Litlle Things
2 Cicatriz
Bati os dedos na calçada durante tanto tempo que minha unhas ficaram doloridas, eu deveria estar no orfanato a duas horas, mais não estava preparada para conhecer minha nova família.
Eram quase onze da noite e eu ainda não achava a coragem para levantar daquele chão duro e imundo. Ouvi alguns passos ecos vindo em minha direção. Ótimo! Eles me acharam!
- Annabeth o que está fazendo aqui?
Ergui a cabeça. Estava super encrencada! Me levantei, e fui puxada para longe, ele estava irritado. Isso não era um problema, mais quando Percy passava dos limites coisas ruins aconteciam. Com pessoas de muito poder!
- Percy para! – eu gritei, finquei os pés no chão, meus tênis surrados estavam deixando meus pés quentes – Eu não quero ir para outra casa e ver que não vai rolar! Eu estou cansada de ver pessoas me devolvendo. Não sou um objeto de trocas!
Ele parou, me puxou para mais perto de si.
- Percy?
- Xiii...
Então eu ouvi passos e barulho de duas motos vindo em nossa direção. Me agarrei ao braço de Percy e esperei respirando com uma dificuldade que me fazia ter vertigens.
- Perseu Jackson você não fez o que eu pedi!
Seja lá quem era o garoto, ele tirou o capacete, havia uma cicatriz no rosto, seus olhos eram azuis e ele era loiro, havia mais dois ao seu lado, um era exatamente do tamanho de Percy, tinha olhos azuis e cabelos loiros e outro era moreno. Com o cabelo todo encaracolado.
- Eu não vou fazer! – Percy deu passo e me escondeu atrás de si – Nem deveria ter pedido seu tempo em vir aqui.
- Seu pai irá ficar decepcionado! – o garoto sorriu – Ele não vai gostar de saber que você continua naquela espelunca só para cuidar de uma garota!
Espelunca? Será que ele estava falando do orfanato?
- Luke...
O moreno apontou em minha direção. Luke deu alguns passos a frente e me fitou, ele deu uma gargalhada.
- É ela? – ele deu mais um passo – Devo dizer que ela parece ser adorável!
Nesse momento Pery recuou e me puxou, olhei para trás e vi que o tal do Luke ainda permanecia no mesmo lugar.
- Perseu, não fuga de sua responsabilidade! Você herdou isso!
- Por que você não mete nessa sua cabeça que eu não vou me aliar a seu grupo de pessoas sem nada para fazer?
Ele parou e se virou, fiz a mesma coisa. Luke ainda permanecia no mesmo lugar.
- Mandamos uma carta para o seu lar, eles já sabem qual é a sua verdadeira idade! Acho melhor você não pisar mais naquele solo de pessoas que acham que são órfãos.
- Percy o que... – eu sabia que eles não ouviram, mais quando Percy me fitou eu vi que ele estava tenso. Preocupado. Ótimo! Aquele loiro metido a idiota estava ganhando minha irritabilidade.
- Você não fez isso!? – soava mais como uma pergunta. Percy estava preocupado, e não conseguia esconder. Verdadeira idade! Ao que parece isso era um fato.
- Sim eu fiz! – Luke se abaixou e começou a cutucar o chão. Garoto estranho! – Ande, leve sua princesinha para casa. Ou consequências irão rolar.
Percy apertou meu pulso e se virou, tomamos o caminho mais longo para o orfanato, o que me deixou irritada, já que todas as perguntas que eu fazia ele não respondia, ficava murmurando xingamentos.
Foi só chegar no portão que Sra. Rachel esperava batendo as botas pesadas na porta.
- Annabeth Chase, você está muito encrencada mocinha. Entre! E vá para seu quarto! – eu parei – Não me faça aumentar o seu castigo para mais um mês limpando a cozinhas e o banheiros.
- Banheiros? Isso é escravidão.
- Não! Isso é tomar vergonha na cara. Agora! Suba!
Percy soltou a minha mão. Ele a fitou e eu sabia que algo acontecia entre aqueles dois. Rachel era ruiva e alta, era um ou dois centímetros maior que Percy.
Andei até a porta e a fechei. Então eu fiz algo inesperado, passei pela sala e abri a porta da cozinha com minha chave extra que eu roubara quando tinha 10 anos. Ninguém sabia dela, só Percy! Tentei fazer o mínimo de barulho possível, dei a volta na casa e vi os dois no jardim.
Percy estava sentado no banco com as mãos na cabeça, Rachel andava de um lado para o outro.
- Percy eles estão investigando, eu tentei falar que era uma brincadeira de mal gosto mais a carta tem a assinatura de uma pessoa do fórum. Luke pensou bem! Ele quer você longe da garota!
- Eu não vou deixar a Annabeth sozinha, eu prometi para mãe dela.
Como é que é?
- Eu sei que foi uma promessa, mais você tinha quantos anos? Quatro? Cinco? Não vale mais nada. A garota é filha de pessoas que já mataram por dinheiro. A cabeça dela vale milhões e Luke sabe disso, e quer a grana!
Eles estão mesmo falando de mim? Que historia é essa de minha cabeça valer milhões? E por que essa tonta ruiva disse que meus pais mataram por dinheiro?
Espera! Quem são meus pais?!
Me escondi perto dos canos de agua e continue a ouvir, eu não era uma garota xereta, só uma garota interessada em saber por que aqueles dois estavam falando sobre mim! Eu não estava fazendo nada de errado.
- Os dias de meu estagio acabam semana que vem, eu não vou mais ficar aqui alimentando uma ideia maluca de sua cabeça cheia de nada! – Rachel sentou ao lado de Percy – Sabia que as famílias que se alinham ao Olimpo tem grandes mordomias.
Ela se inclinou e puxou o rosto dele para si. Percy recuou tão rápido que meu coração quase saltou da boca.
- Preciso que fique mais um dias, vou ter que me afastar. Quero que fique de olho nela!
- Não Percy, eu não vou cair em seu charminho outra vez, eu vou pra casa, preciso falar com Calypso, ela me disse que Piper esta arrumando problemas.
Ela se levantou, ele puxou-a para si e mexeu em seu cabelo, foi um beijo tão intenso que chegou a ser... mentiroso.
- Fica... – ele sussurrava em seu ouvido.
Ela soltou um gemido e se afastou.
- Não! Eu não vou ficar! Eu não vou cair em tentação outra vez. Vou pegar minhas coisas, o conselho quer te ver na Sala Principal. Você esta nessa sozinho!
Rachel se virou em minha direção, sai correndo na mesma hora.
Depois de ter dado um limpa em meu quarto, ter ficado meia hora no chuveiro e ouvir os gritos de Fred me dizendo que eu era uma “Esbanjadora de agua” tentei dormir. Rolei na cama por meia hora. Até que fiquei curiosa.
Vi Percy entrar na Sala, e quase tentei me esconder no duto de ar como sempre fazia quando Fred me chamou para ajuda-lo na cozinha, e me fez prometer que amanha eu iria preparar o café da manhã.
Depois de umas horas ouvi uns gritos, mais quando tentei sair, alguém bloqueava minha porta. Fred apareceu e me disse que se eu saísse estaria super encrencada. Mais encrencada do que eu já estava era impossível!
Tentei empurrar, mais quando consegui, não tinha ninguém no corredor, só um Fred rindo de minha cara.
Me sentei na cama desejando meu celular ultrapassado, pelo menos ele tinha musicas e um fone de ouvido. Estava andando de um lado para outro do quarto, pronta para destrancar a porta e sair quando ouvi um assovio e uma pedrada na janela.
Eu sabia quem era.
Puxei a trava e abri. Percy estava com uma cara péssima!
- O que...
- Fui expulso do orfanato! – ele disse enquanto abria as portas de meu armário e tirava as poucas peças de roupas que eu tinha.
- O que...
- Vamos embora! – ele abriu a mochila azul que ele carregava e foi enfiando tudo dentro, pegou meu braço e me fitou – Vem, quer mesmo ficar aqui?
- Você sabe que não, mais eu quero saber por quê? Isso tem haver com a promessa que você fez a minha mãe? – perguntei irritada – Por que se for, quero explicações. E qual é a sua idade, você não tem 16 não é mesmo?
- Não, tenho 21. Agora venha, não me faça pegar você no colo.
Fitei meu quarto. Era um lixo de moveis, uma única cama, e um armário de madeira com um espelho quebrado. E adivinhe, não fui eu quem quebrou!
Ganhei um machucado no joelho enquanto descia da janela do segundo andar da casa, tive que ter muita força de vontade para não pisar na cabeça de Percy e pisotear até a morte! Me xinguei internamente por ter feito essa loucura, mais quando dei por mim, já estava dentro de um carro esportivo sentido o ar gelado e super confortável. Coisa rara em minha vida! Muito rara!
- Agora você precisa me explicar alguns... detalhes importantes sobre minha suposta família! – liguei o radio – Detalhes que você já deveria ter me contado!
- Posso contar essas coisas quando estivermos em um local... seguro? – ele olhava a todo momento para os lados, abaixava a cabeça para fitar melhor a estrada – Estamos sendo seguidos!
Tentei olhar pelo espelho retrovisor, e entendi, havia uma moto vermelha nos seguindo. Uma moto vermelha, com uma garota de cabelo vermelho em um capacete vermelho aparentando estar muito, muito zangada!
- Sua grilfriend está nos perseguindo! Devo denuncia-la ao FBI por possessão?
- Você devia parar de soar tão... irônica! Está parecendo uma velha na menopausa!
Acho que eu deveria ter entendido a frase! Coisa que não aconteceu no meu cérebro!
- Eu não estou na menopausa. Sabia que homem também tem menopausa, quando você ficar velho, sua bunda vai murchar e você não irá achar as suas calças!
Ele me olhou, olhou, olhou e riu.
- Annabeth, você anda assistindo muito televisão! – ele freou o carro – Fique aqui!
Até parece! Abri a porta e o segui. Rachel estava com uma cara de cachorro que havia sentado na própria bosta. Cara! Eu estou muito paranoica hoje!
Percy me olhou com uma cara que era para impor medo. Não rolou!
- Oi Senhorita Rachel, como vai sua faculdade? – perguntei.
Ele me ignorou. Garota ruiva estupida!
- O que você está fazendo com esse projeto de irritância?
- O sua desmiolada, dirija a mim quando eu estiver presente! – e coloquei as mãos na cintura, Rachel era bem mais alta – Sabia que possessão é doença! Você deveria se internar naquelas clinicas onde eles algemam as pessoas na cama e batem quando fazem coisas doidas. Como perseguir garotos que um dia terão bunda caída e não encontraram suas calças!
Percy me olhou como se eu estivesse maluca. E sabe o que é? Eu estava realmente maluca! Não, maluca não, pirada. Estava prestes a entrar em um colapso e explodir internamente.
Se sou dramática? Não! Só sou uma garota preste a voar em cima de uma ruiva que me mandou lavar banheiros! Eu comecei a odiar ruivas e privadas que contem coisas duras, verdes musgos, pretas ou marrons. Coisas que pessoas fazem para se esvaziar depois de encher a pança!
- Ótimo! Vejo que ela ainda não sabe que foi seu pai que matou o papaizinho professor dela! – Rachel soltou em um jato, seus olhos estavam cheios de lagrimas. Acho que a ofen...
Espera um pouco! “Vejo que ela ainda não sabe que foi seu pai que matou o papaizinho professor dela!”
Que historia era essa? Meu pai. Morte. Percy. Pai de Percy. Professor.
Não gostei dessas palavras em uma única frase. Não gosta da palavra morte em uma frase que contenha coisas da minha família! Família que eu nunca conheci!
É isso mesmo, sou uma garota de 16 anos que passou a vida inteira sozinha em um orfanato lavando privadas, remendando roupas e estudando que nem maluca para conseguir passar em uma faculdade. Ou tentar ganhar uma entrevista!
- Percy o que...
Então, faróis de carros e motocicletas apareceram na minha linha de visão. Percy que já estava tenso pegou meu braço e me puxou para o carro, eu teria evitado, teria chutado o meio das pernas dele e ter exigido saber que merda era aquela que a doida ruiva dissera.
Mais expressão dele era de medo! Muito medo!
Quando chegamos ao carro ele pisou no acelerador, já que o carro estava ligado.
- Você. Não. Vai. Morrer!
Engoli em seco. Da ultima vez em que Percy fizera aquela voz, fomos parar na delegacia, e eu ganhei uma cicatriz na batata da perna depois de termos nos metido em uma briga com facas de cozinha. Foi muito, muito dolorido!
- Morrer não é bom! – eu disse enquanto tentava não ver minha imagem com uma bala atravessada na minha cabeça. Uma visão terrivelmente dramática.
Os pneus do carro estavam fazendo um barulho que meu tímpanos gritavam de agonia, Perseu xingava cada obstáculo que aparecia em nossa frente. Então ele fez uma coisa digna de ocar de idiotice. Saiu da estrada e entrou na floresta.
- Sabia que existem guaxinins morando alegradamente com suas famílias nessa floresta! – resmunguei – Todos os seres vivos merecem ter uma vida longa e prospera!
- Annabeth! Me faz um pequeno e muito gostoso favor?!
- Depende da minha força de vontade.
- Fica quieta!
Fiz meu melhor bico, e quando me preparava para dar uma resposta inteligente e que o deixaria com aquela cada de “essa menina parecia tomar um soco de realidade” ou “seu lugar é em uma clinica de reabilitação para pessoas com sérios problemas mentais”. Perseu bateu em uma arvore totalmente de proposito!
- Saia! – ele abriu a porta e eu o segui olhando para o carro em estado de calamidade publica.
- Você assassinou seu carro! Sabia que muitas pessoas precisam de coisas com quatro rodas para andar?
- Você fala demais! Parece uma metralhadora cheia de palavras que minha mente não consegue raciocinar!
- Não é minha culpa se você não tem capacidade de entender minhas colocações estratégicas!
Ele me fitou por longos dois segundos, revirou os olhos e me puxou para mais fundo na floresta, nesse momento meu subconsciente ordenou-me a ficar quieta. Tropecei em todos os tipos de raízes grossas e grande de arvores. Sabia que as solas de meus sapatos não iriam aguentar nem mais meio quilometro daquilo,
Então eu avistei a coisa mais linda de toda a natureza. Uma enorme coruja branca com olhos de assassina de aluguel.
- Awwwm... – eu parei – Que coisa mais linda, corujas me lembra de chocolate derretido! Você gosta de corujas!
- Não, elas me lembram de coisas inteligentes, e eu não gosto de pensar isso me deixa com enxaqueca!
- É, você não gosta de corujas mais quando vê uma cupcake azul pareceu uma criança com sérios problemas de indigestão.
- Mais é azul, a cor azul é totalmente interessante!
Olhei para ele, Perseu parecia em gay, ou um homem com cérebro de esquilo!
- Sabia que a maioria de minhas cuecas tem tons diferentes de azuis! A cor me relaxa e me faz ter pensamentos positivos!
Demorei meio segundo para administrar o que ele me dissera.
- Você tem sérios distúrbios emocionais!
- Você quer enfrentar a fúria de uma garota que acha tem a posse de minha vida ou ficar admirando um bicho com olhos grandes e com sérios problemas de torcicolo?
Eu queria muito ficar com a coruja, já estava até pensando em nome que lembraria olhos grandes, meu eu queria saber onde Percy estava me levando. Estava super curiosa! Será que era a casa dele?
Mais sinceramente, que maluco mora no meio de uma floresta? Tudo bem que respirar ar puro faz bem para a saúde e ficar perto de corujas ajuda a apurar a inteligência, ainda mais pelo fato de estar cercado por insetos que deixam a pele super irritada.
Então eu encontrei a arvore mais estranha da minha vida, era a única sem folhas e troncos na cinza com lascas na cor musgo, olhei em volta e todas as arvores estavam cheias de folhas e com seus troncos em perfeito estado.
- Arvore interessante! – falei meio sem entender o motivo de tudo aquilo.
- Quando você estiver sozinha, pegue essa árvore como ponto de referencia, vai guia-la até minha casa!
Ele soltou meu braço e começou a andar, o segui tentando prestar atenção onde pisava, alguma coisa me falava que eu iria realizar esse trajeto varias vezes por vários dias!
- Está vendo essa raiz apontada para este lado? – ele colocou o dedo na ponta da raiz – Quando você chegar aqui peque o caminho contrario!
Olhei para onde ele apontava e tive que admitir ser uma ideia interessante, qualquer pessoas que não pareasse para pensar, seguiria o rumo que a raiz guiava, para o leste. Situação curiosa, mais bem inteligente.
- Siga reto, não vire em lugar nenhum, e nem fique parecendo uma lunática fitando os animais – ele se levantou – Você vai encontrar uma cabana, vá até o ultimo quarto do corredor, puxe o tapete e abra o alçapão!
Enquanto ele falava eu imaginava uma cabana com um alçapão em baixo de um tapete que poderia ser na cor azul ou verde.
- Faça um pequeno e preciso esforço. Tente puxar o tapete quando entrar! – ele tirou uma caneta com lanterna do bolso e um maço de chaves – Tome cuidado!
- Aonde você vai? – todo o ar de ironia saiu de mim naquela hora – Você... Per...
- Calma! – ele tocou meu rosto e pegou um cacho de meu cabelo – Vou comprar umas coisas, vou voltar rápido. Quando chegar em casa você vai achar um celular perto da televisão, por favor. Me ligue!
Eu não sabia o que fazer, fiquei olhando para Percy enquanto ele se afastava, depois de alguns passos ele se virou e me encarou sorrindo. Suspirei, abaixei o olhar e continue meu caminho ao contrario. Não sei por quanto tempo ele ficou parado me olhando, mais depois de um tempo, eu só conseguia imaginar em como sair daquele lugar e me deitar.
A cabana era a pior coisa que eu já vira, a madeira estava todo descascada, a porta estava emperrada e cheirava a esgoto, mesmo com a chave foi difícil abrir. Tive que chutar, empurrar e ter hematomas no quadril para conseguir entrar.
Dentro o que eu encontrei não era o que eu esperava, todos os moveis estavam em perfeito estado, as paredes eram na cor verde claro e quase senti vontade de deitar no sofá branco e dormir, andei até o final do corredor e encontrei um tapete pesado de pele perto de uma cama daquelas de motel. Meu braço tomou um choque quando ergui o tapete. Vi a argola da pequena porta e a puxei.
Avistei o reflexo de uma lanterna e um degrau de madeira, coloquei as pontas dos pés no pequeno espaço, o chão do quarto ficou na base de meu peito, me debrucei sobre o tapete e o puxei com toda a força que encontrei, joguei-o para cima, peguei a argola e pulei!
Ouvi um barulho estranho. Me endireitei e senti um desconforto horrível no pé direito, dei o primeiro passo e meu corpo todo ficou molenga, coloquei a mão na parede e respirei fundo. Fitei o corredor escuro e me abaixei para pegar a lanterna.
Tive que ter muita força de vontade para não me sentar e começar a chorar!
Contei até 10 e comecei a dar um paço de cada vez enquanto meu pé latejava, o corredor era enorme, sem nenhum tipo de iluminação a não ser pelo piso branco e cinza. Depois de quase 15 minutos minha cabeça encontrou uma porta preta feita de madeira com uma maçaneta dourado com um símbolo parecido com o do Edifício Empire State.
Tirei a chave do bolso e entrei fechando a porta, o lugar tinha pouca iluminação, se não fosse pelo sofá vermelho eu teria me jogado no chão para descansar.
Meus olhos tiveram dificuldades para se acomodar com a luz do quarto, estava deitada em um colchão delicioso, o lenção era verde mar e o edredom era cinza com corujas marrons.
Foi então que me lembrei de meu pé fraturado. Me sentei e puxei a coberta e vi ataduras no meu pé direito. Percy deve ter chegado e me encontrado jogado no sofá e me ajudado. Estava preste a puxar um pouco da faixa para ver o estado quando ouvi vozes.
Levantei com uma dificuldade que me irritou e ouvi metade de uma frase.
- ... você está praticamente expulso do Olimpo, agente está tentando amenizar as coisas...
- Piper, eu vou me virar, não preciso de uma organização idiota para me manter vivo. Além do mais Annie..
- Agente sabe que ela precisa de você, mais será que ela realmente merece tanto sacrifício? Percy a culpa não foi sua pelo assassinato do pai dela não há necessidade de permanecer com seu juramento.
Outra vez essa coisa de juramento. Mais que droga que era essa coisa? E por que todo mundo odiava essa coisa? Será que eu era tão horrível assim para a humanidade? Vai entender.
- Você não a conhece...
É! Ela não me conhecia!
Abri a porta e encontrei uma sala em perfeito estado que depois eu irei descrever, uma garota uns dois centímetros mais alta que eu estava parada com os braços na cintura. O seu cabelo descia em duas tranças com fitas na cor branca.
- Annie? O que...
- Quieto Cabeça de Alga! – eu me virei para ela – Então, você é...
- Piper. E você não era o que eu esperava, sinceramente.
- Piper você poderia voltar outra hora? – Perseu me cortou, Piper arqueou as sobrancelhas e me fitou por um longo tempo, depois se virou e saiu.
- Percy eu..
- Você iria falar alguma coisa que provaria que o que eu disse era verdade. Você é maluca, e uma nerd que gosta de meter o dedo onde não é chamada. Deveria estar na cama! Fratu...
- Porque você fez um juramento?
Percy me olhou, me pegou no colo e me levou até o quarto, deitou-me na cama. Seja lá o que ele for me contar, estava o deixando perturbado.
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