Limiar entre o amor e intrigas
47 Nascimento
POV AVA
__ Amor a Lex viajou hoje de lua de mel.
__ Ela me falou. Tudo com seu primo é intenso né Ava?
__ Por que diz isso?
__ Alexa já esta grávida. –ele diz com uma careta.
Acabo rindo.
__ Ela está feliz.
__ Tomara que ele não a abandone com um filho, como fez com a pobre Alice.
__ Que de pobre não tem nada Cristo. Eu ficava indignada que ninguém percebia que aquela mulher era tão boazinha que chegava a ser falso.
__ Isso também não tem importância. Temos que nos preocupar com nossa filhota. Está ansiosa?
Terei um parto programado. Amanhã completa-se quarenta semanas então farei uma cesariana. Estou sim ansiosa e feliz. Quero poder ver logo minha baby. Cristo está nervoso. Ele não diz, mas eu sinto.
__ Estou louca para ter nossa pequena em nossos braços.
__ Eu também amor.
__ Mama! – Chris entra correndo na biblioteca onde estou com Cristo.
__ Vai cair Chris. Por que corre tanto?
Ele faz uma careta. Odeia ser repreendido.
__ Queria te ver antes de ir buscar a Emma.
Cristo sorrir diante da ideia do filho. Explicamos a ele que eu e o pai dele íamos passar a noite fora e voltaríamos com a irmã dele. Por isso ele vai ficar com meus pais.
__ Ainda estou aqui querido. Venha aqui! –digo abrindo meus braços para ele.
__ Esta se sentindo bem mamãe? — Ele se senta no meu colo e coloca a mãozinha na minha barriga.
__ Estou meu pequeno príncipe. Quero que prometa se comportar até eu voltar.
__ Eu prometo mama.
Beijo sua testa e lhe abraço. Esse meu menino é tão especial.
Cristo o leva para casa dos meus pais. Amanhã cedo irei para o hospital. Estou muita agitada. Não estive assim no parto de Chris. Tomo um banho e me deito. Minhas costas doem muito e o cansaço tomou conta de mim.
Tiro um cochilo quando a empregada vem me avisar de uma visita. Minha ansiedade aumenta. Desço as escadas e me direciona a sala intima. E para minha surpresa me deparo com Alice.
__ Alice¿ — Pergunto espantada.
__ Ava!
__ O que faz aqui?
__ Eu só vim lhe dizer que você venceu.
__ Do que você está falando? — eu não entendo. Seus olhos são tão frios que me arrepiam.
__ Você me odiou por Theodore me preferir. Sempre cultivou a inimizade por conta disso. E agora se vingo usando sua cunhada.
__ Alice você está bem? — é a única coisa que consigo perguntar.
__ Eu estou muito bem. Vou recomeçar minha vida. Mas eu não podia ir embora antes de lhe falar algumas verdades. Você se acha superior Ava? Acha que agora tem a família perfeita, que tem o homem ideal. Mas não podemos esquecer que nenhum homem jamais te quis. Primeiro Daniel que encontrou em Phoebe a mulher ideal e depois Theodore que te humilhou antes mesmo você conhecer o sexo. E agora você acha que Cristo te ama? Ele está com você por causa dos filhos. Hã se esse menino fosse de Theodore você estava abandonada agora...
__ CHEGA ALICE! – grito sentindo os tremores do meu corpo. __ Não venha querer jogar em cima de mim sua merda. Eu não tenho culpa se Theodore te largou, eu não fiz nada. Não venha falar da minha família. Você só pode estar louca.
__ Louca? Estou é muito lúcida. Sei que está se divertindo e se sentindo vingada. Mas eu desejo do fundo da minha alma que Cristo te abandone com dois filhos para você saber o quanto é bom. Desejo que sinta o que estou sentindo para nunca mais incentivar uma ninfeta a dar em cima de homens casados.
__ Agora eu entendo por que Theodore te largou. Ele descobriu a maluca, falsa e má que você é. Eu desejo a você equilíbrio Alice, pelo seu bem e dos seus filhos que acabaram sofrendo muito. Agora saia da minha casa. Você não é bem vinda aqui.
Ela solta uma risada. __ Você ainda terá o que é seu Ava.
__ Saia! – digo friamente.
Ela sai e me deixo cair na poltrona. Que mulher louca. Por que vim me ofender¿ Sentir até pena de Theodore agora. Como ele se enganou tanto com uma pessoa? Eu era a única que percebia que de boazinha ela não tinha nada? Não é possível.
Quando Cristo chega ele me questiona porque estou tão pálida. Apenas justifico que é a ansiedade, me aconchego nele e me entrego ao sono.
Começo me sentir incomoda. Em baixo do meu ventre dói e dói muito.
__ Ai. Ai. Ai.
__ O que foi amor?
__ Está doendo Cristo.
Ele acende a luz dá um grito.
__ Oh Meu Deus!
Olho para minha camisola para entender. Tem sangue em todos os lugares.
__ Respire amor vai ficar tudo bem.
Eu queria acreditar nisso, mas a dor e o sangue me levam a escuridão.
POV CRISTO
Desde que cheguei em casa percebi o quanto Ava estava abatida, mas ela apenas justificava que era a ansiedade. Quando ela acordou gritando sentir meu coração parar de bater. Ela gritava de dor e tinha sangue em sua camisola, na cama e até em mim. Eu mal me lembro em que momento conseguir chamar uma ambulância e carregá-la. Foi os piores momentos da minha vida. Minha esposa, a mulher que eu amo, a mãe dos meus filhos pálida, sem nenhuma consciência e sangrando.
A chegado ao hospital foi conflituosa. Muitos médicos a recebendo e levando-a para a sala de emergência. Eu estava sem rumo. Sem lugar. Perdido em uma dor. Em medo. Nunca senti tanto medo.
Agora aqui olhando para minha menininha, tão branquinha, loirinha e com os meus olhos sinto a maior emoção da minha vida.
Não posso esquecer o momento em que a enfermeira me deu uma roupa hospitalar e pediu que eu entrasse no quarto. E entrei no momento que minha menina soltava seu grito de vida e seu choro ecoava por todo o quarto. Ava chorava sem parar. Era a mistura de alivio e felicidade. Ava teve uma hemorragia, mas por sorte já estava na hora de Emma nascer e nada de mal aconteceu a elas. Ava está fraca e pálida, mas eu sei que ela ficará bem. Por mim e pelos nossos filhos.
__ Você é tão linda meu amor. O papai te ama muito.

Ela sorri para mim como se me entendesse.
__ Pai babão. – a voz fraca da minha esposa chega até mim.
__ Olha quem acordou princesa.
Levanto-me indo até a cama de Ava. Dou um beijo suave em seus lábios.
__ Eu te amo. –digo com a voz embargada.__ Hora de amamentar sua filha. –entrego-a e ajeito as duas na cama.
__Obrigado amor.
__ Está se sentindo bem? Quer alguma coisa?
__ Quero que traga Chris.
Assinto com a cabeça.
Quando Ava adormece e também Emma, vou buscar nosso filho.
__ Onde vamos papa? E onde está a mama?
__ Vamos ao hospital ver a mamãe e a Emma.
__ Por que no hospital¿ É lá que foram buscar a Emma?
__ Sim. Quero te pedir um favor. De um beijo e um abraço bem forte na mama porque ela esta fraca e a única coisa que ela quer é você, Emma e eu a seu lado.
__ Por isso a vovó não veio conosco?
__ Ela já esteve no hospital para ver sua mãe e vai voltar depois com seu avô. Agora é a sua vez.
Ele assente com a cabeça.
__ A minha mãe está bem?
__ Pode ficar tranquilo. Ela está com saudades de você.
Chegamos ao hospital e percebo a ansiedade do meu filho.
Quando abro a porta e ele vê a mãe deitada, pálida e com os olhos fechados ele começa a chorar.
__ Hei por que está chorando? — pergunto me abaixando e pegando-o no colo.
__ Mama!
Ava abre os olhos de uma vez.
__ Calma amor estou bem.
Ao ouvir a voz da mãe ele se solta do meu colo e corre para a cama.
__ Você está bem mamãe?
__ Sim. Só cansada.
__ Foi difícil pegar a Emma?
__ Um pouquinho. Quer conhecê-la?
Ele assente com a cabeça.
Coloco-o sobre a cama ao lado da mãe. Pego Emma no berço que dorme tranquilamente e coloco no colo dele.
__ Ela é muito pequena.
__ Sim. Por isso precisa de nossos cuidados. E você tem que nos ajudar. – Ava fala fracamente.
__ E cuidar de você também mamãe.
Beijo-o na face e a Emma. esse meu filho me emociona.
__ Isso Chris. Somos os homens da casa e cuidaremos das nossas princesas.
__ Mama é a rainha.
__ Você está certo. –digo bagunçando seu cabelo.
Ava fica mais três das no hospital. E me sinto aliviado quando voltamos para casa. Para nossa vida normal. Não tão normal. Emma adora acordar de madrugada e chorar a pleno pulmões.
__ Sua vez. – Ava diz sonolenta quando o chorinho de Emma ecoa pela babá eletrônica.
Levanto-me sorrindo. Todas às vezes sou eu que vou. Ava está preguiçosa. E Emma sempre se acalma comigo.
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