Notas iniciais
oi gente, quero dedicar esse cap a Aline, ela é minha primeira leitora.
Espero q gostem e boa leitura :)

Abri meus olhos e a primeira coisa que vi foi um teto sobre mim completamente branco. Sentia meu corpo pesado e doido. Olhei para os lados com a visão um pouco embaçada. Aos poucos meus sentidos iam voltando e pude ouvir o bipar de máquinas. Olhei para o lado e vi máquinas com meus sinais vitais e aparelhagens que eu não sabia ara que servia. Eu estava em um quarto de hospital, sem dúvidas.

Algo incomodava minhas narinas, passei a mão no nariz e sentia fios que adentravam por ele. Puxei-os ignorando o desconforto doído que causava puxar aquele fio enorme de dentro das minhas narinas.

Levantei-me da cama e fui até a janela. A paisagem não era muito desenvolvida. Do lado de fora do vidro, eu via apenas areia e um céu sem nuvem alguma, deixando que os raios de sol castigassem a paisagem.

Ouvi a porta se abrindo. Um homem entrou pela porta,de cabelos loiros, ou melhor dizendo, dourados que iam caídos de ondulações até mais ou menos a altura da orelha; tinha olhos azuis acinzentados, e uma pele morena, parecido com a de um surfista sulista adolescente que fica o dia inteiro sob o sol. Ele usava uma camisa social e calças de um ótimo corte e carregava uma arma na cintura.

Ele parou quando me viu ali olhando pra ele e me perfurou com seus olhos azuis-acinzentados. Meu coração começou a bater mais forte e senti meus pensamentos pararem, como se aqueles lindos olhos tivessem o poder de me apatizar.

O homem caminhou em minha direção e pois alguns fios de cabelos atrás da orelha. Queria andar para trás, mas algo nele me fazia sentir-me... segura, eu acho. Chegando a mim, pegou uma de minhas mãos e segurou-a delicadamente.

- Você enfim acordou, está bem? – disse sem tirar seus olhos do meu

- E-estou – Não pede impedir que minha voz embarga-se na garganta.

Tirei minha mão e meus olhos do seu enlace.

- Quem é você? – ergui a cabeça soberanamente enquanto falava.Pareceu que vi um sorrisinho nos lábios dele surgir, mas logo foi substituído por um sorriso que parecia de desapontamento.

- Sou Damon, detetive chefe do teu caso.

- Detetive chefe do meu caso? Que caso?

- “O desaparecimento de Linda Swart ”. Não se lembra Linda? Você não se lembra Linda?

‘Linda? E-esse é meu nome? Peraí, eu, eu não me lembro de nada. O nome dos meus pais... Eu tenho pais? Tenho família? Que idade eu tenho?Por que eu desapareci?’

Um turbilhão de pensamentos e perguntas confusas apareceram em minha cabeça, ma achei melhor organizá-los primeiro pra depois perguntar. Decidi deixar que ninguém soube-se, por hora, que estou sem minha memória. Deixe que os outros pensem que sei de tudo, impossível esse perca de memória ser duradoura, logo isso deverá passar e eu irei me lembrar de tudo.

- A quanto tempo estou desaparecida? E por que me sequestraram? Eu não me lembro direito – sentei-me na cama – Pode me contar? Minha cabeça dói.

Damon se sentou ao meu lado.

- Está sumida há treze meses e meio, mas ainda não sabemos por que foi sequestrada. De início achávamos que foi para pedir resgate ou coisa parecida, mas ninguém entrou em contato. Linda – pegou em minha mão, mas não olhei para ele, temia os olhos penetrantes outra vez, me sentia vulnerável com eles me perfurando. – sinto muito só termos te encontrado agora, espero que me perdoe.

- Tudo bem.

‘Damon, ele... ele me parece familiar, mas se ele me conhecesse, teria se apresentado de forma diferente, ou melhor, nem se apresentaria, porque presumiria que eu o conhecesse e acharia estranho eu perguntar quem ele era, não? Mas a voz dele, acho que já a ouvi, que a conheço, sabe? Há algo familiar e confortante nele que me faz pensar que o conheço de verdade.’

- Bem, preciso te fazer algumas perguntas para investigação, mas antes vou chamar um médico pra vir te ver, ok?

Damon se levantou e saiu pela porta.

Aproveitei o tempo para organizar meus pensamentos, ver se me lmebrava de algo. Fechei os olhos e me concentrei.

Imagens vinham em minha cabeça. Via uma mesa com coisas em cima, coisas do tipo bisturi, alicates variados, pregos, facas, frascos com líquidos de cores diferentes em cada um deles.Por mais que fosse só uma visão, pude sentir um cheiro ferroso. Comecei a ouvir som de passos, alguém via em minha direção. Olhei para quen vinha, mas no momento que veria quem era, o doutor entrou pela porta e me fez perder a linha do pesamento.

- Bem, isso é incrível, mas você está muito bem. Você está se recuperando muito, extremamente rápido. Na verdade, com todos os ferimentos e hematomas, pensei que demoraria mais de três semanas até está assim como estás.

O doutor César tinha acabado de me examinar.

- Que bom! Falando nisso, quanto tempo estou aqui?

- Você dormiu por quatro dias – disse o doutor olhando por cima de seus óculos pra mim.

- O quê?! Quatro dias? Eu dormi dias?

- É eu sei, por isso que eu achei estranho. Como pode alguém que chegou no hospital naquele estado melhorar de tal forma em apenas quatro dias? É um milagre.

- Doutor, mas acho que dormi demais! – exclamei indignada.

- Você passou mais de um ano em condições precárias, eu não me surpreendo com isso, e você também não deveria – disse Damon.

- Bem, temos uma série de exames para fazer, então deveríamos começar logo e depois dar mais um tempo para você descansar.

‘Quatro dias??? O que aconteceu comigo de ta grave assim? Quatro dias???’

Depois de uma bateria de exames chatos e maçantes, o doutor Charlie levou-me até meu quarto, onde Damon estava a minha espera.

Senti-me um pouco envergonhada em ver ele em minha frente enquanto estava sem roupa de baixo, apenas uma camisola solta. Isso se explica com o fato de eu ter passado nas mãos de uma ginecologista instantes antes. Pra mim é como se eu tivesse feito aquilo pela primeira vez. Na verdade era a primeira vez pra mim. Minha cabeça estava mito confusa pra essas lembranças...

- O que quer? – perguntei tratando de me sentar na cama e cobrir-me com o lençol da cama.

- Vim pra te levar.

- Me levar? Pra onde?

- Pra casa ué!- sorriu largamente.

- Casa? Eu tenho casa? – Era pra ser um pensamento, mas acabou por saindo alto demais. Tal coisa fez Damon rir.

- Que foi? Todo mundo tem casa. Quer dizer, menos os sem teto – disse olhando para o nada, mas logo depois voltou a se dirigir a mim – Mas você, voccê tem uma casa querida Linda.

Damon caminhava lentamente até mim, passando a mão por cima do lençol, logo chegou em meus pés, subindo ao tornozelo e logo depois meus joelhos. Outra pessoa faria de duas a uma; uma: ficaria incomodada e reagiria de forma a afastar as mãos sorrateiras da aproximação repentina; ou duas: reagiria de forma positiva, demonstrando o apresso e comum acordo com o carinho maroto.

Mas eu, eu agi de forma diferente: conectei-me aos seus olhos tentando adivinhar qual seria seu próximo passo. Sintonizava até mesmo minha respiração a dele, deixando a atitude quase como uma trilha sonora para o momento, composta de “ inspira e expira”. O cheiro de perfume amadeirado e jasmins encontraram-me, deixando-me leve e vulnerável ao olhar perfurador e arrebatador q veio seguido de um sorriso despretensioso e uma frase que soou aterrorizantemente sugestiva:

- Que bom que te encontramos. Agora vai tudo voltar pro lugar onde deve, inclusive você, bela Linda.

O gosto “macio” e açucarado dos lábios carnudos e apetitosos alcançaram os meus. Por alguns segundos eu senti; senti uma dose forte de luxúria, seguido de uma falta de ar e depois nada. Apaguei.

Um gostinho pro próximo capítulo:

“Os olhos do felino se encontraram com os meus. Meus olhos, antes castanhos adquiriram a cor violeta dos olhos do grande gato. Os olhos do animal deixaram de ser pupilas dilatas para serem finos filetes negros cercados da cor lilás intenso que pareciam dançar para me hipnotizar. Meus olhos acompanhavam os movimentos e variações dos olhos do bichano, mudando de dilatado para não dilatado, do castanho comum para uma cópia exata da cor dos olhos do gato. Minha cor ocular castanha não é nada comparada a cor felina adquirida.

A respiração do grande gato estava em sincronia com a minha, ou melhor, eu o estava acompanhando. Estava até ronronando com ele. Eu estava tomada por uma coisa que não conseguia explicar. Uma conexão tão grande estava acontecendo ali que eu tive a impressão de ter sido fundida ao corpo do felino, tendo nenhum controle de mim mesma.

Repentinamente soltei um miado longo e melancólico com o gato hipnotizo sobre mim. Então...”

Notas finais
E então, mereço reviwes? Não se esqueçam q essa é minha primeira fic, então, piedade ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.