Linha do Tempo
10 Capítulo 10
Notas iniciais
– Erber Clusor? — Pergunto Lembrando-me da história de Milyes. O criador da coisa...
– Sim... Desculpe-me a pergunta meu jovem, mas, o que houve com o seu...
A raiva me consome. Como ele se atreve a perguntar sobre meu rosto?
– Não lhe diz respeito. — Falo levantando. Ele bem mais baixo que eu, claro, todos são.
– Oh sim, Desculpe... — Ele diz ajeitando seu óculos.
– O que faz aqui em minha casa? — Pergunto entre dentes.
– Mil perdões. Se eu lhe contar o senhor...
– Não irei acreditar? — pergunto sarcástico.
– É... Sim... — Ele diz Confuso.
– Não precupartes, eu acreditarei. — Falo e sigo para a minha mesa de jantar. O mesmo me segue.
– Por favor, sente-se. — Falo sarcástico. Ele se senta ao meu lado. — O que eu vi, foi real? — Pergunto-lhe estreitando os olhos.
– Sim, monsier. — Ele diz com cautela.
– De onde veio? — Pergunto. Ele respira fundo e com cautela, pega um papel de suas roupas estranhas. Assim que o tira, o abri e o põe sobre a mesa.
– Eu vim do Futuro. — Fala ele e Aponta para a figura na mesa. Parece a Paris, com uma grande torre, e coisas estranhas com pessoas dentro. E várias luzes.
– O que...
– É Paris, mas, do futuro, necessariamente de 2014. — Fala ele. — E para provar-lhe que sou do futuro, ali estou eu na foto. — Falo e observo a foto fascinado. Milyes Genebra não está mentindo.
– Fascinante. — Exclamo pegando a foto em mãos e analisando-a.
– Eu sei quem es. — Ele diz e foco meu olhar ameaçadoramente nele. Em seu rosto lhe ocorre admiração. Franzo o cenho.
– De certo modo, também sei que es.- Sussurro irritado. Ele arregala os olhos.
– C-como? — Pergunta ele gaguejando confuso.
– Você não é o primeiro viajante, Monsier Clusor. — Falo sarcástico.
POV MILYES
Depois da notícia que as pessoas comentam, Carter e eu ficamos ao mesmo tempo animados e preocupados. Quem poderia ser? Será que era só impressão das pessoas? Poderia ser um americano...
– Normalmente, eu não acredito em boatos, pode ser um americano... Já que eles acham estranhos. — Fala Carter andando de um lado para o outro no camarim onde estamos. Em quanto eu estou sentada no leito, mordendo as unhas.
– Foi isso que também pensei. — Falo. — Pare de andar de um lado para o outro, está me deixando zonza.- Falo irritada. Ele para e fica de frente para mim com os braços cruzados ao peito.
– Ok... Eu estava analisando a possibilidade, que para mim é nula, de construímos uma nova máquina. Olha, temos apetrechos avançados de nosso século. Mas... Se já era difícil criar uma máquina nos anos 60 imagine no século 19. — Carter diz gesticulando. Ele tem razão, como vamos criar uma máquina do tempo, se não temos como conseguir, metais específicos e energia hidroelétrica?
– Estamos presos aqui. — Falo cabisbaixa, dando por vencida.
– Sim, estamos. — Fala ele triste e se senta ao meu lado. — Eu... eu sinto muito. — Diz.
– Por quê? — Questiono confusa.
– Porque, você tinha a esperança de salvar o Erik. — Diz Carter e o olho surpresa, lhe dou um sorriso.
– Não... — Falo abaixando a cabeça. — Eu não posso mentir, eu sinto alguma coisa pelo Erik, mas, como você pode ver, mesmo estando aqui, tudo que eu tentei remediar de ele fazer, ele fez. — Falo Triste.
– Sim, isso é verdade. — Fala Carter. — Deve... Deve ser o destino. — Fala ele. E eu dou uma risada sarcástica.
– É deve ser. — Falo.
– Você... você, quer ir ao baile, comigo? — Ele pergunta der repente. Eu ri ligeiramente de seu rosto tímido, a mesma coisa ele faz.
– Acho que sim! — Falo rindo.
– Ótimo! Porque se estamos nesse século, temos que aproveitar ao máximo. — Fala ele confiante o que me faz rir.
– Eu tive uma ideia. — Falo sorrindo.
– Pode falar. — Diz rindo.
– Olha, eu conheço bem a história desse teatro e coisas muito ruins, vão acontecer. Vamos para a casa da minha parente? — Falo e ele me olha surpreso.
– Sério? — Pergunta franzindo o cenho.
– Sim, sério. — Falo.
– Maravilha. — Fala meio tristonho.
– Não acho que goste da ideia. — Falo o olhando de lado.
– É que... Eu me lembrei do que vou deixar lá atrás. — Fala ele, me olhando profundamente nos olhos, franzo o cenho o encarando.
– O que? — Pergunto.
– Minha Família, Mile. — Ele diz triste.
– Sinto muito Carter. — Falo cabisbaixa.
– Tudo bem. Pelo menos parte dela está comigo. — Ele diz olhando-me de um jeito estranho. Não entende a frase.
– HM...
– Vamos comer? — Diz ele batendo em sua coxa e levantando. Olho confusa.
– Hm... Ok! — Falo e seguimos para a cozinha do teatro.
POV ERIK
– Não creio! — Exclama o velho, logo depois de eu lhe contar sobre Milyes e Carter.
– Sim. — Falo incomodado. Pois ele sabe de minha história assim como Milyes, e o pior não o intimido.
– Meu experimento deu certo! — Exclama ele para si mesmo.
– Eles estão desesperados para voltar. — Falo com desdém.
– E eu posso ajuda-los. — Fala Erber. Uma dor isola o meu peito, engulo em seco.
– Po-pode? — Gaguejo.
– Sim. Eu criei um portal, pode só eu posso abri-lo. — Fala ele entusiasmado. — Mas... Há um problema. — Fala ele e eu olho com atenção.
– E qual é? — Pergunto em Curiosidade ade mórbida.
– Eu tentei três vezes voltar para o meu século, e nas três vezes eu sempre vinha para cá, só que em lugares diferentes, como agora. — Ele diz e eu assinto.
– A terceira, você invadiu minha casa? — Falo em irritação. Ele solta um sorriso, desculpando-se. — O que pretende fazer então? — Pergunto apreensivo.
– Senhor... Posso concertar a maquina. — Fala ele esfregando a mão uma na outra. Este homem não é normal.
– Eu posso procurar os outros viajantes para ajudar-lhe. — Falo. Meu decepcionado. Milyes irá embora.
– Oh, sim, sim! E onde estão?- Pergunta em entusiamo.
– Estão pelo teatro, haverá um baile. — Falo sorrindo, ao pensar nele.
– Maravilha. — Ele diz. — Já ia esquecendo-me! — Ele diz batendo na própria testa.
Pega mais uma coisa de suas vestes. Parece ser um frasco.
– O que é isto? — Pergunto, avaliando o frasco por entre seus dedos.
– Isso, monsieur... — Ele diz apontando para o frasco. — O senhor e quem mais saber da existência de nós viajantes devem tomar. — Ele diz e eu o encaro e levanto rapidamente.
– Por quê? — Pergunto ameaçando-o o puxando pela gola de sua camisa estranha. Ele me olha assustado.
– Mon... Monsieur, é um remédio onde lhe fará esquecer da nossa vinda aqui. — Diz em um sussurro. O solto e tomo de suas mãos o frasco e o avalio. São bolinhas brancas em um frasco amarelo. — E-eu o mesmo criei, testei em meu cão. — Fala ele e eu olho estreito.
– Isso, me fará esquecer-lhes? — Pergunto.
– Sim, para não haver alterações no futuro. — Ele diz.
– Quando eu devo tomar? — Pergunto.
– Quando partimos. — Fala ele. Partir.
Eu quero que eles partam, devem fazer isso. Assim ficarei em paz com meus planos de tomar Christine para mim, comprei-lhe uma casa, para depois de nosso casamento e iremos viver ali, desprovido do mundo. Milyes dever partir!
– Está bem. Vou procura-los. — Falo e ele assenti pego minha capa e vou ao encontro deles.
POV MILYES
A minha mochila e a de Carter estão prontas para a mudança. Carter está comprando roupas, para nós dois, com o dinheiro dado por Madame Giry.
Estou aqui no salão movimentado, observando um sonho de anos...
NO FUTURO 2014
– Mamãe, eu não quero mais ler esse livro. — Irritada, jogo o livro de histórias encantadas no chão.
Minha mãe, olha para mim prendendo os cabelos ondulados loiros de princesa e vira-se para mim.
– Querida, você ama histórias sobre princesas. — Fala minha mamãe. Bufo e vejo papéis entrar com um embrulho pequeno em mãos, ele sorri para mim, vai até mamãe e a beija com carinho e vai até a mim. Com cuidado senta ao meu lado.
– Olha o que eu comprei para você. — Ele diz e desembrulha um pequeno livro. Com uma capa feia.
– O que é? — Pergunto torcendo o nariz.
– Um livro. — Fala ele sorrindo.
– De contos? — Pergunto de olhos estreitos. Já farta de contos de fadas.
– Não, não. Você está bem crescidinha para ler contos não acha?- Ele diz e pisca para mim e para mamãe. Abro-lhe um grande sorriso, adoro quando o papai compra livros para mim.
– E o do que se trata? — Pergunto curiosa. Ele ri e me entrega a pequena peça. A avalio e leio o título estranho.
"O fantasma da Ópera."
– É uma estória de amor, triste até, mas, envolve música... — Ele diz me fazendo cócegas. — Tem um pouco de terror,mas, você tem que me prometer que não ficará com medo.- Adverte papai. Assinto.
– Não haverá pesadelos não é? — Pergunta agora minha mãe vindo ao meu lado.
– Não, mamãe já sou bem crescidinha. — Falo piscando o olho como sempre faço. Ela sorri. E os dois sentam no sofá ao lado de meu leito e ligam a TV.
E com muita curiosidade, abro o livro...
Foi assim que entrei em um mundo maravilhoso, onde conheci o Erik, ou como eu achei um dia ter conhecido. Eu sabia que ele era um gênio, perfeccionista e bipolar. Claro, perfeito no que ele faz, ele todo perfeito... Para Milyes!
Descobrir que ele é realmente, agressivo e obsessivo, muito obsessivo, ele idolatra a vadia Daae e não percebe que ela não o ama e que não é nada disso que ele pensa... Ela nem canta tão bem assim, a Beyoncé daria de 10 a 0 nessa...
Os defeitos do Erik são inúmeros, assim como os de todos, mas, as qualidades dele são inúmeras, aqui olhando todos nos corredores trabalhando, com sorrisos e cantos que o Erik compôs, os magníficos cenários que o Erik criou e muito mais. Eu descobri um Erik que eu sabão a muito tempo perante os filmes, musicais e até mesmo fanfics que ele era, gentil, carente, cavalheiro, inteligente, atencioso... São inúmeras qualidades, mas, que a dor acobertaram e ele não consegue perceber o que há de bom nele.
Meu sonho era conhece-lo, claro que eu sabia que seria impossível, bom.. Mas agora estou aqui e tenho que me afastar dele. Tenho mesmo? Não quero me afastar.
– Mademoiselle... — Ouço A voz de Madame Giry e volto-me para trás.
– Madame Giry... O que desejas? — Pergunto gentilmente.
– Soube que está indo embora, é verdade? — Pergunta ela, se aproxima mais e me pega pelo braço. É bom saber que madame Giry não me odeia.
– Sim, madame, preciso sair do teatro, Carter e eu estamos tomando espaço. Vamos ficar na casa de uma conhecida. — Falo e ela me olha de lado.
– Tem certeza? — Pergunta ela. Eu assinto.
– Sim, mas, eu poderia lhe pedir um grande favor? — Pergunto-lhe, parando nossa caminhada na porta do teatro.
– Sim, querida... — Diz.
– Madame, tem que me prometer que mesmo, com medo de Erik, vai protege-lo de si mesmo. Pois nós duas sabemos, que Christine não pode ama-lo e creio que Erik, pode... Morrer por conta da rejeição. — Falo e ela me olha assustada.
– Eu não deixarei nada acontecer com Erik, ele é como um filho, para mim. — Ela diz, emocionada.
Quando estou prestes a lhe dizer que vou ao baile, Carter chega.
– Vamos? Comprei todo o necessário e já podemos ir. — Fala ele, se aproximando e beijando cavalheiramente a mão de Antoniette.
– Ham... Sim. — Falo e viro-me para Madame Giry. — Obrigado por tudo Madame e tome conta dele. E virei ao baile. — Falo e ela sorri.
Carter me entrega a minha mochila e carrega metade das outras coisas que comprou e a sua mochila. E sem mais delongas partimos para a casa de Mileyene.
POV ERIK
Andando por cima do cenário, procuro por Milyes ou o Carter, mas, não os acho. Avisto Antoniette, ela está ao batente da porta principal do teatro, passo pelo corredor a cima do salão, com destreza pulo, me apegando a grande cortina vermelha e chego até ela. Logo a mesma senti minha presença se vira.
– Onde estão os viajantes? — Pergunto em um sussurro.
– Eles partiram. — O que?
– COMO ASSIM PARTIRAM? — Grito descontrolado. Não! Não! Ela não pode partir! Aproximo-me perigosamente de Antoniette a raiva me consome. Ela me olha assustado.
– E-eles não d-disseram. — Fala ela com fio de voz. Meus olhos ficam turvos de raiva e tristeza. Ela foi embora.
– Para onde?! — Pergunto pegando-a pelos ombros.
– E-Eu não sei! — Exclama ela. Devo avisar a Erber. — Erik, o que está acontecendo, com você? Nunca o vi assim, desesperado por alguém que não fosse Mademoiselle Daae. — Diz Antoniette se aproximando um pouco mais de mim. Ela tem razão.
Quando vou responder, ouço vozes atrás de mim e em segundos desapareço. Na verdade iria respondê-la de modo rude, mas, responde-la realmente eu não iria.
Chego em meu refugio e avisto Erber observando meu órgão.
– Erber! — Exclamo colocando minha capa por cima da mesa. — Eles partiram. — Falo e já pegando um papel e uma pena para escrever uma carta.
Erber me segue a todo momento.
– Como assim, partiram? — Pergunta ele. Com muito mau humor o olho.
– Eles foram embora do teatro. E Madame Giry não sabe para onde. — Falo escrevendo com destreza.
– E para quem está escrevendo? — Pergunta ele.
– Vou chamar um conhecido. Ele poderá procura-los pela cidade. — Respondo e sigo escrevendo a carta para o Doragia
POV CARTER
A casa da velha é bem aconchegante é pequena, mas, aconchegante. Ela e Milyes se dão muito bem. A velha tem um grande afeto por ela, pena que Milyes não pode lhe dizer que é da sua família. Milyes ficará comigo no mesmo quarto, terei que me controlar para não toca-la.
Estamos todos na cozinha da senhora, elas estão preparando o jantar, em quanto eu ponho a mesa para o jantar.
– Carter, a senhora está pedindo para que você compre um doce na confeitaria ao lado. — Diz Milyes surgindo com um avental na sala de estar, me entregando o dinheiro. Sorrio e ela também. E saio, começo a caminhar pela rua já deserta de paris pensando na oportunidade que estou tendo.
Se Milyes soubesse de toda a verdade ela não sorria, para mim. No fundo me sinto mal de estar mentindo para ela, mas, é preciso. Não posso deixá-la com esse monstro.
– Desgraçado! — Ouço uma voz feminina furiosa ao meu lado quando passo por um beco escuro. Me viro e deparo-me com alguém do passado.
Entro no beco a levando mais para o fundo.
– Como é possível que você exista aqui! — Exclamo dando-lhe uma grande olhada. Com desprezo e lágrimas nos olhos ela cospe em mim.
– Parece que seus planos não deram muito certo Carter! — Exclama ela se afastando um pouco de mim e cobrindo-se com sua manta suja. — Quando você foi embora à última vez deixou-me para trás. — Ela diz dando um sorriso estranho. A raiva e uma ponta de medo consome, o plano estava indo bem, até saber de Christine Daae de minha outra viagem no tempo. Ela está horrível, com seus cabelos cacheados curtos, os olhos vermelhos, rosto sujo e suas vestíeis rasgadas e descalça.
– O que você quer? — Pergunto ameaçadoramente, ela não existe mais, mas, pode me comprometer.
– Eu quero minha vida de volta, eu quero minha fama, minha voz e o amor de minha vida! Eu quero tudo isso e a sua ruína! — Ela grita com raiva e aos prantos. Ela não vai estragar minha nova chance.
– A única coisa. — Digo me aproximando mais e ela se afasta. — Que você merece minha cara... — Falo e a encurralo. Prendendo-a com meus braços sob sua cabeça. — Uma morte rápida. — E então sem mais delongas quebro seu pescoço. — Nada nem ninguém vai me tirar a minha segunda chance.
Fale com o autor