Limões
5 Capítulo 3
Notas iniciais
Obrigada todo mundo que leu e comentou ^^
Leiam a nota no final ;D
III – Poder
Desde o episódio com Viktor Chemmel, Rudy não desgrudava de Liesel.
• DOIS MOTIVOS PARA RUDY VIRAR UMA SOMBRA •
DA ROUBADORA DE LIVROS
1. Chemmel poderia atacá-la novamente.
2. Ele gostava de estar com ela.
Não necessariamente nessa ordem.
Era um dia ensolarado no inicio de outubro e eles voltavam da escola com Tomy Muller.
Nossa roubadora de livros estava sorridente naquela tarde. Ela acabara seu livro e o estava relendo, sua família estava bem e havia um braço de Rudy firme em sua cintura. E estava sol.
Em certo ponto da caminhada, próximo do Amper, Liesel estancou, olhando para o céu. Tomy Muller parou no meio da rua para pedir-lhes que andassem.
-Qual é, Liesel? Vamos embora.
Rudy a olhava curioso. Ela observava o céu com carinho, como se esperasse algo dele. Rudy soltou sua cintura e puxou-a pela mão.
-Liesel? Vamos, sua saumensch, mexa-se. Qual o problema?
Ela sorriu mais ainda, finalmente olhando pra eles.
-É só que eu estava pensando que esse deve ser o ultimo dia quente do ano. A gente podia aproveitar e nadar no Amper.
-Que horas? – Tomy perguntou ainda na rua.
-Agora. – Ela respondeu. – E você devia sair daí, Tomy. A menos que queira ser atropelado. – Deu de ombros ao falar isso.
-Sabe que é uma boa ideia? – Rudy falou.
-O quê? O Tomy ser atropelado?
-Não! Nadar no Amper. Vamos Tomy?
O garoto fez uma careta engraçada. Liesel e Rudy trocaram um olhar depois o encararam com cara de tédio. A careta dele não se desfez.
-Saukerl medroso, bunda mole. – A menina murmurou, deixando Tomy bravo.
-Hey! Vamos logo com isso! – Ele falou. – Estou esperando vocês.
Liesel e Rudy sorriram, a mão dele voltou pra cintura dela e eles foram para o rio.
-Vamos ver como você se sai dessa vez, saumensch! – Rudy provocou, jogando seu material em qualquer lugar, tirando a camisa e os sapatos, já correndo pro rio.
Liesel respirou fundo, balançando a cabeça como quem discorda e deixou seu material no chão. Tomy pulou no rio logo atrás de Rudy, ela os observava rindo. Tirou os sapatos e o excesso de roupa do uniforme da escola, ficando de camiseta e bermuda que vinha por baixo da saia. Trançou o cabelo e se aproximou da margem.
-A ideia foi sua, Liesel. – Rudy lembrou-a. – Vai amarelar?
Ela revirou os olhos.
-E eu lá sou de amarelar em alguma coisa, saukerl?
Rudy sorriu um sorriso cheio de significado, mas que Liesel não viu por estar pulando na água.
Eles – os três – fizeram guerra de água e conversaram sobre qualquer coisa por cerca de meia hora. Até que Liesel sentiu duas mãos em sua cintura, envolvendo-a por trás, quando Tomy se destraiu.
Virou-se para Rudy, passando os braços envolta do pescoço dele. Sorriu, olhando-o nos olhos, e ele sorriu de volta.
-Devo dizer que você se saiu muito bem, Srta. Meminger. – Rudy falou tranquilamente. Liesel levantou uma sobrancelha.
-Não sei porque considerou duvidar de mim.
Ele abriu um sorriso torto, deixando-a meio rubra. Aproveitando essa baixa nas defesas dela, apertou-a mais contra si e pela primeira vez tomou o controle da situação, beijando-a.
Meio diferente das outras vezes, aquele beijo transpassava a necessidade que tinham um pelo outro. A forma como suas línguas se exigiam e o aperto de seus dedos na pele do outro, tudo convergia para o que eles tentavam manter guardado e que, cedo ou tarde – e aqui podemos agradecer por não ter sido em nenhum desses dois pontos -, iria vir à tona.
-Ah não! – Tomy Muller reclamou. – Eu sabia que vocês iam me fazer dobrar nessa história um dia!
Eles se separaram rindo e Rudy jogou água no rosto do amigo.
-Cale a boca, saukerl. – Falou rindo e dando outro beijo em Liesel.
• • •
-Um dia você vai me deixar ler o que escreveu? – Rudy falou.
Eles estavam deitados na grama junto do Amper, numa tentativa de deixar as roupas secarem ao natural. Tomy Muller fora embora há um certo tempo, alegando ter que cuidar da irmã. Mas Liesel estava encima de Rudy, deitada, com o rosto à poucos centímetros do dele. Seus cabelos agora soltos caíam dos lados do rosto.
-Vou. – Sussurrou. Um arrepio subiu pela sua coluna devido o toque dele em sua pele, na cintura por baixo da roupa. Ela se aproximou mais.
-Você é linda, Liesel. – Ela sorriu. Ele colocou uma mão no rosto dela.
E sem medir as palavras, ela falou de uma vez, com a voz quase inaudível.
-Eu te amo.
Rudy estancou em choque. Não precisou pensar pra dizer-lhe de volta com a voz muito firme.
-Eu te amo mais.
Liesel riu, mas não contestou. Ao invés disso, apenas encerrou a distancia entre eles, colando seus lábios de forma meiga e apaixonada.
• UM PEDIDO À BEIRA DO RIO •
E SUA RESPOSTA
-Liesel? Quer casar comigo? – A menina sorriu, ruborizada.
-Nós temos tempo
• • •
Caminharam para a Rua Himmel de mãos dadas, sorrindo e falando pouco – É, Rudy com poucas palavras. Já estava escurecendo e o céu alaranjado indicava que a noite seria fria.
-Elas devem estar malucas, mesmo que Tomy tenha avisado. – Liesel considerou.
-Não tenho dúvidas.
Dito e feito. Rosa Hubermann e Barbara Steiner esperavam na frente de suas casas pelos dois. Ambos avistaram-nas de longe e suspiraram cansados. Castigo, na certa.
-Saumensch! – Rosa gritou, quando já estavam perto o suficiente. – O que você pensa que a vida é, garota? Eu precisava de você hoje e onde você estava?
-Tudo bem, mamãe. Cheguei, estou inteira.
-Oh, não faça essa cara! Não é como se eu não fosse ficar desesperada depois do que aconteceu.
-Eu estou inteira. – A roubadora de livros apontou para si mesma num gesto longo e sorriu. Mamãe não tinha mais o que falar.
-Pra dentro, saumensch. Agora.
Respirando fundo, ela aquiesceu. Com muita dificuldade soltou a mão de Rudy, caminhando a passos incertos pro portão de casa.
-Tchau, Liesel.
Ela sorriu para Rudy, que se afastava devagar. Era difícil pra ele também. Virou-se para o portão só pra voltar a olhar pra ele.
-Rudy? – Chamou.
Assim que ele olhou, Liesel correu a pouca distancia que os separava, pendurou-se em seu pescoço e beijou-o. Poderia beijá-lo eternamente, se quisesse, se tivesse a eternidade nas mãos. Adorava-o e sabia que era essência para ele.
Ela sabia o poder que tinha.
Depois de um tempo que eles nem sabiam quanto era, Rudy colocou-a no chão, ambos ofegantes. Deu-lhe mais um beijo e outro... Segurando o rosto da menina com as duas mãos, olhou-a nos olhos.
-Até amanhã, roubadora de livros.
Liesel sorriu, beijando-o outra vez.
-Até amanhã, Rudy.
Beijaram-se mais uma vez. Era impossível ficarem separados.
• • •
Naquela noite, a ladra de livros não conseguiu dormir.
Devido a insônia, desceu para o porão para ler mais um pedaço do seu livro.
Naquela noite, ela era a única da Rua Himmel que estava no lugar certo, na hora certa, mesmo sem saber que estava.
FIM
Notas finais
Como bem sabem, essa minha fanfic é uma alteração do "meio" e não do final, então é isso mesmo que vocês entenderam, bombas em Molching ;( - Não me matem, quem merece ameaças de morte é o autor, Q
Mas olhem... Como todos nós somos órfãos de história de TBT, resolvi escrever outra, UA, como se as pessoas da Rua Himmel tivessem recebido o alarme e sobrevivido ao bombardeio. Ela está hospedada aqui com prólogo e eu tenho até o cap dois pronto. A betagem vai ser de JMcCartyC.
Vejam e comentem, oks? Eu to MORRENDO de medo de escrever ela, então preciso de retorno '-'
Strawberry Swing: http://fanfiction.nyah.com.br/historia/44057/Strawberry_Swing
Acho que é só.
Novamente, obrigada a cada um que comentou, leu essa fic e indicou pro coleguinhe *_* Vocês são limdhs *o*
BL
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