Lithium.

1 One-Short


Notas iniciais
Essa one se passa antes da briga do Lobão e da Nat... Algo que euzinha pensei, algoque poderia ter ocorrido.
A one é baseada na musica do Evanescence: Lithium. Eu gosto da musica então resolvir fazer, acho que não seguiu fielmente o que a letra da musica diz, mas de vederdade eu eu tentei muitoooo! Então vamos lá? Boa leitura!!

A cada soco parecia que a dor desaparecia um pouco mais, saber que esta condenada a viver sem o homem que você ama é a mesma coisa de viver sem respirar, impossível! É como estar presa dentro de si mesma e não conseguir sair é como a dor que nos sentimos ao estar trancafiada dentro de um pequeno baú e não conseguir se mover é simplesmente doloroso estar trancando dentro de si mesmo. Eu até mesmo gostava de sentir saudades, pois sei que quando o encontrasse iria ser melhor do que da ultima vez, iria ser mais apaixonante do que nunca. Agora terei que ficar longe da única pessoa que me amou, terei que viver na minha tristeza profunda sem ninguém para me socorre como ele sempre fazia, me socorria da minha tristeza, me trazia a vontade de viver, a vontade de sorri, a vontade de enfrentar meu pior pesadelo: Lobão.

Olhei para trás e o vi me encarando, como a academia estava vazia não tinha problemas de o Duca aparecer, tinha que parti e deixá-lo aqui, ele tinha que cuidar da sua avó e eu teria que sobreviver. O abracei e neguei para mim, não podia o deixar sofrer não por mim, não por minha causa. Ele me abraçou um pouco mais forte, como se ele soubesse eu queria fugir, pulei em seu colo e ele me levou até o ringue, sim estávamos na academia do Gael, deitamos. Meu coração bateu mais forte que o normal, mas parecia que iria parar a qualquer momento. Deitei em seu peito enquanto ele alisava meu cabelo. Não nascemos para ser românticos, éramos sempre quentes e nunca pensávamos somente em conversar, mas aquele momento não conseguir pensar em nenhum momento em sexo, só em quanto estávamos correndo perigo.

Acordei com algumas vozes, uma briga estava acontecendo, levantei fazendo Duca se assustar e levantar também. Minhas mãos ficaram frias e sentir o medo percorrer em meu corpo. Era o Lobão e ele estava com seus capangas, o Gael resistia em fazê-lo não avançar sobre nos dois. As lagrimas já rolavam sobre minha face e eu não as impedias de cair. Mesmo estando em pleno verão sentiam tão frio, as cores pareciam sumir de pouco a pouco e só restar o branco do gelo que formei em minha cabeça. Duca me abraçou e falava algumas coisas para me acalmar, mas não conseguir nem se quer por uma vez me acalmar.

Minhas pernas estavam fracas de mais e não conseguir me segurar cair com tudo em cima do ringue, todos que estavam em do lado de fora entram no ringue. Eu sempre fui um erro, mas às vezes eu me pergunto; Por que será que sou tão errada assim? Ou talvez; Por ninguém gosta de mim assim? Mas eu vejo que a resposta não existe que eu sou e sempre serei uma pessoa totalmente infeliz, principalmente agora que não terei quem eu amo do meu lado. Alguns garotos da academia me ajudam a levantar, mas eu só queria estar no chão chorando e pedindo desculpas ao Duca por ter estragado sua vida.

Não quero fazer o Duca sofrer, então terei que aprender que nunca serei feliz ao lado de ninguém, não queria, porem terei que me trancar dentro de mim mesmo, colocar minha mascara de marrenta e tentar fingir que nada aconteceu, que eu nunca o conheci, que nunca o amei, que nunca houve esse amor que me fez feliz e me faz feliz.Terei que aprender viver sem o seu sorriso e sem a sua alegria que passava como a eletricidade passa de um corpo para o outro, sem sua voz me chamando de marrenta ou algo parecido. Então terei que ficar ainda mais apaixonada pela minha tristeza para que eu não possa nunca mais dizer que eu o amei, ou que eu o amo, que eu o quero perto do meu corpo.

Lobão me puxou dos braços dos meninos me arrastando pela academia. Sentia-me tão humilhada, tão inferior que nem conseguir pensar eu consigo, só enquanto estou deixando meu amor escorrer em minhas mãos e eu simplesmente não estou fazendo nada. Paro de repente, talvez uma surpresa para o Lobão, mas uma certeza para mim. Eu vou lutar pelo meu amor! Não deixaria se afogar minha única vontade e minha única vontade naquele momento era voar e voar com meu amor, ficar com ele até ele não me agüentar mais.

Mesmo na escuridão eu me conheço, e mesmo na escuridão eu não deixaria me controlar, não mais. Ele me segurou mais forte, não sabia mais o que fazer se me debateria até ele me soltar ou continuaria.

- Me deixe ir Lobão! Por favor. – Tentaria.

Ele se aproximou de mim e passou uma das suas mãos em meu rosto, logo depois em meus lábios. Sentir uma dor em meu peito, mas nada se comparou a dor que ficou em meu rosto. Sim ele me deu uma tapa e uma tapa forte. Estava tão destruída fisicamente e psicologicamente que nem pensei em rebater a única coisa que saiu dos meus pensamentos foram diretos para minha boca.

- Eu te desculpo por tudo! Lobão eu te desculpo por tudo. Só me deixe ir!

E novamente uma tapa. E então me puxou novamente agora fui incapaz de negar, então continuei a andar. Sentia-me uma completa inútil. Fui jogada bruscamente dentro do carro. E por um momento pensei que ficar com o Lobão seria melhor do que volta par minha cidade natal, mas logo a idéia se desfez ao lembrar do Duca, ao lembrar de como era feliz viver ao seu lado. É no final já sabia que a dor já me espera, sempre foi assim por eu iria mudar? Meu lugar é com o pó que fica no chão, nas cinzas, na escuridão! Começo a chorar, a uma dor incessante em meu peito, uma vontade de se matar, ou matar alguém. O observo e nego, como uma pessoa pode ser tão fria, tão sem amor, talvez tenha sido sua infância ou sua adolescência, mas isso não importa. Por que eu tenho que sofrer tanto? O que a de errado comigo?

De repente o carro para, assim do nada, sinto uma vontade de se joga do carro. Não quero morrer, mas também não quero me trancar por dentro só quero ser feliz e sorri ao lado do meu amor. Não quero e nem posso imaginar viver sem o sorriso do meu lutador, sem querer sentir a vontade de velo todos os dias, sem a nossa perigosa vontade de amar.

Vejo um carro da policia bem em frente ao carro do Lobão e agradeço por eles estarem ali, vejo o carro do Duca e o carro de Gael. Sorriu e saiu do carro sem pensar duas vezes. Só quero ser feliz com o homem que eu amo e isso não é pedir muito. Beijo o Duca e o abraço o mais forte que eu posso tenho que deixar as coisas ruins irem embora.

Notas finais
Gostaram?? Quero reviews viu??
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!