Notas iniciais
Olá, senhoras e senhores! Vim aqui postar o capitulo da minha primeira fanfic solo(nessa conta), como prometido para aqueles que viram minha postagem no grupo do Nyah! Fanfiction. Espero que gostem... E... Hm... Eu não cheguei a pedir beta para essa história ainda, então devem haver erros que eu perdi nas minhas revisões, mas estou fazendo meu melhor! As atualizações devem ser feitas aos sábados, provavelmente. Vou tentar manter um ritmo de postagem toda semana, ou a cada duas semanas, pelo menos, ok?

Harry Potter observou o Mestre de Poções sangrando no chão. A batalha final tinha terminado a apenas algumas horas, e ele tinha parado lá, apenas para olhar.

O homem morto parecia pacifico. As rugas de raiva e desprezo de seu rosto tinham desaparecido, e, se não fosse o sangue e as memórias vazando e empapando o chão, Harry poderia pensar que ele estava apenas dormindo.

Mas não estava. Severus Snape tinha morrido, na luta contra o Lorde das Trevas. Ele tinha estado do outro lado, e morreu como um espião. Muitas pessoas tinham comemorado sua morte, sem saber o que ele tinha feito por eles. O quanto ele tinha sacrificado. Tudo, por Lily Potter. Ou, mais especificamente, Lily Evans.

Haviam muitas mortes, Remus, Tonks, Fred... Até Colin Creevey, que se quer deveria estar na escola. Muitas mortes erradas. E Harry se arrependia de cada uma delas, com todo seu ser. Se apenas ele tivesse sabido antes, se ele tivesse descoberto antes... O jovem bruxo amaldiçoou as maquinações de Dumbledore. O Bem Maior era apenas um nome. De que adianta salvar o mundo, se pessoas devem ser sacrificadas para isso?

Naquele momento, Harry percebeu que Dumbledore era apenas como Voldemort. Apenas não era pior, porque seus motivos ainda soavam nobres, e Harry poderia entender.

Não quer dizer que ele gostava, nem que faria isso se fosse ele.

Apesar dessas divagações, naquele momento, Harry estava mais focado no homem morto no chão. Snape. Severus Seboso Snape. De todas as mortes, essa era a que lhe dava a maior sensação amarga na boca do estomago. Snape era tão parecido com ele. Mas ao mesmo tempo tão diferente.

Quando ele era apenas Harry, o menino-que-sobreviveu tinha sofrido longos anos de bullying e abuso, nas mãos de quem o rodeava. Snape tinha sofrido isso também, nas mãos de seu pai, e, mais tarde dos Marotos. Ambos tinham sido homens quebrados, veteranos de guerra no corpo de crianças, e foram manipulados por Dumbledore como peças no pequeno jogo.

Peões.

Uma risada levemente histérica saiu dos lábios do moreno quando percebeu isso. Ele era um peão no jogo de Dumbledore, exatamente como Snape. Eles até poderiam ser irmãos, com como as coisas soavam.

O jovem bruxo se levantou, com um suspiro. Ele sabia que Snape nunca receberia um enterro adequado, desde que era considerado o mal, e não tinha família ou amigos. Com pesar, ele fez seu caminho para o túnel da Casa dos Gritos apenas para parar, quando sentiu uma presença fria. Sua respiração parou em seu pescoço, e ele se sentiu subitamente como se tivesse sido jogado num lago congelado. Era uma sensação muito semelhante à de um Dementador, mas ao mesmo tempo, diferente. Ele não podia ouvir os gritos de sua mãe em seus ouvidos, muito menos sentir o cheiro de enxofre da guerra. De qualquer coisa, apesar do frio, ele só podia sentir uma sensação calma que o tomou.

— Harry... Potter... — Ele ouviu. A voz era fraca e rouca. Não dava para saber se era de um homem ou uma mulher, e vinha da sua direita. O garoto virou os olhos para aquela direção, intrigado.

Seu coração quase parou, observando a figura encapuzada. Seu capuz era preto e cobria todo o rosto, exceto pela mão pálida e esquelética. Ele piscou, percebendo que parecia muito com o estereótipo da Morte trouxa.

— Quem é você? — perguntou cautelosamente. Sua mão foi para a varinha. Apenas no caso.

— Não tema. — A pessoa pediu, ainda com a voz rouca, mas suave. — Não vim para lhe fazer nenhum mal. Eu sou apenas uma velha amiga.

Harry ergueu a sobrancelha para essa informação. Ele certamente não se lembrava de ter conhecido tal figura antes. Tinha quase certeza que se lembraria.

Provavelmente seguindo sua linha de raciocínio, pessoa riu.

— Você nunca me viu, meu rapaz. Mas me encontrou, várias vezes. — disse, misteriosamente. — Eu vim para lhe oferecer um acordo.

— Não estou interessado. — Harry prontamente respondeu. Os Dursley não tinham sido gentis com ele, mas se havia uma lição que ele tinha aprendido era não fale com estranhos. Pensando nisso, provavelmente havia sido para impedi-lo de falar sobre o abuso, mas ainda valia.

— Tem certeza? Certamente você gostaria de ouvir a minha sugestão antes de nega-la completamente. — Ele não podia ver, mas ouviu o sorriso na voz da pessoa. — Afinal... A morte de Severus Snape foi realmente lastimável, não concorda?

O garoto se sentiu tenso. Não tinha falado sobre isso para ninguém, fora Rony e Hermione. Confiava que seus amigos não tinham dito nada sobre isso a um completo estranho, então, como?

— A vida dele, no entanto, foi algo mais lastimável ainda. Cruel. — A pessoa continuou a falar, ignorando a tensão de Harry. — Eu não posso concertar a morte dele. Há pequenas regras irritantes sobre como isso funciona. Entretanto, eu posso ajudá-lo a mudar a vida dele e, consequentemente, sua morte.

Harry piscou, lentamente.

— Você não faz sentido. Está delirando. — declarou, depois de alguns segundos.

A pessoa riu, baixo.

— Você não é uma criança muito impressionável, não é, Harry? Não se preocupe, não se preocupe. Apenas preciso que me responda uma pergunta. Assim que responder, vou embora e você não irá me ver novamente por um longo tempo.... Ou assim eu espero.

— Certo, certo. Diga. — Harry disse, impaciente. Ele realmente queria poder voltar logo, para assistir alguns funerais, além de ter que conversar com Andrômeda sobre o futuro de pequeno Teddy.

— Se você pudesse salvar Severus Snape, e várias outras pessoas dessa guerra, você salvaria? Voltaria, sacrificaria sua vida para isso?

Harry não precisou pensar para responder.

— É claro! — Era exatamente sobre isso que ele tinha pensado durante toda a noite!

A pessoa ficou em silencio, antes de rir novamente.

— Pois bem... desejo-lhe sorte em sua empreitada.

Ela estralou os dedos e, fácil assim, o mundo de Harry se dissolveu ao seu redor.

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Quando Harry abriu os olhos novamente, ele estava sentindo uma dor de cabeça enorme. Sua visão era turva. Onde estão meus óculos? Foi seu pensamento, enquanto ele tateava ao redor.

— Cuidado, pequeno. Você bateu a cabeça realmente forte. Não se mova demais. — Uma voz suave falou. Ele paralisou, confuso. Estava falando com ele? E pequeno? Que era isso? Harry não era pequeno desde o seu sexto ano, quando finalmente chegou no surto de crescimento.

A pessoa estava lentamente entrando em foco em sua visão, mesmo sem seus óculos. Era uma mulher, de cabelos negros um pouco... gordurosos, e olhos escuros. Parecia nitidamente com Snape, Harry notou com diversão. Muito, muito mesmo.

— Oh, você está bem. Por um segundo, achei que tinha realmente machucado. — A mulher misteriosa disse. — Como está se sentindo, Thomas?

Thomas? Harry pensou em confusão. De quem está falando?

Ela continuava a olha-lo, como se esperando uma resposta. Harry mordeu o lábio inferior, confuso e silencioso. Que diabos ele deveria fazer? Ela estava confundindo-o com outra pessoa! E com o nome Thomas depois de tudo! Ele se sentiu quase ofendido de ser chamado pelo mesmo nome de batismo de Tom Riddle.

— Thomas? — chamou novamente a mulher em tom preocupado. Harry continuou olhando-a inexpressivo. — Oh, Merlin. Você perdeu a memória? — Ela empaleceu.

— Não sei do que está falando. — Harry finalmente retrucou em tom aborrecido. — Quem é você?

Ela parecia prestes a chorar.

— Tobias... Eu vou mata-lo. — Ela murmurou baixo. — Sou eu, Tommy. Sua mãe.

O que?

Harry piscou, confuso, sentindo sua cabeça latejar. Sua mãe era... Ele arregalou os olhos, quando percebeu que não se lembrava. Sentiu-se em pânico.

Acalme-se... Acalme-se... Disse a si mesmo. Você é Harry. Sim, sim, Harry... É meu nome. Eu sei disso. Minha mãe... Eu não lembro. O pai... Mordeu o lábio. Não se lembrava, também. O que mais eu lembro?

Seus olhos se arregalaram.

— Severus Snape! — disse, baixo. Ele se lembrava disso. Era alguém importante. Ele devia protege-lo. Havia um sentimento amargo de arrependimento, com esse nome, também.

— Você lembra de Sev? — A mulher perguntou, mais aliviada, e, ao mesmo tempo, parecendo preocupada.

Harry... Ou Thomas, pelo que a mulher tinha dito, acenou com a cabeça, silenciosamente. Severus era importante.

— Certo... Sabe quem ele é?

Thomas negou e a mulher suspirou, em um tom deprimido.

— Sev é seu irmão Tommy. — Ela disse, suavemente. — Seu irmão mais velho. Por dez meses. Eu sou sua mãe, Elieen Snape... E seu pai é Tobias Snape.

O nome causou um estremecer em Thomas. A mulher olhou tristemente para isso.

— Tem certeza que não lembra de nada?

— Não, senhora. — respondeu, honestamente. — Lembro do nome de... Severus. — falar aquilo tinha um som desconfortável em sua boca. — E mais nada.

Elieen suspirou, baixinho.

— Certo. — Ela se aproximou e beijou a testa de Thomas, que corou, lisonjeado com esse pedaço de amabilidade. Ele tinha a sensação que não eram muitas vezes que ele recebia algo assim. — Durma um pouco, sim? Vamos dar um jeito nisso.

Thomas acenou com a cabeça, timidamente, e virou de costas, identificando que estava deitado numa cama, agora.

Assim que ele ouviu a porta batendo, ele se levantou, embora. Percebeu que estava num quarto pequeno e escuro. Tinha uma sensação claustrofóbica nele, mas o garoto ignorou. O quarto era em sua maioria simples. Cinza, com duas camas velhas de latão, uma escrivaninha e um guarda-roupas velho. Não havia pôsteres brinquedos. Olhou ao redor, procurando algo para poder se ver, até que encontrou um espelho, dentro do armário.

Ele encarou a si mesmo e suspirou. Parecia um estranho. O seu cabelo era negro, mas de longe muito menos gorduroso que sua suposta mãe. Isso significava que era mais bagunçado, também. Percorreu seu rosto, percebendo que era jovem. Algo entre cinco ou seis anos de idade. Seus olhos eram azuis, contrastando com o preto de seu cabelo e a pele branca e pálida. Seria a única cor nele se não fossem as manchas roxas em seu rosto e um pouco de sangue de um corte em sua testa, que tinha sido tampado por um curativo.

Abuso. Pensou, vagamente. Fazia sentido. A reação e Elieen tinha sido de medo e irritação, mas consternada. Ela também tinha dito um nome... Tobias, que era seu pai. Thomas perguntou se seu pai que tinha feito isso. Era provável. Um sentimento estranhamente descontente se formou. Se fosse verdade, Eileen assistia seu... Possivelmente seus filhos serem abusados, e, embora não aprovasse, não ajudava? E seu pai... Por que inferno um pai faria isso com uma criança?

Com um suspiro, Thomas se largou na cama novamente e fechou os olhos. Talvez fosse melhor dormir, mesmo. Com esse pensamento, ele tomou uma respiração profunda e caiu no sono.

Notas finais
Então, gostaram? Se gostaram, por favor, deixem um comentário falando sobre isso! E se não gostaram, bem, deixem um comentário me dizendo no que melhorar! Faz quase um ano que não escrevo nada solo, então estou meio enferrujado, e, com a ajuda de vocês, talvez essa história chegue a ser incrível! Estou sempre disposto a ler os comentários e responde-los, então, não fiquem tímidos(as), senhores(as)! Até o próximo capitulo! Ass: Nicholas Richard Sanders