Little Secret

16 Como eu amo chuva


Notas iniciais
Oiee, hoje cheguei mais cedo, espero que gostem! BOA LEITURA

Pov’s Bella

A chuva havia me pegado de surpresa, não imaginava que uma tempestade dessa fosse acontecer. Havia acordado algum tempo atrás com um enorme desejo de comer cachorro quente, agora imagina a minha decepção em não encontrar nenhum ingrediente. Isso não podia ficar assim e engolindo o medo saí da minha casa para procurar meus ingredientes. Meus filhos não iriam sair com cara de cachorro quente. Se eu pensei em ligar para o Edward? Claro que não, onde já se viu ligar as três da manhã, para realizar um desejo bobo desses. Fui andando com um medo ignorando tudo e a todos e chegando ao meu destino onde finalmente comprei minhas coisas. Mas ao sair a tempestade começou e eu como uma boa medrosa fiquei dentro da loja. O engraçado era que eu não me importava em sair a noite, mas morria de medo de chuva. E foi morrendo de medo que liguei para o pai do meu filho.

Edward demorou 20 minutos para chegar, malditos 20 minutos enquanto eu ficava mais assustada com os trovões. Percebi ele.entrar e me procurar com os olhos assustado, mas assim que me viu suspirou aliviado.

– Mas o que houve? — ele perguntou.

– Um desejo — respondi me encolhendo com outro trovão.

– Você saiu de casa, no meio da noite, veio sozinha para realizar a porra de um desejo? — ele perguntou parecendo irritado.

– Eu queria uma cachorro quente — respondi.

– Por que não me ligou? — ele perguntou agora irritado.

– Eram duas e meia da manhã — respondi. — Além do mais pode ser perigoso para você sair a noite dessa maneira.

– Para mim é perigoso, mas para você não — ele disse cerrando os punhos.

– Eu conheço a área estou acostumada — respondi dando de ombros.
Edward abriu a boca para falar, mas o barulho da maior trovoada se fez presente. Assustada o abracei com força colocando meu rosto em seu peito.

– Detesto tempestades — disse baixo. Sentir as mãos de Edward na minha cabeça parecendo me.acalmar.

– Vamos embora — ele disse me afastando um pouco. Saímos com os braços dele ao meu redor. Do lado de fora parecia o fim dos tempos. Edward tinha parado o carro perto, entramos e logo ele me levou para casa. De carro nem pareceu que levei meia hora para chegar na loja. Saímos juntos e como um bom cavalheiro Edward me levou até a minha porta.

– Você quer entrar e comer cachorro quente? — perguntei me encolhendo pelo barulho da chuva.

– Claro — ele respondeu me fazendo sorrir aliviada. Entramos e logo fui direto para a cozinha. Edward foi atrás de mim e se encostou no batente da porta.

– O que você tinha na cabeça? Sair assim sozinha e ainda por cima grávida— ele disse me fazendo o encarar.

– Não tinha problema nenhum eu estava bem — respondi começando a picar a salsicha.

– Por que não me ligou? — ele perguntou.

– Edward era uma coisa ridícula que eu podia resolver sozinha — respondi.

– Sabe o quanto é perigoso isso? — ele perguntou irritado.

– Eu sei me cuidar — respondi.

– Não é perigoso só para você, mas você pensou nos nossos filhos — ele disse irritado.

– Foi por eles que eu saí a essa hora — respondi. — Eles querem cachorro quente.

– Você é tão absurda — ele disse jogando as mãos para o alto indignado.

– Edward eu... — comecei a dizer, mas fui interrompida.

– Você sabe o quanto eu fiquei preocupado? Mil coisas se passaram na minha mente para tentar entender o que você fazia lá, eu pensei nas piores coisas, mas o que não me passou pela cabeça foi que você só tinha tido um desejo — ele disse me olhando com irritação e alívio.

– Eu só não queria te fazer perder tempo — disse baixo. Edward sorriu.

– Para você e meus filhos eu sempre terei tempo — ele disse de uma forma tão fofa que me deu uma enorme vontade de beijá-lo, mas não fiz.

– Desculpe por te fazer ficar preocupado — disse.

– Tudo bem, mas me prometa que quando quiser alguma coisa , não importa a hora me ligue — ele disse sério. Eu assenti. — Ótimo agora vamos ao cachorro quente

Não demoramos muito para fazer, afinal Edward me ajudou. Se a chuva havia parado? Continuava de forma agonizante. Terminamos de comer e percebi Edward se levantar para se despedir e mesmo louca de vontade para pedi-lo para ficar, não fazia isso. Eu não gostava de chuvas, principalmente quando estou sozinha. O levei até a porta.

– Obrigado pelo cachorro quente — ele disse.

– Não há de que — disse sorrindo ao mesmo tempo que a luz acabava. Eu literalmente pulei no colo dele. Como eu detesto chuva.

Pov’s Edward

Como eu amo chuva — pensei, mas logo expulsei da minha cabeça aquilo. Bella tinha tinha me pegado desprevenido e por pouco não caímos.

– Fica comigo essa noite, por favor, fica comigo — Bella suplicou enquanto ainda estava no meu colo.

– Claro que fico — respondi imediato. Bella suspirou aliviada no meu pescoço me fazendo ficar arrepiado. Isto estava estranho. Desci a do meu colo. Confesso que meio relutante. Fechamos a porta e voltamos para dentro. Bella segurando a minha mão a todo o instante. Minha surpresa maior foi quando passamos pela sala e fomos direto para o quarto.

– Bella eu...— comecei a dizer, mas.fui interrompido.

– Não diga nada, você não imagina a minha vergonha, mas não irei conseguir dormir se você não dormir comigo na mesma cama, então se falar algo eu te mato — Bella disse tudo rápido. O sorriso foi inevitável. A mãe dos meus filhos era louca. — Pare de sorrir.

Parei na hora. Será que essa mulher enxergava no escuro? Chegamos ao quarto e paramos. Bella se soltou da minha mão e deitou.

– Vai demorar para deitar? — ela perguntou. Ela devia estar corada ao extremo. Deitei ao seu lado e a escutei prender a respiração. Pronto estávamos lado a lado agora. Uma trovoada e Bella agarrou a minha blusa. — Por que tinha que chover? — ela perguntou decepcionada.

– Não se preocupe com a chuva, na verdade a esqueça, vamos conversar — disse.

– O que quer saber? — ela perguntou.

– Ué sobre sua vida — respondi.

– Não tem muito o que falar, perdi meus pais num acidente e fui criada por minha madrinha Sue, terminei o colegial e já tinha feito alguns cursos, vim para a faculdade de direito, tinha conseguido uma bolsa, arranjei um emprego de garçonete, mas quando surgiu a oportunidade para trabalhar na sua empresa fiz o teste e passei — ela disse resumindo.

– Não sabia que havia perdido seus pais — disse no escuro.

– Tinha dez anos quando o acidente ocorreu, não me lembro muito bem — ela disse sincera suspirando.

– Me desculpe não queria te deixar triste — disse sincero.

– Não me deixou — ela disse sincera. — Apenas lembro como minha mãe era comigo e gostaria de ser uma boa mãe que nem ela.

– Você será a melhor mãe do mundo — disse.

– Você será um bom pai também — ela disse. Um silêncio. — Gostei muito na hora que você disse que sempre terá tempo para mim e os bebês. Como eu queria ver o rosto dela naquele momento.

– Só disse a verdade, vocês são minhas prioridades — disse. Mais uma trovoada.

– Droga — Bella disse se agarrando a mim.

– Por que tem tanto medo? — perguntei.

– Não me lembro de muita coisa do acidente, mas uma coisa que não esqueço era que naquele dia chovia muito — ela respondeu se encolhendo. Coloquei meus braços a sua volta enquanto outro trovão e Bella se agarrava mais.

– Pode dormir não sairei do seu lado — disse. — Prometo. Só percebi sua cabeça mexer em concordância. Com uma mão passei as mãos em seu cabelo. A respiração de Bella ficou mais calma sinal que havia dormido. Eu demorei bem mais que ela coisas se passavam na minha mente.

Acordei primeiro que ela. Provavelmente com a cara inchada. Percebi que Bella praticamente se fundia ao meu corpo. Era uma boa sensação. Ela se remexeu, sinal que estava acordando. Rapidamente percebeu a posição que estava e levantou a cabeça do meu peito.

– Bom dia — ela disse vermelha com uma mecha de cabelo caindo no seu rosto.
– Bom dia — disse retribuindo tirando a mecha de cabelo do seu rosto a fazendo corar mais. Tinha se passado várias coisas em minha mente ontem. Tudo girando em torno dos meus filhos e ela. Tinha que fazer parte da vida deles de forma constante.

– O que foi? O que tanto pensa? — ela perguntou tocando minha testa com os dedos. Acho que ela não sabia o que fazia.

– Pensei muito ontem a noite — respondi cauteloso. — E cheguei numa conclusão — ela me olhou confusa. — Quero que se case comigo. Bella abriu a boca chocada.

– O que disse? — ela perguntou sem ao menos se afastar.

– Quero que se case comigo, quero estar junto com você nos momentos mais importantes dos nossos filhos, ontem percebi o quanto quero essas crianças junto a mim, eu os amo só por estarem aí e amo mais você sendo a mãe deles, seremos excelentes pais, mas quero que eles cresçam com nós dois juntos, então Isabella Marie Swan aceita ter um Cullen no seu nome? — perguntei meio rindo. Foram segundos que se passaram até Bella sorrir. Minhas palavras tinham finalmente surtido efeito. Se eu estava apaixonado? Não não estava, não série hipócrita dizendo que a amo, mas gosto muito dela e tenho certeza que nos daríamos bem. O casamento daria certo. Talvez demorasse um pouco, entretanto tenho certeza que seria capaz de amá-la. Com suas duas mãos ela segurou o meu rosto e me beijou. Meu corpo reagiu de imediato aquilo. Parece que não séria tão demorado como pensei.

– Sim — ela respondeu depois de paramos de nos beijar.

– Como assim? — perguntei meio desnorteado.

– Eu aceito ter um Cullen no meu nome — ela respondeu. Sorrir enquanto eu a puxava para um beijo. Havia descoberto algumas coisas naquela manhã. Dormir com Bella era ótimo, acordar com ela era excelente, mas beijar ela estava se tornando fenomenal.

Notas finais
Quem disse nos comentários que era um desejo acertou kkkkkk! E aí gostaram? Espero que sim, até semana que vem! E mais uma coisa amei aos comentários!!!! Bjs!