Linhas da Vida
11 Cuidado com lobos em pele de cordeiro
Chega a ser tragicômico, como os peões se jogam em meio a uma batalha sanguinolenta de avisos e explanações sem ao menos elaborar as informações importantes e necessárias. Em um grande jogo de xadrez, com matilhas de lobos como torres protetoras, a fim de cercar as suas presas, em movimentos de roque, tudo para proteger apenas o rei. E quem seria esse rei senão aqueles que escondem suas informações? O rei pode ser aquele que comanda, que ordena. Contudo, rei é aquele que fica escondido entre paredes, sem afirmar ou impor ordens, somente observando e não alertando.
Ao gritar aos ventos as boas novas, espera-se com esperança de que haja uma longa e extensa importância para essa nova condição, em que o ser humano, abrindo as pernas como se passassem mais passos do que deveriam, se rompessem em altos e baixos em inóspita ansiedade. Em odores que não acalentam nossas narinas, indicam decepções e mais imposições, uma nota e mais nada, apenas uma grande interjeição.
Enquanto colocamos nossos transtornos em ponta principal, como grandes protagonistas de uma decepção, vivemos instantaneamente para que não deixemos de existir, muito menos a coibir nossas emoções.
Vivendo de forma interiorana, sem reconhecer profundamente aqueles que nos deixam em êxtase, podendo entrar em mais um novo xeque mate. O grande ciclo de um forte roteiro, em que o escritor se perde na própria narrativa, retornando ao passado aqueles que não deveriam nem ter existido. E assim se faz a vida, assim a morte, em uma grande sinuca, em que você é a peça principal, enquanto fantasma te perseguem somente seguindo seu rumo.
Entretanto, não podemos negar que um belo mistério é sempre importante para a nossa construção como expertises clínicos. O grande ponto importante é saber quando avançar e quando deixar de perguntar, ficar de olho na posição do vento, nos olhares confusos, nas palpitações dos corações, nas artérias que circundam as têmporas de forma penetrante, não permitindo que pés agitados, pernas lancinantes, mãos estalantes e unhas roídas deixem de desapontar aquele que busca uma resposta para sua própria charada.
Não precisa ir além daquilo que você já conhece, analisar fotos, fatos, imagens, sons e canções, tudo é uma grande penetrancia daquilo que se vê e deixa de ver, um grande provável ensaio duplo cego, com o qual não sabemos trabalhar ainda.
Mas é isso que deve se pensar quando lemos um conto, se aumentamos ou não esse ponto, se uma verdade ou inverdade, que não é uma mentira, nos deixa com a rainha presa entre os lobos vestidos de cordeiro. Mas cuidado, um dia o cabo do martelo já foi árvore, e hoje esse martelo lancina em sua mente com acusações, sem ao menos indicar a verdade. Peões caem em suas próprias armadilhas, torres protetoras viram ruínas, o rei simplesmente perece, deixando o reino em xeque mate.
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