POV ALEXA

Eu fiquei em estado de choque com a visita da Alice. Senti-me péssima. Escutar os votos que ele lhe fez no casamento me destruiu. Ele nunca disse que me ama, não fala de amor. Senti-me insegura pela primeira vez.

Quando penso em uma vida sem ele vejo dor, vejo uma Alexa em pedaços. Faz quinze dias que eu encontrei com a Alice. E felizmente não tive mais noticias dela. Theodore a enfrentou e a consequência disso foi seus filhos estarem com ódio dele. Não querem me conhecer. Não querem me dar uma chance.

E para piorar ainda não conseguimos contar a Cristo. Estou esperando o resultado de DNA sair, e assim definir como será a sua situação com Emilly. Agora não é momento de levar mais angustia para ele e Ava.

Mas sei que preciso contar, quando Alice desconfiar que apesar de Ava saber meu próprio irmão não sabe estarei em apuros. Ela fará questão de contar.

Estou angustiada. Queria que Theodore falasse de amor, mas não posso pressiona-lo. Quero que fale se vai ter filhos comigo. E se ele não quiser? Eu quero uma família completa.

__ Lex?

Sorrio ao ver que ele chegou. Ele praticamente está morando comigo. Dormimos juntos todos os dias. Aprendi a conhecer suas manias e seus gostos nesses dias e eu sei que é o quero para o resto da minha vida.

__ Aqui no quarto Theodore. –grito para ele.

Ele aparece com um buque de lírios brancos e um super sorriso.

__ Para a minha sedutora. –ele me fala antes de se aproximar da cama.

Pego as flores, sinto o cheiro e pego o cartão.

“ Estou livre... livre para finalmente te possuir por completo...”

Olho com uma sobrancelha arqueada.

__ Estou divorciado. –ele fala quase pausadamente.

__ Ai meu Deus! – pulo da cama e me jogo sem seus braços.

Eu mal posso acreditar, Alice não quis assinar o acordo, e Theodore pediu a separação no litigioso. Pelo menos agora não estou com um homem casado, o que me fazia sentir uma amante de verdade.

__ Temos que comemorar. –digo beijando seus lábios.

__ Sim. Mas não aqui. Iremos viajar.

Espanto-me. __ Quando?

__ Agora.

__ Agora? Como? Não organizei nada.

__ Mas eu sim. Meu pai me emprestou o jatinho da empresa. E nós iremos sair daqui agora.

__ Mas não arrumei mala e ainda estou com a roupa do trabalho.

__ Você não vai precisar de roupa. E o que precisar nós compramos. Agora vamos. –ele diz com um sorriso safado e irresistível. Chama-me com a mão.

Como dizer não a ele? Quando está assim tão feliz. Seguro sua mão e vou com ele. Então percebo que nem sei para onde.

__ Para onde estamos indo?

__ Calma Lex. Você em breve saberá.

O jatinho da empresa é muito luxuoso, e tem um quarto que eu adorei. Eu e Theodore fizemos amor regado a champanhe. Ele me amou até que adormeci em seus braços.

__ Acorda minha sedutora. – A voz de Theodore invade meus sonhos.

__ Não quero. –digo fazendo manha.

Sinto que ele joga algo em mim, deve ser um lençol e me pega no colo. Quero contestar, mas estou tão cansada que me entrego ao sono.

Abro meus olhos e me vejo em uma cama king size, não estou mais em uma cabine de avião. Olho ao redor e vejo que é uma suíte luxuosa, com piano, banheira grande e uma maquina de café. Sorrio. Theodore e seu café.

Levanto procurando Theodore e reparo melhor no quarto. A cama na verdade é giratória e o teto espelhado, sorrio com as imagens que passam pela minha mente, e que eu preciso experimentar, tem uma jacuzzi com vista para os cassinos. Cassinos? Estamos em Las Vegas. Por que Theodore escolheu esse destino?

Ele não está no quarto. Vou a procura do telefone para ligar para ele quando o mesmo irrompe pelo quarto me pegando de uma vez e me jogando na cama.

Solto um gritinho.

__ Estamos em Las Vegas? — pergunto entre os beijos.

__ Sim.

__ Vamos apostar?

__ Sim. Vamos correr riscos e apostar alto. –sua voz sai enigmática.

Antes que eu posso retrucar ele já está sugando meu seio e me fazendo esquecer de qualquer outra coisa que não seja ele, que não seja ele me possuindo.

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__ Coloque esse vestido. –ele diz me entregando um vestido longo branco bordado com alguns diamantes.

Levanto a sobrancelha para ele, em uma pergunta silenciosa.

Ele apenas sorri. Percebo que ele está com um fraque que também é branco.

Eu não entendo, mas como estamos em Las Vegas resolvo me jogar.

Descemos e passamos pela área dos cassinos. Achei que íamos ficar no hotel, mas seguimos para fora. Entramos na limusine que já nos esperava.

__ Theodore...

Ele me entrega o champanhe. E apenas sorri. Tenho impressão que ele está aprontando algo.

Paramos. O motorista abre a porta e descemos. Olho ao redor e vejo que é uma capela, a famosa Graceland Chapel. Ele me olha de um jeito e com um brilho intenso.

__ Vem. –sua voz é como um sussurro.

Entramos na capela. Eu não entendo nada. Ela está toda decorada com lírios brancos. Mas não há ninguém além de nós dois.

Ele me vira para que eu fique de frente para ele.

__ Lex quer se casar comigo?

Fico estática. Não sei o que falar.

__ Eu sei que você pode achar precipitado. Acabei de conseguir o divorcio. Mas nada disso me interessa. A única coisa que me importa é ficar com você para sempre. Eu tive muitas duvidas durante minha vida, fui volúvel muitas outras. Mas com você tudo é diferente. Eu só sei que preciso de você como o ar que respiro. Eu quero gritar para o mundo que nós pertencemos um ao outro e quero fazer isso sabendo que isso é verdade, que nos comprometemos e nos entregamos. Você quer Alexa?

Eu sei que deveria pensar na minha família, no meu pai, e no meu irmão que nem sabem que eu estava namorando. Mas de repente nada disso importa. O momento é esse, de me entregar a ele, de ser oficialmente dele.

Lagrimas começaram a escorrer. __ Sim Theodore Grey. Eu quero.

Ele me beija apaixonadamente. Em minutos o ministro aparece, um violonista e duas testemunhas que devem ter sido alugadas, só agora percebo que ele já tem uma licença. E tenho que concordar com meu futuro marido. Dinheiro compra a agilidade. Primeiro com seu divorcio e agora com nosso casamento. E pela primeira vez acho que vale a pena utilizá-lo.

A música que sai do violino é divina. As palavras ditas pelo ministro me tocam profundamente, ele parece conhecer a nossa historia.

__ Alexa Florence eu sei que você não quer promessas e eu não as farei. Eu viverei cada dia, cada momento no empenho de te fazer feliz e poder te mostrar o quanto você entrou em mim, e desnudou minha alma. Obrigada pela sua coragem e pela fé que tem em mim. Eu pensei muitas vezes que estava amando, mas me enganei. O que sinto hoje é tão forte que eu sei que amor é uma palavra insignificante, e não vai descrever nunca tudo que eu sinto por você, tudo que você causa em mim. Eu estou lhe entregando a minha alma e essa é a maior prova de amor que posso te dar.

Lagrimas escorrem sem parar pela minha face.

__ Theodore Grey eu tenho fé em você, eu tenho fé em nós. Nunca pensei que existisse um sentimento como o que sinto depois de te conhecer. Eu viverei cada momento, cada dia com você. Obrigado por me mostrar o verdadeiro Theodore, talvez aquele que ninguém conheça. E eu te entrego a minha alma, para que juntos sejamos um só. Eu te amo!

Beijamo-nos apaixonadamente. Em dez minutos saímos da aconchegante capela casados. Agora sou Alexa Christine Grey.

Saímos como duas crianças por Vegas. Jantamos e fomos ao cassino. Estou tão leve. Nossa primeira noite como marido e mulher foi incrível, com a cama girando e um teto que espelhava o amor que sentíamos.

__ Acorda senhora Grey.

Resmungo. Depois de passarmos a noite e a madrugada fazendo amor, ele quer me acordar. É inacreditável.

__ Vamos Lex. Hoje a senhora deveria trabalhar.

Dou um pulo da cama, eu me esqueci disso completamente. Hoje é um dia comum, uma quarta feira. Esqueço-me de tudo quando estou com ele.

Jogo um travesseiro nele que está com um sorriso enorme.

__ Tudo bem já liguei para minha mãe e disse que hoje você foi raptada, mas que amanhã estará na empresa normalmente.

Balanço a cabeça com uma falsa indignação. Ele me pega de uma vez me levando para a jacuzzi. O que serviu para me relaxar muito. Depois de um belo café da manhã, voltamos para Seattle.

Fico triste de voltar, queria passar mais alguns dias com ele. Ter uma lua de mel. Qualquer coisa que nos mantivesse nessa bolha. Nesse nosso amor.

__ Depois que contarmos a todos que somos casados, e você entrar de férias da faculdade iremos ter nossa lua de mel. –ele diz parecendo ler meus pensamentos.

Faço bico e me jogo em seus braços assim que entramos no meu apartamento. Agora nosso apartamento. Ele me pega em seus braços.

__ Para nos dar sorte. –ele diz me beijando.

__ Vamos morar onde? — questiono.

__ Eu não pensei nesse detalhe. Onde você quer morar?

__ Por mim iríamos morar no seu chalé.

Ele sorri. Sei que ele também gostaria. __ Mas por enquanto acho aqui perfeito. É pequeno, mas para nós é aconchegante.

__ Eu concordo Lex. Depois escolheremos uma cobertura ou uma casa. Nós dois gostamos de lugares pequenos e aconchegantes.

__ Onde você estiver é aconchegante. –eu digo.

Fazemos amor em nosso apartamento. Agora nosso lar. Adormecemos embalados em nossa felicidade.

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__ Café está pronto senhor meu marido.

A visão do meu marido tira meu fôlego. Ele ainda está com os cabelos molhados e usando apenas uma calça jeans. Está muito descontraído.

Ele pega a xícara da minha mão e me da um selinho.

__ Hei não vai trabalhar hoje? — pergunto com um sorriso que evidencia a minha felicidade de estar com ele.

__ Amanhã tenho uma aquisição importante e preciso estudar a situação e a proposta. Só vou à empresa mais tarde. Para deixar tudo preparado.

__ Uhum que inveja.

__ Então tire mais um dia de folga e fique aqui comigo. –ele me puxa para seus braços.

__ Proposta tentadora, mas alguém aqui trabalha e estuda. –digo com uma risada.

De repente ele fica serio. E eu já posso imaginar o motivo.

__ Lex hora de contar ao Cristo e a sua família. Isto não pode mais ser adiado.

__ Eu sei, mas tenho medo.

­__ Iremos fazer isso junto. Vamos fazer o seguinte: eu vou organizar tudo que preciso, e você trabalhe e estude, depois logo a noite iremos a casa do seu irmão conversar com ele.

__ Tudo bem. Mas ainda assim estou com medo.

__ Não tenha. Ele vai ter que aceitar. Agora ninguém irá nos separar. –ele diz pegando minha mão e beijando minha aliança. Fiquei tão feliz quando vi que não tinha nada gravado.

__ Sim Theodore. Hoje contaremos tudo. Adoraria ficar aqui e curtir uma preguiça com meu marido, mas eu preciso ir agora.

__ Lex vai com meu carro para você não se atrasar.

__ E como você vai para a empresa mais tarde?

__ O motorista da empresa me pega aqui. E você me pega mais tarde na empresa para irmos ver Cristo.

__ Tem certeza? Posso ir de taxi.

__ Nada disso. Vou no carro da empresa. Tem lá as vantagens de ser vice presidente.

Ele sorri lindamente para mim. Não tenho como negar nada. Beijamos-nos

Quando estou saindo ele me chama.

__ Lex?

Me viro para ele.

__ Eu te amo. – volto e me jogo sem seus braços. É a primeira vez que ele fala essas três palavras em uma frase. Eu queria tanto ouvir isso. Eu sei que ele acha que o que sente é muito mais, mas é tudo que eu preciso ouvir.

Vou trabalhar. Quando chego me deparo com um lindo buque de lírios brancos. Eu não sei como ele faz isso.

“Para minha esposa... Linda, guerreira e sedutora. Que ela tenha um lindo dia. Seu marido.”

Sorrio como uma boba.

__ Teddy?

Anna entra em minha sala.

__ Sim. –digo toda sorridente. __ Anna desculpe por ontem, eu...

__ Tudo bem, Teddy me explicou que vocês estavam comemorando já que o divorcio saiu.

Fico vermelha.

__ Sim. Espero que Alice dê uma trégua agora. –digo me sentindo triste ao me lembrar dela.

__ Ela terá que se acostumar.

Concordo com a cabeça e nos dedicamos ao trabalho. Meu celular vibra quando estou dentro do carro saindo da editora.

Ligo o alto falante.

__ Oi marido.

__ Oi esposa. Já está vindo me buscar?

__ Sim. Estou saindo da editora. Está pronto?

__ Para você, sempre estou!

Sorrio com a duplicidade de suas palavras. Saio do estacionamento e entro na rua pouco movimentada.

__ Espero que sim. –digo com uma risada. __Já já estarei ai. Te amo. Beijos

__ Tudo bem. Estou te esperando. Beijos.

Desligo e me concentro no transito, pego a rodovia quando vejo pelo retrovisor um carro atrás de mim, ele é prata. Mudo de faixa e ele muda também, aumento a velocidade e o carro faz o mesmo se aproximando muito. Fico nervosa com a proximidade do carro que encosta na minha traseira com um pequeno bate, acelero mais. Quando olho para frente vejo barreiras de impedimento de prosseguir, piso no freio e o carro perde a estabilidade, giro e bato na barreira, sentindo o carro capotar. Levo a mão ao rosto e pego em algo. É sangue. O que está acontecendo? Eu não quero morrer. Eu quero o meu marido Theodore. O ultimo pensamento que tenha antes da escuridão me tomar.