Little Sister

4 Significado - Por que fazemos promessas?


Notas iniciais
Ou gente este realmente é o ultimo capitulo que posto antes de viajar, estou dentro de um taxi!
Já estou preparando os próximos para postar!! Espero que gostem deste me dediquei muito!
Beijos mil!!!
Bom ano novo a todos!!!!!

Eu me lembro... Quando eu tinha 4 ou 5 anos, mamãe já estava noiva de novo. E eu não queria que ela se casasse. E o papai, eu teria outro pai... E ele seria esquecido? Como a mamãe podia fazer algo como aquilo. Eu continuava me rebatendo essas questões diversas e diversas vezes. Eu não queria... Não queria ter irmãos, não queria ter outro pai, não queria vir para o Japão, não queria que nada mudasse.

– Ei menina vestida com o casaco do Pikachu! Por que está chorando? — Perguntou-me um menino quase da minha idade, que também estava na escolinha.

– Saia daqui. — Eu gritei com as lágrimas ainda rolando por minhas bochechas, colocando o capuz do casaco para tentar me esconder.

– Não. — Ele teimou, retirando o capuz que tinha a cara do Pikachu. — Quero saber por que está triste. Por que está chorando!

Eu não queria falar, mas via em seus olhinhos dourados, que ele não desistiria enquanto eu não contasse minha história. — Minha mamãe vai casar com um moço. — Foi tudo o que consegui dizer, antes que mais lágrimas e soluços impedissem que eu continuasse.

– E você está triste por causa disso? — O menininho me perguntou em dúvida. Concordei com a cabeça.

– Sabe, meu papai também vai casar com uma moça. Mas eu estou feliz. — Ele assentiu sentando ao meu lado.

– Por que está feliz? Não sente falta da sua mãe? — Eu perguntei, ficando brava por aquele menino só sorrir, ele não via que aquilo não era algo bom? A mãe dele seria esquecida.

– Sim, eu sinto. — Ele concordou, olhando para mim. Ainda com um sorriso bobo na cara. — Mas, eu sei que minha mamãe ia querer meu papai feliz.

Eu concordei com a cabeça. Aquele moleque estava certo, minha mamãe também podia ser feliz. — Mas... Mas... — Tentei teimar. — E se esse novo papai machucar a mamãe também? — Perguntei me lembrando de como via minha mãe chorando após o enterro do papai.

O menino me olhou nos olhos, ele era muito bonito para alguém que só tinha 5 ou 6 anos. — As pessoas sempre vão se machucar. Mas, tudo sara. E se eles se amam... Vai dar tudo certo.

Eu concordava com ele, ele era muito esperto. Mas eu ainda não havia perdoado nem a mamãe nem o papai. — Eu nunca vou me casar. — Eu esbravejei olhando para o menino sorridente, quando disse isso, porém, seu olhar se entristeceu e ele perguntou:

– Por quê? — Ele queria saber.

– Não quero me machucar. — Disse chorando.

– Mas e se essa pessoa prometer nunca te machucar? — O menininho falava.

– Ai... Bom. Ai, eu não sei. — Disse me sentindo derrotada. Aquele molequinho era realmente esperto, tínhamos quase a mesma idade, mas nossas ideias eram muito diferentes.

– Então vamos fazer assim! Vamos nos casar. — Ele disse sorrindo novamente, e ficando de pé pegou em minha mão.

– O quê? — Perguntei indignada para ele, arregalando os olhos.

– É! Eu prometo nunca te machucar. — O moleque disse para mim, me olhando nos olhos, por incrível que pareça seus olhos eram sinceros.

– Tá bom. — Eu disse sentindo minhas bochechas vermelhas. Com tão poucas palavras, aquele menino conseguiu me deixar muito mais feliz.

– Então é uma promessa. — Ele disse animado pegando meu mindinho. — Quando pudermos, iremos nos casar! — Eu concordei dando meu mindinho para ele.

– Tá bom! — Respondi, secando as últimas lágrimas que sobraram nas bochechas, e com um sorriso perguntei — Qual o seu nome?

Suas bochechas ficaram levemente vermelhas, e ele envergonhado, disse — Gostei do seu rosto sorrindo. — Senti minhas bochechas queimando, antes que ele pudesse me dizer — Richard. Meu nome é Richard.

– Meu nome é Lucy, Richard. Lucy!

Só o que nós não sabíamos, era que ele no mês seguinte seria meu irmão, e eu sua irmã. Daquele dia em diante, eu me senti apaixonada por ele. Mas ao descobrir a cruel verdade, decidi que o detestaria. Eu tentava, todo dia mais e mais... Mas era tão difícil. Até em minhas ações e pensamentos, eu tentava detestá-lo.

– Maldita promessa idiota! — Gritei em meu travesseiro, terminando o devaneio.

As batidas em minha porta pararam, eu olhei para o relógio, já passava meia-hora que eu estava daquele jeito no quarto. Decidi então abrir a porta, Richard não era tão insistente. Mas ao abrir a porta, ele estava lá, parado na minha frente.

– Você se lembra! — Ele disse me olhando surpreso.

– Me lembro do quê? — Disse com raiva por ele ter me pegado de surpresa.

– Minha irmãzinha Pikachu. Aquela promessa era séria. — Ele disse me empurrando para dentro do quarto.

– Sério? — Eu perguntei com os olhos já lacrimejando, ao em vez de responder, ele olhou para o fundo de meus olhos, que novamente marejavam. Eu estava com uma raiva profunda, por ele não responder! E porque mesmo se respondesse nada mudaria.

– Você acha mesmo? Que eu estava falando sério? — ele riu de leve pelo canto da boca. — Você é minha irmã! — Ele se repetiu, parecendo que estava mais tentando se convencer do que à mim.

–Tudo bem! É isso mesmo! — eu me repeti sendo forte. Se ele estava brincando eu também estaria. — Saia do meu quarto seu idiota! — Ordenei, não queria que ele visse as lágrimas que cairiam logo depois.

– Ah... — Ele pareceu chocado, só não entendi o porquê. — Tudo bem, ele disse saindo e fechando a porta logo atrás de mim.

– Tudo bem! — eu fiquei me repetindo baixinho enquanto mais lágrimas rolavam. — Ele é assim mesmo, um idiota que só sabe brincar — Agora eu estava gritando sozinha para mim mesma. — Por que você tinha que ficar tão burro depois dos 7 anos?? — Gritei varias e varias vezes. Talvez ele tivesse ouvido, mas eu não me importava. Eu só queria que este dia acabasse.

Notas finais
Bom gente o que acharam estou no Táxi para viajar, olha como eu amo vocês emmmm!!! Kkkkkkkk