Linha entre a Vida e a Morte.
1 Capítulo I
Notas iniciais
Pov. Edward
—Desculpa Alice, diz lá o que ias dizer. Eu nem sei porque perguntei se podia ler a mente dela, mas enfim.— Passa-se alguma coisa?— Pergunta ela com cara preocupada— Não Alice, está tudo bem. Apenas ansioso por voltar aqui.E a conversa acabou por ali. Pouco mais do que 10 minutos depois dávamos de cara com a nossa antiga casa. Quase que aposto que Alice e a Rosalie vão querer reformar a casa para ficar mais moderna. Para mim nada disso importava, para mim bastava um quarto com uma aparelhagem, uma prateleira com os meus livros e o meu piano. Já a Alice e Rosalie conseguiam encher cada uma um camião de mudanças, não sei como mas conseguem.Eu no fundo gostava de Forks, era tão verde, tão natural. Adorava o facto de ser uma cidade pequena porque assim as preocupações em disfarçar eram menores deixando-nos mais a vontade para “viver”, ou pelo menos tentar.Só não queria uma coisa. Voltar para a escola. Se a 50 anos foi mau então nos dias de hoje que os miúdos gozam e humilham como se nada fosse vai ser de fugir. Sempre fomos alvo de gozo. Mas se queremos sair de casa essa é a condição por isso não há muita escolha.—Filho precisas de ir caçar urgentemente.— Advertiu Esme que de verdade nos tratava como filhos dela.—Eu sei Esme, só vou arrumar as minhas coisas e vou caçar.— Respondi, sorrindo para ela e dando-lhe um beijo na testa.Subi, entrando no meu quarto, não era grande nem pequeno, era o ideal para mim e de certo modo quando passei pela porta senti o conforto, algo que não sentia em muitos sítios em que vivemos. Comecei a organizar os meus livros e CD’S. Infelizmente o meu piano não cabia no quarto por isso tinha de ficar na sala. No fim de organizar tudo sentei-me no meu pequeno sofá e apenas contemplei a paisagem, cheia de árvores e flores, pássaros a voar, esquilos a correr, tudo tão humano e inocente.—Meninos venham cá em baixo.— Pediu Carlile.Quando já estávamos sentados, Carlile começou com a conversa de sempre. Sejam discretos, não se metam em sarilhos e blá blá blá. Já sabia aquilo de cor e salteado.Como tinha dito, ao fim de tudo estar organizado decidi ir caçar, e todos vieram já que todos iriamos estar em contacto com humanos e não nos podíamos arriscar. Quando estavam longe o suficiente decidi relaxar um bocado e sentar-me numa pedra que havia perto de um riacho, de certeza que ainda ninguém o tinha descoberto senão já se tinham aproveitado para fazer disto uma fonte de dinheiro.Conforme pensava, dava-me conta que ao longo destes anos aquela sensação de vazio cada vez aumentava mais e mais, deixando-me desnorteado e abalado. Custa me ver todos da minha família terem uma pessoa com quem partilhar uma vida menos eu. E de certo modo sinto que devia de andar por conta própria durante um tempo. Mas o meu raciocínio foi interrompido pelo irmão mais irritante do mundo.— Que tanto pensas maninho?— Perguntou Emmett com o seu tom irónico— Nada.— Respondi de maneira seca.— Ei mano que agressividade desnecessária, asserio o que se passa contigo? Desde de um tempo para cá andas esquisito.— Perguntou, mas já com um tom sério e sincero.— Nada apenas, aquele vazio de algo que não sei o que é.— Sabes Edward, eu sei que tu ainda vais encontrar esse vazio.— Ai vou?— Perguntei admirado.— Vais, fica aqui a promessa.— Disse ele estendendo a mão como acto de compromisso ao qual correspondi.
Notas finais
Espero que gostem :)
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