Little Hell

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Olá, pessoas! Nyah decidiu sair de férias um tempo né.. Então dessa vez né.. Não fui eu quem demorei, kkk Pois é.. Nesse capítulo, Piper descobre que o frio não é tão ruim assim e Annabeth tem de lidar com uma 'rival'. Obrigada pelo carinho! Adoro os reviews de vocês *----------------* Agradecimentos à minha beta, srta With No mais, boa leitura!

Capítulo 6

"There's a degree of difficulty in dealing with me"

O dia amanheceu frio e chuvoso, e Piper soltou um gemido frustrado antes de sair da cama. Ela odiava dias assim. Ainda mais porque ela sempre esquecia de levar agasalho para a escola.

E era exatamente assim que ela se encontrava naquela manhã chuvosa, na porta da biblioteca: Sem agasalho. A garota olhou o relógio mais uma vez. Reyna não estava atrasada, mas esperar do lado de fora estava congelando-lhe os ossos.

Foi quando ela viu a figura alta de Reyna atravessar a rua. A morena vestia um agasalho roxo com detalhes dourados. Uma calça jeans rasgada na altura dos joelhos e o cabelo preso, tipicamente, em uma trança que caía em um dos ombros.

– Bom dia, Piper. – Reyna disse séria. Piper ainda estava muito concentrada no frio que estava sentindo e na aparência da outra para responder. Reyna percebeu a distração. – Bom dia, Srta. McLean. – Ela repetiu.

– B-Bom dia. Podemos entrar agora? Estou congelando. – Piper resmunga, sentindo suas bochechas queimarem.

– Por que não me esperou lá dentro? – Reyna a pergunta, seguindo Piper para dentro da biblioteca.

– Porque, do jeito que você é, iria achar que eu tinha ido embora ou estava matando sua aula.

– Verdade. – Reyna apenas diz, seca. – Então, onde você e Jason pararam?

– Marco Antônio, Egito. – Piper diz simplesmente, se sentando. A garota se encolhe o máximo possível para evitar o frio.

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Clarisse estava sentada numa das arquibancadas observando o jogo futsal que algumas pessoas estavam jogando. Na verdade, ela estava matando aula na quadra. Era uma forma de não ter que encarar Annabeth, mesmo sabendo que ela não poderia ficar na quadra para sempre.

– Não vai jogar, gata? – Uma garota muito bonita de cabelos negros e olhos azuis chega perto de Clarisse e a cumprimenta com uma piscadela.

– Silena. – Clarisse sorri e a outra apenas se senta a seu lado.

– O que faz na minha turma?

– Estou apenas me concentrando.

– Você está matando aula. – Silena a corta.

– Obrigada por dizer o óbvio. – A morena resmunga e se finge de irritada.

– Por que não está matando aula com alguma garota por aí? – Silena pergunta, sabendo que irritaria Clarisse mais ainda.

– Já disse: Estou me concentrando.

– Tem competição esse fim de semana, né? — Clarisse apenas assente. Silena já ia estender o assunto quando o sinal toca, indicando que era hora delas saírem dali e Clarisse voltar para a sala.

– Ei, La Rue. – Silena chama a amiga

– O quê? – Clarisse se vira para ela com uma expressão meio raivosa, meio frustrada.

– Boa sorte. – Silena sorri e Clarisse se obriga a sorrir de volta. Era impossível ser grossa ou sem educação com Silena, por mais que Clarisse quisesse.

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Após a longa conversa com Piper ao telefone na noite passada, Annabeth decide que talvez, só talvez, ela deveria tentar se aproximar de Clarisse. Tentar esclarecer as coisas, e até ajudar a garota a se envolver menos em confusões.

E, arranjar menos confusões queria dizer estar, pelo menos, em sala de aula durante as aulas. Annabeth sabia que Clarisse estava matando aula. Não que fosse algo raro de acontecer, mas, bem, a loira tinha tomado como uma espécie de missão pessoal fazer a wrestler criar um pouco de senso de responsabilidade com qualquer coisa que não fosse os esportes.

Mas a loira sentiu sua determinação se arrefecer quando viu Clarisse voltar da quadra ao lado de Silena Beauregard, uma garota de belos olhos azuis que fazia a escola inteira babar por ela. Mas o que incomodou Annabeth não era o fato de Clarisse estar matando aula. O que incomodou Annabeth era perceber o quão tranquila a morena parecia estar na presença de Silena.

– Chase! – Infelizmente, Annabeth também percebeu que havia encarado demais e Silena havia captado seus olhos cinzentos sob ela e Clarisse. A loira podia jurar que havia um sorrisinho estampado no rosto da outra.

– Ei, Silena. – Annabeth a cumprimentou sem muito entusiasmo. A loira tentou olhar para Clarisse, mas a morena desviou o olhar.

– Temos de acertar a questão da feira de ciências. Como somos representantes de turma e tudo o mais. – Ótimo, Annabeth pensou. Agora Silena queria lhe dar lições?

– Você tem algum horário livre hoje? – Annabeth a perguntou. Era melhor resolver as pendências da feira o quanto antes.

– O próximo. Mas temos que nos reunir com os outros líderes, não? – Silena a encarou e Annabeth pôde ver uma centelha de divertimento no olhar da outra, o que a irritou.

– Podemos nos reunir agora. Os professores não vão nos barrar. – Annabeth retrucou sem paciência.

– Claro. Vou passar nas salas avisando então. Sala B?

– Sala B. – Annabeth assentiu. Era o lugar que os conselheiros de turma se reuniam.

– Clarisse, você me ajuda a reunir os outros? – Silena se virou para Clarisse, que corou diante do tom de voz usado pela amiga.

– Sim. – A morena respondeu meio sem jeito e já ia acompanhar Silena quando Annabeth segura a outra líder de turma pelo pulso de forma rude.

– Nada disso! Clarisse deve ir para a aula, Silena! – A loira aumenta a pressão no pulso de Silena enquanto a encara de forma ameaçadora.

– Você não manda em mim, Chase! – Pela primeira vez naquela conversa, Clarisse decide falar alguma coisa.

– Eu não, mas você deve certa obediência aos regulamentos. – Annabeth retruca. Se Clarisse queria agir como uma porta, ela também agiria como uma porta.

– Tudo bem. – Silena diz e sorri. – Deixo Clarisse sob seus cuidados. – A garota diz, divertida, e vê tanto Annabeth quanto Clarisse ficarem vermelhas.

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Reyna percebeu o quanto Piper estava se esforçando para não desistir da aula. Não só pelo jeito um tanto quanto difícil da garota, mas também por conta do frio. Ela viu Piper meio que se encolher na cadeira, abraçando o próprio corpo, numa tentativa vã de tentar reter calor.

Reyna tentou evitar que Piper a visse sorrindo. Como alguém poderia esquecer de se agasalhar num dia daqueles?

– Acho que por hoje é só, Piper. – Reyna disse quase não resistindo ao hábito de chamar a garota por Srta.

– Já? – Piper pergunta, surpresa, tirando seus olhos da leitura e os pousando no rosto de Reyna.

– Já deu a hora, Srta. Além do mais, imagino que tenha aula agora, não? – Reyna diz, guardando lentamente seu material na mochila.

– É. – Piper resmunga. – Matemática.

– Tem alguma matéria que você não odeie? – Reyna deixa escapar a pergunta, mas logo se arrepende ao ver a carranca de Piper. – Desculpe-me.

– Pelo quê? – Piper a provoca. – Você não me perguntou nada demais. Esse frio mexe com meu humor.

Reyna apenas suspira. Piper teria sérios problemas se continuasse o resto do dia sem se agasalhar, mas a garota era teimosa, e Reyna sabia que ela não pediria uma blusa ou casaco emprestado a alguém.

Ainda sem saber direito o por quê de suas ações, Reyna se põe atrás da cadeira em que Piper ainda continuava encolhida e pousa seu agasalho roxo nos ombros da garota.

– O quê... – Piper tenta iniciar uma pergunta, mas desiste ao sentir o contato do tecido quente com sua pele.

– Imagino que você ainda tenha um longo dia pela frente. E eu não estou com tanto frio assim. – Reyna diz simplesmente antes de sair da biblioteca.

– Espera! – A garota é barrada por uma Piper confusa na rua. – Eu estou bem! – A garota faz menção de tirar o casaco, mas Reyna lhe segura uma das mãos e a encara séria.

– Fique com o casaco, Piper. Amanhã eu o pego de volta. – Reyna mais ordena do que qualquer outra coisa, mas quando acha que Piper vai finalmente ceder e deixar seu orgulho adolescente de lado, a garota novamente barra seu caminho.

– Por que está agindo como uma samaritana agora?

– Deixa de ser idiota, garota! – Reyna a fulmina com o olhar. – Você está tremendo de frio!

Olhando de perto, ela realmente tem a certeza de que os olhos de Piper não têm uma cor definida e são bem atrativos. Tão atrativos que ela acompanha os olhos da outra garota trilhando um caminho invisível até pousarem em seus lábios. Reyna sente o rosto queimar e decide ir embora daquele lugar. Se Piper não quisesse ficar com o agasalho, que fosse.

– O- Obrigada,.. – Piper diz meio sem jeito, ainda com os olhos fixos nos lábios de Reyna.

– De nada. – Reyna grunhi, sentindo uma dificuldade enorme em se afastar de Piper.

Notas finais
Reviews? Telefones? kkk Até!