Limiar entre o amor e o desejo
33 Encontro inesperado
Notas iniciais
POV TEDDY
Eu e Ava assumimos nosso namoro e para minha alegria todos aceitaram muito bem, ate pelo fato disso aliviar o clima com a Phoebe e ela ficar mais tranqüila sobre seu casamento e ir melhor na gravidez. Eu realmente gosto da Ava, sempre gostei, ainda não é um sentimento igual dos meus pais, mesmo porque precisamos amadurecer nossa relação. Nosso sexo é bom, nos encaixamos perfeitamente, e gosto de cuidar dela. Sei que ela é sofreu por tudo que aconteceu e gosto de ser um alicerce para ela e com isso acalmar o coração da minha irmã. A Ava também esta feliz, esta se aproximando da Phoe, mas ainda assim com o Daniel a relação é estranha, eu já percebi que ela não fica a vontade perto dele. E olha que os últimos dias, foram os piores e ao mesmo tempo em que mais aproximou a família. A minha irmã sofreu um incidente devido à louca da Amanda, e nos deixou preocupados com a possibilidade de ter que fazer um aborto aos 6 meses de gravidez, ou ir até o final e nenhuma das duas resistir. Confesso que não queria esta no lugar do Cross para ter que decidir algo tão serio. Eu estou com medo, se acontecer algo a minha irmã, nossa família acabou todos nós temos uma ligação especial com ela. Meu pai perderia uma parte da sua alma, minha mãe entraria em depressão, e eu não sei nem como posso viver. Esses dias no hospital me fez perceber como é intenso e profundo o amor que o Daniel dedica a esposa e a filha. Isso me deixou um pouquinho ansioso, acho que não estou pronto para seguir com a Ava em um sentimento tão altruísta.
Decidir ir visitar minha irmã que agora esta de repouso absoluto em casa, sem poder sair da cama. Esses próximos meses serão decisivos para o parto, as visitas estão sento controladas pelo Daniel para não sobrecarregá-la. Mas não tem jeito meu pai vai vê-la todos os dias.
Chego em sua mansão e toco campainha.
__ Bom dia senhor Grey.
__ Bom dia! –digo a uma mulher baixa que abre a porta para mim com um sorriso meio débil. __ Vim visitar minha irmã.
__ Ah sim pode subir. Ela esta repousando no quarto mas vai gostar de vê-lo. Ela sempre fica mais feliz quando a família vem.
Assinto e subo. Não sei o que ela quis dizer, mas senti que insinuava algo sobre ficar feliz. Afastei esses pensamentos e bati na porta. Escutei risadas seguido da voz da minha irmã.
__ Entra!
__ Oi princesa! –entro e vejo que a Phoe não esta sozinha. A amiga dela de Chicago esta com ela, eu vi ela umas duas vezes mas não me lembrava de ser tão bonita.
__ Oi maninho. Chega mais perto, só estou de repouso e não com uma doença contagiosa. Lembra da Alice?
Tive que ri do comentário da minha irmã sempre engraçadinha.
__ Oi Alice, quanto tempo. –digo pegando em sua mão e levando aos lábios.
Ela da um sorrisinho tímido. E que sorriso lindo.
__ Oi Theodore. Como vai?
Aproximo e beijo minha irmã, sentando ao seu lado na cama.
__ Só Teddy, por favor, lice. Posso te chamar assim? Eu sei que é assim que a Phoe te trata. E eu vou bem, e melhor agora na companhia dessas belas mulheres.
Ela ri e assente, enquanto a Phoe solta uma gargalhada.
__ Vai dizer que esta achando sua irmã gorda e jogada em uma cama mal podendo se mexer bela? –Phoe diz com um sorriso.
__ Sim eu acho, e minha sobrinha como está? -digo afagando seus cabelos acobreados e macios.
__ Está bem Teddy, estou cuidando bem dela. Além disso, o Daniel esta no meu pé. Sem contar você, mamãe e Papai. Agora a Lice veio me ver e também já passou sermão.
Assenti com a cabeça e encaro a Alice. Nossa ela é bonita, é esbelta, baixa perto de mim, curvas bem visíveis, um cabelo preto que me lembrou os da minha mãe e tem olhos grandes e verdes profundos. Ela me olha no fundo dos meus olhos e senti um arrepio.
__ Vai ficar quanto tempo aqui Lice?
__ Ainda não sei Teddy. Quero passar algum tempo com a Phoe. Ficamos muito amigas em Chicago e já tinha algum tempo que não nos víamos apesar de sempre nos falarmos. Quando ela me contou tudo que passou resolvi vim ficar com ela, e mudar um pouco de ares eu estava mesmo precisando.
Percebo uma tristeza em seus olhos quando ela fala isso. Não posso negar que não consigo parar de encará-la. Vi ela uma vez em Chicago com a phoe rapidamente, e uma aqui em Seattle quando veio pasear, ela tem parentes por aqui. O engraçado é que nunca tinha olhado em seus olhos, ela parece ver minha alma e isso me incomodou.
Fico mais algum tempo na companhia das duas conversando e mimando minha irmã. Quando estou indo me despedi, pois preciso me afastar desse olhar tão doce e ao mesmo tempo tão frágil. Minha irmã resolve me deixar constrangido.
__ E a Ava Teddy? Por que não veio com você?
__ Ela deve vim depois, com calma. Sabe como mulheres gostam de conversar, na minha vez prefiro vim sozinho.
__ Desculpa Theodore, eu deveria ter ido embora e ter deixado vocês sozinhos. _ Alice fala constrangida. Ah minha boca. Tento remediar meu comentário estúpido.
__ Alice eu gosto de vim ver minha irmã sozinho, mas confesso que sua presença fez que fosse muito melhor ter que ver a Phoebe deitada e tão vulnerável. Sei que você esta sendo uma ótimo companhia a ela, a faz rir e isso já é maravilhoso, eu não poderia querer mais.
Ela sorri timidamente e gosto de ver o brilho que passou em seus olhos.
__ Ele e Ava estão namorando Alice. Por isso perguntei dela para ele.
Minha irmã tinha que abri essa boca. Por um segundo vi decepção nos olhos verdes, e um aperto no meu peito. Não sei porque mas não queria que ela soubesse.
__ Phoe até no final da semana eu venho te ver de novo. Também não quero sobrecarregá-la. Foi ótimo ficar com você. Um prazer de rever Theodore. –Alice diz indo beijar Phoebe nas faces e acenando a cabeça para mim.
O que é isso? Voltamos ao Theodore? Não posso deixá-la ir assim.
__ Obrigado pela visita Lice e volte sim. Vou pedir o motorista para lhe deixar no hotel.
__ Não precisa eu tenho mesmo que ir a deixo lá. –digo de uma vez. Minha irmã me olha feio.
__ Não precisam se incomodar eu pego um taxi. Esta perto mesmo. –ela tenta se desvenciliar de mim.
__ Por favor, Alice, é meu caminho.
Ela enfim concorda. Beijo a Phoe e vejo seu olhar me fuzilando. Mas não estou fazendo nada de mais, é apenas uma carona. Ou não é?
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