Lira.

1 O começo do fim premeditado.


Notas iniciais
Olá pessoal!!
Mais uma Fic escrita na aula de português, então, me perdoem qualquer "buraco" no enredo e também qualquer erro ortográfico.
Boa leitura!

Considerado por muitos, não um planeta, mas sim um buraco negro. Lira é o foco da curiosidade de muitos cientistas, não por ter muitas coisas para serem estudadas lá, mas por eles não conseguirem descobrir mais nada de Lira, apenas que esse planeta se assemelha muito a um buraco negro. Tudo o que passou há certa distancia, foi sugado pelo planeta e nunca mais foi visto.

Naves não tripuladas e outros diversos materiais de estudos foram enviados para Lira, com o intuito de poderem registrar alguma coisa, que da Terra poderiam ser visto por pesquisadores espaciais e cientistas, mas todo o trabalho deles foram em vão. Nada que foi para lá voltou, ou conseguiu registrar o mínimo que fosse do estranho planeta.

Numa tentativa desesperada, os próprios cientistas se ofereceram para tripular uma nave com um destino ansiado e temido: Lira. Depois de a tripulação ser instruída para a vida no espaço e de arrumarem tudo o que precisavam, embarcaram numa considerada por muitos, missão suicida.

Viajaram por algum tempo até chegarem perto de Lira, fizeram um ultimo contato com a base; então se aproximaram e foram sugados. Os trinta tripulantes de o “Lira móvel”, entre eles sua grande maioria cientistas amantes da teoria de vida fora da Terra, foram tomados por grande medo ao sentirem a pressão da movimentação da nave ao ser sugada por Lira.

Enfim, depois de alguns minutos sentados em poltronas devidamente equipadas com cintos de seguranças, chegaram. Lira.

Pouco puderam ver de dentro da nave, mas aquele pouco era o bastante para maravilha-los. Incrivelmente, o céu era de um tom de laranja avermelhado, como quando o sol estava se pondo na Terra. O chão parecia firme, e tinha algumas plantas e arvores que nunca haviam sido vistas por Terráqueos.

A ansiedade era tanta, que Thomas, um jovem cientista da NASA, colocou a roupa especial de astronautas, abriu a porta da nave e saiu. O risco não era grande somente para ele, mas também fora para seus companheiros, pois ao abrir a porta, poderia entrar algum gás toxico ou qualquer outra coisa que fosse –ou não- prejudicial para eles.

Thomas andava, e percebeu que a gravidade era a mesma da Terra, pois quando andava, não parecia nada com as imagens que vira em filmes ou em documentários sobre viagens espaciais. Maravilhado, ele andava e observava tudo com a maior atenção.

As cores, a vegetação, o solo, tudo lhe parecia novo; Thomas se sentia como uma criança que ao ligar a Tevê, percebe que um novo episódio do desenho que tanto gostava, estava passando.

Para o delírio de seus companheiros, Thomas abriu o capacete. Sim, sentira medo e receio ao fazer isso, mas as experiências eram tão absurdamente novas e convidativas, que ele sentiu necessidade de testar, ver e comprovar cada coisa que estava ao seu alcance.

O ar. Nunca sentira tanta felicidade em respirar na vida. O gás de Lira, para sua completa alegria, era oxigênio. Agora Thomas, de apenas trinta e poucos anos, sentia que se morresse naquele momento, morreria feliz e realizado.

Ao verem seu colega de tripulação respirar com o capacete aberto, e não ter sinais algum de qualquer coisa, além de felicidade, decidiram também colocarem a roupa especial e saírem. No começo, sentiram medo de abrirem o capacete, mas com um pouco de tempo, tomaram confiança e abriram; agora sim compartilhavam da mesma felicidade que Thomas.

............................................

Depois de explorarem mais um pouco o lugar, relutantes, voltaram a nave. Tentaram fazer contato com a base, mas não havia indicio algum de que eles conseguiriam. Tentaram diversas vezes, mas não adiantou; resolveram então voltarem para fora da nave. Agora confiantes, estavam apenas com o macacão que usavam dentro da nave; não sentiam mais a necessidade de vestirem a roupa de astronauta.

Sem sentirem qualquer necessidade normal, ou até mesmo cansaço, ficaram muito mais tempo fora da nave, fascinados por Lira. Mais fascinados ainda ficaram quando viram pequenos flocos brancos voando. Quando esses flocos se aproximaram, o grupo começou a ouvir vozes finas e baixas. Os flocos, não eram flocos, mas sim Fadas. Fadas brancas e belas, que hipnotizavam nossos heróis com suas vozes finas e palavras indecifráveis.

O grupo mal percebeu, mas se distanciavam cada vez mais da nave e da oportunidade de se manterem eles mesmos. As fadas os levaram para longe, para um lugar belo, onde o céu continuava com a mesma aparência de antes, mas o resto era diferente e confuso.

Rodeada por arvores desconhecidas, viram uma clareira, que tinha no centro uma fogueira com pessoas em volta, dançando alegremente. Uma festa, uma celebração, seja lá o nome que deem para aquela aglomeração alegre, nada se compararia com aquilo. A celebração das Fadas em agradecimento a vida.

O grupo de cientistas e pesquisadores ficou por lá por muito tempo, tempo diferente do que conhecemos o tempo em que cinco dias lá, na terra, eram anos, onde uma noite era uma vida inteira. Eles, hipnotizados e maravilhados, não deram mínima atenção à curiosa situação, onde viam fadas pequenas como uma folha, e fadas altas como uma criança terráquea entrando na mocidade.

Tudo o que não participava da celebração, era ignorado e esquecido, deixado de lado e taxado como desimportante.

Os cientistas que ficaram na Terra, acompanhando a jornada até antes de Lira Móvel ser sugado pelo Planeta, ficaram desolados quando descobriram que seus amigos não conseguiam fazer contato, e visse e versa. Perderam a esperança pouco a pouco, acreditavam ser quase impossível encontrar seus companheiros e amigos novamente.

Jornais, revistas, programas de Tevê, todos condenaram a missão desde o começo, e quando descobriram que a missão suicida resultara mesmo em perdas, críticas foram inevitáveis, e novamente, não só a missão quanto à organização da NASA fora condenada por diversas pessoas de diferentes lugares.

Enquanto uns sofriam, uns condenavam e criticavam, nossos heróis perdiam a noção de tempo e espaço, esqueciam causa e consequências, motivos e missão. Viviam numa eterna celebração com o povo encantado das fadas, inebriados por cada detalhe, cheiro ou sensação; viviam a vida de Lira.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
comentem, pois só assim poderei saber a opinião de vocês!!
Se puderem, leiam minhas outras histórias!! :)
bjokas!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!