Notas iniciais
Olá, queridos! Cá estou novamente para mais um capítulo! o/ Espero que estejam gostando! :D Como esta história possui algumas características "sobrenaturais" E é uma adaptação moderna, decidi ousar em algumas partes, escrevendo algumas situações que não acontecem no livro original. É o caso do capítulo passado e, especialmente, deste. Por favor, preciso de todos os comentários a favor ou contra minha conduta, ok? Quero melhorar em todos os aspectos possíveis e transformar esta fanfic em algo inesquecível.

Duas semanas depois.

– Bom dia, queridos alunos. – Disse o professor de Literatura ao entrar na sala. – Começaremos um assunto muito, muito importante.

Elizabeth não deixou de dar uma risadinha e cochichar.

– Todos os assuntos para ele são importantes... – Charlotte riu junto com a amiga.

Um longo “psiu” veio do fundo da sala. Ao se virar para identificar a fonte, os olhos de Lizzie cravaram-se nos de Darcy, que a miravam com desdém e antipatia. A menina tornou a virar para frente e deu de ombros.

– Ele realmente acha que é o tal, não é?

Charlotte a olhou com curiosidade.

– De quem você está falando, Lizzie? – Cochichou.

– Do Darcy, é claro. De quem mais?

A amiga revirou os olhos.

– Quantos anos vocês têm? Cinco? Esta rivalidade se estende por mais de duas semanas, Lizzie. Os outros alunos já estão comentando... – Aproximou-se mais da amiga e abaixou o tom. – Que há alguma coisa entre vocês.

– É lógico que há algo entre nós, Charlotte. Uma aposta! E uma raiva tão forte que... – Observou o cenho franzido da amiga. – Oh! Eles acham que está... rolando algo entre a gente, é isso?

Charlotte assentiu.

– Mas isso é loucura! Eu não o suporto e, creia-me, o sentimento é recíproco. Que rapaz em sã consciência diria algo tão rude de alguém? E pior: pelas costas! – Sem conseguir se controlar, ela tornou a se virar para trás e o fuzilou com os olhos.

– Srta. Elizabeth, há algo no fundo da sala que queira compartilhar com os outros alunos?

A menina gelou ao ouvir a voz do professor.

– Hã... Eu só estava pensando se...

– Ela tentava me lembrar, professor, de uma conversa que tivemos outro dia acerca de Shakespeare. Seriam apenas boatos ou o Bardo era realmente um alter-ego de Francis Bacon? – Interveio Darcy. Alguns alunos apenas os olharam com confusão, outros começaram a cochichar. Elizabeth não se atreveu a olhar para trás novamente.

– Que discussão inteligente! – Respondeu o docente, aceitando a mentira com alegria. – Não é em vão que os dois são os melhores alunos da turma. Continuem com estas discussões saudáveis, estou animadíssimo para ouvir outras de suas teorias.

Após este momento, o professor tornou a ministrar sua aula como se nada tivesse acontecido.

– Hei! Por que você está vermelha? – Perguntou Charlotte com um sorriso peralta.

– Nem. Pense. Nisso. – Respondeu Elizabeth entredentes, corada de raiva e de vergonha. Qual era a de Darcy, afinal? Medindo forças com ela a todo momento e, de repente, sem nenhum motivo aparente, tomando-lhe as dores?

Ele era muito, muito confuso. E frustrante! Era impossível entender-lhe o caráter.

Assim que a aula acabou, Elizabeth esperou que todos saíssem.

– Pode ir na frente, Char. Logo te alcanço.

A amiga deu-lhe uma piscadela, mas Elizabeth revirou os olhos e esperou. Quando Fitzwilliam e Caroline eram os últimos, aproximou-se.

– Só gostaria de lhe agradecer. – Disse ela, estendendo uma das mãos em sinal de trégua.

– Caroline, poderia esperar lá fora um instante? – Os olhos dele estavam estranhamente sérios.

A menina tentou argumentar, mas Fitzwilliam estava irredutível. Fuzilando Elizabeth com o olhar, Caroline finalmente deixou a sala.

– O que quer falar comigo que ela não pode ouvir?

Ele somente suspirou.

– Ouça, esta rixa entre nós é muito, muito infantil. Ninguém está tirando proveito da situação e as pessoas já começaram a falar...

Elizabeth deu um sorriso cínico.

– Oh, entendo. Eu deveria ter imaginado! Bom, agradeço-lhe novamente a ajuda, mas não se atreva a repetir o gesto. Não o perdoarei.

Com o olhar penetrante, Lizzie recolheu suas coisas e saiu da sala pisando duro.

Charlotte sorriu novamente quando a menina a alcançou, mas mudou de ideia ao ver o humor da amiga.

– Boas novas? – Arriscou.

– Aquele cara é o maior babaca da face da Terra! Sério, Char, o que há de errado com ele? – Elizabeth ainda pisava duro. – Não sei o que quer, mas não vai conseguir nada sendo tão... tão... idiota!

A amiga passou-lhe um braço nos ombros.

– Calma, Lizzie. Pra que tanta raiva? Se ele não merece...

Elizabeth estava prestes a retrucar, mas uma mão em seu outro braço a impediu. Era Caroline.

– O que você quer? – Disse Lizzie, tentando ao máximo não ser muito rude. A outra apenas sorriu amarelo.

– Preciso da sua ajuda.

As duas entreolharam-se, surpresas.

– Minha ajuda? Para quê?

– Fitzwilliam está quase apaixonado, posso garantir-lhe. Creia-me, sei os sinais. – A moça levantou uma das mangas da camisa, onde uma fina linha vermelha pulsava. – Só precisamos fazê-lo reconhecer.

– É mesmo? E por quem?

O sorriso de triunfo de Caroline era quase insuportável de se ver.

– Por mim, é claro. Somos amigos há muitos e muitos anos e estamos neste processo há algum tempo, mas a aposta está tornando as coisas um pouco mais complicadas.

Charlotte levantou uma sobrancelha.

– A ideia da aposta foi sua, Caroline.

A outra fez um biquinho.

– Eu sei, eu sei, mas foi algo que sugeri sem pensar, sabe? Queria apenas um pouco de diversão. Agora que isto está realmente me atrapalhando, precisamos fazer algo a respeito.

Elizabeth a olhou longamente antes de perguntar.

– E o que espera que eu faça?

– Perca a aposta.

~’~’~’~’~’~’~’~’~’~’~’

Fitzwilliam chegou em casa completamente esgotado, sentindo uma frustração crescente dentro de si.

Elizabeth Bennet era a pessoa mais teimosa de todo o universo! Por que ela teimava em distorcer todas as palavras dele? Caroline tampouco ajudava, agarrando-se a Darcy em qualquer oportunidade que aparecesse. Ah, se ela não fosse irmã de Charles, Fitzwilliam a colocaria em seu devido lugar!

Ouviu risos na cozinha e decidiu verificar: ali estavam Jane e Charles, ambos contemplando um livro da universidade e fazendo piadas sobre as matérias. Quando finalmente notaram a presença dele, as reações de ambos contaram-lhe tudo que Fitzwilliam precisava saber: Charles desenrolou as mangas da camisa, escondendo os pulsos tão logo possível; Jane, entretanto, mostrou-se completamente passiva à inspeção dele.

É claro que deveria pesquisar um pouco mais, porém sua intuição dizia-lhe que seu amigo estava se afundando rapidamente em areia movediça.

Despediu-se de ambos e foi para seu quarto pensar. Apesar do quanto a detestava, Darcy precisaria consultar a opinião de Caroline.

Argh! Que dia terrível!

Notas finais
E então? :D