Sigo deliberadamente pelas linhas enviesadas e mal desenhadas

Demasiadamente tortas, terrificantemente inesperadas e estranhamente traçadas

Deixando passar honoráveis horas por não saber como agir

Permitindo que minha alma exacerbada leve-me onde ela queira ir

A chuva cai aos borbotões e o frio da névoa não me incomoda mais

Minha pele açoitada se acostumou com essas dores tão presentes e reais

Continuo caminhando lentamente sobre essas estradas a esmo

Vejo várias luas cheias e sinto que os dias são os mesmos

Como se as luzes estivessem apagadas á vários meses

Mas eu não percebesse, vivendo apenas nossas noites várias vezes

Presa em um pretérito que nenhuma nostalgia pode roubar

Imersa em sorrisos do passado que escorrem pelos olhos de quem não quer amar

A eterna busca por seu coração tem sido uma inútil espera

Por trás do correr do calendário tento voltar ao que eu remotamente era

Deixa essa demora, esse descaso e vem pros meus braços aquecidos pela saudade

Retorne e dê ao meu cotidiano aquela sua esquecida áurea de leviandade

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.