Linked By Love
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Rachel
–Podemos conversar agora? – Pergunto para Ian e ele apenas assentiu.
–Se é sobre o dinheiro não se preocupe.
–Quero saber o quanto temos ainda, sabe que precisamos para adaptar tudo aqui e o que os garotos precisarem, temos o suficiente? – Pergunto preocupada.
–Não precisa se preocupar, Rach, você sabia que o Adam era muito rico? – Ele perguntou sorrindo e eu neguei.
–Agora faz sentido, estou entendendo tudo, eu nunca entendi como ele conseguia as motos, as casas para ficarmos, achei que era tudo roubado, por isso nunca fiz questão de saber nada – Falo rapidamente e me repreendendo por ter julgado um dos meus melhores amigos da forma errada.
–Uhum, ele deixou você como responsável pelo dinheiro também, ele não queria deixar todos nós sem nada e essa casa foi ele que comprou, só não “adaptou” da forma correta porque não teve tempo – Ian continuava falando tudo sem parar, eu estou atordoada demais, tudo está acontecendo tão rápido.
–Eu não vou conseguir fazer isso – Sussurro para mim mesma, porém Ian é capaz de ouvir.
–Ei, calma, eu estou aqui com você e vou te ajudar, Adam deixou você como líder porque sabia que era capaz de cuidar de todos nós.
–Preciso pensar um pouco, depois continuamos essa conversa.
–Sim, Senhora – Ele fala fazendo uma pequena reverência.
–Idiota – resmungo sorrindo. Ele sorrir também e me abraça forte, sinto-me bem e protegida perto de Ian, sei que posso confiar nele sempre.
*-*-*-*
Droga! Acabei esquecendo que terei um trabalho para fazer com a Quinn. Que dia longo e está ficando cada vez melhor.
–O que falta acontecer agora?! – Falo para eu mesma, resolvi voltar para casa caminhando, preciso pensar em tudo que tenho que fazer. Tantos problemas.
Chego o mais rápido possível em casa, a mansão dos Reve’s é perto da casa dos meus pais, o que é muito bom. Assim ficará mais fácil caso aja algum problema... Não havia notado o carro que estava estacionado na frente, só o notei depois de ouvir vozes diferentes dentro de casa, preciso ter mais atenção ao meu redor... Não posso me dá ao luxo de sempre ficar perdida em pensamentos, isso ainda vai me causar problemas.
–Estrelinha? – Leroy me chama assim que fecho a porta.
–Sim?
–Tem algumas pessoas aqui que querem conversar com você.
Fui até a sala e lá havia dois homens, um moreno alto de olhos verdes e o corpo em forma, o outro era mais baixo e estava precisando fazer exercícios urgentemente, essa barriga enorme não está nada legal.
–Senhorita Berry?- O homem alto chamou minha atenção. –Sou o detetive Spad, Eduard Spad, e esse é – ele aponta para o peixe boi — o meu parceiro Adrian Monk. Podemos conversar sobre o seu desaparecimento agora? – Perguntou depois de fazer as devidas apresentações.
–Vai demorar muito com isso? – Perguntei meio ríspida.
–Rachel – Hiram repreende.
–Me desculpem, mas não estou me sentindo bem agora, podemos deixar essa conversa para amanhã? Obrigado! – Pergunto, mas não espero uma resposta, viro-me rapidamente e vou para o meu quarto.
–Desculpem nossa filha por isso, amanhã ela ira falar com vocês, nós mesmo iremos leva – lá. – Hiram fala acompanhando os policiais até a porta.
–Tudo bem, Senhor Berry. Estaremos esperando amanhã então. – Detetive Spad fala enquanto o outro apenas confirma com a cabeça.
*-*-*-*-*
–Isso, faltava isso, como pude esquecer esse detalhe. O que vou dizer a esses policiais? Pensa Rachel, pensa. A mesma história que contei aos meus pais é claro, mas tenho que pensar bem, em todos os detalhes... Droga!
–Rach? – Hiram interrompe meus pensamentos.
–Sim, pai.
–Quinn Fabray está aqui procurando por você, disse que vão fazer um trabalho juntas – Hiram dizia, quando abrir a porta o vi fazer uma careta. – Desde quando são amigas? – Ele pergunta.
–Não somos amigas – Digo.
–Humm.
–Diga a ela que pode subir até aqui. – Hiram apenas assentiu e foi em direção ao andar de baixo.
Fecho a porta e deito logo em seguida na cama. Esqueci completamente desse trabalho com Quinn Fabray.
–Deus? Uma ajudinha, por favor?
Ouço uma leve batida na porta.
–Pode entrar – Digo respirando profundamente.
–Oi – Ela fala tímida.
–Oi.
Ficamos nos encarando por um tempo, ela não sabia o que falar e muito menos eu.
–Então... – Falamos ao mesmo tempo.
–Desculpe, pode falar – Digo sorrindo, como não sorrir diante de Quinn Fabray? Ainda mais quando fica tão fofa com vergonha.
Pare de pensar assim Rachel.
–Alguma ideia para o trabalho? – Ela pergunta.
–Na verdade não – Digo.
–Rachel Berry sem ideias? – Ela pergunta sorrindo enquanto arqueia uma sobrancelha.
–Eu mudei – Falei seca.
–Oh! Claro, desculpe. – Ela fala envergonhada.
–Sem problemas.
O silêncio desconfortável está reinando entre nós novamente.
–E você teve alguma ideia? – Pergunto quebrando o silêncio desconfortável.
–Sim, acha que seria legal fazermos um pequeno filme de animação? – Ela pergunta bem empolgada.
Que linda! tão linda, pare Rachel, concentre-se.
–Acho uma ótima ideia – Pego o notebook e sento-me na cama. Quinn continuava em pé perto da porta. –Fique à vontade, por favor – Olho para ela e ela vem em minha direção, senta ao meu lado e olha para a tela do notebook, havia uma foto minha e de meus pais quando eu tinha dez anos.
–É você? – ela fala chegando mais perto e eu assinto. – Que fofa – ela continua a dizer.
–Obrigada.
Estamos apenas a centímetros de distância, consigo sentir o calor do seu corpo, o seu cheiro que é delicioso, lembra-me de rosas.
Começamos a fazer o trabalho e realmente essa ideia da Quinn é ótima, estávamos mesmo bem próximas uma da outra, uma hora ou outra conversávamos sobre outra coisa, naquele momento parece que todas as diferenças haviam sumido. Ela mudou mesmo assim como eu, de formas diferente é claro.
–Fez mesmo isso? – Perguntei sorrindo.
–Fiz – Ela respondeu sorrindo ainda mais. –Frannie teve que cortar o cabelo para cobrir o estrago.
–Você era uma monstrinha, Quinn – Falo ainda sorrindo e ela faz uma careta adorável.
–Monstrinha é? – Ela perguntou com um sorriso divertido e eu assenti. Ela foi aproximando-se mais, como se fosse possível, estávamos coladas uma na outra praticamente. Em um piscar de olhos ela estava em cima de mim tentando fazer cócegas.
Não tive tempo para nada... Debati-me tentando fazer — lá parar, mas é impossível não consigo parar de rir...
–Ainda sou uma monstrinha, Berry? – Ela pergunta sorrindo.
–Sim, ainda é – Eu falo e ela continua as cócegas. –Para, por favor, você não é – Digo implorando.
–Boa garota – Ela diz parando, sorrindo satisfeita.
Fico olhando aquele sorriso perfeito, os olhos verdes que tanto adoro, ela ainda está sentada em cima de mim, olhava profundamente para mim também. Começou a se aproximar mais, logo sentir sua respiração, a minha e a dela misturavam-se..
Nossos lábios estavam separados por pequenos centímetros, dessa vez eu não consigo recuar, duas vezes no mesmo dia ter a chance de beijar Quinn Fabray. Levanto um pouco e capturo os seus lábios, notei que ela ficou surpresa, confesso que até eu mesma fiquei com essa minha atitude. Os lábios dela eram os melhores, o gosto doce, é ainda melhor do que eu imaginei, o beijo foi calmo, mas o suficiente para que meu coração acelerasse e que sentisse coisas estranhas no estômago, correntes elétricas passaram pelo meu corpo, meu corpo exigia mais contato, coloquei a mão em sua nuca a puxando ainda mais para mim, parecia um sonho tudo que estava acontecendo, mas isso não pode acontecer.
Meu cérebro parece acordar e paro o beijo me afastando de Quinn, ela me olha sem entender nada, eu não devia ter feito isso, não devia.
–A-acho melhor você ir embora – Falo tentando me recuperar.
–O que? – Ela pergunta incrédula.
–Já está ficando tarde, é melhor ir embora.
–Podemos conversar antes? – Pergunta
–Não, isso foi um erro, não devia ter acontecido, pode ir agora – Falo andando de um lado para o outro.
Olho para ela e vejo que ela está chorando, chorando? Ela limpa as lágrimas rapidamente, recolhe todo seu material e sair correndo do meu quarto.
–Droga! – Falo em voz alta.
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