Linx
1 Linx
Na noite escura seus olhos eram as únicas estrelas que brilhavam, nada mais era avistado.
Ao longe ela focava seu alvo, finalmente, depois de horas de espera montando guarda no guardião centenário, ao único som do vento batendo em suas folhas, viera, como haviam dito.
Seu rosto estava coberto pela escuridão, mas seu modo de caminhar, nervoso, virando-se a cada dez segundos, sua estatura e massa corporal não escondiam quem era.
Ela sabia onde deveria atirar, sabia que lá iria sua flecha, nenhum outro lugar, ela lhe obedecia como um cão adestrado obedece a seu dono.
E estava pronta, deitada sobre o arco quando a mão da assassina tencionou a corda, e inspirou fundo e expirou, inspirou, ergueu o arco, expirou, inspirou, puxou a corda, os olhos ainda fixos um palmo abaixo do pescoço do condenado, e soltou, os pássaros voaram, a corda estalou, a flecha zuniu e parou com um baque profundo cravando direto no coração daquele pobre coitado, e ela expirou, e ele expirou.
Mais uma alma ceifada, mais uma missão cumprida, e o que restou foi uma noite escura, silenciosa e suas duas estrela.
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