Little Sister

13 Ep. Especial Significado - Mais verdades, mamãe.


Notas iniciais
Olá pessoal, neste capítulo revelaremos mais verdades sobre toda a história, e como podem ver é um episódio especial, o que quer dizer, que quem conta é a mamãe de Lucy (Júlia) e por Fernando (papai de Richard e Davin).
Espero que todos gostem!
É um capítulo que gira em torno do que ocorreu antes/durante a infância de Lucy, Richard e Davin. Sobre Júlia, Anne (mãe de Davin), Victor (pai de Lucy) e Fernando. Espero que todos gostem.... E vejam as novas intrigas que tem se formado!

–->22 anos atrás, castelo Château de Bonnefontaine (contado por Fernando).


– Querido! Querido! – Gritou Anne para mim, ela estava tão empolgada com nosso filho, quase se esqueceu dos compromissos com o país. – Ele chutou! Vem ver! – Ela gritava empolgada pelo salão.

– Sim querida! Excelente! Se ele está sadio! Excelente! – Disse meio sem tempo, não entendendo como ela pode mudar tanto só por estar grávida, ela não entende que nosso país tem suas necessidades?

– Não seja chato querido! Você deve aproveitar a maternidade também! – Ela disse caminhando para perto de minha mesa e pegando em minha mão de leve. – Lembre-se que talvez esse seja seu único filho! – Ela riu para mim, logo depois mostrando a língua.

– Eu garantirei que não será. – Sorri maliciosamente para ela. – Tudo bem! Você venceu. – Ri um pouco, segurando sua mão de volta e fechando o notebook que estava aberto em minha escrivaninha. – Vamos aproveitar, eu posso tirar férias por uns dois dias. Brie pode cuidar de tudo para mim. – Disse me referindo à minha assistente. Dois dias não era muito tempo.

– Isso querido! Olha só, ele bateu. – Ela sorriu, com aquele belo olhar gentil e inocente que sempre teve desde que nós casamos.

– Ele? Seu nome é Davin! – Ri para ela com um sorriso.

– Davin, Fernando? Sério? – Ela me olhou com um olhar concentrado, avaliando o nome.

– É, o que acha? – Ri para ela, estranhando a mim mesmo, que escolhi o nome de uma hora para a outra, realmente era um nome diferente, mas bonito.

– Ele é lindo! Assim como nosso filho será. – Ela sorriu sentando-se na poltrona ao lado da minha. – Nosso pequenino Davin. – Sua barriga já estava grande, o bebê nasceria em poucas semanas.


–->19 anos atrás, castelo Château de Bonnefontaine (contado por Fernando)

– Filho, tenho que falar com você. – Davin corria pela casa, como toda criança. Embora tivesse aulas intensas de conduta, educação e matérias gerais básicas, ele não parava de correr. Crianças de três anos são sempre assim?

– Não papai! Me pega! – Ele respondeu rindo e dando voltas em minhas pernas, para depois correr para o salão de dança onde Anne treinava. Ela sempre foi estabanada para danças.

Minha esposa quase tropeçou no pequeno menino que corria.

– Hahahahaha... – Eu cai na gargalhada no mesmo instante, e todo o salão parou, minha esposa olhou para mim com olhar terno, e Davin me fitava como se estivesse surpreso.

– Nunca o vi rindo tanto, querido. – Assentiu Anne caminhando para perto de mim.

– Nunca imaginei que teria uma família tão bonita. – Respondi para ela com um sorriso. Davin então surgiu em meio às nossas pernas, e rindo também assentiu.

– Papai! Você está feliz! Pode falar! – Ele sorria para mim, acho que nunca mais veria um sorriso desses em sua face depois do que eu tinha para falar, ser Rei, Rainha e Príncipe exige que façamos tantas decisões dolorosas, não quero jamais magoar meu filho. Mas não tenho opção.

– Filho. – Peguei-o no colo para que ele me olhasse nos olhos. – Você tem uma noiva.

– Alguém para casar? – Ele assentiu em resposta com cara de nojo.

– É filho, sua mãe escolheu uma noiva para você. – Falei baixo e devagar, esperando que ele entendesse.

– Tudo bem, quem é ela? — Davin me perguntou com os olhinhos sensatos, como se eu estivesse conversando com um verdadeiro adulto.

– É a Lady Olívia. — assenti com um sorriso, esperado que ele concordasse.

– Mas... — ele começou. Assim como eu, detestava aquela dama.

Anne o repreendeu com o olhar, ele então ficou em silencio e saiu de meu colo, correndo para seu quarto com boca fechada.

–->18 anos atrás castelo Château de Bonnefontaine (contado por Fernando)

"Reportamos um acidente que acaba de ocorrer, parece que um bêbado acabou de atropelar duas pessoas, uma delas acabou de ser levada ao hospital, a outra acaba por morrer no local." — Esta foi a última noticia que tive de minha esposa. E a última que meu filho teve de sua mãe e futura esposa. Aquele acidente abalou tanto a nós como família, como ao nosso país.

–->17 anos atrás castelo Château de Bonnefontaine (contado por Fernando)

– Filho? — repeti pela terceira vez, entrando em seu quarto mesmo sem seu consentimento.

–Sim pai, o que deseja? — Davin me respondeu, ainda sentado em sua mesa, sem me olhar nos olhos. Depois da morte de sua mãe ele nunca mais sorriu como fazia há dois anos.

– Vou me casar. — Disse olhando o garoto que estudava monarquia moderna com apenas 5 anos.

– Eu vos parabenizarei no dia do casório. — Ele disse formalmente me olhando gélido. — Agora me deixe.

– Eu também não queria que fosse assim. — Respondi para ele, batendo em sua cabeça e saindo de seu quarto bagunçado logo depois.

–->17 anos atrás, dia do casamento entre Julia e Fernando, Castelo de Josselin, (contado por Fernando).

– Faço isso apenas pelos negócios. — Assentiu minha noiva seca no castelo em Josselin, um pouco antes de entrar no altar.

– Eu sei disso Júlia. — Respondi sorrindo para ela.

Dez meses depois ela deu a luz ao meu segundo filho Richard, e dois meses depois seu pedido de divórcio estava na minha mesa.

– O que quer com isso? — Perguntei para ela.

– Fiz minha parte, faça a sua. — Ela disse apenas, caminhando para fora.

– E o bebe? — Gritei impedindo-a.

– Minta. Diga que sua mãe morreu, diga que Anne era sua mãe também! Não me importo. — Ela terminou saindo da sala. Vi uma mecha do cabelo loiro de Davin balançando próximo da janela.

– Davin... — Assenti quase sussurrando.

– Eu não vou contar. — Ele assentiu e saiu correndo.

Eu nunca mais teria meu filho de volta? Eu já sabia a resposta. Mas um dia ele entenderá o que e porque fiz tudo isso. Eu torcia para que meus próprios desejos se tornassem verdades.

–->16 anos atrás, Castelo de Bangor, Irlanda do Norte (contado por Júlia).

– Vi!! Vi!! Onde estás? – Gritei pelo castelo buscando por meu marido, fazia seis meses que finalmente me sentia alegre. Ser obrigada a casar com aquele Frances ridículo do Fernando. Não queria nem lembrar.

– Sim Jú! Cozinha. – Ele respondeu animado, caminhei para a cozinha enorme apenas para nós dois. Eu estava feliz, finalmente.

– Nós vamos viajar quando? – Perguntei para ele sorrindo. Aquela bela menina em meu ventre não conheceria as malícias e pêsames de uma família real.

– Semana que vem. – Ele disse tocando a bela criança de sete meses que carregava. – Lucy jamais saberá que é descendente de Hubelt.

– É o que desejo. – Respondi para ele sorrindo. Ela jamais seria obrigada a casar como eu.

– Eu te amo. – Victor assentiu com um sorrindo beijando meus lábios.

– Também te amo. – Respondi, sentindo que minha alma estava em paz.

–->14 anos atrás, em uma ruela na Inglaterra (contada por Júlia).

– Parabéns! – Gritei caminhando para o quarto de minha pequena princesinha. – Lucy!

–Mamãe. – Ela gritou animada.

– Júli! – Victor gritou surgindo ao lado de minha filha.

– Droga, cheguei tarde! – Ri para os dois. Eu segurava seu presente de aniversário.

– Eu quero! – Lucy pulou ao ver o presente em minha mão. Correu para pegar. Ela o abriu animada e riu quando percebeu ser mais uma linda pulseira e um livro.

– Você gostou? – Ri mostrando para ela o significado de tal pulseira, nela estava o símbolo de nossas famílias, minha, de Victor e até mesmo de Fernando. Eram as famílias unidas desde o princípio, unidas a partir de alianças que jamais poderiam ser quebradas, mesmo que eu desejasse. Aprendi isso depois que me divorciei.

– Juli? Vamos? – Riu Victor pegando Lucy no colo, e eu pela mão. Levou-nos para a cozinha, onde lá havia um bolo todo enfeitado. Lucy adorou, e como nos outros anos, mais um aniversário feliz se passou.

–->12 anos atrás, em uma ruela na Inglaterra (contado por Júlia).

– Bom-dia. – Acordei chamando por Victor, ele não respondeu.

Caminhei com o presente este ano, de novo. – Parabéns. – Entrei no quarto de Lucy.

– Mamãe! Obrigada. – Ela assentiu animada.

– Bom-dia Juli! – Victor acordou animado.

– Bom-dia. Eu já desisti de ser a primeira. – Disse fazendo um biquinho brincalhão para os dois.

Lucy chegou perto de mim, sem abrir o presente, e se aproximando sussurrou – Ele dormiu aqui desde ontem. – Concordei com ela, e disse:

– Ano que vem já sei o que fazer. – Ri para ela. – Vamos comer o bolo.

– Sim sim! – Lucy riu animada, sem nem mesmo abrir o presente.

– Vamos. – Eu sorri para ela e a segui até a cozinha.

– Vão. Eu vou mais tarde, quero cochilar um pouco. – Disse Victor estranhamente cansado. Ele normalmente não dorme depois de acordar. Mesmo assim concordamos e fomos para a cozinha. Uma hora depois pedi para Lucy acordar Victor para podermos abrir o presente.

– Papai. Papai... Pa-Papai... – Escutei-a chamando varias vezes, e ao em vez de sua voz, escutei o choro de minha filha.

– Filha o que foi? – Corri para nosso quarto onde ela estava. Victor estava deitado. E não abria o olho, não se mexia, não reagia. Sendo médica, não foi difícil detectar o que havia acontecido. Embolia pulmonar.

– 911 emergência.

– Meu marido não reage. Tragam uma ambulância. – Pedi segurando as lágrimas. Lucy já havia corrido para seu quarto. Naquele mesmo dia quando tentei entrar em seu quarto, a vi chorando, e o presente tão importante, que contava tanto, lacrado em sua mesa.

– Filha, abra seu presente. – Sorri para ela, ela não levantou o olhar, nem ao menos respondeu. Seu coração estava partido e o meu também.

–->12 anos atrás, cemitério de Brookwood (contado por Júlia).

– Mais uma vez agradeço a todos que deixaram seus países para virem ao enterro de meu marido e amigo, Victor Hubelt.

– Mamãe. Posso sair? – Lucy pediu ainda chorando. Concordei com a cabeça e pedi para que a babá que contratei especialmente pelo enterro a tirasse da sala de despedidas.

– Obrigada por comparecer Rei Fernando, Rei Victor ficaria muito feliz se pudesse ver que apareceu.

– Claro Rainha Hubelt. Como poderia não aparecer no enterro de meu amigo. – Ele falou seco. – Sua filha é muito bela.

– O que pretende? – Perguntei irritada com sua presença. Nunca entendo o que ele pensa, mas o que quer que seja, não é bom.

– Você me deve. Por Richard, caso não saiba, ele é seu filho. – Ele me fitou irritado.

– Maldito. Cale a boca. – Ri para ele. – Fui sua rainha apenas por 10 meses. Por pura obrigação, meu pai ficou feliz e eu casei com quem desejava, agora ambos estão mortos.

– Quero que ela se case com meu filho, Davin. – Ele disse baixo.

– Como se conhecerão? Ela não sabe que é descendente de quem realmente é. – Retruquei tentando evitar qualquer contrato.

– Suspeitei. – Ele riu novamente, já sabendo tudo que eu responderia. – Casaremos novamente, e você não pode negar. Nossos filhos teriam que casar querendo ou não.

Era verdade tudo o que ele dizia, eu não teria como negar. Simplesmente concordei com a cabeça e sorri para ele dizendo.

– Irei conhecer meu filho?

– Já poderia ter conhecido. – Ele me fitou. – Já contou para Lucy? – Ele me perguntou enquanto o corpo era enterrado. Discordei com a cabeça.

– Para ela, ela nunca teve nem terá um irmão.

– Richard também não sabe do parentesco, e quero deixar assim. Enquanto puder. – Ele me fitou novamente, concordamos e selamos mais um de nossos contratos.

–-> Casa da família de Lucy, Richard, Davin, Fernando e Júlia, Japão, atualmente. (contado por Júlia).

– Você soube? – Fernando sussurrou ao meu lado da cama que dividimos já há quase 11 anos.

– O quê? – Perguntei ainda com sono.

– Teremos que contar. – Ele me fitou preocupado. – Richard vai fazer besteira.

– Eles terão um ataque. – Disse pensando em como fazer para que meus filhos não me odiassem para sempre.

– O que quer dizer? – Fernando me olhou novamente.

– Nenhum deles sabe toda história. – hesitei – Nem mesmo Davin. – Concordamos ao mesmo tempo. Aquilo tudo seria mais complicado do que sempre imaginamos.

Notas finais
Gente o que acharam? Esse capítulo começa a mostrar alguns dos mistérios que existem nesta família, nem tão comum... Certo? O que vai acontecer? Eles vão contar a verdade para os três? Algum deles tomará o trono? Quem se casará e por que?...
Qual é realmente a aliança que existia na família de Fernando e Júlia?
Veremos... ^.^Hihi...
Todos os nomes de castelos... E do cemitério exitem!
O cemitério de Brookwood é conhecido como a necrópole da Inglaterra.
Já o castelo de Château de Bonnefontaine e o de Josselin são castelos franceses, que ainda existem (estão restaurados e bonitões...) na França, na região de Bretanha
E o castelo de Bangor fica na Irlanda do Norte, e é um dos poucos que está restaurado, belo, e já fora além de um castelo de negócios e politicagens, uma mansão onde verdadeiramente viveram pessoas! ^.^