coloquei o cd do jogo. Escolhi a música Good Ridance do Greenday. Peguei o primeiro microfone e comecei a cantar. Hermes me acompanhou e Thalia também cantou. Parecíamos três retardados. Chegou a um tempo que já estávamos cantando a música do Titanic.
Fale com o autor