Linhas Paralelas

1 O descontentamento do Dezesseis


Notas iniciais
Primeiro capítulo é apresentado muitos personagens, mas espero que você goste de todos eles (risadas).

Comenta ai o que achou, não custa nada, ta certo q a historia ja ta completa mas quem sabe não pode influenciar em uma possível segunda parte :v

1.0 — Universo 525.

Imagine um lindo parque tomado por árvores com folhas avermelhadas com bancos recheados por folhas mortas sinalizando o fim da primavera e pessoas aproveitando aqueles últimos momentos daquele ano que seria marcado por uma frente fria que estragaria os vossos dias durante duas semanas, alguns se perguntam como uma mudança climática poderia mudar tão instavelmente, mas a minha maior preocupação é apenas um.

Trazer à tona a organização responsável por ocorrências misteriosas e sobrenaturais, eu sei que você está pensando que isso é loucura de minha parte, ou que eu não passo de uma pessoa com uma sanidade mental questionada, mas eu sei o que vi, e vi duas pessoas de terno e gravata correndo contra a “correnteza” de pessoas desesperadas por salvarem as próprias vidas quando uma explosão sinalizou de que algo estava errado.

E eu estava lá vendo tudo.

Um homem de cavanhaque tirando do paletó recém-tirado de um aluguel de roupas a poucas quadras dali um dispositivo de formado de um disco com lentes côncavas nas extremidades com leds brilhantes no centro dela e ele pressionando aquele troço até que ele arremessou tal artefato para longe cessando todo aquele vendaval causado por não sei o que enquanto o outro homem de franja esquisita estava lutando contra alguma coisa invisível.

— São seres da quinta dimensão. — dezesseis corrigiu (o cara da franja).

— O que? — Disse o narrador improvisado que iniciou esta história.

— dezesseis, eu já falei que não se devem dar informações sigilosas. — Comentou oito (cara de cavanhaque) esfregando os olhos com a ponta dos dedos de desgosto.

— Ah! É mesmo, desculpa por interrompê-lo, prossiga.

— Pois bem então. — Comentou o narrador improvisado com um olhar confuso.

Assim sendo o cara da franja estava lutando contra um ser da “quinta dimensão” quando ele foi arremessado até uma árvore que havia perdido todas as suas folhas em frente a um...

— Espera um pouco, por favor. — interrompeu oito. — testemunha, você não precisa anotar tudo detalhadamente, é apenas um boletim para registros.

— Mas eu tenho que anotar tudo, é as diretrizes do órgão.

— Não, é serio, você não precisa, vai dar um trabalho absurdo ter que coletar as informações quando você descreve minuciosamente tudo que esse rapaz tem a dizer.

— Meu nome é Ether.

— O nomezinho zoado, é normal nesse universo nomearem as crianças de maneira tão estúpida?

— Eu já disse dezesseis, você está revelando coisa demais, depois vai ser difícil apagar as memórias dele.

— Eu acho que já ouvi falar de um filme parecido.

— Eu sou fansaço dele, se chama MIB.

— Que?

— MIB, homens de preto.

— Dezesseis. Essa serie de filmes é de outro universo, ele não faz ideia do que isso seja.

— Mas não diz que os universos mesmo paralelos são parecidos, tipo uma ressonância? Teoria das cordas sabe lá, você que estuda essas maluquices.

— Bem que senti as cordas amarradas no meu corpo bem apertado.

— O que isso tem haver com a conversa? — Indagou oito.

— Senhores, quanto mais vocês falam mais eu tenho que registrar e o boletim vão estar poluídos e o dia que vocês consultarem vocês ficaram irritados comigo, mas lembrem-se porque vocês não calam a maldita boca e são ordens do órgão de registro que eu tenha que anotar tudo nos mínimos detalhes, então deixa o Márcio terminar de falar.

— É Ether meu nome.

Todos permaneceram em silencio, Oito se recompôs e virou-se para Ether que estava apreensivo.

— Desculpe, prossiga, por favor.

Então eu os vi em ação, no começo eu achava que era lenda urbana de homens misteriosos aparecendo do nada para resolver problemas que não condiziam com nossa realidade, e assim sendo eu decidi catalogar todos os movimentos para que um dia eu pudesse revelar ao mundo...

— Tarde demais. — Oito tira de sua jaqueta um revolver e antes de Ethan pedir por clemência ele atira contra a sua testa, sua cabeça tomba para trás e seus olhos demonstram um olhar incrédulo.

— Quanto tempo demora em o desmemorizador funcionar? — Indagou dezesseis.

— Ele vai acordar daqui à uma hora, e sua lembrança mais recente é um passeio no parque que deu algo errado, aparentemente o cano de gás superaqueceu e explodiu, e você testemunha, já disse que não precisa anotar com todos os detalhes.

— Reclame com o órgão responsável por registrar os boletins, isso não tem nada haver comigo.

— Ótimo. — Disse Oito relaxando os ombros. — Mais burocracia.

1.1 — Sede principal da organização dimensional.

Uma sala monocromática tomada por pessoas uniformizadas é nos apresentado, oito e dezesseis após realizar suas missões no universo 525 junto com testemunha que são funcionários que registram todo tipo de movimentação dos agentes nos universos paralelos chegaram á sede, oito foi recebido por aplausos e elogios enquanto Dezesseis completamente exausto o seguia até ser parado por dois agentes que vestiam um uniforme de contenção completamente mascarado.

— Vocês vieram me parabenizar também?

— Viemos levar você para a sala de desintoxicação. — Disse o agente com numero 30 no uniforme.

— Você teve contado com uma criatura da quinta dimensão, não temos conhecimento dessa área logo não sabemos que tipo de “agente” ou algo tóxico há em você. — completou o agente com o numero 100 no uniforme

— Legal quando você usou a palavra agente para descrever um ser vivo desconhecido que possa estar alojado em meu corpo.

— não só isso pode descrever também como um vírus, bactérias e afins. — comentou 30.

Dezesseis então foi escoltado pelos dois agentes até uma câmara tão monocromática quanto à sala, ele foi trancado nela e jatos de uma espuma estranha saíram das laterais da sala impregnando por completo.

1.2 — Alojamento.

Dezesseis completamente desolado finalmente chega ao alojamento da sede para descansar, em uma dos beliches na cama de cima uma garota de cabelos compridos que jogava freneticamente um console portátil (35), Dezesseis cansado de mais de puxar assunto deitou-se na cama de baixo dela o que chamou a atenção da mesma.

— Você parece cansado.

— É sempre a mesma história, eu sigo o Oito em uma missão em outro multiverso, ele me usa de isca e me trata como idiota.

— Mas você é um idiota, só agora percebeu isso?

— Suas palavras são sempre consoladoras, obrigado.

— Se você está descontente você pode pedir para o chefe mudar você de departamento, assim não preciso aguentar mais suas reclamações diárias sobre como é chato trabalhar com o Oito.

— Eu não reclamo diariamente, só quando faço trabalho com o Oito.

— Resumindo diariamente.

Outro agente calvo entrou no alojamento e tateou a parede em busca de um interruptor.

— Trinta e cinco você está ai? Caramba, aqui está muito escuro.

Ele tateou até encontrar um painel de doze interruptores, ele foi apertando um a um em busca daquele que pudesse acender a luz do alojamento.

— Esse não vinte oito aquele.

— O da direita?

— Não, o da esquerda perto do centro.

— Esse aqui.

— Não, aquele, aquele que você encostou agora a pouco.

— Porque esse quarto tem tantos interruptores?

— Desliga essa merda, estou tentando dormir aqui. — Gritou o Sessenta e cinco no beliche do fundo do alojamento.

— Ainda não, é o da sua direita.

— Eu não to achando.

— Do seu lado.

Ele finalmente acertou, a luz irradiante irritou os olhos da trinta e cinco (mesmo que ela estivesse acostumada com a fraca luz emitida pelo console portátil).

— Você queria falar comigo? — Indagou trinta e cinco esfregando os olhos.

— Temos uma nova missão no setor 414.

— Porque a gente não tem nomes próprios? Já se perguntaram? Ficar se chamando por numero é muito difícil. — Comentou Dezesseis.

— É por isso que você é um idiota. — Disse trinta e cinco que desceu do beliche.

— Mas esses números não fazem sentido, você entrou depois de mim e seu número é maior.

— Não precisa fazer sentido, é só realizar o serviço e ficar calado.

Sempre ríspida trinta e cinco se dirige para fora do alojamento, enquanto Vinte oito testa cada um dos interruptores até acertar a luz que clareia o beliche de Oito, e após muitos xingamentos gratuitos de agentes que tentavam descansar, mas seu sono era interrompido com uma luz em seu rosto ele finalmente acertou.