Notas iniciais
mais um cap, espero que vocês gostem

O dia amanhecera rápido demais. A luz irradiou para dentro da sala do apartamento pela porta de vidro da sacada, e Scorpius só reparou quando já eram 7 da manhã. Ainda vestia a roupa do dia anterior, somente tirara os sapatos. Com um suspiro, pegou o celular. Discou o número enquanto fungava.

_Ãhn... Mía.

_Sr. Malfoy. Seus avós estão aqui. Eu sinto muito. – a voz da moça chiou do outro lado da linha. Pelo que parecera, ela chegava muito cedo ao prédio da revista para um sábado.

_É... Obrigado. – ele fungou outra vez – Eu não sei se consigo ir hoje. Segura as pontas aí?

_Mas, eu... Não posso, sr. Malfoy.

_Claro que pode. – ele falou. Queria completar com um “você faz isso melhor do que eu”, mas deixou pra lá. Apenas olhou para o pedaço de céu que conseguia enxergar da porta da sacada.

_O senhor precisa assinar uns papéis. E tem algumas matérias que o senhor precisa autorizar e o fotógrafo vem aqui trazer as fotos.

Rose. Rose iria ao escritório.

_Vou tomar um banho rapidinho, vestir qualquer coisa, e em alguns minutos eu chego. – ela murmurou um “ok” – Ãhn, Mía. Meus avós ainda estão aí?

_Sim, senhor. Na sua sala, esperando.

Droga. Cuspiu um “muito obrigado” de mal agrado e desligou o telefone. Não tinha ânimo nenhum para tomar banho e se trocar, mas precisava ir lá. Imaginou seus avós sentados no sofá espaçoso da sala dele na revista, e seus pais sentados na mesa, todos conversando animados. Mas, afastou o pensamento, erguendo a cabeça para que a água gelada do chuveiro descesse pelo seu corpo.

***

_Sr. Malfoy, aqui estão os papéis. – Mía disse, ágil, assim que ele saiu do elevador e a mesa da moça entrou no seu campo de visão.

Pegou a pilha da mão dela, agradeceu, e entrou na sua sala. E ali estavam seus avós, sentados nas duas cadeiras em frente à mesa, e de costas pra ele. Narcissa olhava para o chão, e Lucius estava sentado elegantemente na cadeira.

_Oi. – cumprimentou. Achou “bom dia” muito animado para uma situação daquelas. Scorpius fingia não ligar, mas no fundo, seu coração ardia em chamas de ódio, e esperança de seus pais chegarem a qualquer momento pela porta.

_Scorpius. – o avô cumprimentou, assim que o rapaz sentou-se na sua cadeira.

_Oi, querido. – a avó fungou. Ainda chorava, trazia um lenço nas mãos e não estava com os cabelos perfeitamente penteados, como era de costume.

_Esse prédio é gigante, não é? – o avô começou, jogando conversa fora, sem se importar com a situação da esposa ao lado. – Você será capaz de cuidar disso tudo sozinho? Incluindo, é claro, o império do seu pai. A honra do meu nome.

Scorpius assentiu. Não tinha pensado nisso antes. Agora, aquilo tudo era responsabilidade dele.

_Scorpius, chegou a hora de a gente conversar sobre isso. Seu pai é quem deveria ter feito isso, mas ele perdeu todo o tempo dele tentando te encaixar sem você se adequar. Aposto como você nem sabe redigir uma redação sobre a sua infância. – por mais babaca que isso soasse, ele teve que concordar com o avô. Realmente, não sabia. – Estamos em lados opostos nisso. Eu estou no fim da linha, enquanto você está apenas no começo. Perdemos o equilibrista do meio, e agora o show é nosso. No caso, seu. Seu pai levava a Malfoy nas costas, rígido com todos, exceto com o diretor da firma. Isso é certo? – Scorpius negou com a cabeça. Não estava ouvindo todas as palavras, mas fingiu prestar a atenção. Era uma sensação estranha quando o avô falava do seu pai. – Eu entrego isso aqui em suas mãos, mesmo sabendo que você não vai saber cuidar e que daqui uns tempos não existirá mais nada além de um prédio abandonado e de uma palavra: “falência”.

_Scorpius é responsável, querido... – a avó respondeu, levantando o olhar para o marido, que a calou com outra olhada.

_E o que isso tudo tem a ver? Um dia isso aconteceria, todos sabiam disso. – Scorpius respondeu, ríspido.

_Mas, esse dia chegou, e você não tinha pensado.

_Claro que eu pensei nisso. Caso você não tenha percebido, eu estou aqui, num sábado. Eu sei cuidar disso tudo. Você, não. Por favor, se já terminou o assunto, pode ir da porta pra fora. Tenho coisa pra fazer – ele bateu uma vez na papelada em cima da mesa.

_É, estou vendo. Pela primeira vez você tem. – o avô ironizou – acho que você não quer saber sobre a papelada dos seus pais, não é? Eu te mando pelo correio depois.

E se levantou da mesa, se retirando da sala. Sabia que deixara o avô bravo, mas ele não tinha paciência para ouvir desaforo logo de manhã. Viu pela janela os avós saindo da sala e entrando no elevador. Pegou alguns papéis e começou a ler. Era sobre as matérias que ele tinha de autorizar.

“Como ganhar dinheiro usando o celular, com Maureen Heinfild.”

Suspirou fundo. Não tinha saco pra isso, não sabia sobre o que era e muito menos quem era Maureen. Jogou a folha de lado e leu outra. Falava sobre anticoncepcionais e seus riscos, e ele estava pouco se fodendo para os riscos de um anticoncepcional. Jogou em cima da outra folha, e recostou as costas na cadeira. Passou uma mão pelo rosto, e bufou. Preferia ter ficado em casa e que Mía estivesse cuidando de tudo.

Abriu o laptop, e a tela azul iluminou seu rosto. Estava ligado. Scorpius olhou pela janela que dava na entrada de sua sala e viu a cabeça de Mía, de costas, digitando no computador. Ela mexeu no computador dele? Pra quê?

Scorpius estava quase abrindo a página da revista, quando arrastou o mouse sem querer por cima das notas. Elas já estavam abertas. Deu dois cliques, então, a tela abriu.

_Mía! – chamou.

_Sim? – ela abriu a porta dois segundos depois.

_Pode vir aqui, por favor? – ele falou, sem desgrudar os olhos da tela, apenas descendo pelo texto largo sem ler.

Ela se aproximou, e abaixou-se ao lado dele, fitando a mesma tela que ele. O cheiro doce do pescoço da moça chegou até a narina de Malfoy, que virou o rosto para olhá-la. Ela manteu os olhos fixos na tela, apoiando uma mão na mesa e a outra nas pernas.

_É... Você quem deixou isso aqui? – ele perguntou, desconcertado, virando para a tela.

_Não. – ela franziu as sobrancelhas, tentando ler. – Com licença – esticou a mão até o mouse, e subiu a tela. Scorpius não conseguiu evitar e olhar pra ela mais uma vez, que agora estava quase em cima dele.

Olhou até os pés dela, avaliando a roupa que vestia. Hoje era uma camisa pink e uma saia justa preta. Não usava meias-calças, e o salto era um tom rosa claro. Manteve os cabelos soltos.

_Permite-me ler? – ela perguntou, ainda olhando a tela.

_Ãhm... Claro! Á vontade. – ele respondeu, voltando a olhar a tela do computador e afastando o pensamento de “a calcinha dela é rosa também?” da cabeça.

_Bom, aqui diz que você agora herdou a presidência da Malfoy. Coisa que, creio eu, o senhor já sabe, não? E... bom, também diz que a Malfoy tem uma... quê, dívida? – ela olhou os olhos dele agora. Scorpius agradeceu internamente não estar a secando agora, e manteve a expressão séria, incentivando-a a continuar. – O senhor sabia disso?

_Claro que não. Não sei de muita coisa que acontece aqui. Quer dizer, não sabia. Se agora sou presidente da Malfoy, tenho que saber, não é? – e seu olhar encontrou o dela.

_Sim, claro, claro. – ela voltou a ler, meio desconcertada.

_Mas, espera Mía... De quanto essa dívida?

Ela olhou-o de volta, e se levantou. Suspirou, como um atleta que vai começar a correr a maratona. Ajeitou a saia no corpo – o que Scorpius gostou bastante – e falou, baixo demais:

_4.250.346,00 libras.

Scorpius balançou a cabeça rindo, e puxou o laptop pra mais perto. Arrastou com o mouse até a parte onde leu “dívida” e releu o trecho todo. Era exatamente isso o que dizia. 4.250.346,00 libras. Uma porrada de 4.250.346,00 libras.

_Puta que pariu! – berrou. Mía olhou-o desconfiada, e ele repetiu – Puta que pariu. Da onde tudo isso? Caralho! Mía, olha isso! 4.250.346,00!

_Sim, o senhor quer que eu chame seu advogado? Vocês podem conversar.

_Conversar sobre 4.250.346,00 de libras? Caralho, Mía! – ele gritou, escondendo o rosto nas mãos. – Não, não precisa. Eu vou ver o que eu posso fazer.

_Tudo bem. Mas, eu estou aqui. Qualquer coisa é só me chamar. – ela deu duas tapinhas no ombro de Scorpius e saiu da sala.

Scorpius apoiou os cotovelos no joelho, e pensou: só pode ser pegadinha. Uma porra de uma pegadinha. Chutou o pé da mesa, e se levantou. Era mentira, só podia. Ou era mentira ou ele estava condenado à infelicidade eterna. Perdera seus pais em um dia e no outro percebeu que ganhou de herança uma dívida de 4.250.346,00, que a propósito nem eram dele!

Olhou pro passado e pensou que poderia estar, neste sábado, acordando e colocando uma vadia qualquer para fora do seu apartamento, depois de transar com ela durante a noite toda. Mas não. Era presidente de uma revista e estava devendo dinheiro pra caralho.

Caminhou até o sofá, e deitou de barriga pra cima. Colocou as duas mãos na testa. Da onde ele tiraria tudo isso? Tinha dinheiro, claro que tinha, mas não tudo isso. Nem seus pais teriam, gastaram mais dinheiro do que ganhavam numa viagem que nem chegaram a fazer.

Caminhou até a estante lateral da sala, procurou algum livro pra se distrair ou encontrar uma saída. Não tinha. Era como se os livros fossem uma porta fechada na cara dele.

_Mía – gritou, após ter um ideia.

_Sim, sr. Malfoy? – ela abriu a porta, tão rápido que Scorpius pensou que ela já estava segurando o trinco.

_Venha cá, vem. – ela se aproximou. – Você sabe o que eu posso fazer? Pra me livrar dessa divida aqui. – se sentiu uma criança perguntando como se subtrai um número de outro no primário.

Ela sentou-se na cadeira frente à mesa dele. Apoiou um cotovelo discretamente sobre a mesma e pousou a cabeça de leve na mão.

_Podemos consultar o pessoal da contabilidade. Talvez eles saibam o que fazer.

_Você pode fazer isso por mim? – ele perguntou, batucando com uma caneta na mesa. Olhou-a bem no fundo dos olhos e viu vacilação passando por entre as íris da moça.

_Posso ligar para o August da contabilidade, mas ele não trabalha aos sábados. – ela respondeu, deixando a expressão cair um pouco.

_Não, claro, claro. Faça isso, por favor. Não diga nada a ele, só que eu preciso muito da ajuda dele. – ela assentiu muitas vezes, como se anotasse tudo numa agenda na cabeça – a revista toda já sabe?

Ela vacilou mais uma vez. Tirou o braço de cima da mesa, e pousou delicadamente sobre o colo. Assentiu devagar, e soprou:

_Sim, sr Malfoy. Na verdade, acredito que Londres toda já saiba. E a Inglaterra inteira vai noticiar até segunda. – Scorpius assentiu, e ela suspirou. Sentia pena dele, e ele podia ver isso.

_Obrigado... – Scorpius olhou pela mesa inteira e procurou algo para fazer, desviar os olhos da secretária, que agora o olhava com dó. A qualquer momento ela se levantaria e deitaria a cabeça do rapaz em seu colo. E ele não queria isso. Puxou uma folha de papel e com a caneta escreveu “Consultar a contabilidade, reunião Sr. Malfoy segunda às 09h00min” – aqui está. Não esqueça.

Ela recebeu o papel com delicadeza, e após pedir licença, se retirou.

***

Scorpius estava no Google. Pesquisou diversas coisas. Em todas elas a palavra “dívida” estava contida. Estava quase esmurrando o computador, e chutando a mesa – que agora estava lotada de papéis com: cálculos, pensamentos, frases, sites de contabilidade e etc. Recostou as costas na cadeira, e afrouxou a gravata até que estivesse quase se encostando ao umbigo. Nem usava paletó mais. O único som na sala era sua respiração, as teclas do computador e as buzinas bem baixinhas que soavam lá embaixo na rua e que lá de cima ele ouvia.

_Sr. Malfoy – Mía quebrou o silêncio, abrindo a porta. – Tem alguém querendo vê-lo.

_Mande entrar. – ele bufou, recolhendo os papéis e levando até a lixeira.

Foi quando ela entrou. Sorria, mas não um sorriso alegre. Um sorriso angelical, de solidariedade. Quando sua voz soou um “oi”, os braços de Scorpius cederam por um instante, e ao tentar recolher os papéis que caíam já pela metade, ele se atrapalhou e quase caiu junto.

_Quer ajuda? – ela se aproximou, juntando uns papéis e jogando-os na lixeira.

_Obrigado... Bom, você veio mesmo. – descontraiu, sentando-se no sofá ao lado.

Ela se sentou ao lado depois de dar uma boa olhada na mesa e nas cadeiras.

_Eu trouxe as fotos. Se ainda quiser, imagino como a noite ontem foi péssima. Vim de novo desejar meus pêsames, sr. Malfoy. – ela murmurou, a voz doce.

_Scorpius.- ele falou. Ela pareceu aturdida, e ele atenuou – Me chame de Scorpius. Por favor.

Ela sorriu de novo.

_Então... Como está?

_Quer mesmo saber? – ele perguntou. No fundo, quem queria saber de alguma coisa era ele. Queria saber se poderia confiar nela. Mas algo naqueles olhos fortes dizia que ele tinha que confiar nela. Tinha que contar. Não sabia no que ela podia ajudar, mas precisava. Observou ela assentir, e se levantando, falou: — Vem ver.

Após ela terminar de ler, olhou chocada para ele.

_4.250.346,00 libras! – tampou a boca com a mão, e fitou-o, os olhos arregalados. – Isso é muito dinheiro. Dá pra comprar meu bairro inteiro, sabe o que é isso? Por Deus, Scorpius!

_Eu sei. 4.250.346,00 libras. Pois é. – concordou, entediado. – E quem tem que pagar isso? Eu. E não temos nem a metade disso pra pagar. Quer dizer, a Malfoy é famosa. Mas ultimamente não tem faturado nada. Eu não sei o mínimo do mínimo pra fazer isso aqui ir pra frente.

Ela olhou pra ele e pra tela do computador. Depois pra ele de novo. Balançou a cabeça diversas vezes, incrédula. Não sabia o que dizer.

_Me pergunto se... Sei lá, se eu merecia mesmo isso. Tipo... Não que eu tenha sido um bom filho, um bom diretor, uma boa pessoa. Isso eu posso ver. Mas 4.250.346,00 libras é dinheiro pra... Desculpe, Rose. Eu to sem ter o que fazer, entende? Eu precisava contar isso a alguém, e você me apareceu bem na hora. Eu quero te agradecer e te pedir desculpa ao mesmo tempo. Só por estar aqui.

Ele vacilou por um minuto. Olhou-a nos olhos, e ele sentia piedade. Franzia a boca ao mesmo tempo em que Scorpius torcia as sobrancelhas em uma expressão de quase choro.

_Eu posso te ajudar – ela falou, a voz aumentando a cada palavra. De repente, seu rosto encheu-se de alegria – é claro, eu posso te ajudar. Quer dizer, posso tentar.

_É uma situação desesperadora, então... Qualquer ajuda é bem-vinda.

_Porque não pedimos um empréstimo?

Scorpius escorregou na cadeira.

_Sabe quanto de juros vou ter que pagar depois? A vida nesse mundo não tá fácil hoje em dia, Rose.

O rosto dela se torceu de incerteza.

_Meu banco não me cobra tantos juros.

_Pois é, mas eu vou pedir quase 5.000.000,00 de libras. Que banco faria isso por mim? Olha, não posso contar com nada disso. Preciso de uma coisa pra ganhar meu próprio dinheiro, e pagar tudo isso. – falou ele, voltando-se para o computador. Batucou com os dedos o teclado antes de começar a digitar.

_O que está fazendo? – ela levantou-se da cadeira, deu a volta na mesa, e se apoiou ao lado dele para ter a visão da tela. – Situação desesperadora e o google vai ter a solução? Por favor, Scorpius. Quantos anos você tem mesmo?

_Eu sou o presidente por aqui, não? – cuspiu ele, começando a incomodar-se com a proximidade de Rose.

“Como ganhar dinheiro com sua empresa”.

_Você tá falando sério? – Rose riu, voltando a sentar-se na cadeira a frente da mesa. Scorpius a lançou um olhar irritado, quando a moça começou a diminuir o ritmo do riso – Olha, Scorpius, eu sinto muito pela sua perda. De verdade. Mas não acho que isso seja o melhor jeito de lidar com a revista do seu pai.

_Ah, é? E qual o jeito? Porque, pra mim, eu não vejo mais nenhum a não ser vender essa porcaria. E a essa altura, quem vai comprar?

A moça fitou-o profundamente nos olhos por alguns segundos, e só parou quando balançou a cabeça. Colocou a pasta que trazia em cima da mesa, e se levantou. Scorpius lançou um “aonde você vai?” que soou meio desesperado, mas manteve a expressão séria. Arrependeu-se no mesmo minuto de ter dito, porque Rose apenas olhou triste pra ele e despediu-se.

_Aí estão as fotos, viu? Eu preciso ir. Voltar pra agência.

De repente, tudo que era sombrio voltou a tomar conta de Scorpius. Nem percebera, mas por ter a presença de Rose ali, sentia-se saciado por dentro. Era como se seus pais ainda estivessem ali, e nada tivesse acontecido. Sacudiu a cabeça, afastando todos esses pensamentos ruins, e focou na tela do computador. Tentou fingir não ligar para Rose, mas encontrou o olhar dela ao sair. Deu um tchau forçado com a mão, e pousou a mão no teclado.

_Sr. Malfoy, perdão. Acho que gostaria de ver isso. – Mía havia entrado na sala, delicadamente como sempre fazia, e pegara o controle remoto.

A TV anunciava “Malfoy: casal morre em acidente de avião”. Scorpius apoiou as mãos na cabeça, preocupado. Fotos dos pais em eventos ou nas férias do ano passado rodavam pela tela enquanto a repórter falava.

“O casal estava fazendo uma viagem de férias para Finlândia, a fim de descansar. A última entrevista de Astoria Greengrass foi sobre a revista do marido, que na época, estava estourando, com matérias polêmicas. Com a morte do casal, a revista e as casas ficaram para o único herdeiro, Scorpius Malfoy, que até então, não se pronunciou sobre o caso. Os pais de Draco Malfoy, Lucius e Narcisa Malfoy, fizeram uma coletiva de imprensa em sua própria casa, para falar sobre a tragédia...”.

_Tudo bem, Mía. Obrigado. Eu já vi demais. – pediu, Scorpius, novamente os olhos enchendo-se de lágrimas.

A TV foi desligada, mas Mía não se retirou. Olhou fixamente para Scorpius, os olhos enchendo-se de pena.

_Sr. Malfoy... eu sinto muito. O senhor Draco era um ótimo patrão... Não que o senhor não seja... Eu só queria dizer que eu sinto muito por isso.

_Tudo bem, Mía. Obrigado mais uma vez.

Notas finais
o que achou?