Notas iniciais
N/A¹ - A história começará sendo narrada por Seto, mas nada é constante na história (assim como a autora -q). Portanto, se houverem algumas mudanças, por favor, não estranhem. Farei o melhor para que não perca a qualidade do início nos demais capítulos.N/A² - Seria de grande ajuda para a compreensão da história e um bom relacionamento autor/leitor se você pudesse ler as notas referentes a fic em si. É um tanto desagradável ter que repetir sempre as mesmas coisas para evitar mal-entendidos futuramente.

“Você acredita em ‘Destino’?”

Não importa quantas vezes... Sempre que fecho meus olhos, sou trazido a esse lugar. Essa grande extensão de terra, gramada e repleta de flores, que pareciam decorar os arredores da enorme macieira que havia no centro desse ‘mundo’. Não importava para onde eu rumasse, aquela árvore nunca parecia se afastar, mesmo que eu tentasse ir para o seu lado oposto. Seria ela um ponto de referência para mim? Rendido mais uma vez às vontades desse universo alternativo, caminhei novamente para a macieira. A brisa suave parecia brincar com os pontos de luz intensos, semelhantes a vagalumes a dançar pelo céu. Toda essa magia tornava evidente que se estou em um lugar como esse, sem dúvidas estou adormecido em algum canto da realidade. A atmosfera desse lugar era realmente incrível! Mesmo que essa fosse a centésima vez que venho aqui, esse lugar jamais perdia seu encanto... Assim como ela.

Conforme avistava as raízes da árvore, não podia deixar de perceber a presença daquela garota de longos cabelos platinados, trajando um vestido branco de alças e que lhe cobria até os joelhos, além de seus pés descalços. Ela estava sentada a sombra projetada pelo grande volume de folhas da macieira e segurava em suas mãos o mesmo livro de sempre, decorado com uma capa marrom escrita ‘Destino’ em letras cursivas de coloração dourada.

– Oh! Bem-vindo de volta! – Disse a desconhecida esboçando um sorriso meigo em seus lábios. Ela sempre parecia feliz quando percebia minha presença. Não era para menos, ela sempre estava sozinha. Estaria ela presa aqui?

– Você está sozinha aqui...? – Perguntei receoso. Temia estar sendo rude, principalmente por ignorar suas boas-vindas. Entretanto, havia algo nela que me deixava nervoso. Não entendia muito bem o que era aquilo, mas sentia como se nos conhecêssemos antes. Além de um sentimento de nostalgia. Eu me lembro desse lugar, dessa garota, mas não me recordo de nenhuma de nossas conversas.

Ela me fitou por alguns instantes, logo voltando suas orbes rosadas para o livro em seu colo, fechando-o e acariciando a capa, fechando seus olhos logo em seguida.

– Você está aqui, certo?

– Mas... – Impulsivamente dei um passo para frente, erguendo um dos meus punhos a altura do peito, enquanto voltava a palma da outra mão em direção a um dos lados da árvore, como se mostrasse a ela todo o vazio ao nosso redor. – Sempre que chego a esse lugar, nunca há nada além de você e essa macieira! Você está sempre aqui, não é? Você está presa aqui?

Não pude conter uma expressão um pouco irritada ao vê-la rir um pouco da minha reação. Estava sério quanto aquilo. Não sei por que diabos, mas eu estava preocupado com aquela desconhecida. Por que ela parecia tratar com descaso os meus sentimentos?

– Oh! Desculpe... Não quis ser rude. – Senti minha face ruborizar levemente, era como se ela estivesse lendo os meus pensamentos... Principalmente me fitando tão fixamente como fazia agora. Aquilo era demais para mim... Sem pensar duas vezes, desviei o olhar para o chão – De fato, eu estou sempre aqui... Esperando por você!

– Esperando por mim...? – Voltei a fitá-la um tanto desconfiado. Estaria ela debochando de mim? Mas... Ela não parecia estar brincando.

– Sim! Seto, não é?

– C-Como você sabe... – Ok. Isso estava começando a me assustar. Seria ela uma stalker? Em tal era digital, teria sido desenvolvido uma espécie de hacker para sonhos agora? Talvez eu devesse começar a prestar mais atenção às pessoas a minha volta, não só para a natureza...

– Ora, nós somos amigos... Não se lembra de mim? – Perguntou com seu típico timbre gentil de sempre. Mesmo após o meu silêncio, ela parecia não se incomodar com o fato de eu não reconhecê-la. Estava começando a me sentir péssimo nessa situação. Quando foi que me tornei uma pessoa tão desatenta? – Oh... Pelo visto, você ainda não recuperou parte da sua memória...

– O que quer dizer com isso? – Perguntei surpreso enquanto a observava se levantar, deixando seu livro em um canto próximo a árvore e caminhando em passos lentos em minha direção.

– Nós passamos por uma situação um tanto desagradável... Uma pessoa ruim nos perseguiu por muito, muito tempo... Mas, por favor, não se preocupe! Eu estou o protegendo! — Disse me abraçando repentinamente e, antes mesmo que eu pudesse reagir, senti seus lábios macios de encontro aos meus, o que foi o suficiente para deixar o meu rosto completamente corado. Sem dúvidas, eu estava no tom dos frutos maduros e prontos para serem colhidos daquela macieira. Nem mesmo tive tempo de fechar meus olhos. Lá se foi o meu primeiro beijo, nada como eu esperava que fosse.

Assim que ela afastou seu rosto um pouco do meu, senti seus braços subirem enlaçando meu pescoço, enquanto esforçava-se para ficar nas pontas dos pés, devida a nossa grande diferença de altura.

– Ei... Você acredita em ‘Destino’? – Perguntou-me com um sorriso um tanto travesso enquanto seus olhos adquiriam uma tonalidade rubra, como um deslumbrante rubi.

Notas finais
N/A - Ficou um tanto quanto grande (totalizando 3 páginas no word), mas ainda sim acho que não cheguei no nível que eu gostaria... Mas espero que esteja bom de qualquer modo. A última vez que escrevi uma fic foi em 2010, por isso conto com a paciência de vocês caso eu não atinja as expectativas de vocês... Obrigada a todos que leram!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.