♥ Lion Heart ~ Romione
2 Capítulo 1: Natais Onde Eles Estavam Conosco
Notas iniciais
Capítulo 1: Natais Onde Eles Estavam Conosco
Agora era inverno, e os flocos de neve caiam como mágica por sobre o telhado d’A Toca. A véspera de natal trouxe à tona uma série de memórias, nem todas tão boas.
Enquanto Harry e Gina adicionavam brilho e enfeites dançantes à árvore de natal e Rony mostrava para Hermione como é que se vencia uma partida de xadrez bruxo, Molly recebia a ajuda de Arthur e talheres voadores para colocar no forno demasiadamente apertado o bolo fofo que fizera.
Logo, logo os estalos começaram lá fora, e cobertos por um pulôver de neve, todos os membros da família Weasley estavam presentes.
Apesar de que agora A Toca fosse um lugar muito mais apertado do que antes (e isso parecia impossível aos mais calculistas) a mesa da ceia de natal nunca havia estado mais apinhada de comida. Frangos, perus, rosquinhas e outros três bolos iguais àquele que havia acabado de ser colocado no forno preenchiam todos os espaços da madeira maciça. Isso deixou Rony gigantescamente feliz. Hermione sorriu ao avistar o amado.
Quase meia-noite. Todos se reuniram em volta da mesa, menos o bebê Teddy, que dormia pesadamente num dos sofás confortáveis desde que chegara. Era engraçado ver como as mechinhas de seus cabelos mudavam de cor no mesmo momento em que seus olhos movimentavam-se sob as pálpebras fechadas.
A lareira da sala de estar estava acesa, próxima ao gigantesco pinheiro natalino.
Evidentemente, os adultos começaram a exalar felicidade diante às taças de vinho quente. Andrômeda passou por debaixo da porta com o dedo indicador sobre a linha reta que eram seus lábios naquele momento.
— Oh, silêncio, por favor! — exclamou ela — Teddy está dormindo logo ali!
Arthur Weasley colocou uma das mãos na boca, e Xenofílio Lovegood arqueou as sobrancelhas, ressaltado.
— Obrigada. — respondeu a senhora, sentando-se elegantemente.
Então todos começaram a rir alto demais, e era natal.
Hermione despertou de seu sono no sofá da sala. Ela havia se deitado com Teddy sobre o peito após a ceia, mas ele não estava mais lá com seus cabelos momentaneamente cor de ouro. Espreguiçando-se, a garota levantou-se e se sentou diante da lareira a fim de se aquecer. As últimas cinzas ainda emitiam um vapor agradável e reconfortante. Todos pareciam ter evaporado, e todas as luzes estavam desligadas quando Hermione ouviu a porta de entrada se fechar.
Ronald entrava sorrateiramente, com os olhos semicerrados, encharcado como um cachorro muito grande.
— Ei! — a menina chamou baixinho — Ronald!
Rony deu um salto e colocou as mãos nas costas com uma rapidez inexplicável.
— E... Ei Mione... — respondeu — Você sabe, eu estava indo para meu quarto agora, então, se me der licença...
E deu dois passos antes que Hermione o chamasse novamente.
— O que é que você tem aí, Ronald?
— Onde?
— Bem aí! O que você está escondendo?
O rapaz suspirou diante do plano que havia falhado, tirando ambas as mãos de trás de si. Envolvida numa bolha de ar quente, estava uma rosa. Grande parte de suas pétalas voavam em torno dela mesma.
— Oh... — a garota lamentou, colocando as mãos por sobre o rosto — Que vergonha.
— Tudo bem. — ele riu, sentando-se diante da lareia numa imitação do gesto da menina — Você sabe, eu provavelmente iria te acordar no meio da noite para isso.
Os dois riram baixo para não serem pegos.
— Vê esta rosa? — Ronald perguntou-lhe enquanto ela tentava secar seus cabelos com a manta com a qual estava coberta.
Hermione balançou a cabeça afirmativamente.
— Ela é você. — ele sorriu docemente — A cúpula sou eu. Você vê... Que a cúpula não pôde fazer com que a rosa não deixasse algumas de suas partes caírem.
Ela prestava toda a atenção do mundo no discurso. Ele provavelmente gastara dias, senão meses, ensaiando tudo aquilo.
— Mas a cúpula a mantém aquecida e faz o que pode para que nada, além dela mesma, a prejudique. — ele prendeu seu olhar no dela por um instante — Então... É isso que eu faço para você. Nada pode pegar você.
Hermione sorriu enquanto seus olhos eram inundados por lágrimas.
— Feliz natal, Mione.
E seus lábios se tocaram suavemente enquanto os braços da jovem envolviam o rapaz com a maior força que eram capazes de produzir.
O sol apareceu na manhã seguinte, quando todos já haviam ido embora. Molly apareceu cedo demais abrindo as cortinas de renda que encobriam as janelas, então todos foram à sala como raios, ansiosos demais para lembrar-se de trocar os pijamas por roupas de verdade.
Havia muitos pacotes debaixo da árvore. Cada um deles com uma etiqueta que indicava seu devido dono. Harry, Rony, Gina e Jorge abriam seus suéteres enquanto Hermione sorria abraçada nos próprios joelhos. A senhora Weasley envolveu-a com uma manta e beijou-lhe uma das bochechas.
Quando todos estavam segurando seus suéteres, mantas e feijõezinhos de todos os sabores, Gina atreveu-se a perguntar a quem pertenciam os pacotes que haviam sobrado, e Harry estendeu um dos braços longos para captura-los. Lupin, dizia uma das etiquetas. E Tonks, Sirius, Dumbledore, Fred...
— Mamãe... — Rony e Gina sibilaram ao mesmo tempo.
— Eu sei, crianças. — Sussurrou Molly — É só que houve natais onde eles estavam conosco.
Fale com o autor