Limiar entre o amor e o desejo

57 O pesadelo sempre retorna


Notas iniciais
Quero agradecer imensamente a recomendação de Mariana Carvalho. amei flor. Suas palavras me incentivaram a esticar um pouquinho mais a história. Esse capitulo é para você. Obrigado mesmo.

POV ALICE

Estou trabalhando como louca nessa noiva empreitada com a Phoe. Em um mês queremos inaugurar nossa butique. Estou fazendo contratos com artistas, funcionários e acompanhando a obra. Já que a Phoe cuida de arrumar os artistas e selecionar as obras.

Há dias sinto esta sendo seguida, não falei nada ao Theodore. Ele anda muito nervoso. Ate discutimos quando pedir para irmos ao medico. Eu queria olhar o porquê das tonteiras e iniciar um tratamento para engravidar. Mas ele esta cheio de coisas na cabeça e não quer dividir comigo. Se eu conto essa sensação se ser vigiada e ou seguida ele me prende em casa para o resto da vida.

Combinamos de jantar fora hoje. E estou animada. Quero discutir com ele algumas idéias.

Estou no meu Audi presente de pós casamento, quando vejo uma Land Rover me seguindo. Começo a acelerar e ele aumenta a velocidade. Fico muito nervosa. Tento acelerar mais. Ele encosta no meu carro, mas continuo a acelerar, ele passa ao meu lado com o vidro baixo. Não poder ser. É ele. Fico desorientada que não vejo a barreira. Tento frear, mas não consigo, bato com força na barreira. Levo a mão a minha cabeça e sinto sangue. Minha tontura volta com tudo. Eu não sei mais onde estou. A escuridão me puxa.

POV TEDDY

Meu casamento é perfeito. Minha mulher é perfeita. Sei que ela esta triste porque ainda não iniciamos o tratamento para engravidar. Mas não posso me concentrar nisso quando aquele maldito fugiu da cadeia e ninguém sabe onde está. Estamos tentando localizá-lo de todos os jeitos, mas parece que ele evaporou como pó. Coloquei um segurança para seguir minha esposa disfarçadamente, não quero que ela entenda errado. É por medo de ele ir atrás dela. Isso esta me enlouquecendo e me fazendo brigar com minha pequena. Eu sei que ela esta tão chateada, que hoje a convidei para um jantar romântico em um lugar especial. Estou ate sorrindo de imaginar a surpresa dela. Meu celular vibra no meu bolso. É o segurança da Alice. Fico angustiado.

__ Fala Bones.

__ Senhor sua esposa sofreu um acidente.

__ O QUE? COMO?

__Alguém começou a segui-la e a fez perder o controle. Estão levando-a para o hospital. Mandei que fosse ao da sua família.

__ Estou indo para lá.

Saio como louco do escritório. Ligo no hospital avisando que minha esposa tem que ser atendida pelos melhores. Estou dirigindo como maluco e lagrimas descem pelos meus olhos. Se acontecer algo a ela, eu morro. Nunca senti uma dor tão grande. Um aperto no fundo do peito. Estaciono e subo pelas escadas, não tenho paciência de esperar o elevador.

Dirijo-me a uma atendente. __ Por favor, minha esposa sofreu um acidente de carro. Onde ela está?

__ Acabaram de levar uma mulher para o centro cirúrgico.

Saio correndo para a ala de cirurgia. Encontro um médico e peço informações.

__ Aguarde aqui que vou procurar saber.

Fico andando de lado para o outro. Ligo para meus pais. Acho melhor nem avisar minha irmã. Lagrimas descem pela minha face.

__ Theodore estava descendo da ginecologia quando te vim entrar como um louco. O que aconteceu? – Ava se aproxima de mim.

__ Alice sofreu um acidente. Estou com medo Ava. – Ela me abraça e eu choro como um menino perdido.

__ Ela vai ficar bem Teddy. Ela tem você e não vai deixá-lo.

__ Filho. – minha mãe entra correndo ate mim. Me jogo nos braços dela.

__ Calma meu filho. Ela vai ficar bem.

Ava se despede quando meu pai chega me deixando chorando no colo dos meus pais.

__ Theodore você precisa ficar forte para ajudá-la. – Meu pai diz me repreendendo.

Eu sei, mas sou incapaz. Dói demais. É muito medo.

Perdi noção de tempo, acho que depois de cinco horas de espera aparece um médico. Eu dou um pulo.

__ Ela está viva?

__ Ela está.

Solto a respiração que nem tinha percebido que prendia. __ Mas sinto muito ela perdeu o bebê.

Bebê? __ Ela estava grávida?

__ Sim senhor Grey de aproximadamente 50 dias. Ela teve uma hemorragia e tentamos estacá-la. Mas infelizmente não foi possível e agora só por um milagre para ela conseguir engravidar de novo.

Achei que não tinha mais lagrimas para liberar. __ Já podemos vê-la? – Meu pai pergunta aquilo que não saiu da minha garganta.

__ Sim. Ela já esta acordada.

__ Vocês contaram para ela sobre o bebe? – pergunto tão baixo que acho que não vai ouvir.

__Sim. Ela já sabe.

Isso faz meu coração doer ainda mais.

__ Vai filho cuidar dela. Se precisar estamos aqui. Ela agora precisa só de você. – minha mãe diz acariciando meus cabelos.

Entro no quarto e vejo que ela esta com curativo na cabeça, o pulso imobilizado e chorando baixinho. Chego suavemente a abraçando e chorando com ela. Não sei quanto tempo ficamos assim. Até que ela me encara. Vejo uma dor em seus olhos verdes como há muito eu não via.

__ Eu estava grávida.

__ Eu sei pequena. E você vai ficar de novo.

Ela balança a cabeça negativamente. __ Se já era difícil antes imagina agora, eu tive hemorragia.

Sua dor aumenta minha dor. __ Você não devia ter se casado comigo.

__ Hei não fale isso. Eu te amo, e vou te amar independente de qualquer coisa.

__ Ele voltou teddy. Ele veio atrás de mim.

__ Quem meu amor? – pergunto com medo da sua resposta.

__ O meu padrasto, ele me seguiu, e passou com o vidro aberto para eu saber que ele esta de volta.

Quero bater em algo. Esse filho da puta conseguiu chegar perto da minha mulher. Fecho os olhos tentando controlar minha raiva.

__ Alice lembra-se dos meus votos de casamento?

Ela assente com a cabeça.

__ você confia em mim minha pequena?

__ Claro que sim.

__ Então ele não vai te fazer mal. Eu vou te proteger nem que seja com minha vida.

__Não quero que você corra perigo por minha causa.

__ Psiu... Confie em mim.

...Uma semana depois...

Eu devo esta vivendo no próprio inferno, não consigo pegar o desgraçado e minha pequena esta como uma morta viva, não sai de casa, se alimenta mal, vive chorando, não consegue esquecer a perda do nosso filho. Estou tentando ser paciente, mas estou no meu limite.

__ Alice você não tocou no lanche que eu te trouxe.

Ela me olha de forma vaga e não fala nada.

Respiro e saio com a bandeja na mão. Quando eu volto ela está chorando.

__ O que foi agora? – pergunto exasperado.

__ Você não entende. Meu filho. Nosso filho. Eu nem sabia dele e já não o tenho mais.

__ Você acha que eu não estou sofrendo? Acha que eu não queria esse filho? Mas infelizmente não era para ser, a vida continua. Eu estou sofrendo de ver minha mulher vegetando. Quero a minha Alice de volta.

__ Você não vê que eu posso nunca mais ser mãe. Era minha chance.

__ DEIXA DE SER EGOISTA. EU TAMBÉM SABIA? Mas por você eu continuo já te falei que adotaremos. Mas você não se importa com minha dor só a sua.

Digo e saio de casa. Não suporto mais vê-la assim.

POV ALICE

Eu fiquei tão fechada na minha dor que me esqueci de ver meu marido. Esqueci das minhas promessas de amá-lo acima de tudo e vencermos juntos as dificuldades. Estamos os dois sofrendo pela perda do nosso filho. E ainda por cima o Mario foragido. Eu sei que ele esta a ponto de bala pelo perigo que estou correndo com esse louco a solta.

Ele saiu de casa furioso comigo. Na verdade magoado. Já tem horas que ele saiu e não voltou. Fico com medo. E se ele tiver percebido o erro de se casar comigo? E se foi atrás da Ava? Ou de outra qualquer? Choro copiosamente até pegar no sono.

Acordo e me viro à procura do meu marido. Seu lado está frio. Ele não dormiu em casa. Onde ele teria dormido?

Ligo no celular dele, mas só dá desligado. Fico angustiada. Vou descendo as escadas segurando meu pulso engessado. Me lamentando por ser tão idiota. Quando o vejo jogado no sofá com roupa e tudo.

__ Amor? – vou até ele acariciando seus cabelos. Estou tão feliz que ele dormiu em casa.

Ele abre um olho e resmunga. __ Amor acorde. – digo beijando sua face.

Ele resmunga mais um pouco, mas abre os olhos. __O que foi? – ele pergunta perdido.

__ Você dormiu aqui.

Ele levanta se sentando. __ Desculpa, bebi dois copos de uísque e peguei no sono.

Eu pulo no colo dele o enchendo de beijos. Ele me olha espantado. __ Por que essa alegria?

__ Por que você dormiu em casa. – digo sorrindo.

__ E onde mais eu dormiria? –ele pergunta arqueando a sobrancelha.

__ Isso não importa. O importante é que esta aqui comigo.

__ Eu sempre vou esta com você pequena.

__ Até quando eu sou uma chata egoísta?

__ Ate assim. –ele diz sorrindo e nos levantando. Comigo no colo.

__ Preciso de um banho. –ele diz me encarando.

Como há uma semana ele não consegue tocar em mim. Acho que é um convite.

__ Eu te dou banho. –ele sorri e me beija.

Notas finais
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