Notas iniciais
Esse ficou um pouquinho grande e eu o dividi em dois capítulos rsrs

POV BELLA

–-- Não gostei do que fez, Isabella. --- a voz dele quebrou o silêncio e eu até me assustei com isso, confesso que não pensei que ele falaria comigo.

Daryl Dixon de fato era bem imprevisível, às vezes era todo grosso e ignorante e às vezes atencioso, preocupado e um pouquinho carinhoso. Er... Do jeito estranho dele.

–-- O que eu fiz? --- perguntei toda inocente e ele estreitou os olhos pra mim.

–-- Sabe muito bem. --- comentou com sua voz rouca e baixa --- Decidiu coisas em meu nome.

–-- Daryl, eu me sinto responsável pela menina e se dizer isso para o grupo eu te mato. --- vi um pequeno sorrisinho em seus lábios e meu coração apertou por um momento --- Hershell exagerou no cuidado, eu estou bem... O único meio de sair daquela fazenda e procurar pela Sophia foi dizer que viria com você, então me desculpe se eu fui egoísta.

–-- Se preocupa mesmo com a garota, não é?

–-- Sim e você também pelo jeito. Não se preocupe, seu segredo está a salvo comigo. --- ajeitei uma mecha do cabelo para trás da orelha e ele sorriu novamente.

Meu cabelo estava bem curto e algumas mechas pareciam ter vida própria e caíam sobre meu rosto, não podia prendê-los num rabo de cavalo e eu suspirei pesado com isso, ele me encarou confuso por um momento.

–-- O que foi?

–-- Meu cabelo. --- fiz uma breve careta e aproveitei a pequena pausa para tomar um gole de água --- Está me dando trabalho.

–-- Espera, acho que posso dar um jeito nisso. --- Ele corou? Que fofo! Ele corou e ficou meio sem jeito, enquanto mexia no meu cabelo, nem queria ver o que ele estava aprontando --- Tem alguma coisa que eu possa prender aqui?

–-- Uhum, acho que sim. --- achei um tique-taque no bolso da minha jaqueta – eu nem sabia como isso havia parado ali, mas eu que não ia reclamar – e entreguei para ele.

–-- Pronto. --- ele se afastou meio sem jeito e acho que ele prendeu a minha franja, estranhei esse súbito momento de generosidade dele, sem falar que foi meio estranho para nós.

–-- Er... Obrigada Daryl.

[...]

Caminhamos por um tempo e nada da Sophia, estava começando a ficar desesperada e desanimada. Será que algo ruim realmente aconteceu? Eu sei que deveria me manter forte e pensar positivo, mas esse maldito papo de auto-ajuda nunca fez efeito em mim. Caminhei entre alguns arbustos e vi uma pequena e delicada flor ali.

–-- Rosa Cherokee. --- comentei com um sorriso bobo enquanto passa os dedos nas suaves pétalas ali.

–-- Você conhece? --- Daryl perguntou surpreso e foi a minha vez de sorrir para ele, levemente emocionada.

–-- Vovó Marie me contava a história sempre que eu a visitava. Ela descendia de uma tribo de índios perto de Forks. Os Quileutes, eles também tinham suas histórias. Cresci rodeada de lendas... E eu estou falando demais, acho melhor eu calar a boca.

–-- Não perca a esperança. --- ficamos calados por um momento e acho que ele nunca tinha falado tanto comigo sem me dar patadas, estava estranhamente calmo mas eu gostei sinceramente disso. --- A garota está bem e vamos encontrá-la. Tudo bem? Então mantenha a força que você tem, baixinha.

–-- Ei! --- exclamei assim que percebi do que ele me chamou --- Eu não sou baixinha.

–-- É sim... --- ele deu uma breve risada e eu fiz um bico de manha, não tinha gostado dele me chamando de baixinha.

–-- Não tenho culpa de você ser grande. --- dei de ombros e ele sorriu malicioso, ajeitando a besta em seu ombro.

–-- Você não faz idéia.

Espera... Ele realmente flertou comigo? Não... Só pode ser o sol quente afetando minha cabeça. É, deve ser isso. Por que... Ai ai Daryl Dixon realmente era um gato como o Rob falou.

Pensando nisso eu quero matar aquele viado. O bom do Rob era que ele não era purpurinado, bom só às vezes... Até que era bem másculo e discreto, tão discreto que eu só descobri quando ele rompeu nosso noivado e disse que não podia continuar com aquilo porque ele era gay, mas que gostava muito de mim e continuaríamos sendo amigos.

Claro que eu o quis matar na época e agora também, não sei por que ele me escondeu isso. Não me importava que ele fosse gay, o que me incomodou foi que ele não confiou em mim. Pouco tempo depois ele estava namorando um colega da faculdade, tudo em segredo é claro.

Agora ele era meu melhor amigo e eu realmente temi o perder quando tudo começou, foi realmente muita sorte encontrá-lo em Atlanta, apesar de ele querer me jogar para cima do Daryl. Voltei meu olhar para ele que estava distraído procurando algum rastro e mal me notava, o que eu faria? O Daryl não era do tipo de homem que se atraía por garotas como eu...