Linhas Paralelas

10 Em busca de um lugar seguro (final)


Notas iniciais
Linhas Paralelas começa a se reerguer diante de muitas perdas enquanto os agentes do desconhecido se reúnem para bolar um novo plano, enquanto isso Dezesseis e Trinta e cinco se encontram em um universo longe do rastreamento da associação imaginando onde eles poderão se esconder dos agentes.

10.0 Universo não catalogado.

Gabriel olhava para o céu estrelado em cima de um trailer pensativo, fazia dias deste que Oito conseguiu se livrar do perseguidor para que os dois fugissem. Isabella comovida por ele foi em direção ao trailer e subiu a escada com uma lata de refrigerante na mão.

— Toma. — Ela jogou a lata para o Gabriel. — Eu sinto muito.

— Porque sentiria? Faz cinco dias que não estamos sendo perseguidos pelas linhas paralelas.

— Não é isso! — Isabella tomou um gole de refrigerante. — É sobre o Oito.

— Aquilo não significa nada, ele pode ter sobrevivido, ou aquela criança pode ter perdoado.

Isabella sorriu, foi em direção ao Gabriel e colocou a cabeça no ombro dele, nesse momento notou que o rosto dele tava inchado de tanto chorar.

— Você pode chorar se quiser, ninguém vai ti julgar.

— Eu não estou chorando.

— A qual é você me apoiou naquele dia quando Vinteoito morreu na minha frente, o mínimo que posso fazer é ti dar um ombro amigo pra chorar.

— Eu não estou chorando.

— Mas que droga Gabriel, para de se fazer de forte, não tem problema em chorar.

— Se eu chorar quer dizer que aceitei o fato dele ter morrido, é por isso que não vou chorar.

Isabella se surpreendeu que mesmo com os problemas ocorridos no universo não evoluído das tribos reptilianas ele ainda mantinha o pensamento positivo.

— Gabriel.

Ele se virou e recebeu um beijo na bochecha o que o deixou mais corado.

— Obrigada.

— Pelo que! Eu não fiz nada.

Ela se levantou no trailer e abriu os braços.

— Como não? Veja bem. — Disse apontando para o céu. — Nós investigamos um caso de um agente morto, encontramos com ele, depois viajamos em um universo e vivemos um dia comum em um apartamento alugado, paramos também em um trem em movimento apesar de não conhecermos bem essa versão da Terra, depois participamos de um banquete de uma tribo de reptiliana antes dele nos comer que claro conseguimos escapar, nós ainda conseguimos fugir das Linhas paralelas,e estamos vivos viajando com uma trupe de hippies para fazer a vida de crianças doentes em hospitais de todo país mais feliz, estamos rumo a uma jornada do desconhecido e sabe o que é mais incrível?

Ela pulou do trailer, Gabriel por um instante achou que ela iria se ferir, mas seu pouso foi calculado.

— O que?

— Você sempre manteve o bom humor, você sempre manteve o entusiasmo, você sempre enxergava a melhor coisa, mesmo a gente se enfiando em enrascada, perdendo nossas esperanças você sempre esteve lá com um sorriso estampado no rosto.

— Ah isso não foi nada, eu li isso num livro de autoajuda, isso ajuda muito.

— A questão é, se você não tivesse nessa jornada comigo eu não saberia o que fazer, sou toda emotiva, negativa, impulsiva, e você é o melhor parceiro que eu podia ter, sem ofensas ao Vinteoito, é claro, muito obrigado por ser meu parceiro nessa jornada rumo ao desconhecido.

Gabriel enxugou os olhos, até que uma janelinha do trailer abriu e um homem de cabelos curtos brotou dela.

— Olha, estou feliz que você esteja feliz por estar viva, mas a galera está muito cansada, é melhor vocês dormirem porque a viagem de amanhã é longa.

— Desculpa Roberto. — Disse Isabella.

Roberto assentiu e voltou para dentro do trailer.

— E então? — Indagou Isabella.

— Você tem razão. — Gabriel pulou do trailer, mas sua queda não foi bem calculada e ele caiu no chão, Isabella então o levantou. — Nossa primeira meta é encontrar um lugar seguro, depois é resgatar o Oito e assim o trio para viajar rumo ao desconhecido estará completo.

— É isso aí, gostei da sua animação.

Ambos cumprimentaram com aperto de mão e seguiram para dentro do trailer descansar.

10.1 — Sede da aliança.

Tantos universos não catalogados, logicamente a face oculta se irritou e mandou tropas de reconhecimento em todas elas, mesmo que demorasse séculos para catalogar, um dos motivos que deixava Dezesseis e Trintacinco irrastreável, depois anunciou a promoção do Dois como líder A, já que o mesmo foi punido por deixar o ser da gruta escapar, Dois ordenou que procurasse em universos que Oito e Dezesseis tivesse feito missões já que são lugares propícios a eles reaparecer.

10.2 — Sede da aliança, Sala do líder A.

Líder B foi ao encontro do Dois na sala dele para discutir novas estratégias para encontrar tanto os criminosos Dezesseis e Trintacinco quando o prisioneiro da gruta, na mesa dele havia um arquivo com dois novos membros que ocupariam o cargo da agência.

— Você sabe por que o chamei aqui?

— Não senhor. — Disse o líder B suando frio.

— Foi para que você entendesse a gravidade do irmão da face oculta estar solta.

— Já imaginei que seria isso.

— Pois bem, eu quero saber se aquele agente infiltrado está liberado para agir.

— Como você sabe?

— Eu sei de tudo. — Interrompeu Dois. — Todos os segredos da sede, me diga o código para conseguir o controle da agente imediatamente.

10.3 — Nave dos agentes desconhecidos.

O prisioneiro da gruta parecia não comer a dias, pois a cada banquete trazido pelos agentes desconhecidos, mais ele se empanturrava.

— Até parece que queriam matar você de fome lá.

— Eu não morro, isso que é o problema. — Retrucou a criatura de boca cheia.

Ele diminuiu sua estatura para estar dentro da nave, era encorpado, com cabelos longos tapando o rosto que caía sobre os ombros e tomado por cicatrizes e tatuagens de símbolos estranhos por todo corpo, vestindo uma calça larga e se alimentando ferozmente.

— O que você estava fazendo naquele lugar? Você não era um assassino ou coisa assim! — Disse um dos agentes preocupados.

— Minha irmã teme que eu encontre com nosso irmão, por isso me prendeu em um lugar difícil de rastrear.

— E o que vocês realmente são?

— Imortais.

— Tá, você falou que não morre, mas o que realmente são.

— Já disse o que somos agora me passa essa tigela de milho, rápido.

10.3 — Hangar da nave.

Sete admirava o espaço sideral a sua volta quando Doppler se aproximou dela.

— Está satisfeito?

— Ainda não, falta à sede perecer.

— Calma isso é só questão de tempo.

— Sabe o que acho questão de tempo?

Sete se aproximou maliciosamente até ele.

— O que?

Doppler a empunha-lo, ela sentiu uma dor aguda no peito e o sangue começou a descer lentamente.

— Que não preciso de você.

Ela então cravou um punhal nas costas de Doppler e sussurrou em seu ouvido.

— Você vai cair.

E finalmente ela caiu no chão, sem vida, embebedando tudo de sangue, Doppler tirou o punhal das costas e jogou.

10.4 — Epílogo.

Depois da tempestade o que resta são problemas, sejam elas ocasionadas por um erro no qual lhe tornou criminoso, ou sendo aquelas um segredo que acabou sendo divulgado sem você saber ou até mesmo um inicio de uma revolução que claramente daria errado, no fundo a melhor coisa a se fazer é estampar um sorriso no rosto e seguir em diante, rumo ao desconhecido.

Notas finais
Se você chegou até aqui, parabéns, ganhaste um cookie (brincadeiras) brincadeiras a parte espero que você tenha se divertido com essa história, comente e compartilha para alguém que talvez você acredite que vai gostar ou não, sei la, dependendo dos resultados eu irei bolar uma parte 2 para essa viagem maluca. Até mais
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!